Links da semana

Curiosidades:

  • Deficiente visual é o maior usuário das bibliotecas em SP: Sérgio Luiz Florindo já pegou emprestado 533 audiolivros na Biblioteca São Paulo (Estadão)
  • A arte de traduzir poesia: o escritor e professor Paulo Henriques Britto expõe sua visão de tradução e explica, com exemplos práticos, todos os elementos que devem ser levados em conta na tradução poética (Ciência Hoje)
  • Está no ar o novo volume da revista digital Cadernos de Não Ficção, com entrevistas de Bernardo Carvalho e Ricardo Piglia.
  • O nascimento de um livro: um belo vídeo que mostra as etapas de impressão e encadernação.
  • O jornal New York Times publicou um perfil de Daniel Clowes.
  • Cem escritores brasileiros e suas manias quando escrevem: dezenas de respostas foram adicionadas à compilação organizada por Michel Laub
  • Um estudo de livros publicados em inglês, espanhol e hebraico nos últimos 200 anos mostra que há praticamente uma competição darwiniana entre as palavras, que podem ser suplantadas por sinônimos ou cair em desuso após eventos históricos. (Folha)
  • Um livro para devorar: uma editora alemã lançou um livro de receitas em edição especial, todo feito com massa de lasanha (Laughing Squid)
  • Trabalho forçado: um texto do La Nación sobre as profissões que autores conhecidos mantinham paralelamente à escrita.
  • Depressão pós-leitura: Anica escreve sobre aquela tristeza que bate quando você chega ao fim de um livro particularmente bom.

Notícias:

  • Foram divulgados os resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Veja a análise da Raquel Cozer e do Livros e Afins, ou então veja a apresentação completa em pdf.
  • O português José Luis Peixoto, autor de Livro, virá para o Brasil em julho para participar da programação paralela da FLIP.
  • Acaba dia 15 o prazo para participar do concurso cultural da Garrafinha, que dará 10 exemplares do livro infantil de Mariana Caltabiano.
  • Esta sexta-feira estreia o filme Xingu, inspirado no livro A marcha para o Oeste, de Cláudio e Orlando Villas Bôas.
  • 1984, de George Orwell, deve ganhar nova versão para o cinema (Folha)
  • Madame Bovary também vai ganhar uma nova adaptação, com Mia Wasikowska no papel principal (Omelete)
  • Mais um livro de José Saramago vai virar filme: O homem duplicado vai ganhar uma adaptação com Jake Gyllenhaal no papel principal (AdoroCinema)
  • A Daisy de Carrey Mulligan aparece em destaque no primeiro pôster de O grande Gatsby. A adaptação tem estreia prevista para o começo do ano que vem.
  • Ainda falando de F. Scott Fitzgerald, a Universidade de Princeton divulgou uma lista com todos os livros que o escritor tinha em sua biblioteca pessoal.

Entrevistas:

  • Angeli: “Quando falam que o papel vai acabar isso me causa pânico, porque sou quase que uma traça, eu vivo entre jornais. Minha casa tem pilhas e pilhas de jornais ali de quase 20 anos atrás. Eu coleciono um monte de coisa, já me desenhei como uma traça no meio do estúdio.” (RioComicon)
  • Pauline Alphen, autora de Os gêmeos: “A primeira vez que inventei uma história para a escola, com dez anos, senti e entendi que era isso que eu queria fazer, que era isso que eu era. Que a felicidade, o arrepio, o desafio que eu sentia ao escrever eram o que eu queria para mim. Então escrevi. O tempo todo, sempre que podia, durante muitos anos. Eu não pensava ‘sou escritora’. Eu escrevia e pronto. Eu era escritora. Era natural, tão necessário quanto respirar.” (Mariana, Muito pouco crítica)

Resenhas:

  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “É um livro sobre livros. Durante toda a leitura e com tanto se falando sobre eles, a vontade que dá é de ler. Simples assim. O gosto pela leitura é renovado, todos os sentimentos que tivemos com a primeira leitura voltam para nos arrebatar. Todos os ótimos livros lidos posteriormente voltam à nossa mente.” (Alba, Psychobooks)
  • Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos: “O romance é, antes de tudo e sobretudo, uma obra literária que ganha o leitor em cada uma de suas páginas graças a uma vontade de proposta e de estilo que acaba finalmente a calhar, redonda e convincente.” (Danubio Torres Fierro, Estadão)
  • Persépolis, de Marjane Satrapi: “Persépolis é um livro sobre a vida, preconceitos, sonhos dizimados, esperança e como é tentar se erguer no meio de ruínas.” (Iris, Literalmente falando)
  • Baú de ossos, de Pedro Nava: “uma viagem no tempo tão boa quanto, na mansidão de longas tardes ociosas, sentar e ouvir os mais velhos contarem suas estórias de criança e de seus amores. Uma oportunidade rara na nossa época moderna e célere.” (Uiara, Carta Potiguar)
  • Contos de aprendiz, Carlos Drummond de Andrade: “muito do que se vê é uma linguagem fina e, aparentemente, escolhida a dedo para deixar o leitor fisgado do início ao fim” (Felippe, Meia Palavra)
  • Wilson, de Daniel Clowes: “As tirinhas parecem produto da observação de detalhes do cotidiano, pequenas cenas de humor sobre o distanciamento entre pessoas e as novidades tecnológicas.” (Hugo, non film)
  • Estórias abensonhadas, de Mia Couto: “Mia Couto nos apresenta muitos dualismos — fantasia e realidade, guerra e paz, feminino e masculino — apenas para provar que, na maioria das vezes, é impossível distinguir com objetividade aquilo que é relativo. Entre os extremos há poesia, melodia e uma massa maleável a ser moldada.” (Camila, Livros abertos)

2 Comentários

  1. Marcos JC disse:

    A propósito da matéria sobre um deficiente visual ser o mais assíduo frequentador de bibliotecas, não posso deixar de parabenizar o Sergio Florindo. Essa inserção propiciada pela tecnologia é fundamental, não só para os leitores portadores de deficiência, mas também para os escritores! Acabei de ler o livro ‘O Violoncelo: Uma trajetória de acasos e mistério’, escrito pelo Prof. e Engenheiro Francisco Antonio Cavalcanti. Tendo perdido a visão, além de autor de livros técnicos o Prof. Francisco Antonio envereda agora pela literatura de ficção, com ‘O Violoncelo’ sendo sua primeira obra que, segundo a quarta capa do livro, é um misto de ficção e realidade que arrebata o leitor e o conduz a uma fantástica viagem através dos últimos séculos, deixando-o curioso, emocionado, feliz e, principalmente, mais culto… ele sentir-se-á feliz por ter tido um raro prazer estético. Posso confirmar que não exageraram!

  2. Auth disse:

    Salve, salve, meu caro camarada. Pelo amor de Deus, mannetha-se vivo e com safade, pois vocea e9 o meu mentor espiritual e poledtico para mudar esse estado de coisas que assolam o nosso pobre-rico Estado.Fore7a Sempre e Cuide-se!!! Abrae7os do companheiro que te admira e que te estima muito.

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