Lançamentos

Semana trezentos e vinte

Companhia das Letras

Freud (1901-1905) Teoria da sexualidade, “O caso Dora” e outros textos, de Sigmund Freud (tradução de Paulo César de Souza)
Este sexto volume das obras completas de Freud traz textos fundamentais para o entendimento da psicanálise, como “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade” que recorre a sexólogos contemporâneos do psicanalista e às observações feitas a partir de seus pacientes para enfatizar a centralidade do sexo na vida humana. Tratando das aberrações sexuais, da sexualidade infantil e adulta, Freud amplia e reformula o conceito de sexualidade. Outro grande texto deste volume é “O caso Dora”, primeiro dos cinco casos clínicos mais importantes de Freud. Interpretando dois sonhos de “Dora”, ele procura desvendar seus sintomas histéricos e sua correlação com a recusa do sexo.

Alfaguara

O marechal de costas, de José Luiz Passos
Operando no limite entre fato e ficção, O marechal de costas traça um retrato sem paralelos da história do país. Por trás de um olhar imóvel e de um silêncio desconcertante, o marechal Floriano definiu o período mais turbulento da nossa República. Mas o marechal de ferro oculta o sonhador casado com a própria irmã e obcecado por Napoleão Bonaparte. Nascido em Alagoas, Floriano é a figura de maior importância política nos primeiros anos da República. Nas páginas deste romance, passado e presente se intercalam de forma espantosa. Acompanhamos não só um Floriano Peixoto humano e o nascimento da República, como os acontecimentos turbulentos do presente, por meio de uma antiga cozinheira que segue, de perto, as manifestações de 2013 e seus desdobramentos políticos. Um livro poderoso sobre a construção de nossa nação.

A vista particular, de Ricardo Lísias
A improvável parceria entre um artista plástico recluso e um traficante dará início a uma das jornadas mais absurdas e cômicas da literatura brasileira. José de Arariboia é um artista relativamente bem-sucedido. Sua série de quadros sobre o Rio de Janeiro fez algum sucesso, e ele está prestes a montar sua primeira exposição individual. Mas tudo muda quando ele é visto subindo a favela do Pavão-Pavãozinho. Ninguém sabe o que acontece por lá. Na volta, uma inesperada performance deixa as pessoas em delírio. O que poderia ter sido uma catástrofe se transforma em sensação. Filmado pelos pedestres, o acontecimento se torna um fenômeno na internet, e Arariboia arma uma parceria com Biribó, o traficante do morro, que está disposto a ajudar o artista em uma nova e ousada ideia. Mescla de sátira feroz e crítica social, A vista particular é um livro que leva ao limite — e nos faz questionar — os absurdos do cotidiano.

Objetiva

Rio em shamas, de Anderson França (Dinho)
Com mais de 40 mil inscritos em sua página do Facebook, Anderson França destila humor em suas crônicas sobre o subúrbio do Rio de Janeiro. É o Rio de Janeiro, mas poderia ser a periferia de São Paulo, ou a região metropolitana do Recife, até mesmo o subúrbio de uma cidade de médio porte. Com textos repletos de humor e ironia, Rio em shamas traz um olhar diferente sobre a cidade, seus moradores e a relação entre diversas camadas sociais. Com linguagem e estilo singulares, Anderson França é capaz de fazer o leitor gargalhar, pensar e se emocionar com seus textos cheios de força. A crônica, o mais brasileiro dos gêneros literários, sempre conversou com o cotidiano e a irreverência. Neste livro, Dinho traz o gênero para a era da internet: tão compartilhável quanto um post do Facebook, engraçado como uma piada de Whatsapp e tão ágil quanto um tweet.

Seguinte

Chapeuzinho esfarrapado e outros contos feministas do folclore mundial, organizado por Ethel Johnston Phelps e ilustrações de Bárbara Malagoli
Quem disse que as mulheres nos contos de fadas são sempre donzelas indefesas, esperando para ser salvas pelo príncipe encantado? Esta coletânea reúne narrativas folclóricas do mundo inteiro — do Peru à África do Sul, da Escócia ao Japão — em que as mulheres são as heroínas das histórias e vencem os desafios com esforço, coragem e muita inteligência. O livro é para todo mundo que não se identifica com as princesas típicas dos contos de fadas. É para garotas e garotos, para que todos possam aprender que as maiores virtudes de um herói não são exclusivas a um só gênero. Enriquecida com textos de apoio e ilustrações modernas, esta edição é uma fonte inestimável de heroínas multiculturais – e indispensável para qualquer estante.

