FLIP

Deste lado do mundo

Por Mell Brites

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Fotos: Mell Brites

Dia 1

Cheguei em Paraty um pouco atrasada para ouvir Yasmin falar. Mas a cidade ainda vazia me permitiu chegar à tenda da biblioteca da Flipinha antes de a conversa começar. Um grupo de aproximadamente quinze crianças, todas do ensino público, a aguardavam lendo os livros expostos nas prateleiras ao redor.

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Alguns minutos depois, quando a convidada de onze anos apareceu sem alarde e pegou no microfone, quem conheci foi uma menina bastante tímida que, com o olhar baixo, começou imediatamente a ler seu próprio livro torcendo, assim me pareceu, para que aquilo acabasse o mais rápido possível. Filha de pai russo, muçulmano, e mãe brasileira e católica, Yasmin Ziganshin autopublicou, em dezembro de 2015, Do outro lado do mundo, em que fala sobre a sua origem multicultural.

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Ela conta que nasceu em Tóquio, onde seus pais se conheceram, em 2002, quando trabalhavam na cidade, e que até chegar ao Brasil, com três anos de idade, não sabia falar nenhum idioma. Diz que sua família tem várias nacionalidades, idiomas e religiões — e que é assim que o mundo deveria ser, misturado e tolerante. Às perguntas do público mirim, respondeu sempre com poucas palavras:

“Como você teve a ideia de fazer o livro?”

“Minhas amigas me perguntavam muito sobre a minha história e resolvi escrever pra contar.”

“Você é mais católica ou mais muçulmana?”

“Mais católica.”

“Quanto tempo você demorou para escrever?”

“Uns meses.”

Depois, em conversa reservada, me disse querer ser arquiteta, não ter vontade de virar escritora, gostar de andar de bicicleta — aprendeu a andar sem rodinhas no ano passado — e de brincar com as amigas. Apesar da mudança em sua vida desde o ano passado, quando o livro foi lançado para download pela Amazon e atingiu rapidamente os três mil acessos, da sua participação em programas de TV e das entrevistas que vem dando a jornais da grande imprensa, Yasmin tem o comportamento e as ambições de uma criança na pré-adolescência. Quando perguntei à sua mãe como seriam os próximos dias de festival, ouvi: “ela volta para o Rio amanhã, não pode faltar na escola.”

Foi aí que entendi que talvez o grande êxito de Yasmin não tenha sido a publicação de um livro aos dez anos, nem mesmo a sua interessante história de vida, que, pensando bem, tanto se aproxima da de muitos brasileiros. O recado que parecia vir junto à figura daquela garota tímida e simpática era o mesmo que apareceu algumas vezes na voz da bibliotecária que coordenava a atividade: “viu, pessoal, todo mundo pode ser escritor”. Seja as suas amigas que vieram do Rio como acompanhantes, seja a plateia curiosa que a ouvia atenta, todo mundo tem uma boa história para contar. Adulto ou criança, deste ou do outro lado do mundo.

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Mell Brites é editora da Companhia das Letrinhas e acompanhará os eventos da Flipinha durante a Festa Literária Internacional de Paraty.

A grande Flipinha

Por Mell Brites

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Foto: Casa Azul/André Conti

Quem já foi à Festa Literária Internacional de Paraty certamente cruzou, entre as andanças pelas famosas ruas de paralelepípedos da cidade, com alguma apresentação musical, teatro, roda de capoeira ou outra atividade ao ar livre protagonizada por crianças. Esses eventos, que enchem de gritos, palmas e gargalhadas os arredores da praça da Matriz, fazem parte da Flipinha, a programação da Flip voltada para os pequenos leitores.

Desde 2004, enquanto na Tenda dos Autores grandes nomes da literatura — e de artes afins — discorrem sobre suas obras para o público adulto, em outros pontos de Paraty escritores de literatura infantil recebem crianças, pais, professores, mediadores e interessados no mundo da infância para conversar sobre seus livros e temas daí decorrentes. E além dos bate-papos com os convidados de honra, durante os cinco dias de festa também acontecem oficinas, mediações de leitura, shows, performances artísticas e as mostras das escolas da região — responsáveis por boa parte do burburinho que toma a cidade durante o dia.

Mas, apesar de ser um espaço importantíssimo de discussão e difusão da literatura infantil durante o festival, a Flipinha começa bem antes, nas escolas da região. No início do ano letivo, os professores recebem um “Manual da Flipinha” com informações sobre os autores convidados, e a partir daí selecionam conteúdos específicos para trabalhar em sala de aula. Assim, os alunos, já munidos de um repertório significativo, se envolvem de maneira mais profunda nas atividades durante o evento.

