Concurso cultural: O professor que marcou a minha vida

Participe do concurso cultural “O professor que marcou a minha vida”, da Companhia das Letras em parceria com a Pearson!


Com mais de 150 anos de experiência no mercado e atuação em mais de 70 países, a Pearson é hoje a empresa líder em educação no mundo e traz em seu pacote materiais e serviços educacionais, informações de negócios pelo Grupo Financial Times e publicações de consumo pela Penguin Random House.

E é também pela Penguin Random House que a Pearson tem uma parceria com a Companhia das Letras, que resultou no selo Penguin-Companhia.

No Brasil, atua com os Sistemas de Ensino COC, Dom Bosco e Pueri Domus, da área privada, e NAME, da área pública, além de Ensino Superior e Idiomas. Para saber mais e ficar por dentro das novidades do mundo da educação, confira a página da Pearson Brasil no Facebook!

E agora veja a novidade: em parceria, a Pearson e a Companhia das Letras estão lançando o concurso cultural “O professor que marcou a minha vida”!

Melhorar e mudar a vida das pessoas por meio da educação é a missão da Pearson, porém diversas pessoas também estão envolvidas nesse objetivo e uma delas é o professor. Os professores têm um papel fundamental na vida dos alunos, eles podem realmente transformar nossas vidas e alguns deles a gente nunca esquece, não é mesmo?

Então, agora queremos saber de você “Qual professor marcou a sua vida, e por quê?”. Responda abaixo nos comentários e concorra a kits de livros da Companhia das Letras. Serão premiadas as três melhores respostas e o autor de cada uma ganhará um kit com cinco livros: Eu sou Malala, A dança do universo, Contos e lendas afro-brasileiros, Dez dias que abalaram o mundo e Madame Bovary. Aceitaremos apenas uma resposta por pessoa, até o dia 14 de fevereiro. O resultado será divulgado neste mesmo post no dia 21 de fevereiro.

Confira o regulamento aqui e participe!

[Editado dia 21 de fevereiro, às 18h30]

Avaliamos todas as respostas, e as escolhidas foram:

    Otavio: No 3º ano do ensino médio tive um professor de física: Cromâncio. Sim, eu sei, nome meio esquisito. Nunca havia tido um professor tão bom quanto esse cara. Dominava TUDO do assunto, não tinha preguiça de ensinar, e explicava de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo até fazer você entender. Sempre com um exemplo melhor e mais lúdico do que o outro. O professor Cromâncio é formado, até onde eu sei (ou lembro) em Engenharia Elétrica, Física, Química, Pedagogia e Medicina pela Universidade de São Paulo. Não satisfeito, fez mestrado em física e especialização em oncologia, também pela USP. Na época, dava plantão no hospital Sírio Libanês pela manhã e dava aula na minha escola à noite. Uma pessoa extremamente inteligente. Um mestre.
    Durante todo o semestre sempre fiquei me perguntando: por que raios o cara dá aula numa escola pública horrível? Provavelmente o salário dele como médico já daria para “pagar as contas”. E, se quer ser professor, por que na escola pública? Por que à noite? Por que para um público que aparenta tanto desinteresse pelo conhecimento? Me martelei o ano inteiro pra achar essa resposta.
    Na última semana de aula, só fui ao dia que tinha aula com ele, era uma quinta-feira. Quando cheguei ao Brasílio Machado, só havia eu na sala. Eu e o professor Cromâncio. Lembro que ficamos conversando por horas sobre política, situação da educação nas escolas públicas e etc. Uma grande oportunidade poder ouvir as palavras desse professor. Até que na última pergunta, já umas 21h30 da noite mais ou menos, lanço a pergunta que me angustiava desde o começo do ano: “Po, professor, por que dar aula em escola pública? Sendo que você não precisa…”. Ele respondeu: “Otavio, se eu não utilizar todo conhecimento que adquiri, busquei, estudei e passar isso para as pessoas que precisam, de nada tem valor o que eu aprendi. De nada teria valor a minha vida”.
    E, desde então, ele é “a” referência de professor pra mim. Eu sempre me lembro do professor Cromâncio, das palavras dele e da honra que tive em ser aluno desse cara.

