Concurso: Um soneto para Vinicius de Moraes

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Vinicius de Moraes nasceu em 19 de outubro de 1913 no Rio de Janeiro, e é um de nossos maiores poetas. Além de cronista e também dramaturgo, foi um dos grandes letristas da música brasileira: fez parcerias com Tom Jobim, Baden Powell, Chico Buarque, Carlos Lyra, Edu Lobo e Toquinho, entre outros. É um clássico das letras brasileiras.

A violência, a guerra, a pobreza, o amor, a traição, a morte, a natureza, a solidão, as amizades, o Rio de Janeiro, o cinema, as artes e a própria poesia são temas que Vinicius trabalhou em seus poemas. Para homenageá-lo, a Companhia das Letras promove um concurso cultural que dá destaque a uma das formas mais populares da poesia: o soneto. Um soneto é um poema com 14 versos divididos em quatro estrofes — as duas primeiras com quatro versos e as duas últimas com apenas três. São de Vinicius de Moraes os sonetos mais populares da nossa poesia, como “Soneto de Fidelidade”, “Soneto do Amor” e “Soneto da espera”.

Para participar do concurso “Um soneto para Vinicius de Moraes”, você deve escrever um soneto utilizando um dos temas de Vinicius e publicá-lo aqui nos comentários. Os cinco melhores sonetos serão selecionados e publicados no blog da Companhia das Letras, e seus autores ganharão um kit com os livros de Vinicius de Moraes. Os comentários devem ser enviados até o dia 10 de outubro, e os participantes podem publicar mais de um soneto (se o soneto for repetido, ele será excluído).

O kit de Vinicius de Moraes contém as obras:

O cinema de meus olhos (2015), Livro de letras (2015), Uma mulher chamada guitarra (2013), Pois sou um bom cozinheiro (2013), Jazz & Co. (2013), Orfeu da Conceição (2013), Novos poemas II (2012), Novos poemas e cinco elegias (2012), Forma e exegese e Ariana, a mulher (2011), Vinicius menino (2009), Poemas esparsos (2008), O caminho para a distância (2008), Poemas, sonetos e baladas e Pátria minha (2008), A arca de Noé (2004), O poeta aprendiz (2003), Nova antologia poética (2003), Teatro em versos (1995), Para uma menina com uma flor (1992), Livro de sonetos (1991) e Para viver um grande amor (1991).

Boa sorte e espalhe poesia!

128 Comentários

  1. Raoni Garcia disse:

    Soneto da Mulher Ideal
    .
    Sonho que feição terá a minha amada…
    Será tua beleza negra ou morena?
    Terá a pele branca como a açucena,
    Os olhos de amêndoa, a tez perfumada?
    .
    Terá, talvez, a minha namorada,
    O corpo delicado, a voz amena,
    A expressão greco-romana – serena?
    Terá a forma divina que me agrada?
    .
    Mas efêmero será o teu encanto
    Se não tiver a graça d’ alma pura –
    Morada de amor, ternura e virtude,
    .
    Que ao poeta inspirou o supremo canto.
    Conceda-me ela, anjo da ventura,
    E a amarei eternamente em plenitude.

  2. Soneto do sentimento

    Passo os dias lutando
    Pra enfim poder ver seu rosto
    Um sentimento puro e bom
    Toma conta do meu corpo

    Seu sorriso é luz, me guia
    Seu amor é tudo, me aconchego
    Fico e aguardo no teu peito
    O meu ninho de amor

    E te amar me faz ver estrelas
    Mais do que as que vejo em seu olhar
    Mas nunca me negue o teu riso

    Pois sem ele eu não posso ficar
    E por fazer me sentir assim
    Te dedico minhas ternas juras de amor

    Jéssica de Moura

  3. A saudade em soneto
    (para Vinicius de Moraes)
    *
    E nem a morte vai calar você,
    Poesia de candor e calmaria
    Qual tarde que despiu o claro dia
    E vestiu noite no que a gente lê.
    *
    O vento sopra a quem ainda crê.
    Na lembrança, seu vulto em fantasia
    Faz-se de amor e a sua voz macia
    Pinta os versos em tons de dédradé.
    *
    Da morte a vida brota no sorriso,
    Na fiel dor que tão serena invade
    O próprio inferno e o leva ao paraíso.
    *
    O Poeta foi. Seu verso, em liberdade,
    Mais belo cantará o que é preciso
    Se quem o ouvir, ouvi-lo com saudade.
    *
    *
    Rio de Janeiro/RJ, 10 de outubro de 2016.

  4. Soneto da cachoeira

    Eu nunca pensei que coubesse tantas lágrimas em mim
    Nunca pensei que as pessoas fossem assim
    Eu estou cansada de viver
    Já não tenho forças pra comer

    Eu não sei por quê Deus me fez assim
    Mas as vezes queria arrancar isso de mim
    Me sufoca,a cama ensopada
    No meu leito de dor

    Sentada no chão escrevo
    Não compreendo o que fiz
    Não compreendo um triz

    Uma hora de choro é o bastante
    E prometo tentar superar
    Viver minha vida em diante.
    Jéssica de Moura

  5. Meu amor

    Quero em seus olhos ficar
    Guardar para sempre aquele olhar
    Brilhante, empolgante e cheio de amor
    Pois eu sei meu querido, vai haver dor

    Quero nos seus braços ficar
    E me tornar seu cheiro
    Sentir um calor que só você tem
    E te amar por inteiro

    Sua boca e beijo, velhos conhecidos meus
    Não enjoaria se pudesse tê-los todos os dias
    E meu coração me diz:

    Sempre foi ele
    Com um sorriso no rosto eu me lembro
    Daquele meu grande pequeno

    Jéssica de Moura

  6. Soneto do delírio

    Não consigo dormir
    Sinto dor pois não está aqui
    E escrevo para aliviar
    Para passar essa vontade de te abraçar

    Nada me dói depois de você
    Porque és o meu eterno doer
    E eu confesso, te quero aqui
    Chego a delirar por um instante

    E nesse delírio incessante
    Tento apagar o que é permanente
    Mas meu coração não mente

    Foi você, é e sempre será!
    Não consigo fugir mais
    Eu só quero te amar

    Jéssica de Moura

  7. Eternamente sua

    O que posso dizer do amor que tive:
    amei com pudor, com dor
    O que posso dizer do amor que tenho:
    amo sem pudor, sem dor

    O ser amado é o mesmo
    Foi eu quem mudei
    Criei algo de bom em meu coração
    Me permiti doer, corroer, superar

    E hoje levo-o comigo sem dor
    Saudade vem e isso é bom
    Sou livre e por isso amo

    Sou paz e por isso canto
    Quando não quis mais ser sua, descobri:
    sou eternamente sua

    Jéssica de Moura

  8. Soneto da saudade

    Saudade daqueles seus lindos olhos
    Me dizendo silenciosamente que me amam
    Daquela sua risada estranha
    Que por um acaso consigo ouvir agora

    Saudade daquele cabelo sedoso
    Que era lindo ao meu olhar
    Em meus olhos era possível ver
    Eu só queria te amar

    Era um amor tão grande
    Que você nunca ficará distante
    Independente do instante

    Existe você em cada pedaço em mim
    Meu amor, já não posso te ter
    Mas posso sempre me lembrar de você

    Jéssica de Moura

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