É por isso que a Flipinha, pensada para os pequenos, é um marco tão grande na cidade de Paraty e seus arredores: ela atua na formação de leitores e vem intervindo diretamente na educação dos moradores da região. E para revelar tudo que acontece por ali, este ano faremos um diário de viagem com relatos sobre a programação e impressões das nossas andanças pela festa. Então divirtam-se, acompanhem os posts e viva a grande Flipinha!

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Mell Brites é editora da Companhia das Letrinhas e acompanhará os eventos da Flipinha durante a Festa Literária Internacional de Paraty.

Grupo Companhia das Letras na Flip

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Começa nesta quarta-feira, dia 29 de junho, a 14ª Festa Literária Internacional de Paraty, que homenageia a poeta Ana Cristina Cesar. Além da programação principal, que contará com autores como Karl Ove Knausgård, Misha Glenny, Armando Freitas Filho e Svetlana Aleksiévitch, diversos eventos paralelos à Flip acontecem até o dia 3 de julho. Pelo perfil da Companhia das Letras no Twitter (@cialetras), você poderá acompanhar as mesas da Tenda dos Autores, e aqui no blog teremos uma cobertura de nossos eventos na Flipinha. Além disso, teremos cobertura da festa em Paraty pelo Instagram (@companhiadasletras) e Snapchat (cialetras). Confira a programação de nossos autores em Paraty e nos eventos Pós-Flip:

Flip – Tenda dos Autores

Armando Freitas Filho
Quarta-feira, 29 de junho, às 19h
Sessão de abertura — Em tecnicolor
Poeta e amigo de Ana Cristina Cesar, Armando Freitas Filho participa da mesa de abertura da Flip com Walter Carvalho, que exibe o documentário Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície, sobre a vida do autor.

Homenagem a Ana Cristina Cesar
Quinta-feira, 30 de junho, às 10h
Mesa 1 — A teus pés
As poetas Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marilia Garcia, consideradas as “herdeiras” de Ana Cristina Cesar, são as convidadas para falar sobre a obra da poeta e sua influência em seus poemas.

Misha Glenny
Quinta-feira, 30 de junho, às 15h
Mesa 3 — Os olhos da rua
O jornalista britânico Misha Glenny, que acaba de lançar O dono do morro, divide a mesa com Caco Barcellos, em que falam sobre os bastidores das reportagens que fizeram sobre dois traficantes brasileiros.

Marcílio França Castro e Álvaro Enrigue
Quinta-feira, 30 de junho, às 17h15
Mesa 4 — Histórias naturais
Literatura latino-americana é o tema da mesa de Marcílio França Castro, que lança o livro de contos Histórias naturais, e Álvaro Enrigue, autor do romance Morte súbita.

Bill Clegg
Quinta-feira, 30 de junho, às 21h30
Mesa 6 — Na pior em Nova York e Edimburgo
Bill Clegg, autor de Retrato de um viciado quando jovem e que acaba de lançar seu primeiro romance no Brasil, Você já teve uma família?, participa da mesa com Irvine Welsh, autor do clássico da contracultura Trainspotting.

Benjamin Moser e Kenneth Maxwell
Sexta-feira, 1º de julho, às 10h
Mesa 7 — Breviário do Brasil
Benjamin Moser, autor da biografia de Clarice Lispector, e Kenneth Maxwell, autor de O império derrotado, conversam sobre seus estudos sobre o Brasil.

Valeria Luiselli
Sexta-feira, 1º de julho, às 12h
Mesa 8 — A história da minha morte
Valeria Luiselli é autora de Rostos na multidão A história dos meus dentes, e divide a mesa com J. P. Cuenca, em que falam sobre como transformam suas vidas em ficção.

Karl Ove Knausgård
Sexta-feira, 1º de julho, às 17h15
Mesa 10 — Encontro com Karl Ove Knausgård
Um dos autores mais aclamados da atualidade, o norueguês Karl Ove Knausgård conversa com os leitores sobre a série Minha Luta.

Tati Bernardi
Sexta-feira, 1º de julho, às 19h30
Mesa 11 — Mixórdia de temáticas
Com Ricardo Araújo Pereira, a autora de Depois a louca sou eu participa de mesa sobre humor na literatura.

Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda
Sábado, 2 de julho, às 12h
Mesa 14 — De Clarice a Ana C.
Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda conversam sobre o que há em comum entre leitores de Clarice Lispector e Ana Cristina Cesar.

Svetlana Aleksiévitch
Sábado, 2 de julho, às 17h15
Mesa 16 — Encontro com Svetlana Aleksiévitch
Vencedora do Nobel de Literatura de 2015, a jornalista Svetlana Aleksiévitch, que lança no Brasil Vozes de Tchernóbil A guerra não tem rosto de mulher, se encontra com leitores para falar de seu impressionante panorama literário do desmonte da União Soviética.

