O novo caso do detetive Espinosa

“Espinosa é um detetive humano, demasiadamente humano, que erra, hesita, se tortura e, em suas aventuras (o mais correto seria ‘desventuras’), faz do Rio de Janeiro não um cenário, mas personagem ativo.” – Revista Época

Fantasma, de Luiz Alfredo Garcia-Roza
Princesa e Isaías. Dois inocentes. Para eles o mundo se resume ao que acontece diante dos seus olhos, no cotidiano de Copacabana. Para Princesa, sentada em seu pedaço de calçada, o mundo são as pessoas que passam, ocupadas com tarefas pouco compreensíveis. Algumas são simpáticas e lhe oferecem um cafezinho, um pão com manteiga. Isaías vive com seus cães numa obra abandonada. Em troca de um pequeno salário, vive ali para que o local não seja invadido ou pilhado. Nos fins de semana faz uma visita à amiga, em seu ponto na calçada. Para ele, além de ser uma princesa, ela é uma deusa porque lhe explicou coisas que nunca pensou. Dois amigos, duas vidas lentas. Isso até a madrugada em que um assassinato é cometido a poucos metros de Princesa. O delegado Espinosa está seguro de que ela viu o que aconteceu. Isaías também acha que ela viu alguma coisa e está decidido a protegê-la. Mas ambos são frágeis e correm riscos.

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