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A geladeira vintage com os livros da Penguin-Companhia das Letras chegou à sede da Penguin americana na rua Hudson, em Nova York. Ela está no hall de recepção, expondo os clássicos que foram editados em língua portuguesa. A geladeira, usada como peça promocional do lançamento da parceria entre a maior editora do mundo e a Companhia das Letras em 2010, foi enviada a Nova York a pedido do CEO da Penguin, John Makinson.

Adaptações:

  • Érico Borgo, do Omelete, já viu o filme de Tintim, e elogiou a adaptação.
  • Um novo trailer de Os homens que não amavam as mulheres foi divulgado, com 8 minutos.

Entrevistas:

  • Orhan Pamuk, autor de O romancista ingênuo e o sentimental: “Todo grande romance guarda algo além da superfície. A arte da ficção, que se aperfeiçoou ao longo dos séculos, consiste em erigir uma estrutura em torno de um centro, de um sentido mais profundo. Ler um romance é uma busca por sentido.” (O Globo)
  • Cyril Pedrosa, autor de Três sombras: “quando você trabalha com animação, você sempre tenta colocar mais vida possível nos corpos, a maneira como os personagens se movimentam, eles têm que ser muito expressivos. Cada desenho deve dizer muito, tanto quanto for possível. Creio que eu mantenho algo daquela experiência.” (RioComicon)
  • Stephen Greenblatt, autor da biografia Como Shakespeare se tornou Shakespeare: “Eu tive um professor brilhante, John Harris, que passou quase um ano inteiro nos ensinando uma única peça, Rei Lear. Eu me lembro de ele nos dizer, em algum momento do texto: ‘Tenho lido isso por anos, e ainda não entendo’. Não sei se ele estava se referindo à linguagem, ao conceito, mas o fato é que pela primeira vez na minha vida escutava um professor dizer que não entendia algo. Um extraordinário professor — que parecia saber de tudo — admitir que um texto lhe impunha problemas de compreensão, aquilo para mim foi uma confissão poderosa.” (O Globo)

Curiosidades:

Concursos e promoções:

Resenhas:

  • Vício inerente, de Thomas Pynchon: “foi com surpresa extremamente positiva que descobri que Pynchon não é elogiadíssimo por ser obscuro ou para poucos, mas simplesmente por ser bom, dono de uma prosa envolvente e, acredite, divertida.” (Anica, Meia Palavra)
  • Coração de tinta, de Cornelia Funke: “um presente para todos aqueles que já dormiram com um livro debaixo do travesseiro, sonharam com suas histórias, cheiraram suas páginas e passaram noites em claro com o rosto enfiado no papel, acompanhando as letras em tinta preta que levavam o leitor para um mundo que, muitas vezes, era mais colorido que o mundo real.” (Iris, Literalmente Faland0)
  • Monsieur Pain, de Roberto Bolaño: “Com Bolaño tudo flui. Sua prosa corre como riacho. Rápida, leve, fresca. Esperta.” (Luiz Zanin Oricchio, Estadão)
  • Na pior em Paris e Londres, de George Orwell: “Apesar do humor sarcástico presente em boa parte das passagens, o escritor relata com crueza todos os agouros de não enxergar uma perspectiva de amparo e ter de lidar diariamente com as incertezas. Ele passa, por exemplo, muitos dias sem se alimentar – ou sobrevivendo apenas com pão seco e chá.” (Lydianne, Meia Palavra)
  • 1984, de George Orwell: “muito mais do que uma simples história, é um tapa na cara da sociedade e de como o ser humano é frágil e dependente de um sistema que diga a ele o que deve ser feito.” (Alonso, iCult Generation)
  • Asterios Polyp, de David Mazzucchelli: “O foco não é, na verdade, Hana e seu relacionamento com Asterios, mas sim o que ela trouxe para a vida dele, e que faltas ela fez ao deixar de compartilhar seus dias com ele.” (Taize, Meia Palavra)
  • Jimmy Corrigan, de Chris Ware: “Chris Ware realizou o feito de misturar confissões e ficção de uma maneira brilhante que pode parecer difícil à primeira vista, mas que se mostra genial quando o leitor mergulha na obra.” (André, Pipoca e Nanquim)
  • Istambul, de Orhan Pamuk: “Intercalando memórias de sua infância e lembranças alheias de poetas e jornalistas turcos e mesmo de autores estrangeiros que por ali passaram, Orhan Pamuk traça um retrato em preto e branco de sua cidade natal, esta cidade que ainda busca uma harmonia entre passado e futuro, entre o Oriente e o Ocidente.” (Kika, Meia Palavra)