Links da semana

Hoje nossa equipe passou o dia montando o estande de Companhia das Letras para a Bienal do Rio de Janeiro. A partir de amanhã, ao meio-dia, você pode nos visitar no Pavilhão Azul, estande E12/F11. E uma dica: todos os 50 livros da nossa promoção mensal de aniversário estarão à venda lá pela metade do preço!

Notícias:

  • A biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson incluirá seu afastamento do cargo de CEO da Apple. (PCMag)
  • Um estudo sugere que ereaders são mais populares entre mulheres, enquanto homens preferem tablets. (GigaOM)
  • O Itaú Cultural está organizando debates sobre crítica literária para dezembro, e na semana que vem promoverá encontros com mais de 50 escritores brasileiros. (Painel das Letras)
  • Abrimos um novo clube de leitura, em Florianópolis. Já são 20 clubes mensais, em 9 cidades.

Adaptações:

Entrevistas:

  • Ricardo Piglia, autor de Alvo noturno: “O romance é a forma que melhor resiste à tradução e, de certa maneira, ele torna a tradução possível. Mesmo que haja alguma perda na adaptação para outro idioma, o romance tem algo além da linguagem que pode ser transmitido, e isso permite que ele circule pelas culturas e se torne uma forma realmente mundial.” (Prosa & Verso)
  • Bernardo Carvalho, autor de O filho da mãe: “Eu sempre li, mas tudo mudou quando eu descobri a obra do austríaco Thomas Bernhard. Ele é um escritor muito peculiar e com um estilo muito forte. Foi menos uma influência e mais um entendimento que, para ser escritor, você precisa aprender a transformar seus defeitos em qualidade.” (Deutsche Welle)
  • João Silva, fotógrafo de guerra e autor de O Clube do Bangue-Bangue: “Desde o momento em que eu pisei naquela mina, naquela manhã de 23 de outubro de 2010, eu fui muito pragmático sobre a situação. Tantas pessoas haviam sido mortas ao meu redor — amigos morrendo em meus pés, sem exagero — que, quando isso aconteceu comigo, eu pensei: Ok, chegou minha vez. É hora de seguir em frente.” (NY Times)

Curiosidades:

  • Quão difícil é ter um cartoon publicado pela New Yorker? Muito. (Slate)
  • Washington em 2060, segundo Joe Sacco (Bravo!)
  • O atendimento e o futuro das livrarias, coluna de Felipe Lindoso para o PublishNews.
  • Qual cemitério abriga mais escritores? (PWxyz)
  • Oscar Wilde hesitou antes de publicar O retrato de Dorian Gray, devido às alusões ao homossexualidade (New Yorker)
  • A revista TIME fez uma lista dos 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos, e entre eles estão A sangue frio (e Truman Capote) e Origens do totalitarismo (Hannah Arendt).
  • Dois estudos comprovam forte diálogo estético entre Lima Barreto e Tolstói, e abrem novas perspectivas para muito além dos estudos literários. (Revista Cultura)
  • O projeto Sempre um Papo colocou no YouTube um programa especial com José Saramago feito em 1999.
  • Evanildo Bechara defende que o aluno deva ser poliglota em sua própria língua: “Ninguém vai à praia de fraque ou de chinelo ao Municipal” (revista piauí)

Prêmios:

  • Fernando Vallejo, autor de A virgem dos sicários, ganhou o prêmio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. (PublishNews)
  • Patti Smith ganhou o prêmio Polar, considerado o Nobel da música, por sua obra. (Folha Ilustrada)
  • O Prêmio Bravo! acontecerá no dia 4 de outubro, e está aberta a votação popular para a categoria Artista Prime do Ano. Os concorrentes são Laerte, Chico Buarque, José Padilha, Carlito Carvalhosa, Marco Nanini e Ferreira Gullar.

