A primeira vez a gente nunca esquece

Por Daniela Vitieli

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O primeiro beijo!

O primeiro emprego!

A primeira…

Enfim, experiências inaugurais são especiais e a gente nunca esquece. Então por que seria diferente com a minha primeira Convenção de Divulgação Escolar da Companhia das Letras? Sim, a minha primeira vez, pois o evento está em sua sétima edição e não estive presente nas versões anteriores. São esses olhos frescos e sem vícios que contam um pouco esse momento especial para o Departamento de Educação.

Tudo começou com a organização. Até aqui sem problema, afinal já tinha trabalhado com eventos antes. Mas a preparação desse evento é algo único e pensado em todos os detalhes, equilibrando a opinião de todos: participantes e equipe. O Departamento de Educação, em meio as suas atividades rotineiras e cotidianas de divulgação escolar e incentivo a leitura, arruma tempo para produzir tal evento com todo carinho e dedicação. Durante dois dias, divulgadores escolares parceiros de todo Brasil conheceram as grandes apostas do Grupo Companhia das Letras para escolas públicas e privadas do país.

Como se tratava da sétima edição da convenção, algumas estratégias estavam desgastadas. O grande desafio era surpreender. Então por onde começar? Com a escolha do local! Um hotel especial, cercado de natureza e tranquilidade, com uma infra-estrutura especializada em eventos. O passo seguinte fora as pequenas, na verdade grandes, coisas: passagens, hospedagens, transfers, alimentação, táxis, brindes, livros, dinâmicas, materiais, autores, programação. Nesse ano, havia ainda o desafio de planejarmos o trabalho de divulgação do Grupo Companhia das Letras, que passou a incluir os selos Objetiva e Alfaguara. As surpresas não ficaram só por conta do local, a Convenção foi planejada para ser uma grande surpresa. A abertura contou com a diretora de produção Elisa Braga e com a performance da contadora de histórias Kiara Terra. Ufa! Começamos bem! Kiara consegue aliar sensibilidade com humor, quesitos indispensáveis para quem trabalha com educação.

E agora, o “Day After”? Será que continuaríamos a superar as expectativas? O jeito é seguir o plano, mas a sensação de aperto no coração ainda permanecia!

Oficialmente, o principal objetivo da convenção é munir os divulgadores de ferramentas, informações, inspiração e vontade de ler tudo aquilo que vão divulgar nas escolas. No entanto, acho que a convenção extrapola seus objetivos: conhecimento compartilhado, solidariedade, troca de experiências, novas amizades e grandes oportunidades. Logo no primeiro dia, pudemos contar com a presença de três autores fantásticos: José Roberto Torero, Marcus Aurelius Pimenta e Adriana Carranca. Eles trouxeram para o palco os bastidores do ofício do escritor, como surgem as ideias, como é escrever em parceria, como se faz a pesquisa para o livro, o relacionamento com o editor, a escolha da ilustração e projeto gráfico. E assim concluímos a primeira etapa do nosso evento!

Nos aproximávamos de mais um desafio: a atividade cultural. O que sempre foi aguardado com grande ansiedade em todos os outros anos também teria um novo formato: seria dentro do hotel! Chegado o momento de integração mais aguardado pelo grupo, ainda não sabíamos qual seria a repercussão. Um jantar com cardápio de botequim e videokê, no início, deixou alguns tímidos, mas ao fim da noite estavam todos numa vibração única de alegria e união.

É chegado o último dia! A sensação de aperto ainda continua, um pouco mais leve. Nossa manhã começa agitadíssima com uma verdadeira aula sobre o livro do momento: Brasil: Uma biografia. Confesso que sempre gostei de história, porém algumas vezes me desinteressava na aula, mas com a autora Lilia Moritz Schwarcz é impossível não ficar fascinado, simplesmente um encanto! Entre um autor e outro, nós do Departamento de Educação também falamos sobre os destaques para adoção, e eis que nesse momento uma das autoras resolve assistir nossa apresentação, e adivinhem?!?!  Sim, eu era a única que falaria sobre o livro dela! Senti um nervosismo, mas por fim falei e sobrevivi, afinal escrevo esse texto.

E agora? Como continuar mantendo o evento surpreendente? Nosso encerramento não poderia ter sido melhor: Amyr Klink! O homem que foi do Brasil a África pelo mar em um barco a remo, o homem que realiza diversas expedições marítimas a Antártida. O “gran finalle” deixou um gostinho de quero mais e saí da convenção pensando: “Preciso de um ‘barco’ e coragem”.

Assim chegamos ao fim, e só realmente no final, com a sensação de missão cumprida, que o aperto no coração se desfez!

* * * * *

Daniela Vitieli é pós graduada em comunicação institucional (FGV) e trabalha como divulgadora escolar no Departamento de Educação da Companhia das Letras.

33 Comentários

  1. Denise disse:

    Parabéns pelo texto e pela experiência!
    Como é especial saber que pessoas ao nosso lado vivenciam com tanto entusiasmo e expectativa momentos que para quem já está dentro são rotineiros. Faz com que relembremos como foi nossa primeira vez…
    beijos

  2. Alessa disse:

    Interessante essa descrição sobre experiências inaugurais, um relato sincero e detalhado de algo que passamos numa constante e que poucos tem a coragem de assumir!
    Parabéns a colunista!

  3. Bianca disse:

    Sensacional! Eu sinto isso também por trabalhar com eventos. Momentos marcantes e um relato brilhante.
    Beijos
    Bibi

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