Fontanar

João de Deus, um médium no coração do Brasil, de Maria Helena P.T. Machado
Nos últimos anos João de Deus foi catapultado ao papel de celebridade. Homem carente de educação formal, oriundo do interior de Goiás, seu nome é conhecido hoje por pessoas dos mais diversos países, que o consideram o maior curador vivo da atualidade. Calcula-se que o médium brasileiro atenda, por meio da sua “corrente da cura” e de cirurgias espirituais, pelo menos 1500 pessoas por dia na Casa Dom Inácio de Loyola, localizada na pequena cidade de Abadiânia. Personalidades internacionais como Oprah Winfrey, Shirley McLaine, Marina Abramovic e Wayne Dwyer – campeão mundial de vendas de livros de autoajuda – visitaram o médium e se mostraram publicamente impressionados por seu trabalho. Políticos brasileiros do alto escalão frequentam a Casa. Não faltam testemunhas para falar das curas mais extraordinárias realizadas por João de Deus. Única pessoa até hoje a receber o consentimento de João de Deus para escrever um livro, Maria Helena P. T. Machado parte de seu encontro pessoal com ele para procurar entender tamanho fenômeno. Por meio de entrevistas com os voluntários da Casa, pessoas próximas ao médium e uma pesquisa extensa e profunda sobre a diversidade religiosa no Brasil, ela apresenta um material exclusivo e impressionante sobre o líder espiritual que fascina pessoas de todas as partes do planeta.

Reimpressões

Fabián e o caos, de Pedro Juan Gutiérrez
Diário de um ano ruim, de J. M. Coetzee
Like a rolling stone, de Greil Marcus
O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago
Poemas escolhidos, de Elizabeth Bishop
Viva a língua brasileira!, de Sérgio Rodrigues
Cadê o meu penico?, de Mij Kelly
Histórias de antigamente, de Patricia Auerbach
O menino que chovia, de Cláudio Thebas
Cozinha confidencial, de Anthony Bourdain
O valor do amanhã, de Eduardo Giannetti
After 1, de Anna Todd
O acordo, de Elle Kennedy
O erro, de Elle Kennedy
Grandes esperanças, de Charles Dickens
O mal-estar na civilização, de Sigmund Freud
Maus, de Art Spiegelman
Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, de Benjamin Alire Sáenz
Felizes para sempre, de Kiera Cass
Laços de sangue, de Richelle Mead

Semana trezentos e dezenove

Companhia das Letras

A arte do romance, de Milan Kundera (tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca)
Primeiro livro de não ficção do autor de A insustentável leveza do ser, A arte do romance é a confissão nascida da experiência prática do romancista. Nele são discutidas em profundidade a evolução do romance e seus aspectos centrais (de Cervantes a Proust, passando por Hermann Broch e Kafka), pelo olhar subjetivo de um artífice que vê ameaçada a continuidade de seu trabalho. Escritos ainda sob o forte impacto da crítica francesa da época do Nouveau Roman e dos ataques pós-modernos, os ensaios procuram restaurar o sentido do romance como gênero autônomo, após o esgotamento da experimentação modernista, sem ceder às tentações que desejavam a recuperação da narrativa romanesca do século XIX.

Companhia de Mesa

Brownies, cookies, tortas e afins, dos Editores do Food52 (tradução de Isabella Pacheco)
Recheado com a sabedoria culinária de diversas gerações, belas fotografias e dicas às quais você vai recorrer com frequência, Brownies, cookies, tortas e afins é o livro de receitas perfeito para quem quer preparar algo saboroso todos os dias. Organizado pelos editores do site Food52, este livro vai ajudar você a fazer doces caseiros muito saborosos — mesmo quando você estiver ocupado demais para ligar o forno. Do cupcake-brownie de manteiga noisette à torta de pêssego e blueberry, estas sessenta receitas fáceis e certeiras não exigirão que você saia em busca de utensílios específicos ou ingredientes difíceis de encontrar. E, melhor ainda, não deixarão sua cozinha coberta de farinha nem sua pia cheia

Companhia das Letrinhas

Coisa de menina, de Pri Ferrari
O que é coisa de menina? Oras, isso é algo que toda menina (e todo menino) deveria saber muito bem. Afinal, é na infância que a gente percebe que não existe regra e que todo mundo pode tudo: tem menino que gosta de brincar de casinha, tem menina que gosta de construir foguete. Por que, então, temos que nos adaptar a certos padrões de comportamento? Por que ainda dizem por aí que certas coisas não são apropriadas para mulheres? Este livro é para todos aqueles que acreditam na liberdade como a melhor escolha — e que têm certeza que meninas fizeram, fazem e farão muito mais.