    Bruce Torres: A professora Rosana, na 3ª série. Graças a ela que a pequena biblioteca da escola se mantinha atualizada e conservada. Até a 4ª série, os alunos tinham uma hora disponível pra ler algo em sala de aula. Foi com ela que aprendi a gostar de ler. Aliás, com ela eu aprendi sobre fábulas, literatura infantil, ficção científica, etc., que eram temas que não me deixavam ler em casa – só pra se ter uma ideia, basicamente tínhamos em casa apenas enciclopédias e a Bíblia. Sou muito agradecido a ela pelo apoio que me deu, assim como a outros professores que me cederam livros conforme viram meu interesse se ampliar. No entanto, a influência dela sobre mim foi o que realmente me marcou e se mostra até hoje. Gostaria tanto de revê-la mas perdi o contato – ela não trabalha mais naquela escola, Modesto Scagliusi.

    Beatriz Saldanha: Em meu primeiro dia de aula no Ensino Médio, estava sem grandes expectativas, achava que as aulas seriam apenas mais do mesmo. Eis que adentra a sala um homem grande, corpulento e carrancudo. Ele olhou para cada um de nós, alunos, como quem estava prestes a enfrentar um inimigo. Tinha um semblante intimidador. Em silêncio, ele colocou sobre a mesa sua maleta e dela tirou um calhamaço, um livro velho e amarelado, com diversas páginas visivelmente soltas. Tive vontade de rir ao vê-lo perseguindo uma folha que voou pela sala de aula, mas confesso que a curiosidade de saber do se tratava aquele livro era ainda maior. Eis que, finalmente, ele parou diante de nós e declamou, com uma voz doce e aveludada:
    “Sonhar o sonho impossível,
    Sofrer a angústia implacável,
    Pisar onde os bravos não ousam,
    Reparar o mal irreparável,
    Amar um amor casto à distância,
    Enfrentar o inimigo invencível,
    Tentar quando as forças se esvaem,
    Alcançar a estrela inatingível:
    Essa é a minha busca.”
    Era “Dom Quixote”. Suas palavras penetraram meu ouvido de uma maneira mágica, inesquecível. Este primeiro contato foi o suficiente para perceber o amor deste homem pela Literatura. Jamais conheci alguém tão apaixonado quanto o Professor Adriano. Sua paixão me contagiou de tal maneira que não pude visualizar para mim outro futuro senão as Letras. Hoje, graduada neste curso, tenho saudades do professor que me inspirou e torço para que eu seja capaz transmitir aos meus alunos amor semelhante.

Obrigada a todos que participaram! Entraremos em contato com os ganhadores por e-mail.

522 Comentários

  1. A professora de literatura da universidade de Fortaleza- UNIFOR : Francilda. A aula dela era fascinante! Ficava com gosto de quero mais quando acabava. Adorava fazer os trabalhos, ler os livros e debatê-los em sala.Meu gosto e apuro pela leitura só cresceu mais ainda. Francilda tinha um estilo só seu, tanto no seu visual, quanto na maneira de ensinar. Aprender e apreender era o essencial. Mas a diversão também!Porque ela era divertida em sua simplicidade, inteligência, bom humor e criatividade. Obrigada, professora.

  2. Kelli era o nome dela. A minha primeira professora. A professora que mudou a minha vida.
    Todos os meus professores deixaram marcas que alteraram, de diversas formas, a minha maneira de ver o mundo. Mas, a que mais marcou, e que eu posso dizer, sem medo, que MUDOU a minha vida, foi a professora Kelli.
    Ela me alfabetizou e, por consequência, me mostrou o maravilhoso mundo das letras, das palavras, e da imaginação.
    Ela foi o canal de conexão entre uma simples menina e o maravilhoso mundo dos livros. Me ensinou a sonhar e viajar por entre as páginas mais diversas. Hoje, sou inteiramente grata a ela, porque é por causa dela que tenho essa interminável paixão por meus livros e posso viajar, descobrir e conhecer novos mundos.

  3. Kelly Cristina Carvalho Santos Leite disse:

    A professora que marcou minha vida, foi uma professora da faculdade de Letras, ela me deu uma segunda chance, durante o semestre não consegui em nenhum momento a nota que era pedida pela faculdade, tinha que fechar o semestre com media 7 na prova se não não consegue esta nota faz outra prova para assim ter que fechar a media que era pedida, “é um absurdo avaliar um aluno por uma nota de uma prova em apenas um dia!” era assim que ela falava, mas era a regra, não consegui em nenhumas das provas atingir a media de nota iria repetir no último semestre da faculdade, quase um ano perdido, mas essa grande professora Sirlene, abriu mão das regras e me deu uma segunda chance, mas que isso, ela no dia do exame final última prova da faculdade de Letras me deu uma enorme lição dizendo: “Não se pode avaliar um aluno por um papel, é preciso educar sem papeis, educação se constrói a cada dia, por isso sei que aluna você e sei que não será uma prova que irá provar o que você aprendeu…” Professora Sirlene me deu uma segunda chance não me reprovou, não só como professora ela é grande, mas era grande como pessoa, um bom professor é aquele que é Grande como Pessoa!!!