Resenhas:

  • Guerra aérea e literatura, de W.G. Sebald: “O ditado diz: ‘Uma foto vale mais do que mil palavras’. Meu querido ditado, você não conhece as mil palavras de Sebald. A descrição de Sebald é muito mais impressionante do que qualquer foto.” (Antônio Xerxenesky, Meia Palavra)
  • Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro: “Algumas histórias te fisgam sem você nem perceber. Pode ser pela riqueza da trama ou pela sutileza dos personagens, você vai acompanhando o decorrer dos acontecimentos e quando menos percebe já está intimamente ligado àquela obra.” (Théo, Portallos)
  • Alvo noturno, de Ricardo Piglia: “As histórias e vozes no interior de Alvo noturno compartilham uma desconfiança com relação ao passado, um vago receio quanto às informações desconfortáveis que ele pode revelar.” (Kelvin Falcão Klein, Prosa & Verso)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “Arnaldur consegue explorar o suspense de forma sutil: um dia, durante uma festinha de crianças, um osso humano é encontrado num terreno próximo.” (Tauil, Artilharia Cultural)
  • Memórias do sobrinho de meu tio, de Joaquim Manuel de Macedo: “esse romance dá sequência às aspirações políticas de um certo jovem sem estudos, sem vergonha na cara e sem escrúpulos. Seu objetivo é ser eleito deputado da província do Rio de Janeiro cargo que o próprio autor ocupou em 1854 e para isso vai contar com uma herança deixada por seu tio, que falece logo no início dessa história.” (Taize, Meia Palavra)
  • A máscara da África, de V.S. Naipaul: “não existe conhecimento prévio daquilo com que Naipaul muitas vezes tem contato, com rituais, religiões, divindades, que resistem no meio de cenários de extermínio completo, de pobreza generalizada, ainda que sempre com a constatação de fundo de que ‘os tempos mudaram’ e ‘a cidade cresceu’.” (Tiago, Meia Palavra)
  • Liberdade, de Jonathan Franzen: “é um livro sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida adulta. Estão lá nossas decisões equivocadas ou certeiras a cada bifurcação, nossos temores mais íntimos, nossas fugazes conquistas cotidianas. E, acima de tudo, a inevitável constatação de que poderíamos ter nos empenhado mais.” (Paulo, Este lado do Paraíso)
  • Orgulho e preconceito, de Jane Austen: “é muito mais do que um romance, é um relato onde podemos conhecer um pouco sobre os costumes de antigamente, e entender o motivo de ser de tal forma” (Junior, Coolture News)
  • A outra volta do parafuso, de Henry James: “o ponto gerador da instabilidade e do medo presentes na obra é a existência de dois inimigos, no caso, espectros de ex-funcionários da mansão.” (Ingrid, Meia Palavra)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “posso dizer sem dúvida que esse livro é excelente. Além do estilo policial, a narração se aprofunda em assuntos sérios e fora da zona de conforto, como a violência doméstica (verbal e psicológica), o preconceito, a linha que caso seja ultrapassada te classifica como bom ou mal.” (Cláudia, Livraria Outubro)
  • O cobertor de Jane, de Arthur Miller: “Toda criança tem um objeto que adora ou adorava quando bebê, e quando cresceu teve que abandoná-lo por um motivo ou outro.” (Gisele, Kinds Indoors)
  • Orgulho e preconceito, de Jane Austen: “Você consegue notar que sua linguagem é mais firme, doa a quem doer. E isso faz do livro um verdadeiro clássico. É, além de atemporal na leitura, uma crítica social, política e à ignorância.” (Babi Dewet)
  • A ausência que seremos, de Héctor Abad: “Héctor Abad consegue transformar em letras o amor mútuo que existia entre ele e seu pai, sanitarista que foi brutalmente assassinado em Medellín, Colômbia, em 25 de agosto de 1987.” (Diego, Feed your head)
  • O rei do mundo, de David Remnick: “Em um ambiente hostil, em que a exclusão racial predominava, surge Muhammad Ali. Homem de língua afiada e jeito provocativo para desafiar lutadores dentro e fora do ringue contra qualquer tentativa de menosprezá-lo como homem, mulçumano ou negro.” (Palazo, Meia Palavra)

Um Comentário

Deixe seu comentário...





*