Diário da Flip – Dia 3

Por Mohsin Hamid


17h15. Sexta-feira. Minha palestra. Uma multidão se reunia do lado de fora da tenda. Eu já havia esbarrado com algumas das pessoas nas ruas de Paraty nos dias anteriores. Elas acenam para mim ou vêm dizer oi. A Flip é certamente o festival mais amigável do mundo.

Eu entro na tenda com meu colega de palestra, Antonio Prata, e nossa moderadora, Teté Ribeiro. A hora chega. Somos levados até o palco. O evento começa. Antonio é incrivelmente engraçado. Ele segue fazendo a platéia rir, e Teté ri, e eu rio, e até o tradutor de português para inglês ri dentro dos meus fones de ouvido. Em alguns momentos, tudo que consigo ouvir é a tenda toda rindo, meu corpo rindo, meus fones de ouvido rindo. A palestra segue relaxada, calorosa. Como comparecer a um bom jantar com uma centena de amigos felizes. Quando acaba, fico triste por ter terminado.

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Mohsin Hamid nasceu em 1971 em Lahore, no Paquistão. É autor dos romances Moth SmokeO fundamentalista relutante, que deu origem ao longa-metragem dirigido por Mira Nair. Seus livros já foram traduzidos para mais de 30 idiomas. Tem ensaios e contos publicados pelo New York Times, Guardian, New Yorker e Granta. No Brasil, acaba de lançar Como ficar podre de rico na Ásia emergente, e é um dos autores convidados da Flip 2014.

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2 Comentários

  1. Karla Ramos disse:

    Flip e Paraty, ambos, sonho de consumo!!!

  2. valter ferraz disse:

    Assistí uma parte do encontro pelo Youtube e o que me ficou registrado foi exatamente esse clima relatado pelo escritor paquistanês. Pareciam que eram três amigos de longa data conversando sobre literatura, seus livros e as circunstâncias. Muito bom mesmo.

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