Patrícia Campos Mello
Domingo, 3 de julho, às 10h
Mesa 19 — Síria mon amour
A guerra na Síria é tema do encontro da repórter Patrícia Campos Mello com o poeta sírio Abud Said.

Vilma Arêas
Domingo, 3 de julho, às 12h
Mesa 20 — Sessão de encerramento — Luvas de pelica
Vilma Arêas, autora de Trouxa frouxa Vento sulfaz um balanço crítico e afetivo da obra de Ana Cristina Cesar com Sérgio Alcides.

Karl Ove Knausgård e Marcílio França Castro
Domingo, 3 de julho, às 14h15
Mesa 21 — Livro de cabeceira
Marcílio França Castro e Karl Ove Knausgård participam da última mesa da Flip, em que vários autores leem trechos de seus livros favoritos.

 

Flipinha

Durante a Flip, o blog da Companhia das Letras também vai cobrir os eventos da Flipinha. Confira a programação:

Angela-Lago
Quinta-feira, 30 de junho, às 10h30
Ciranda dos Autores — Caderno de segredos
Angela-Lago é autora de O caixão rastejante e outras assombrações de família, Muito capeta Sete histórias para sacudir o esqueleto. Na Ciranda dos Autores, conversa com Lázaro Ramos.
Local: Casa da Cultura Câmara Torres

Patrícia Auerbach, Blandina Franco e José Carlos Lollo
Quinta-feira, 30 de junho, às 14h
Roda de Conversa
Patrícia Auerbach, autora de Histórias de antigamente, conversa com Blandina Franco e o ilustrador José Carlos Lollo, autores de diversos livros infantis como Quem soltou o pum?O coiso estranhoErnesto.
Local: Tenda da Biblioteca

Gregorio Duvivier e Xico Sá
Quinta-feira, 30 de junho, às 17h
Bate-papo — Você é o que lê
Gregorio Duvivier, autor de Ligue os pontos Put some farofa, Maria Ribeiro e Xico Sá, autor de Big Jato, conversam sobre leitura.
Local: Praça da Matriz

Blandina Franco, José Carlos Lollo e Mell Brites
Sexta-feira, 1º de julho, às 10h
Oficina — Cobertura jornalística da Flipinha
A autora Blandina Franco, o ilustrador José Carlos Lollo e a editora Mell Brites, da Companhia das Letrinhas, em uma oficina sobre a cobertura da Flipinha.
Local: Tenda da Biblioteca

Patrícia Auerbach
Sexta-feira, 1º de julho, às 10h30
Ciranda dos Autores — Diálogos texto e imagem
Patrícia Auerbach conversa com Aline Abreu.
Local: Casa da Cultura Câmara Torres

Angela-Lago
Sábado, 2 de julho, às 9h
Roda de conversa
Angela-Lago conversa com Aline Abreu.
Local: Tenda da Biblioteca

Adriana Carranca
Sábado, 2 de julho, às 10h
Roda de conversa
Autora de Malala, a menina que queria ir para a escolaAdriana Carranca fala com os jovens leitores sobre o livro da ganhadora do Nobel da Paz.
Local: Tenda da Biblioteca

Ernani Ssó
Sábado, 2 de julho, às 10h30
Ciranda dos Autores — Histórias de arrepiar!
Autor de livros infantis como Castelos e fantasmasCom mil diabos! Contos de gigantesErnani Ssó participa de encontro com Alexandre de Castro Gomes.
Local: Casa da Cultura Câmara Torres

Isabela Noronha
Sábado, 2 de julho, às 14h
Bate-papo — Incentivos à criação literária: a importância dos prêmios
Autora de Resta umIsabela Noronha conversa sobre prêmios literários com Ana Carolina Carvalho e Manuel da Costa Pinto.
Local: Tenda da Biblioteca

Ernani Ssó
Domingo, 3 de julho, às 9h
Roda de conversa
Ernani Ssó conversa com Estêvão Marques.
Local: Tenda da Biblioteca

Blandina Franco e José Carlos Lollo
Domingo, 3 de julho, às 10h30
Ciranda dos Autores — Histórias parceiras
Blandina e Lollo conversam sobre sua parceria nos livros infantis.
Local: Casa da Cultura Câmara Torres

 

Casa do IMS

Exposição “Inconfissões – Imagens de Ana Cristina Cesar”
Quinta-feira, 30 de junho, das 10h às 22h; sexta-feira e sábado, 1º e 2 de julho, das 10h às 21h; domingo, 3 de julho, das 10h às 16h
A exposição reúne fotografias, desenhos, manuscritos e textos de Ana Cristina Cesar, publicados também no livro Inconfissões – Fotobiografia de Ana Cristina Cesar, publicado pelo Instituto Moreira Salles

Rádio Batuta
A web rádio do IMS organiza conversas com autores convidados da Flip que serão gravadas e disponibilizadas no site da rádio.