  4. O professor que marcou minha vida foi o professor de matemática que tive na 5ª, 6ª e 7ª séries (quando ainda não existia 9ºano), seu nome é Marcelo Queiroga Fraga (lembro muito bem disso, porque ele sempre escrevia o nome todo nas provas que dava). Ele viu potencial em mim quando ninguém mais via. Ele viu minha facilidade com os números, mesmo quando nem eu percebia isso. Foi me incentivando a cada exercício e me elogiando a cada nota de prova, ao ponto de na sétima série eu só tirar nota 10 sem fazer esforço algum para estudar. Na 7ª série, eu sempre ficava 3 ou 4 capítulos na frente da matéria que o professor dava na sala de aula, fazendo os exercícios, sem mais nem prestar a atenção no que o professor estava explicando para meus colegas, mas quando ele perguntava alguma coisa, eu era a primeira a responder. Mas para explicar direitinho, vou voltar a minha 5ª série: eu era uma menina muito relaxada para os estudos, nunca gostei de estudar e sempre tinha notas na média. O professor Marcelo era o único que conseguia me estimular a aprender, pois ele tinha uma maneira diferente de ensinar matemática. Ele brincava, cantava, e tinha umas tiradas “algébricas” muito legais. Passei de prova final em matemática na 5ª série. Na 6ª série eu fui melhorando minha habilidade lógica ao ponto de fazer contas difíceis de cabeça e responder com facilidade as perguntas mais difíceis que o professor fazia como pegadinha na sala de aula. Fui melhorando a tal ponto, que nesse ano, eu tive a nota mais alta da sala em matemática, continuando assim no ano seguinte. Hoje eu sei que toda a minha habilidade matemática vem de dois lugares, da minha mãe que sempre estimulou a mim e a minha irmã com jogos de tabuleiro e que faziam a gente pensar; e do meu professor de matemática que me estimulou ao ponto de eu estar hoje fazendo faculdade na área de exatas, faço o curso de Sistemas de Informação.
    Sei que quando formar eu vou convida-lo para minha formatura e irei fazer uma homenagem a ele, pois sem ele eu nunca teria percebido sozinha que a lógica corre em minhas veias junto com o sangue. Que penso logicamente e vejo a lógica em cada movimento. Hoje os números são parte de quem eu sou porque ele viu potencial em mim e viu que eu poderia ser mais do que eu estava sendo.
    Eu só tenho que agradecer por ter tido o professor Marcelo na minha vida.

  5. Katia Prachthauser disse:

    A professora que marcou a minha vida foi a da primeira série. Naquela época, que não haviam jardins de infância e pré-primário obrigatórios, e assim sendo, Dona Nancy foi minha primeira professora. Mas não foi esta a única razão da importância dela na minha vida!
    Sem dúvida, ela foi a grande responsável pelo meu gosto de pela leitura até os dias de hoje. Lembro perfeitamente que naquele ano aprendemos a ler e ela desenvolveu uma espécie de concurso de leitura entre os alunos da minha classe. No final de todas as aulas, líamos um livro em voz alta para toda turma, que elegia diariamente o melhor leitor. Fiquei como finalista neste concurso junto com um coleguinha que também lia muito bem. Imagino que naquela altura o que contava era o quão rápido éramos capazes de ler, mas lembro bem que importava também a entonação que éramos capaz de dar para cada passagem – orientação esta dada pela professora. Basta imaginar que as crianças queriam saber o final daquele livro, que aliás, jamais esqueci o título: A ilha do tesouro perdido.
    Durante toda a primeira série fomos incentivados a ler, e da mesma forma Dona Nancy repetia incansavelmente: – só sabe escrever, quem sabe ler! Naquela altura da vida era tudo o que queríamos.
    Para completar minha história marcante com esta professora é necessário relembrar um dos momentos mais emocionantes da minha vida: certo dia, já adulta a avistei na praça de alimentação de um shopping center. Não me contive e fui cumprimenta-la, apressando-me em apresentar-me imaginando que após tantos anos (mais de 30!) ela não me reconheceria. Qual não foi minha surpresa quando ela toda sorridente imediatamente me chamou pelo nome, lembrando-se de minha passagem por sua sala e dizendo que muito pouco eu havia mudado. Eu achava natural lembrar dela, mas jamais esperava que ela lembrasse de mim, tendo em vista a quantidade alunos que passaram por seus ensinamentos! Conversamos, rimos muito e isto tudo só serviu por aumentar minha admiração e carinho pela Dona Nancy, que tanto marcou minha vida, especialmente na minha melhor faceta, a de leitora assídua!

