Links da semana

Pode não parecer, mas a verdade é que a nossa parceria com a Penguin completou um ano no começo de agosto! De lá para cá, foram 26 clássicos lançados pela Penguin-Companhia. E para comemorar, montamos este iglu de livros lá na vitrine da loja Companhia das Letras por Livraria Cultura, no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073).

Notícias:

  • Ao sabor da leitura: O slow reading e seus adeptos pregam uma apreciação diferente dos livros. Para eles, o importante é se deleitar com as palavras (Correio Braziliense)
  • Universitários brasileiros leem apenas de 1 a 4 livros por ano, revela Andifes (Estadão)
  • O SESC Belenzinho abriga a exposição Linhas de histórias: um panorama do livro ilustrado no Brasil até 28 de agosto (Espaço Aberto/GloboNews)
  • Os livros de Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Gertrud Stein esgotaram na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. Comprados por quem sai das sessões de Meia-noite em Paris. (Sonia Racy)
  • Casa da mãe de Thomas Mann em Paraty vive situação calamitosa (A biblioteca de Raquel)
  • A produção nacional vista em perspectiva: texto de Walnice Nogueira Galvão sobre a narrativa brasileira atual. (Sabático)

Entrevistas:

  • Ricardo Piglia, autor de Alvo noturno: “eu me dei conta de que Renzi não envelhece; nos romances, nos enredos, nos ensaios. Onde quer que ele apareça, ele tem sempre 30 anos de idade. Imagino que seja o meu alter ego perfeito: sempre jovem! Mas no meu próximo romance devo mostrá-lo com 60 anos de idade.” (Blog do IMS)
  • Érico Assis, tradutor e colunista do nosso blog: “Eu leio muitos quadrinhos e tenho certo compromisso, como jornalista, de conhecer bastante. A partir daí, analiso e posso ver com outros olhos todos os quadrinhos que leio. Busco ler bastante coisa que sai em vários países: não gosto de ficar só num país, só num gênero, ou só em alguns autores. Gosto de diversificar.” (O leitor comum)
  • Rebecca Goldstein, autora de 36 argumentos para a existência de Deus: “Ateus têm que deixar o pedantismo de lado e parar de dizer como os religiosos devem pensar. E religiosos têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal.” (Veja.com)
  • Jonathan Franzen, autor de Liberdade: “Eu acho que são séries de TV como The wire ou Breaking bad que representam o grande romance da nossa época: o formato é melhor para abordar, embora sem muita profundidade, os problemas da sociedade atual. (Le nouvel Observateur)

Adaptações:

  • Dona Flor e seus dois maridos, livro de Jorge Amado, será refilmado (Omelete)
  • Patti Smith está adaptando Só garotos para os cinemas, junto com John Logan. (Rolling Stone)
  • Rooney Mara, que interpretará Lisbeth Salander no cinema, garantiu que a cena do estupro em Millennium – Os homens que não amavam as mulheres será tão forte quanto a descrita no livro. (Huffington Post)

Concursos e promoções:

Prêmios:

Curiosidades:

Resenhas:

  • Hiroshima, de John Hersey: “Em 1946, um ano depois da bomba, ele foi a Hiroshima. Conheceu a cidade e, principalmente, falou com os sobreviventes.” (Rogerio Galindo, Dia de Clássico)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “A abordagem de um assunto bastante polêmico como a violência doméstica é descrita de uma forma bem realista, e o terror psicológico que ela exerce sobre as pessoas é tão impressionante que, algumas vezes, você se sente no lugar dessas pessoas.” (Bruno, iCult Generation)
  • Três sombras, de Cyril Pedrosa: “De forma tocante, mas bem distante de ser piegas, Pedrosa constrói sua narrativa com uma notável precisão no lápis e no pincel, finalizando ou borrando as imagens em tons e meio-tons de cinza e preto, carregando-as de expressividade, tanto que em algumas passagens as palavras são dispensadas.” (Milena, Garagem Hermética Quadrinhos)
  • O livro de Praga, de Sérgio Sant’Anna: “os seis contos interligados se esmeram em conceder o mais amplo espaço ao elemento surpresa, beirando as concessões que se dão os contos fantásticos.” (Nelson Patriota, Tribuna do Norte)
  • Guerra aérea e literatura, de W.G. Sebald: “Sebald investiga a responsabilidade da literatura com a memória dos ataques aéreos na Alemanha do pós-guerra.” (Eduardo Jorge, O Povo de Fortaleza)
  • O cobertor de Jane, de Arthur Miller: “O encantador da história é que de forma bastante simples Miller consegue retratar o apego das crianças a determinados objetos. Há uma identificação imediata com Jane e todo o processo de crescimento que a menina atravessa, simbolizado pela figura do cobertorzinho cor-de-rosa.” (Anica, Meia Palavra)
  • O Terceiro Reich, de Roberto Bolaño: “O romance traz já os grandes elementos da obra madura de Bolaño, como o uso muito específico da narrativa policial, a melancolia ligada a certos momentos de uma vida passada e os jogos das referências literárias.” (Tiago, Meia Palavra)
  • A vida imortal de Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot: “a maneira com que a escritora recria a vida de Henrietta da infância à morte, detendo-se com sensibilidade em sua doença e sofrimento, funciona não só como drama envolvente, mas como tributo a uma figura que, sem saber, tornou-se instrumental numa série de avanços científicos importantíssimos que beneficiaram toda a humanidade” (Pablo, Diário de Bordo)
  • Mecanismos internos, de J.M. Coetzee: “Talvez não seja surpreendente deparar-se com reflexões não apenas sobre as obras, mas sobre seus criadores, e a relações entre as duas coisas. São 21 textos, em sua maior parte sobre autores de língua alemã ou língua inglesa” (Luciano, Meia Palavra)
  • Ilusões pesadas, de Sacha Sperling: “Eles vivem como se não houvesse o dia de amanhã, incorporam o verdadeiro carpe diem. Entretanto, Sacha, a todo momento, fala do vazio que sente e das ilusões que o rodeiam. Quimeras não somente criadas pelo álcool e pelas drogas, mas também pelo próprio modo de vida pós-moderno que é tão bem retratado pelo autor.” (Laís, Literatura em foco)
  • Monsieur Pain, de Roberto Bolaño: “Ao mesmo tempo temos um humor fora do comum e uma presença constante do mistério que cerca a vida do médico Pierre Pain.” (Rafael, O Espanador)
  • Antes de nascer o mundo, de Mia Couto: “A narrativa de Mia Couto é leve e a prosa é poética, de uma beleza semelhante à prosa de Guimarães Rosa.” (Amanda, The sun sets)
  • Trilogia Millennium, de Stieg Larsson: “Seus livros desafiaram a visão de um país pacífico e tolerante, estimulando inúmeros debates a respeito das raízes sociais da violência política em uma sociedade altamente desenvolvida, mas que, contraditoriamente, apresenta um longo histórico de simpatias nazistas e onde as estatísticas de violência contra as mulheres são incrivelmente altas.” (Ruy Braga, Blog da Boitempo)

6 Comentários

  1. Rogério disse:

    O lay-out ficou um espetáculo. Parabéns.

  2. Paula A. S. disse:

    Espero ansiosa por Anne Bronte e “Mansfield Park” de Miss Austen pela Peguin.

  3. admin disse:

    M., Brasil ainda é escrito com S, mas o jornal decidiu manter seu nome original, Correio Braziliense.

  4. M.Matias-Wiles disse:

    Estou um pouco confusa, Brasil e escrito com “s”, porem a lingua ingle escreve Brasil com “z”. Encontro a companhia de letras a escrever Correio Braziliense com “z”.Gostaria de saber se houve mudanca ortographica nos ultimos 25 anos? Vivo fora do Brasil. Gostaria de continuar a escrever e divulgar BraSil com “s”, um mundo sinuoso cheio de curvas e misterios e muito mais interessant do que Z, se puseres dois Z cruzado tera uma grande surpresa com o resultados. BRASIL BRASIL BRASIL.

  5. Marco Severo disse:

    Pessoal que gerencia o blog, o que foi isso essa semana??? FANTÁSTICO! Mudaram o lay-out, a organização, colocaram bastante coisa… Olha, vocês estão de parabéns! Gostei muito de tudo. Vocês são fantásticos.

  6. Wagner disse:

    A parceria é muito boa pois os leitores têm a oportunidade de adquirir livros indispensáveis em qualquer biblioteca. Eu já comprei e li os títulos de Maquiavel, Rousseau e J.-K. Huysmans; possuo, ainda, a caixa de clássicos brasileiros mais um livro de Lima Barreto não incluído nela. Pretendo ter outras obras que saíram e espero edições de O. Wilde (“O Retrato…”) e de Montesquieu.

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