  • Álvaro Enrigue
    Sexta-feira, 1º de julho, às 16h
  • Misha Glenny
    Sexta-feira, 1º de julho, às 18h
  • Valeria Luiselli
    Sábado, 2 de julho, às 15h
  • Kenneth Maxwell
    Sábado, 2 de julho, às 16h
  • Benjamin Moser
    Sábado, 2 de julho, às 18h 

 

Casa Folha

Alexandre Vidal Porto
Quinta-feira, 30 de junho, às 10h
Mesa 1 — Sociedade da intolerância
Autor de Sergio Y. vai à América, Alexandre Vidal Porto divide mesa com Jairo Marques.

Matinas Suzuki Jr.
Quinta-feira, 30 de junho, às 15h
Mesa 2 — Quem lê tanta notícia?
Debate sobre jornalismo com Matinas Suzuki Jr, Ascânio Seleme e Sérgio Dávila.

Ferreira Gullar
Sexta-feira, 1º de julho, às 15h
Mesa 5 — Prosa e poesia
Encontro com o poeta Ferreira Gullar

Ruy Castro
Sábado, 2 de julho, às 10h
Mesa 7 — Noites de samba-canção, tardes de bossa nova
Ruy Castro se encontra com leitores para falar sobre os livros Chega de saudade A noite do meu bem

Teté Ribeiro
Sábado, 2 de julho, às 15h
Mesa 8 — Uma barriga de aluguel, duas meninas
Teté Ribeiro acaba de lançar Minhas duas meninas, uma narrativa envolvente sobre sua experiência com uma barriga de aluguel na Índia.

Benjamin Moser e Bernardo Carvalho
Sábado, 2 de julho, às 17h
Mesa 9 — Literatura hoje: por quê, para que e para quem?
Benjamin Moser e Bernardo Carvalho, autor de Reprodução Nove noites, conversam sobre a literatura nos dias atuais.

 

Casa Sesc

Noemi Jaffe
De 30 de junho a 2 de julho, das 10h às 13h
Oficina — Alguns princípios da escrita criativa
Noemi Jaffe, autora de Írisz: as orquídeasé mediadora da oficina de escrita criativa na Casa Sesc. Inscrição prévia.

Fábio Moon e Gabriel Bá
Sexta-feira, 1º de julho, às 11h
Café literário — Quadrinhos em diálogo
Os quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá, que adaptaram o romance Dois irmãos para os quadrinhos, conversam sobre suas HQs com Eloar Guazelli.

Julián Fuks
Sexta-feira, 1º de julho, às 14h
Café literário — De origens e fronteiras
Com Edney Silvestre, Julián Fuks participa de encontro que discute suas obras. Julián Fuks é autor de A resistência

Xico Sá
Sábado, 2 de julho, às 20h30
Música e poesia — Trovadores do Miocárdio
Xico Sá se junta a Fausto Fawcett, Mário Bortolotto, Júnio Barreto, Carolina Fauquemont e Rodrigo Carneiro para flanarem devaneios poéticos e crônicas baseadas na vida passional do homem contemporâneo.
Local: Largo Santa Rita

 

Espaço Itaú Cultural de Literatura

Adriana Carranca, Angela-Lago e Marcelo Rubens Paiva
Quinta-feira, 30 de junho, às 15h
Literatura infantil em leitura digital
Adriana Carranca, Angela-Lago e Marcelo Rubens Paiva participam de uma roda de conversa sobre a criação de literatura infantil no meio digital.

Maria Valéria Rezende
Quinta-feira, 30 de junho, às 20h
Série Oceanos
Maria Valéria Rezende conversa com o público sobre os romances Quarenta dias Outros cantos.

 

Casa Libre

Ricardo Lísias
Quinta-feira, 30 de junho, às 16h
Os textos da violência e a violência dos textos
Ricardo Lísias conversa com Adriano de Freixo e Raquel Menezes sobre violência textual.

