Semana duzentos e cinquenta e oito

blogblog
Ai! Que Preguiça! — O Brasil em 39 poemas fabulosos & alegóricos, de Rodolfo W. Guttilla
Os mais variados aspectos e capítulos da vida brasileira são capturados com leveza pela poesia de Rodolfo Guttilla. Seu livro é uma jornada lírica e graciosa por nossa história. Leitores de todas as idades irão se cativar por essa mistura muito bem-feita de poesia e comentário social. Tomando de empréstimo como título a famosa frase de Macunaíma, de Mário de Andrade, o livro de Guttilla tem como principais inspirações a obra do autor modernista e os poemas de José Paulo Paes (1926-1998), que tratava de assuntos brasileiros com uma graça que influencia os autores mais jovens até hoje.

Seis meses em 1945 — Roosevelt, Stálin, Churchill e Truman — Da Segunda Guerra à Guerra Fria, de Michael Dobbs (Tradução de Jairo Arco e Flexa)
Poucos pontos de inflexão na história apresentam tantos aspectos dramáticos como os meses entre fevereiro e agosto de 1945, o período entre a Conferência de Yalta e o bombardeio de Hiroshima. Os Estados Unidos e a União Soviética se tornaram as duas nações mais poderosas do mundo; a Alemanha nazista e o Japão imperial foram derrotados; o Império britânico estava à beira de um colapso econômico. Um presidente morreu; um ditador doentio que quase conquistou o mundo suicidou-se; um primeiro-ministro que havia inspirado seu povo durante os dias mais sombrios de sua história foi derrotado em eleições livres. Golpes de Estado e revoluções tornaram-se corriqueiros; milhões de pessoas foram enterradas em valas comuns; antigas cidades reduziram-se a pilhas de escombros. Um tsar vermelho redesenhou o mapa da Europa, erguendo uma “cortina de ferro” metafórica entre Oriente e Ocidente. Essa é a história das pessoas — presidentes e comissários, generais e soldados rasos, vencedores e derrotados — que deram origem à corrida de gigantes que redefiniria os rumos do mundo.

O diário de Guantánamo, de Mohamedou Ould Slahi (Tradução de Donaldson M. Garschagen e Paulo Geiger)
Desde 2002, Mohamedou Slahi está preso no campo de detenção da Baía de Guantánamo, em Cuba. No entanto, os Estados Unidos nunca o acusaram formalmente de um crime. Um juiz federal ordenou sua libertação em março de 2010, mas o governo americano resistiu à decisão e não há perspectiva de libertá-lo. Três anos depois de sua prisão, Slahi deu início a um diário em que conta sua vida antes de desaparecer sob a custódia americana, o processo interminável de interrogatório e seu cotidiano como prisioneiro em Guantánamo.

Um holograma para o rei, de Dave Eggers (Tradução de Jorio Dauster)
Em uma próspera cidade da Arábia Saudita, longe da complicada realidade da recessão que assola os Estados Unidos, um empresário em apuros financeiros realiza uma última e desesperada tentativa de evitar a falência completa, pagar a caríssima faculdade da filha e, talvez, fazer algo de bom e surpreendente com sua vida. Em Um holograma para o rei, Dave Eggers nos conduz por uma viagem pelo outro lado do mundo e pela comovente e por vezes cômica jornada de um homem para manter a família unida e a vida nos eixos diante da crise que devasta todos como uma tempestade.

Só por hoje e para sempre – Diário do recomeço, Renato Russo
Perfeccionista e exigente em todas as etapas de seu processo criativo, da composição à execução diante do público, o homem que estava à frente da Legião Urbana — uma das bandas de maior sucesso na história da música brasileira — encarou com a mesma obstinação o Programa dos Doze Passos oferecido pela clínica, seguindo à risca os exercícios terapêuticos de escrita propostos. É esse material inédito que vem à tona depois de mais de vinte anos em Só por hoje e para sempre, atendendo ao desejo do autor de ter sua obra publicada postumamente. Entremeando as memórias de Renato com passagens de autoanálise e um olhar esperançoso para o futuro, esse relato oferece a seus fãs, além de valioso documento histórico, um contato íntimo com o artista e um exemplo decisivo de superação.

Paralela

Casa em cores, de Durell H. Godfrey 
Para todos os fãs de livros de colorir, chega uma novidade para todas as idades. As ilustrações de Durell Godfrey do montante de coisas das nossas vidas ocupadas — mesas cobertas, salas caóticas e pilhas de papéis — estão preparadas para ganharem vida com o ato de colorir. Arrumar pode ser terapêutico, mas colorir é muito mais. Um sossego que funciona tanto para arrumadinhos quanto bagunceiros. É só adicionar cores!

Fontanar

Um Deus muito humano — Um novo olhar sobre Jesus, de Frei Betto
Frei Betto, um dos principais líderes religiosos brasileiros, faz neste livro uma reflexão atualizada, mostrando que, em Cristo, Deus se assemelha a nós, humanos, em tudo, exceto no egoísmo. Jesus continua a ser um importante paradigma, sobretudo por ter centrado sua mensagem no amor e assegurado, com sua ressurreição, que a vida tem mais força que a morte.

Companhia das Letrinhas

Os grudolhos perseverantes de Frip, de George Saunders (Tradução de Fabricio Waltrick)
Grudolhos são como carrapichos, só que maiores. Eles são laranja, têm muitos olhos e gostam de viver em bando, de preferência bem grudadinhos nos pelos das cabras. No povoado de Frip, fazem a festa. Vivem infestando as cabras de Valência, que passa o dia escovando-as. As outras famílias do vilarejo não sofrem desse mal e se recusam a ajudar Valência. Querem mesmo é que as criaturas infernais fiquem longe de seus rebanhos. Mas, num belo dia, Valência tem uma grande ideia. Ela se livra dos grudolhos, que correm todos até as cabras mais próximas…