Suma de Letras

Jogada final, de RezendeEvil
Avante, Herói Duplo, a missão o aguarda! A ordem do universo há de ser restaurada! Nos últimos meses, a vida de Pedro Afonso, mais conhecido como RezendeEvil, virou de cabeça para baixo. Depois de parar dentro do universo do jogo que mais ama, conhecer seu sósia, o Rezende virtual, derrotar um dragão e um inimigo sinistro de olhos brilhantes, era de se esperar que os perigos finalmente terminassem. Mas o Herói Duplo tem uma última grande batalha pela frente! Enquanto Pedro, Rezende e seus amigos seguem as pistas deixadas por Gulov, o mago do vilarejo, eles aos poucos descobrem segredos guardados há séculos. Inimigos poderosos os esperam com um plano maligno que põe todo o universo quadrado em risco. Mais do que nunca, é hora de provar que a união faz a força, pois novos versos da profecia foram revelados e muitas aventuras aguardam Pedro e Rezende neste último livro da saga. Será que o Herói Duplo estará pronto para fazer sua jogada final?

Reimpressões

Divórcio, de Ricardo Lísias
Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade
Dialética da colonização, de Alfredo Bosi
Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago
Entre amigos, de Amós Oz
Freud 11 — Totem e tabu e outros textos (1912-1914), de Sigmund Freud
Trinta e poucos, de Antonio Prata
Liga-desliga, de Marcelo Pires
Inteligência positiva, de Shirzad Chamine
Muito mais que 5inco minutos, de Kéfera Buchmann
Manifesto do partido comunista, de Karl Marx
Al Capone e sua gangue, de Philip Reeve
Dois mundos, um herói, de RezendeEvil
O iluminado, de Stephen King
Píppi nos mares do sul, de Astrid Lindgren

Semana trezentos e dezoito

Companhia das Letras

Rio acima, de Pedro Cesarino
Um antropólogo desembarca na Amazônia para estudar os mitos de um povo indígena e a misteriosa história do “apanhador de pássaros”. Aos poucos, o pesquisador vai se aproximando da descoberta — mas ela pode ter consequências desastrosas. Narrado com precisão e agilidade, Rio acima é um misto de Nove noites, o romance de Bernardo Carvalho em que um pesquisador mergulha na vida dos índios do Xingu, e de Coração das trevas, o clássico de Joseph Conrad em que o lento avançar por um rio selvagem revela um universo sombrio. Pedro Cesarino é um dos pesquisadores mais brilhantes de sua geração e mostra que é também um grande ficcionista, capaz de ombrear com os melhores da nova literatura brasileira.

Enclausurado, de Ian McEwan (tradução de Jorio Dauster)
O narrador deste livro é nada menos do que um feto. Enclausurado na barriga da mãe, ele escuta os planos da progenitora para, em conluio com seu amante — que é também tio do bebê -, assassinar o marido. Apesar do eco evidente nas tragédias de Shakespeare, este livro de McEwan é uma joia do humor e da narrativa fantástica. Em sua aparente simplicidade, Enclausurado é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de McEwan, um dos maiores escritores da atualidade.

O voyeur, de Gay Talese (tradução de Pedro Maia Soares)
“Conheço um homem casado, com dois filhos, que comprou um motel de 21 quartos perto de Denver, há muitos anos, a fim de se tornar um voyeur residente.” Assim começa a espantosa história que Gay Talese, um dos maiores nomes do jornalismo literário, narra em O voyeur. O homem é Gerald Foos, que construiu uma “plataforma de observação” para bisbilhotar a vida de seus hóspedes. Intrigado, Talese investiga os diários do proprietário, um complexo registro de suas obsessões e das transformações da sociedade americana, mas só após trinta e cinco anos o jornalista pode divulgar a história. Um trabalho extraordinário e polêmico do repórter que mudou para sempre a face do jornalismo.