 

Pós-Flip

Misha Glenny
Segunda-feira, 4 de julho, às 11h
Folha de S. Paulo promove um debate com Misha Glenny sobre o livro O dono do morro.
Local: Auditório da Folha —  Rua Barão de Limeira, 425, 9º andar — São Paulo, SP

Quarta-feira, 6 de julho, às 20h.
A Livraria Travessa recebe Luiz Eduardo Soares e Misha Glenny para um bate-papo sobre o livro O dono do morro.
Local:
Livraria Travessa Botafogo – Rua Voluntários da Pátria, 97 – Rio de Janeiro – RJ

Karl Ove Knausgård
O autor da série Minha Luta participa de bate-papo e sessão de autógrafos em São Paulo e no Rio de Janeiro:

  • Segunda-feira, 4 de julho, às 18h
    Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional — Av. Paulista, 2073 — São Paulo, SP
  • Terça-feira, 5 de julho, às 19h
    Local: Livraria Travessa + O Globo — Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon — Rio de Janeiro, RJ

Svetlana Aleksiévitch
Terça-feira, 5 de julho, às 16h
Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora de Vozes de Tchernóbil A guerra não tem rosto de mulher.
Local: Sesc Consolação — Rua Dr. Vila Nova, 245 — São Paulo, SP

Oito livros para você se preparar para a Flip 2016

A 14ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty acontece entre os dias 29 de junho e 3 de julho, e a programação principal do evento já foi anunciada. O grupo Companhia das Letras está preparando vários lançamentos de seus autores convidados, mas enquanto os novos livros não chegam, você pode conhecer as suas obras com os títulos já lançados aqui no Brasil. Para isso, fizemos esta lista com alguns livros para você ir se preparando para a Flip. Confira!

1. McMáfiade Misha Glenny

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Em junho, Misha Glenny lança O dono do morro, livro em que conta a história do traficante Nem e, por consequência, a história do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Mas abordando o crime em uma escala maior, o jornalista lançou no Brasil em 2008 o livro McMáfia, que aborda o crescimento exponencial do crime organizado em todo o planeta. Para este livro, Misha Glenny realizou três anos de pesquisas e investigações em todos os continentes para mapear a proliferação das redes criminosas mundo afora e apresenta dados estarrecedores sobre ações ilícitas que vão desde o tráfico de mulheres russas para Israel até os crimes eletrônicos perpetrados em países como o Brasil e a Nigéria, das rotas do narcotráfico ao contrabando de petróleo, diamantes ou caviar.

2. Retrato de um viciado quando jovem, de Bill Clegg

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Antes deste livro, Bill Clegg atuava no mercado editorial como agente literário. Sua estreia como autor, Retrato de um viciado quando jovem é um relato comovente — e assustador — de sua vida como usuário de crack, a história de um jovem profissional que abandona a carreira promissora em Nova York e mergulha no mundo de paranoia e desespero do vício. Escrito com uma sinceridade atordoante, que muitas vezes toma o ponto de vista externo do narrador, como se o distanciamento permitisse uma liberdade maior em descrições espantosas e comoventes, o livro acompanha a queda e a redenção final de alguém que se propôs a destruir tudo o que tem e ama. Retrato ganhou uma continuação com o lançamento de Noventa dias, relato da reabilitação do autor. Agora em junho, lançaremos seu primeiro romance, Você já teve uma família?.

3. Vozes de Tchernóbilde Svetlana Aleksiévitch

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Vencedora do Nobel de Literatura de 2015, Svetlana não tinha sua obra publicada no Brasil até abril deste ano, quando lançamos Vozes de Tchernóbil no aniversário de 30 anos da tragédia nuclear. Para este livro, Svetlana entrevistou centenas de pessoas que viveram o desastre, viúvas, bombeiros, cientistas, soldados convocados para conter a destruição causada pela radiação. E são as vozes destas pessoas que a jornalista usa para contar a história de Tchernóbil. Vozes não é um livro que apresenta uma ordem cronológica dos fatos ou que explique o que causou o acidente, mas sim um relato do que aquelas pessoas sofreram e ainda sofrem depois de serem atingidas de alguma forma pela tragédia. O próximo livro de Svetlana Aleksiévitch a ser lançado pela Companhia das Letras é A guerra não tem rosto de mulher, a história das mulheres soviéticas que lutaram na Segunda Guerra Mundial que estará nas livrarias até a Flip.

4. Rostos na multidão, de Valeria Luiselli

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No México, uma jovem mãe de duas crianças pequenas tenta escrever um romance sobre sua juventude em Nova York e a obsessão que tem por um excêntrico e obscuro poeta mexicano, Gilberto Owen — que viveu na mesma cidade nos anos 1920. A presença quase fantasmagórica do poeta envolve a narradora com frequência. A vida familiar da jovem rui lentamente, assim como a de Owen ruía tantas décadas antes. E assim as vozes da narradora e do poeta se encontram numa história que aproxima suas vidas, apesar de estarem distantes no tempo. A inventiva estrutura de narração de Valeria Luiselli faz de Rostos na multidão, seu primeiro livro publicado no Brasil, um romance multifacetado e emocionante, fruto de uma das vozes mais surpreendentes da nova literatura latino-americana. Seu próximo livro a ser lançado pela Alfaguara é A história dos meus dentes, que chega às livrarias em junho.

