Semana vinte e oito

Os lançamentos desta semana foram:

Só garotos, de Patti Smith (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Só garotos é uma autobiografia cativante e nada convencional, vencedora do National Book Award de 2010 na categoria não-ficção. Tendo como pano de fundo a história de amor entre a cantora e poeta Patti Smith e o fotógrafo Robert Mapplethorpe, enquanto os dois ainda eram jovens aspirantes a artistas, o livro é também um retrato apaixonado, lírico e confessional da contracultura americana dos anos 1970, desfiado por uma de suas maiores expoentes vivas.

Brasil: de Getúlio a Castelo, de Thomas Skidmore (Tradução de Berilo Vargas)
Narrativa pioneira sobre as transformações políticas, econômicas e sociais sofridas pelo Brasil durante sua transição de economia rural para potência industrial emergente, o livro clássico do brasilianista Thomas Skidmore ganha nova tradução e inaugura a reedição de algumas de suas obras fundamentais.

A disciplina do amor, de Lygia Fagundes Telles
Carlos Drummond de Andrade chamou de “miniaturas” esses textos fragmentários, escritos à margem da vida, em que a realidade confina com as invenções da ficção e da memória afetiva. Pequenos contos, reflexões curtas, notas cotidianas: tudo aqui se confunde numa amorosa variedade.

Verão no aquário, de Lygia Fagundes Telles
De um lado, uma jovem indecisa em tempos de crise de valores. De outro, sua mãe, presença forte e independente. Uma paixão irresistível virá aquecer o conflito entre as duas, num dos romances mais perturbadores da autora.

Uma luz em meu ouvido, de Elias Canetti (Tradução de Kurt Jahn)
Uma luz em meu ouvido cobre a vida de Canetti dos dezesseis aos 26 anos — ou seja, de 1921 a 1931 — e pode ser lida como um palpitante e transcendente romance de formação, uma vez que descreve a gênese de um artista e pensador dotado de uma capacidade de percepção fora do comum. A inflação, o assassinato de Rathenau, o levante dos trabalhadores de Viena e a vida berlinense dos anos 1920 são o pano de fundo para o desenvolvimento espiritual do escritor.

A língua absolvida, de Elias Canetti (Tradução de Kurt Jahn)
Elias Canetti narra sua infância e adolescência na Bulgária, seu país de origem, e em outros países da Europa para onde foi obrigado a se deslocar, seja por razões familiares, seja pelas vicissitudes da Primeira Guerra Mundial. Ao mesmo tempo que registra, num tom quase romanesco, os acontecimentos e as pessoas mais marcantes dessa fase crucial de sua vida, Canetti vai fazendo emergir ao primeiro plano o fascínio que a linguagem e a literatura inevitavelmente exerciam sobre o menino a quem os anos transformariam no escritor brilhante.

O jogo dos olhos, de Elias Canetti (Tradução de Sergio Tellaroli)
Elias Canetti aborda o período de sua vida em que assistiu à ascensão de Hitler e à Guerra Civil espanhola, à fama literária de Musil e Joyce e à gestação de suas próprias obras-primas, Auto de fé e Massa e poder. Terceiro volume de uma autobiografia escrita com vigor literário e rigor intelectual, O jogo dos olhos é também o jogo das vaidades literárias exposto com impiedade, o jogo das descobertas intelectuais narrado com paixão e o confronto decisivo entre mãe e filho traçado com amargo distanciamento.

O mundo em queda livre, de Joseph Stiglitz (Tradução de José Viegas Filho)
Neste livro atualíssimo, Joseph E. Stiglitz — um dos economistas mais influentes em todo o mundo — faz uma análise lúcida e contundente sobre a crise econômica que assolou os Estados Unidos em 2008 e ainda afeta a economia global.

Vício inerente, de Thomas Pynchon (Tradução de Caetano W. Galindo)
Um detetive particular investiga uma conspiração que envolve surfistas, traficantes, contrabandistas e uma agiota assassina e amante de jazz. Como sempre, Pynchon faz da trama um meio de destilar seu conhecimento enciclopédico acerca de tudo, da melhor técnica para se montar um penteado afro às particularidades do saxofone na surf music dos anos 1960. Isso também serve de desculpa para abordar, não raro de maneira tocante, questões comuns a todos nós. Nesse misto de erudição e humor, loucura e sensibilidade, Pynchon se firmou como um dos grandes autores da literatura contemporânea. Veja abaixo o trailer do livro, narrado pelo próprio autor:

3 Comentários

  1. […] Lançamentos da Companhia das Letras: Só garotos, de Patti Smith (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza) Brasil: de Getúlio a Castelo, de Thomas Skidmore (Tradução de Berilo Vargas) A disciplina do amor, de Lygia Fagundes Telles Verão no aquário, de Lygia Fagundes Telles Uma luz em meu ouvido, de Elias Canetti (Tradução de Kurt Jahn) A língua absolvida, de Elias Canetti (Tradução de Kurt Jahn) O jogo dos olhos, de Elias Canetti (Tradução de Sergio Tellaroli) O mundo em queda livre, de Joseph Stiglitz (Tradução de José Viegas Filho) Vício inerente, de Thomas Pynchon (Tradução de Caetano W. Galindo) 1f3a […]

  2. Adriana de Godoy disse:

    Os três do Canetti me atraem muito.
    Vi no site da livraria cultura que publicarão O Emblema Vermelho da Coragem, um clássico absoluto e – delícia das delícias – Viagens de Gulliver, na tradução de Paulo Henriques Britto.
    Misericórdia! Vou ter que fugir pra uma ilha e escapar dos compromissos nesse final de ano pra desfrutar.

  3. […] This post was mentioned on Twitter by RauL and Laura S, Companhia das Letras. Companhia das Letras said: Patti Smith, Elias Canetti e Thomas Pynchon estão entre os lançamentos da semana: http://bit.ly/ebCJEG […]

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