Links da semana


(Foto por Annalena McAfee)

Notícias:

Entrevistas:

  • António Damásio, autor de E o cérebro criou o homem: “Se não chegarmos a entender tudo também não será um desastre, porque há tanta complexidade e beleza no ser humano que não faz mal se fica algum mistério, não é? (risos) O importante é que o progresso do conhecimento não cause uma perda de humanidade. Fico desapontado quando dizem que a neurociência reduz tudo ao cérebro e a circuitos nervosos. Reduzir a natureza humana a neurotransmissores, dopamina e serotonina é muito triste.” (O Globo)
  • Margaret Atwood, autora de A odisseia de Penélope: “If you’re reading something, even a one-sitting short story or article, you’re making a commitment. You’re making a lot more of a commitment because reading is in fact extremely interactive from a neurological point of view. Your brain lights up a lot. Whereas [listening to] music is more like something that happens to you, reading is something you do.” (CBC News)

Curiosidades:

  • Em 1963, um estudante de 16 anos escreveu a 150 autores perguntando se eles usavam simbolismos deliberadamente em seus livros. 75 deles responderam — inclusive Jack Kerouac, John Updike e Saul Bellow. (Paris Review)
  • Meu amigo é escritor, e agora? (National Post)
  • Em carta de 1948 a seu editor, George Orwell fala sobre o manuscrito que estava escrevendo durante uma crise de tuberculose. Será que ele deveria chamá-lo de O último homem da Europa ou 1984? (Letters of Note)
  • Veja as 100 melhores fotos de 2011, segundo a Reuters.
  • 9 motivos para dar seus livros após lê-los (Livros e Afins)

Resenhas:

  • Amor, de novo, de Doris Lessing: “A narrativa gira em torno da personagem Sarah, de 65 anos, que redescobre o sentimento de amor por outros homens em uma fase da vida em que acreditava que isso não mais seria possível. Ela vai viver as sensações da descoberta amorosa, as dores que essas relações podem causar, o jogo de status e sedução entre duas pessoas, e, além de tudo isso, a relação entre sexo e amor, que dependem uma da outra nesse romance.” (Ingrid, Meia Palavra)
  • Nada a dizer, de Elvira Vigna: “É uma escritora que sabe o que quer dizer e diz.” (Cassionei, Porém, ah, porém)
  • A casa dos náufragos, de Guillermo Rosales: “O enredo é como um pesadelo, e pesadelo do pior tipo — aquele que começa sufocante e, quando a gente pensa que enfim a barra vai aliviar, ele volta a sufocar.” (Daniel, Amálgama)
  • Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente, de Lourenço Mutarelli: “A potência de transformar uma rotina pacífica e chata em um verdadeiro acesso de insanidade e dúvidas é o que faz este livro ser mais um exemplar indispensável para quem quer conhecer a obra de Lourenço Mutarelli — um autor que transforma linhas sucintas em verdadeiros tornados de emoções.” (Felippe, Meia Palavra)
  • 68 contos e Iniciantes, de Raymond Carver: “Enquanto Hemingway é o modelo perseguido por Lish, Carver dialoga com o ‘coração generoso’ que Tchécov dizia ser uma qualidade imprescindível para uma narrativa.” (Charlles Campos)
  • 14 contos de Kenzaburo Oe: “Kenzaburo confere às suas personagens certa dificuldade para falarem de seus problemas — e, por isso, o talento da narrativa se faz indispensável para que o leitor veja o que elas não dizem.” (Taize, Meia Palavra)
  • A consciência das palavras, de Elias Canetti: “Canetti discorre — com erudição e sensibilidade extraordinárias — sobre como a escrita (e não somente a literatura) modifica a vida daquele que a realiza, tanto durante o curso dos fatos, quanto posteriormente.” (Luciano, Meia Palavra)
  • Escuta só, de Alex Ross: “Escuta só apresenta um ponto de vista apaixonado que proporciona uma experiência musical apaixonante.” (Arthur, O leitor comum)
  • As esganadas, de Jô Soares: “Esse primeiro contato com o tipo de escrita do Jô fez com que eu buscasse rever meus conceitos sobre romances policiais.” (Breno, Artilharia Cultural)

3 Comentários

  1. Olá.

    Acho que caberia nos links da semana a entrevista com o Eric Kandel para o Milênio da Globo News. Eles falam bastante do livro dele publicado por vocês.

    http://g1.globo.com/platb/globo-news-milenio/2011/12/14/uma-boa-lembranca/

    Abraço.

  2. Marco Severo disse:

    Ótimos links essa semana, gostei demais! E a melhor coisa foi saber sobre a aprovação do texto que libera biografias… Tomara que seja aprovado no Senado. Torçamos!

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