5. Minha luta, de Karl Ove Knausgård

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Difícil indicar só um dos três volumes já lançados da série Minha Luta, do norueguês Karl Ove Knausgård. Dividido em seis livros (o quarto, Uma temporada no escuro, será lançado em junho), a série autobiográfica se tornou best-seller na Noruega e fenômeno literário internacional. Com A morte do pai, Knausgård inaugura o projeto, centrando a história nos dias da adolescência e nas memórias sobre a convivência conturbada com o pai. Em Um outro amor, o autor escreve sobre a relação com a segunda esposa, os filhos que começam a nascer e a rotina conflitante de pai e escritor. Já em A ilha da infância ele reconstrói as memórias da infância, os seus medos na época e reflete sobre como aquela criança e o homem que agora escreve são a mesma pessoa. Até o final da série, serão mais de 6 mil páginas que revelam os detalhes mais íntimos da vida do autor e de seus familiares com pleno domínio da atividade narrativa.

6. Depois a louca sou eu, de Tati Bernardi

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Crises de pânico, de ansiedade, o medo de viajar de avião e os remédios que controlam tudo isso estão em Depois a louca sou eu, de Tati Bernardi. Um livro que, segundo Otavio Frias Filho, “é como se a tampa da cabeça de Tati Bernardi fosse desatarraxada para que os fãs bisbilhotassem à vontade lá dentro”. No livro, Tati retrata com muito humor, no seu estilo escrachado e ágil, as primeiras crises, a mania de fazer listas e os seus medos, conseguindo falar de um tema delicado que é a ansiedade provocando gargalhadas ao mesmo tempo em que mantém um pacto de seriedade com o leitor.

7. Vento sul, de Vilma Arêas

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Vento sul reúne vinte contos (ou “ficções”, como quer a autora) de leitura fácil, sentido cristalino e efeito impactante. Eles estão organizados em quatro blocos: “Matrizes”, “Contracanto”, “Planos paralelos” e “Garoa, sai dos meus olhos” – este último citando um poema de Mário de Andrade. Neles se articulam histórias fundadoras, lembranças de personagens e vivências, vinhetas poéticas, aqui e ali uma quase parábola para falar de temas de abordagem difícil como a violência solapada que às vezes se pratica nas famílias. Em todas as histórias o leitor encontra a perda – e sua outra face: a persistência da memória.

8. Poética, de Ana Cristina Cesar

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Não podemos falar da Flip 2016 sem falar de Ana Cristina Cesar, autora homenageada desta edição. Publicado em 2013, Poética reúne todos os livros de uma das mais importantes representantes da poesia marginal. Fazem parte de Poética os livros Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica, A teus pés (que ganha nova edição pela coleção Poesia de Bolso agora em maio), Inéditos e dispersos, Antigos e soltos: títulos fora de catálogo há décadas reunidos em um único volume e enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curadoria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho, que participa da mesa de abertura da Flip e lança o livro Rol em julho pela Companhia das Letras. É leitura imprescindível para quem quer conhecer Ana C.

 

Conheça mais autores que estarão na Festa Literária Internacional de Paraty.

Conheça nossos autores confirmados na Flip 2016

De 29 de junho a 3 de julho acontece a 14ª Festa Literária Internacional de Paraty. Em 2016, o tradicional evento literário de Paraty, no Rio de Janeiro, homenageia a poeta Ana Cristina Cesar, que teve toda a sua obra publicada pela Companhia das Letras em PoéticaNeste ano, onze autores do Grupo Companhia das Letras estão confirmados na programação principal da Flip, e mais cinco autores na Flipinha. Conheça!

Svetlana Aleksiévitch

Escritora Svetlana Alexijevich

O primeiro nome confirmado em 2016 foi o da Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch. O primeiro livro da jornalista bielorussa publicado no Brasil é Vozes de Tchernóbil, que chegou às livrarias na última semana. No livro, Svetlana reúne relatos de viúvas, trabalhadores, soldados, bombeiros, médicos e cientistas que vivenciaram e sobreviveram ao desastre de Tchernóbil. O livro não só mostra a destruição que o acidente nuclear causou, mas apresenta também as consequências desse desastre na vida daquelas pessoas comuns. Em junho, lançaremos também A guerra não tem rosto de mulher, a história de soldadas soviéticas que lutaram durante a Segunda Guerra.

Svetlana participa da Flip no sábado, dia 2 de julho, às 17h15.