  6. Natália disse:

    Ah na verdade deveria ser os professores que marcaram a minha vida, mas vou citar dois, que influenciaram na escolha da minha profissão: Bióloga.
    Hoje leciono Biologia e ciências, faço Mestrado atualmente e eles ate hoje, mesmo passados 30 anos, desde que fiz ensino médio, ainda lecionam diante do amor a profissão.

    Ornólia e Demetério ambos de Biologia, um beijo no coração de vocês.

  7. Seu nome era Tiago; sim, era, pois hoje não se encontra neste plano. Foi-se agora, dia 13 de janeiro. Poeticamente, ensinou-me literatura – entre outras coisas. Literatura como filosofia, literatura como ciência, literatura como angústia, literatura como paz. Eu era uma criança quando comecei a ter aulas com ele, tinha por volta dos 12 anos, mas foi essa época que penso como uma passagem importante da minha vida – foi quando comecei, de fato, a pensar; e Tiago teve muito envolvimento nisso. Era daqueles homens que se desvenda. Ou tentava-se. Falava coisas que me faziam querer buscar respostas, num ato quase provocativo. Então comecei a buscá-las; mas a frustração era tanta! Às vezes em que notava não achar nada satisfatório, lembro de seu meio-sorriso, carinhoso, e algumas palavras ditas pelo olhar: pois é, é assim que funciona… Foi-se, foi-se, hoje fica essa memória, essa dedicatória, meus livros do Kafka e Saramago na estante – seus favoritos – e todas as outras palavras; no mais, fica a constatação de que “pois é, é assim que funciona…”.

  8. Ana Beatriz Santos Souza disse:

    Uma professora que marcou minha vida foi uma professora de portugues. Ele tem um jeito magico de ensinar ela mostra aos alunos como estudar e divertido.

  9. Por incrível que pareça, não foi apenas um professor ou professora que marcou minha vida, mas sim todos, por que cada um, sendo único do jeito que foi, assim como suas matérias na escola, nos ensinaram alguma coisa como pessoas e como alunos e jamais poderia colocar o nome de um ou outro deixando todo o resto de lado, todo o trabalho, toda a companhia, todo o ensinamento, toda vez que chamavam nossa atenção, tudo era um aprendizado muito valioso que cada um nos transmitia. E hoje sou grata por todos eles por ter me ensinado muitas coisas sobre o mundo, sobre as pessoas, e ter enriquecido cada vez mais minha vida, também, com sua bela amizade.
    Tenho apenas isso a dizer, o resto é eterna gratidão.

  10. Regina Vicente da Silva paulino disse:

    … Marcou minha vida de uma maneira que não esqueci até hoje. Ela deixou dentro de mim sua marca. Me ensinou por apenas um ano letivo, porém suficiente para incutir-me uma sensação de querer ser o que eras, ou talvez o que ainda é, PROFESSORA. Foi minha professora de segunda série do fundamental, ano… nem me lembro mais, mas recordo do seu jeito de falar, de passar as tarefas no quadro negro, e de quando falava para nós: ” façam tudo direitinho”. Marcou minha vida pela forma criativa de dar aula, pelo lúdico de suas aulas, pelos desenhos lindos que desenhava em meus cadernos( com ela aprendi a desenhar)e também pela sua alegria contagiante.

    Você Lúcia, foi quem despertou em mim a vontade de ser o que sou hoje. Tento ser pros meus baixinhos o que fostes comigo.
    Nunca te esqueci. Muitos anos já se passaram, eu era ainda uma criança, eu tinha 09 anos, hoje 41. Quanto tempo ficou para trás, por isso eu te eternizo dentro do meu coração.

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