Semana cento e catorze

Os lançamentos desta semana são:

A testemunha silenciosa, de Otto Lara Resende
Este livro reúne duas histórias que a imaginação de um grande escritor, o mineiro Otto Lara Resende, foi colher nas profundezas do tempo e nas entranhas de uma província, para fazer delas indiscutíveis obras-primas da literatura brasileira. Novelas capazes de tocar leitores de qualquer canto e época, não só pela universalidade dos temas de que tratam como pela maestria com que são tecidas. Por detrás delas transparece o esforço sem descanso de um autor que como poucos perseguiu – e tantas vezes alcançou – a perfeição, retocando ou mesmo refazendo interminavelmente seus escritos.

A máquina da lama, de Roberto Saviano (Trad. Joana Angélica d’Avila Melo)
“Compreender o que está acontecendo hoje na Itália parece algo simples, mas, ao contrário, é bastante complexo. É preciso fazer um esforço que redunde na última possibilidade de não sofrermos a barbárie. Porque a máquina da lama cospe contra quem quer que o governo considere inimigo.” As palavras contundentes de Roberto Saviano embalam as histórias sobre a Itália que foram narradas neste volume. Seus temas são os negócios da máfia calabresa no norte do país, o direito à morte digna, o descalabro com o lixo nas ruas de Nápoles, as vítimas de um terremoto que morreram por negligência das autoridades, a compra de votos nas eleições… Citando Tolstói, Saviano convida o leitor a deixar a indiferença de lado: “‘Não se pode enxugar a água com a água e não se pode apagar o fogo com o fogo, portanto não se pode combater o mal com o mal.’ A partir do momento que cada um de nós não faz o mal, está um passo à frente e talvez sonhando com uma Itália diferente”.

Editora Paralela:

Como ser mulher, de Caitlin Moran (Trad. Ana Ban)
Nunca houve época melhor para ser mulher. Nós votamos, temos a pílula, estamos no topo das paradas musicais, somos eleitas presidentes e primeiras-ministras, e não somos acusadas de bruxaria e queimadas desde 1727. Entretanto, algumas perguntinhas incômodas persistem. Os homens no fundo nos odeiam? Como devemos chamar nossos peitos? Por que as calcinhas estão ficando cada vez menores? E por que as pessoas insistem em perguntar quando vamos ter filhos? Em Como ser mulher, a jornalista inglesa Caitlin Moran responde a essas e muitas outras perguntas que mulheres modernas no mundo todo estão se fazendo. A partir de um péssimo aniversário de treze anos, ela fala sobre adolescência, trabalho, machismo, relacionamentos, amor, sexo, peso, maternidade, aborto, moda, compras e modelos de comportamento, sempre com um olhar crítico e muito humor.

A idade dos milagres, de Karen Thompson Walker (Trad. Christian Schwartz)
E se os dias ficassem cada vez mais longos – primeiro em questão de minutos, depois horas, até que o dia virasse noite e a noite virasse dia? Em um sábado aparentemente comum, na Califórnia, Julia e sua família acordam e descobrem, com o resto do mundo, que a velocidade de rotação da Terra está diminuindo. Os dias e as noites vão ficando mais longos, fazendo com que a gravidade seja afetada e o meio ambiente entre em colapso. Ao mesmo tempo que luta para sobreviver em uma paisagem constantemente em transformação e se adaptar à nova “normalidade”, Julia tem que lidar com os problemas típicos da adolescência e os desastres do cotidiano: a crise no casamento de seus pais, a perda de antigos amigos, as amarguras do primeiro amor e o estranho comportamento de seu avô, que acredita tratar-se de uma conspiração do governo e passa o dia catalogando suas posses obsessivamente. Com uma prosa e econômica e prazerosa e a sabedoria emocional de uma contadora de histórias nata, Karen Thompson Walker criou uma narradora singular em Julia, uma garota forte e perspicaz. Entre as tradições do romance de formação e do filme catástrofe, A idade dos milagres é uma obra visionária que discute a capacidade de adaptação do homem, traçando um retrato comovente da vida familiar em um mundo gravemente alterado.

Um Comentário

  1. wagner disse:

    Poxa! Poxa! Poxa!
    Olhei no site da editora Paralela e quase cair para trás. Gostei do livro “Como ser mulher”. Li o trecho que disponibilizaram e achei incrivel a história. Eu faço pesquisas sobre a história da mulher e fiquei admirado pleo livro. Pelo que eu entendi, o “Como ser mulher” mistura ficção com a realidade que a autora viveu. Deve ser muito bom.
    Parabéns para a Editora Paralela.
    Tenho um livro e vou mandar para essa editora. Gosto muito dela, desde o tamanho do livro (rs) até o conteúdo.
    Ah, o trecho que li é muito engraçado.
    Abraços….

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