Links da semana

Encadré (Jardim Botânico, Rio de Janeiro)

Notícias:

  • O fundador do projeto Gutenberg, Michael S. Hart, faleceu nesta terça-feira. Em 1971 ele digitalizou o texto da Declaração de Independência dos EUA, feito reconhecido como a invenção dos ebooks. (Project Gutenberg)
  • Crônicas de Moacyr Scliar serão reunidas em livro (Folha Ilustrada)
  • O Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte divulgou parte de sua programação.

Adaptações:

  • As correções, de Jonathan Franzen, pode virar série da HBO adaptada por Noah Baumbach. (GalleyCat)

Entrevistas:

  • Ricardo Piglia, autor de Alvo noturno: “Se você levar em conta que o ‘Quixote’, o primeiro grande romance, se apresentava como uma tradução de um texto árabe, e que de fato a maior parte dos romances que lemos são textos traduzidos, é preciso refletir sobre a tradução como algo que vai além da linguagem, que permite que a essência do livro seja transmitida.” (Folha Ilustrada)
  • Abraham Verghese, autor de O décimo primeiro mandamento: “Gosto de histórias épicas porque nelas você acompanha gerações inteiras e, quando fecha o livro, ainda é terça-feira.” (Prova & Verso)
  • Jake Adelstein, autor de Tóquio proibida: “Eis como funciona o pior da Yakuza, é como se fossem as regras de um compromisso. Regra número um: algo ou alguém que você ama será usado contra você para destruí-lo, e, se não pudermos destruí-lo, destruiremos a pessoa que você ama, ou a reputação de ambos. Regra número 2: para descobrir quem você ama, faremos com que seus amigos fiquem contra você. Nós o tentaremos, usaremos coerção e mentiras, fazendo com que eles o traiam. Eventualmente faremos com que você fique sabendo que ele o traiu, de modo que você não possa confiar em mais ninguém. Regra número 3: quando você está só e isolado, é mais fácil matá-lo. Regra número 4: se não pudermos matá-lo, faremos com que sua vida se torne tão difícil a ponto de você querer se matar, ou pareça ter motivos plausíveis para isso, e então encenaremos seu suicídio.” (Balaio de Notícias)

Curiosidades:

  • 5 dicas de viagens, por Ruy Castro e Heloisa Seixas (Exame.com)
  • As 10 musas da literatura: escritoras que unem beleza e qualidade literária (Mais 1 Livro)
  • Philip Roth lê um trecho de Nêmesis, em vídeo feito quando recebeu o Man Booker Prize.
  • “Meu tigre favorito está com soluço”, teria twittado Jorge Luis Borges. A Flavorwire escolheu os melhores tweets de escritores falecidos.
  • Veja no YouTube a única gravação conhecida da voz de H.L. Mencken.
  • Antônio Xerxenesky defende a leitura de autores brasileiros contemporâneos. (Blog do IMS)
  • Tipos de leitores: tem o inseguro, o compulsivo, o fetichista… (Meia Palavra)

Prêmios:

  • Daniel Clowes ganhou o PEN Award pelo conjunto de sua obra.

Resenhas:

  • Nêmesis e Zuckerman acorrentado, de Philip Roth: “Não restam dúvidas: Philip Roth é o melhor escritor de expressão inglesa em atividade.” (Vinicius Jatobá, Estadão)
  • A máscara da África, de V.S. Naipaul: “é um livro que reúne impressões de viagens realizadas pelo autor a diversos países do continente. Uma tentativa de misturar reportagem com história e uma pitada de antropologia. O leitor familiariza-se, através de páginas impecavelmente escritas, com alguns meandros socioculturais de Uganda, Gana, Nigéria, Costa do Marfim e África do Sul.” (Ronaldo Vainfas, Revista Cult)
  • Liberdade, de Jonathan Franzen: “Franzen explora com maestria o desacordo atual entre americanos de todas as classes e etnias em relação aos seus ideais de independência, autonomia e individualidade.” (Sergio Vilas-Boas, Rascunho)
  • A morte de um caixeiro viajante e outras 4 peças, de Arthur Miller: “Do recorte de um dia comum na vida de pessoas ordinárias é possível tirar tanto que chega a ser injusto reduzir a importância de sua obra só à literatura norte-americana: ele fala de homens, tão reais, tão tridimensionais que poderiam estar falando de suas tristezas, paixões, medos e sonhos em qualquer lugar do mundo.” (Anica, Meia Palavra)
  • O anexo, de Sharon Dogar: “Peter vive pela necessidade, mais do que isso, pela obrigação de sobreviver e contar a história daqueles dias e do sofrimento do seu povo. Ele não se enxerga como um judeu, é apenas um jovem obrigado a costurar uma estrela sobre seus casacos, apenas um jovem que tem medo de morrer sem fazer amor com uma garota.” (João Paulo, Mais 1 Livro)
  • E se Obama fosse africano?, de Mia Couto: “Sem abandonar a prosa poética que caracteriza seus romances, o autor apresenta uma coleção de ensaios sobre a África contemporânea, sobre sua visão de mundo e o próprio ofício de escritor — revelando a influência de autores como Jorge Amado e Guimarães Rosa.” (Letícia Duarte, Mundo Livro)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “é um romance policial excepcional, que se destaca com maestria entre os grandes sucessos mundiais do gênero.” (Mateus, Our Vices)
  • A letra escarlate, de Nathaniel Hawthorne: “De momentos tocantes àqueles mais taciturnos, A letra escarlate é uma aglutinação de assuntos pertinentes como comportamento da mulher na sociedade, moral, ética, religião e, em grande parte, sobre fidelidade – não apenas matrimonial, mas aquela fidelidade com os próprios príncipios, fugindo do senso comum para conseguir um espaço merecido dentro de convivências hipócritas.” (Felippe, Meia Palavra)
  • Lavoura arcaira, de Raduan Nassar: “O protagonista consegue perceber que, assim como é difícil viver sob o jugo da tradição, também é impossível e até danoso se livrar totalmente dela. A obra mostra que é imprescindível a busca do equilíbrio entre o individual e o coletivo, o novo e a tradição.” (Uiara, Um copo de logos)
  • O cobertor de Jane, de Arthur Miller: “De uma forma bem delicada e em algumas passagens poética, o livro ensina para os pequenos que é preciso se despedir. Os brinquedos quebram, as roupas se perdem, os amiguinhos mudam de cidade. Tudo na vida completa seus pequenos ou grandes ciclos, e seu cobertor cumpriu muito bem o papel durante sua trajetória, mas, uma hora, é preciso deixa-lo ir.” (Luani, O Espanador)
  • O anexo, de Sharon Dogar: “Uma leitura muito gostosa e dinâmica, mas muito penosa. É triste acompanhar as esperanças, os anseios, as dúvidas e os temores daquelas pessoas. É ainda mais triste ler sabendo o final. Sabendo que eles não foram os únicos. Sabendo que outros sofreram ainda mais. Sabendo que foram seres humanos que fizeram isso contra outros seres humanos.” (Nanie, Nanie’s World)
  • Tintim no país dos sovietes, de Hergé: “Seja pelas aventuras e trapalhadas da dupla Tintim e Milu, seja pelas situações hilárias que os dois se envolvem ou pelo fator histórico da propaganda anticomunista, é uma obra única e que abre o apetite para conhecer mais aventuras do herói criado por Hergé. (Palazo, Meia Palavra)
  • Ponto ômega, de Don DeLillo: “Um pouco de Roberto Bolaño e um pouco de Pierre Teilhard. Adicione um ame­ri­cano, a guerra do Iraque e do Afeganistão, fale um pouco sobre um crime cole­tivo, muita vio­lên­cia, um deserto, Psicose, Alfred Hitchcock, um filme que dura 24hs e os mean­dros de cons­tru­ção de um docu­men­tá­rio. Bateu bem? Ficou tudo mis­tu­rado e difí­cil de dis­so­ciar? Perfeito. Isso pode fiel­mente retra­tar Ponto ômega.” (Fernando, O Grito!)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “a inovação de Indridason está na face psicológica de seus personagens, sua histórias poderiam muito bem ser reais.” (Mariana, Psychobooks)
  • Ao ponto, de Anthony Bourdain: “Os textos de Ao Ponto (dá para dizer que cada capítulo é como uma crônica) são quase como uma metralhadora automática apontando na direção de grandes figuras do universo da gastronomia, desde Gordon Ramsay até o jornalista Alan Richman. (Anica, Meia Palavra)
  • E se Obama fosse africano?, de Mia Couto: “Mia Couto atenta que, para ele, existe uma inversão: O mundo real é que é um não-lugar. Para ele é incabível que chamemos de lugar um espaço em que vivemos uma vida que é muito pouco nossa, um ciclo onde o ser humano tem cada vez menos espaço para fazer escolhas e pensar por si só.” (Ingrid, Meia Palavra)
  • Viagem ao fim da noite, de Louis-Ferdinand Céline: “Em cada novo lugar, Bardamu encontra um absurdo maior que o anterior. A peste, a fome, a guerra, o egoísmo, a fragilidade humana, é tudo tão ultrajante que em certo ponto ele quase desiste de levantar da cama, de lutar e não chegar a lugar algum.” (Lucas, baconfrito)
  • Amrik, de Ana Miranda: “Amrik nada mais é do que uma ode à solidão. Ao mesmo tempo em que vemos a história da imigração libanesa dentro da São Paulo do início do século XX, temos uma menina ingênua, apaixonada e solitária, que ia de contraponto às outras imigrantes, pois o seu maior sonho era dançar.” (Liv, Meia Palavra)
  • Oral & Sete noites, de Jorge Luis Borges: “A literatura é uma forma de felicidade e o paraíso uma biblioteca infinita. Essa é a grande lição de Borges.” (Daniel Benevides, UOL Entretenimento)

[A seção Links da Semana voltará no dia 28 de setembro.]

Um Comentário

  1. Marco Severo disse:

    Duas grandes felicidades: saber que a Companhia publicará crônicas do Moacyr Scliar… e que setembro está recheado de novos Philip Roth, principalmente por “Zuckerman Acorrentado”, volume que será pra mim o mais especial da Coleção Listrada! (Nêmesis também é maravilhoso, só que eu já li)

    Parabéns, Companhia, e parabéns ao blog, mais uma vez! Esses links deveriam ser postados com mais frequência. Que garimpagem estupenda!

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