Misha Glenny

MishaGlenny - © Ivan Gouveia

Misha Glenny é um renomado jornalista e historiador britânico, trabalhou como correspondente do diário inglês The Guardian e da emissora BBC na Europa Central. Cobriu o colapso do comunismo nos países que pertenciam ao Pacto de Varsóvia e as guerras que despedaçaram a ex-Iugoslávia. Em junho, lança no Brasil o livro O dono do morro, que conta a história de Antônio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, que se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha. A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade. Misha Glenny também publicou pela Companhia das Letras os livros McMáfia, sobre o crime organizado na globalização, e Mercado sombrioem que fala dos crimes na internet.

Misha Glenny divide a mesa “Os olhos da rua” com o jornalista Caco Barcellos na quinta-feira, dia 30 de junho, às 15h.

Karl Ove Knausgård

Karl Ove Knausgard 2012_Maria Teresa Slanzi

Karl Ove Knausgård nasceu em Oslo em 1968 e é considerado o mais importante escritor norueguês de sua geração. Conquistou leitores do mundo todo com a série Minha luta, livros híbridos entre a ficção e a memória, em que o autor explora, com pleno domínio da atividade narrativa, as possibilidades da ficção contemporânea. No Brasil, os três primeiros títulos da série já foram lançados — A morte do pai, Um outro amor A ilha da infância. Em junho chega às livrarias Uma temporada no escuro, quarto livro da série que será centrado na juventude do escritor.
O encontro com Knausgård acontece na sexta-feira, 1º de julho, às 17h15.

Marcílio França Castro

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De Belo Horizonte, Marcílio França Castro é mestre em teoria literária pela UFMG, publicou A casa dos outros e Breve cartografia de lugares sem nenhum interesse, pelo qual recebeu o Prêmio Literário Biblioteca Nacional. Pela Companhia das Letras, publica em maio Histórias naturais, livro que exibe um fantástico domínio técnico, um olhar original sobre as relações humanas e um ponto de vista singular para tratar a matéria imaginativa em contos sobre as estranhezas que compõem a vida cotidiana.

Marcílio França Castro divide a mesa “Histórias naturais” com Álvaro Enrigue na quinta-feira, 30 de junho, às 17h15.

Bill Clegg

Bill Clegg © Brigitte Lacombe

Bill Clegg é agente literário em Nova York. Sua estreia como autor foi com Retrato de um viciado quando jovem, livro em que narra sua experiência como usuário de crack. O livro recebeu elogios de diversos críticos e de escritores como Michael Cunningham e Irvine Welsh, e ganhou uma sequência em Noventa dias, que aborda sua reabilitação. Em maio, lança no Brasil Você já teve uma família?, seu primeiro romance, com personagens que procuram conforto nos lugares mais improváveis para superar suas tragédias pessoais.

Bill Clegg participa da mesa “Na pior em Nova York e Edimburgo” com Irvine Welsh na quinta-feira, 30 de junho, às 21h30.

Tati Bernardi

Retrato Tati Bernardi para Companhia das Letras, Janeiro de 2016.

Tati Bernardi já conquistou uma legião de leitores com a sua coluna na Folha de S. Paulo. Além da sua coluna, também é autora da Rede Globo e roteirista de cinema. Em fevereiro deste ano, lançou Depois a louca sou eu, um relato bem-humorado e escrachado que relembra suas histórias de pânico e ansiedade. As primeiras crises de pânico, a mania de fazer listas, o medo de viajar de avião, os remédios tarja-preta estão neste livro, onde tudo aparece sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar, taquicardia e, sobretudo, humor.

Tati Bernardi divide a mesa “Mixórdia de temáticas” com Ricardo Araújo Pereira no domingo, 3 de julho, às 12h.

Armando Freitas Filho

Armando Freitas Filho -® Bel Pedrosa

O poeta Armando Freitas Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1940. Foi pesquisador na Fundação Casa de Rui Barbosa, secretário da Câmara de Artes no Conselho Federal de Cultura, assessor do Instituto Nacional do Livro no Rio de Janeiro, pesquisador na Fundação Biblioteca Nacional, assessor no gabinete da presidência da Funarte. É autor de Palavra, Dual, À mão livre, 3×4 (Prêmio Jabuti de Poesia, 1986), De cor, Números anônimos, Fio terra (Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional, 2000), entre outros livros. Reuniu sua obra poética em Máquina de escrever (2003). Pela Companhia das Letras, publicou os livros Dever, Lar, Raro mar. Em junho, lança Rol. 

Armando Freitas Filho participa da mesa de abertura da Flip na quarta-feira, dia 29 de junho, com Walter Carvalho.

