Semana duzentos e sessenta e nove

Assim foi Auschwitz (Testemunhos 1945-1986)de Primo Levi e Leonardo de Benedetti 

Primo Levi era um químico de apenas 24 anos quando foi capturado pelas forças fascistas italianas e deportado para o campo de concentração de Auschwitz, a fábrica da morte construída pelo regime nazista para executar judeus, homossexuais, comunistas e ciganos. Em 1945, após sua libertação, militares soviéticos encarregaram Levi e outro prisioneiro, o médico Leonardo De Benedetti, de elaborar um relatório detalhado sobre as abomináveis condições de saúde dos campos. O resultado foi o “Relatório sobre Auschwitz”, um testemunho extraordinário e pioneiro dos campos de concentração, e ainda hoje uma peça impressionante a respeito da prática clínica num lugar de desumanização e extermínio. Assim foi Auschwitz recolhe relatórios, depoimentos, críticas, cartas e outros textos escritos ao longo de quarenta anos. Um impressionante testemunho, pessoal e literário, a respeito da presença do mal no século XX.

Resta um, de Isabela Noronha

Lúcia sempre foi uma mulher que enxergou a vida pelo viés dos números. Professora respeitada do curso de matemática da Universidade de São Paulo, sua lógica cartesiana parecia manter sob controle todos os aspectos da existência. Um dia, porém, sua única filha, Amélia, não volta para casa. A criança desaparece sem deixar rastro, abalando tremendamente o pensamento racional da mãe.
Anos depois, a professora, que deixou a universidade e desfez o casamento, segue com a esperança de encontrar Amélia – embora seja a única a acreditar nessa possibilidade. E seus esforços parecem não ter sido em vão, pois recebe um e-mail que traz, por fim, a pista de alguém que diz conhecer o paradeiro da menina.
Entre a busca de Lúcia e a narrativa do desaparecimento de sua filha, acompanhamos as divagações de uma senhora que dedica a vida a cuidar do seu pomar. Isabela Noronha costura neste romance de estreia uma sofisticada trama psicológica que cresce a cada página, levando-nos pelos estágios do desespero de uma mãe que perde o que lhe é mais valioso.

As Rãs, de Mo Yan

“Um não é pouco; dois é bom; três é demais.” Eis o slogan lançado pela Nova China em 1965 – quando as crianças, esfomeadas, “brincam” de comer carvão – para conter o rápido crescimento populacional, numa política de planejamento familiar que se perpetuará por décadas. Nesse contexto, o Nobel de literatura Mo Yan dá voz a Corre Corre, aspirante a escritor que vê a tia como heroína e quer transformar sua vida em peça de teatro, não sem antes rememorar sua história.
Trata-se de fato de uma mulher extraordinária. Nascida em 1937, é a primeira parteira da aldeia a estudar obstetrícia e a enxergar o ofício para além de métodos supersticiosos. Combinando a compaixão de médica a uma autoridade de general, logo se torna a oficial responsável pelo controle de natalidade. Ela deve educar jovens famílias a terem apenas um filho e, quando necessário, realizar abortos, levando a diretriz do Estado às últimas consequências.
O lirismo, a inventividade da linguagem e a forma bem-humorada de tratar os cenários mais dramáticos, oscilando entre a poesia e o horror, o naïf e o escárnio, transformam esse relato ambientado em uma aldeia da China em clássico universal.

Melhor do que antes, de Gretchen Rubin

A resposta de Gretchen Rubin para como mudar é simples: por meio dos hábitos. Os hábitos são a estrutura invisível do cotidiano. É difícil criar um hábito, mas, uma vez adquirido, ele nos dá energia para ter uma vida mais feliz, plena e produtiva. Mas como podemos mudar os nossos hábitos do dia a dia? Melhor do que antes responde essa questão. O livro apresenta uma estrutura prática para que os leitores entendam os próprios hábitos e possam transformá-los de uma vez por todas. Com seu tom sempre divertido e convincente, Gretchen une pesquisa rigorosa a histórias de vidas transformadas para explicar os princípios fundamentais de como se formam os hábitos.

Editora Paralela

Dia de beauté – Um guia de maquiagem para a vida real, de Victoria Cedorino 

Quase nada é tão legal quanto maquiagem. O lema de Victoria Ceridono, blogueira e editora de beleza da Vogue, é especialmente verdadeiro em seu livro Dia de beauté – um guia de maquiagem para a vida real. Com mais de 130 fotos e ilustrações produzidas exclusivamente, no livro Victoria apresenta dicas acessíveis, vindas de quem testou muitos produtos. Um livro para inspirar e despertar a vontade de mergulhar nesse fantástico universo da maquiagem e beleza.

Deixe seu comentário...





*