Links da semana

Aqui na Companhia nós estamos às voltas com os últimos preparativos para o lançamento do selo Penguin-Companhia das Letras. Acima você vê as provas finais dos quatro primeiros títulos.

Ontem foi o Dia do Rock e, para comemorar, o Meia Palavra e o Mundo Livro fizeram listas de recomendações só com livros sobre o tema.

Ainda falando sobre música, o autor da série Scott Pilgrim, Bryan Lee O’Malley, comenta em seu blog as músicas que entraram para a trilha sonora da adaptação cinematográfica do quadrinho. Para quem está ansioso pelo filme, um featurette foi lançado, com algumas sequências inéditas e comentários de atores e do diretor. O filme tem lançamento previsto para outubro no Brasil, e a editora lançará o segundo volume em setembro.

O curso Publishing Management – O Negócio do Livro da Fundação Getulio Vargas (FGV), que já está em sua terceira turma no Rio de Janeiro, será oferecido em São Paulo, em parceria com a Associação Academia Internacional de Cinema (AAIC). As matrículas estão abertas para turma que se inicia em 21 de agosto de 2010.

A revista Veja está organizando um concurso de resenhas. Basta enviar uma resenha de um dos seis livros escolhidos pela publicação. Serão quatro premiados, que receberão um e-reader Kindle. Sérgio Rodrigues, do Todoprosa, dá dicas de como escrever uma boa resenha.

Os e-readers, aliás, parecem estar prestes a invadir o mercado brasileiro. Pelo menos duas empresas brasileiras pretendem lançar seus leitores digitais nos próximos meses. E, enquanto se discute a utilidade do iPad no meio acadêmico, os escritores já encontraram nos aparelhos da Apple diversas ferramentas úteis para seu trabalho.

Mas nem todos estão satisfeitos com o crescimento da leitura digital: Ricardo Kotscho, autor de Do golpe ao Planalto, lamenta o fim da versão impressa do Jornal do Brasil, onde trabalhou por muitos anos.

A Casa do Saber está oferecendo 75% de desconto em seus cursos de quatro aulas, e Eduardo Brandão, tradutor dos livros de Roberto Bolaño, deu uma entrevista à Folha falando sobre seu trabalho.

Ao mesmo tempo que a polêmica sobre uma suposta continuação da Trilogia Millennium se desenrola, fãs de diversos países começam a visitar a Suécia em busca dos locais mencionados nos livros.

O blog iCult Generation resenhou a graphic novel Maus, de Art Spiegelman. A Julianna, do Caleidoscópicas, falou sobre A revolução dos bichos, e o Rafael, do Metempsicose, leu Verão, de J.M. Coetzee.

O grupo Improv Everywhere recriou uma cena de Star Wars dentro de um vagão do metrô de Nova York, um sobrevivente do holocausto dançou I will survive com a filha e os netos em marcos históricos do nazismo para comemorar sua sorte, e o Shakesperean Insulter oferece opções peculiares de xingamentos, inspirados ou retirados diretamente dos textos do bardo inglês.

A Mari, do Todos os livros do mundo, postou uma resenha de Achei que meu pai fosse Deus, o Pedro mantém um blog onde disseca vários aspectos da série As aventuras de Tintim, enquanto um jornalista americano pondera sobre a quantidade de artistas brasileiros trabalhando em gibis americanos.

E, por fim, a Companhia comprou os direitos de publicação de Medium raw: a bloody valentine to the world of food and the people who cook, continuação de Cozinha confidencial, e a revista Slate fez uma entrevista com o autor, o chef e apresentador Anthony Bourdain.

16 Comentários

  1. Fabio disse:

    O design “mais antigo” é o adotado para publicações de não-ficção, e é tido como um ícone das artes gráficas. Adorei. Estou prestes a comprar só pra ter (o livro em si não me interessou).

  2. Matinas Suzuki Jr. disse:

    A Penguin tem três tipos diferentes de edições para os Clássicos: o popular, o intermediário e luxo. O Clássico popular, que é o mais barato, tem formato de bolso e não inclui apresentações, notas, referências de leitura, índices onomásticos etc. O formato intermediário – que eles chamam de “lombada preta”; uma das matérias no Brasil chamou-o de “rodapé preto”, que nos parece uma boa descrição – é maior do que o formato de bolso e vem com todos os aparatos mencionados na frase anterior. As edições da Penguin-Companhia das Letras seguem este formato intermediário. Os livros têm 13cm de largura por 20cm de altura (maiores, portanto que o formato de bolso) e vêm com aparatos. Não é muito correto, portanto, se comparar os preços das edições populares com os das edições de lombada – ou rodapé – preto.

  3. admin disse:

    Oi, Mell
    Os livros brasileiros (com exceção dos Essenciais) seguirão o design original dos livros da Penguin, enquanto os outros seguirão o design atual.
    As cores das faixas seguirão a seguinte lógica: laranjas para ficção, verdes para não-ficção, roxas para poesia, e vermelhas para teatro.

  4. David disse:

    Concordo com o Vinícius ali emcima. Gostaria muito que os livros tivessem um preço camarada; e isso ajudaria a Cia das Letras a dar um boom nas editoras brasileiras, o que traria também uma aproximação maior com a própria Penguin.

  5. Prezados,

    Apenas penso que se fosse mantido o papel utilizado pela Penguin, o preço do livro poderia ser dimininuído. O que talvez acarretaria um maior crescimento da Companhia das Letras no setor de livros de bolso (ou de tamanho menor). Tal como estão indo as coisas, com a qualidade de papel já utilizada pela editora, muitos livros estarão a par de preço com a edição importada da Penguin. No estrangeiro, eles muito fizeram para o barateamento do custo do livro para o consumidor. Me alegraria, de sobremodo, vê-los reproduzindo tal diretriz aqui no Brasil e aumentaria ainda mais a admiração que tenho pelo trabalho dessa casa.

    Cordialmente,

    V.P.

  6. Mell disse:

    Gostaria de saber porque a capa do livro “O Brasil Holandês” segue o design mais antigo da Penguin, enquanto os outros o mais recente.

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