Semana vinte e dois

Todos os homens são mentirosos, de Alberto Manguel (Tradução de Josely Vianna Baptista)
O ponto de partida do novo romance de Alberto Manguel é a história secreta de Alejandro Bevilacqua, misterioso autor de um único livro, que se matou no exílio em Madri. Caído no esquecimento, o escritor desperta a curiosidade de um jornalista francês, que decide escrever um livro sobre ele. As fontes são quatro pessoas que conviveram com Bevilacqua e prometem revelar segredos importantes. Enquanto o jornalista constata a impossibilidade de montar o quebra-cabeças das lembranças alheias, confundido entre equívocos e mentiras, Manguel demonstra com maestria a possibilidade de um romance dar vida nova ao passado — uma vida verdadeira, apesar de ficcional.

Palhaço, macaco, passarinho, de Eucanaã Ferraz (Ilustrações de Jaguar)
Palhaço é palhaço, macaco é macaco, passarinho é passarinho. Mas será que existe alguma coisa em comum entre eles? O poeta Eucanaã Ferraz acha que sim. E, ainda por cima, acredita que todo mundo tem um pouco dos três. A partir desses personagens, e de estruturas frasais simples, Eucanaã cria uma espécie de jogo de sintaxe em que, a cada página, palavras são trocadas de maneira a criar novos sentidos. As ilustrações são de Jaguar, que, apesar do nome de onça, faz coisas engraçadas e às vezes mais parece um macaco. E o macaco parece um palhaço que parece um passarinho. Deu para entender?

É um livro, de Lane Smith (Tradução de Júlia M. Schwarcz)
Ganha uma bolacha recheada quem responder primeiro a seguinte pergunta: qual O Assunto do Ano no mercado editorial? Sim, estamos falando do futuro do livro, dos tais e-books e a proposta de revolução que trazem consigo. E o que será do livro? E o que será dos direitos autorais? E o que será das prateleiras? E o que será dos pobres marcadores de página?! Muitos aproveitam a onda para reafirmar seu amor às letras impressas em papel, e dizem que o livro é uma espécie de deus grego: não morre nunca. Sem enveredar pelas malhas da vidência, mas deixando claro que um livro é um livro e isso basta, Lane Smith criou uma história ilustrada, tanto para crianças quanto para adultos, sobre o nosso velho e bom — e amado — livro. Aquele que, ao contrário dos produtos eletrônicos, não apita, não interage, não conecta nem retwitta. Mas que, só pela emoção da narrativa e das imagens, prende a atenção (e ainda rouba o coração) de qualquer um. Veja abaixo o trailer o livro:

Quimonos e Yumi, de Annelore Parot (Tradução de Eduardo Brandão)
Dois livros apresentam às crianças palavras e costumes japoneses a partir das kokeshis, bonequinhas típicas do país. Buracos nas páginas escondem fantasias; abas revelam o interior das casas; e recortes especiais sugerem algumas atividades, como encontrar as joaninhas que fugiram e descobrir qual a yukata — espécie de quimono levinho que se usa após o banho — de cada kokeshi. Com capa dura acolchoada, com uma tira de couro costurada, o livro é supercaprichado nos mínimos detalhes, assim como o são essas bonequinhas japonesas.

Um Comentário

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Livraria Moscou, Companhia das Letras. Companhia das Letras said: Entre os lançamentos: um poema infantil ilustrado por Jaguar, uma defesa aos livros impressos e bonequinhas japonesas http://bit.ly/ayi4BP […]

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