Valeria Luiselli

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Valeria Luiselli nasceu na Cidade do México, em 1983. É colaboradora da revista Letras Libres e seus textos já foram publicados nos jornais The New York Times e Reforma. Ela vive atualmente entre o México e Nova York, onde faz um doutorado na Universidade Columbia. No Brasil, publicou pela Alfaguara Rostos na multidão, um romance multifacetado e emocionante sobre uma jovem mãe de duas crianças pequenas que tenta escrever um romance sobre sua juventude em Nova York e a obsessão que tem por um excêntrico e obscuro poeta mexicano. Em junho, a Alfaguara lança seu novo romance, A história dos meus dentes.

Valeria Luiselli participa da mesa “A história da minha morte” com J. P. Cuenca, na sexta-feira, 1º de julho, às 12h.

Álvaro Enrigue

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Álvaro Enrigue nasceu em Guadalajara, México, em 1969. Tem sido considerado um dos mais imaginativos e poderosos ficcionistas da literatura de língua espanhola. Publicou contos e romances, mas foi a partir de Morte súbita que se tornou um autor mundialmente reconhecido. O romance chega às livrarias brasileiras em maio, uma narrativa alucinante e vertiginosa que começa em uma partida de tênis e se transforma numa história alternativa da humanidade.

Álvaro Enrigue divide a mesa “Histórias naturais” com Marcílio França Castro na quinta-feira, 30 de junho, às 17h15.

Vilma Arêas

Vilma Areas©Lucila Wroblewski

Fluminense, Vilma Arêas estreou na ficção com Partidas (contos, Francisco Alves, 1976). Aos trancos e relâmpagos (literatura infantil, Scipione, 1988) e A terceira perna (contos, Brasiliense, 1992) mereceram o prêmio Jabuti. Em 2002, Trouxa frouxa (contos) recebeu o prêmio Alejandro José Cabassa (44o. aniversário da União Brasileira de Escritores), e em 2005 Clarice Lispector com a ponta dos dedos (ensaio) recebeu o prêmio APCA categoria literatura. Professora titular de literatura brasileira na Unicamp, Vilma Arêas ainda publicou pela Companhia das Letras o livro Vento sul.

Vilma Arêas participa da mesa de encerramento “Luvas de pelica” com Sérgio Alcides no domingo, 3 de julho, às 14h.

Patrícia Campos Mello

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Patrícia Campos Mello, jornalista paulistana, atualmente é repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo. Cobrindo economia, relações internacionais e direitos humanos há 15 anos, já esteve em quase 50 países fazendo reportagens. É autora de Índia: da miséria à potência (Planeta, 2008) e prepara Lua de mel em Kobani, com publicação prevista pela Companhia das Letras, em que narra a história da guerra contra o estado islâmico na Síria através do olhar de um casal de refugiados.

Participa da mesa “Siria mon amour” no domingo, dia 3 de julho, às 10h com Abud Said.

Flipinha

Ernani Ssó

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Ernani Ssó é autor de livros infantis como Castelos e fantasmasCom mil diabos! Contos de gigantesTambém é tradutor da edição da Penguin-Companhia de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Na Flipinha, o autor participa do “Mesão: desafios literários”, às 9h do dia 30 de junho, com Lázaro Ramos, Angela-Lago e a dupla Palavra Cantada. Já no sábado, dia 2 de julho, ele participa da mesa “Histórias de arrepiar!”, com Alexandre de Castro Gomes, às 10h30.

Angela-Lago

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Nasceu em Belo Horizonte, em 1945. Viveu na Venezuela e na Escócia. Há vinte anos escreve e ilustra livros para crianças, como os livros O caixão rastejante e outras assombrações de família, Muito capeta Sete histórias para sacudir o esqueletoNa quinta-feira, dia 30 de junho, participa do “Mesão: desafios literários”, às 9h, e da mesa “Caderno de segredos” com Lázaro Ramos, às 10h30.

Patricia Auerbach

Nasceu em São Paulo, em 1978. Se formou em arquitetura e trabalhou como diretora de arte, artista plástica e professora de história da arte. Desde pequena sempre adorou desenhar, escrever e inventar histórias. Hoje é autora e ilustradora de livros infantis, professora e mãe, e lançou pela Companhia das Letrinhas o livro Histórias de antigamentePatricia participa da mesa “Diálogos texto e imagem” no dia 1º de julho, às 10h30, com Aline Abreu.

Blandina Franco e José Carlos Lollo

Blandina Franco e José Carlos Lollo são a dupla responsável pelas historinhas do cãozinho Pum, como Soltei o Pum na escola! e Quem soltou o Pum?Em 2016 lançaram ErnestoBlandina e Lollo participam da mesa “Histórias parceiras” no dia 3 de julho, às 10h30, com Laura Castilhos.