Como ser as duas coisas, de Ali Smith (tradução de Caetano W. Galindo)
Escritas com paixão, as obras de Ali Smith são únicas. Aclamadas, discutidas e premiadas, renderam um séquito de leitores à escocesa, sensação literária da contemporaneidade. Como ser as duas coisas não é diferente. Na Inglaterra, o livro vendeu 150 mil exemplares no primeiro ano — feito raro para um romance literário. A versatilidade da arte é o tema por trás das trajetórias de amor e injustiça que aqui se espelham dissolvendo gêneros, formas, tempos, realidades e ficções. Com técnica análoga à pintura de afrescos, Smith cria uma original história de duplos, protagonizada por um pintor renascentista dos anos 1460 e uma neta dos anos 1960.

Paraíso & inferno, de Jón Kalman Stefánsson (tradução de João Reis)
Numa parte remota da Islândia do século XIX, um pequeno barco de pesca é apanhado no meio de um violento temporal e a tragédia abate-se sobre os homens. Entre os tripulantes, um jovem pescador fica surpreso pela aparente indiferença dos companheiros à morte por hipotermia do seu único amigo. Desiludido e confuso ao retornar, ele decide abandonar sua aldeia, arriscando atravessar a pé as montanhas em pleno inverno, com uma ideia fixa: chegar à cidade mais próxima para devolver o livro Paraíso perdido, de John Milton, a um velho capitão cego, que o emprestara a seu amigo. Uma história vívida e lírica, com a intensidade da paisagem natural islandesa.

Penguin-Companhia

Romeu e Julieta, de William Shakespeare (tradução de José Francisco Botelho)
Há muito tempo duas famílias banham em sangue as ruas de Verona. Enquanto isso, na penumbra das madrugadas, ardem as brasas de um amor secreto. Romeu, filho dos Montéquio, e Julieta, herdeira dos Capuleto, desafiam a rixa familiar e sonham com um impossível futuro, longe da violência e da loucura. Romeu e Julieta é a primeira das grandes tragédias de William Shakespeare, e esta nova tradução de José Francisco Botelho recria com maestria o ritmo ao mesmo tempo frenético e melancólico do texto shakespeariano. Contando também com um excelente ensaio introdutório do especialista Adrian Poole, esta edição traz nova vida a uma das mais emocionantes histórias de amor já contadas.

Objetiva

Verissimas, de Luis Fernando Verissimo
Antologia reúne, em pílulas de sabedoria e humor, o suprassumo da obra do escritor e cronista, que completa 80 anos. O publicitário e jornalista Marcelo Dunlop tinha apenas dez anos quando descobriu, lendo um texto de Luis Fernando Verissimo, que até a morte podia ser engraçada. Deslumbrado com o achado e às gargalhadas, o menino recortou a crônica do jornal e passou a fazer o mesmo com várias outras. Duas décadas depois, eis aqui o resultado da empreitada: uma seleção de pérolas garimpadas em toda a obra do escritor. Salpicada de cartuns raros recolhidos no baú do autor, esta coletânea traz cerca de oitocentos verbetes — ou Verissimas — em ordem alfabética. Conduzido e instigado por esse alfabeto particular, o leitor seguirá se divertindo de A a Z com as comparações, máximas, mínimas e metáforas do mestre do humor sintético.

Como ter um dia ideal, de Caroline Webb (tradução de André Fontenelle)
Através de técnicas simples baseadas em pesquisas científicas de economia, psicologia e neurociência, Caroline Webb ajuda você a melhorar seu dia a dia. Em Como ter um dia ideal, Caroline Webb mostra que é possível usar as recentes descobertas da economia comportamental, da psicologia e da neurociência para transformar nossa relação com o cotidiano profissional. Avanços nessas ciências nos oferecem um melhor entendimento de como nosso cérebro funciona, por que fazemos as escolhas que fazemos e o que é necessário para conseguirmos dar o melhor de nós. Webb explica como aplicar essas descobertas em nossas tarefas e rotinas diárias e, assim, lidar melhor com os desafios do ambiente de trabalho moderno — dos conflitos com colegas a reuniões tediosas e caixas de entrada lotadas — com destreza e facilidade.

Reimpressões

Alta fidelidade, de Nick Hornby
Brasil: Uma biografia, de Lilia M. Schwarcz e Heloísa Starling
Budapeste, de Chico Buarque
Marighella, de Mário Magalhães
Mulheres de cinzas, de Mia Couto
O anjo pornográfico, de Ruy Castro
A corrida para o século XXI, de Nicolau Sevcenko
Pippi nos mares do sul, de Astrid Lindgren
O mundo assombrado pelos demônios (Edição de bolso), de Carl Sagan
Obra completa (Edição de bolso), de Murilo Rubião
Rumo à estação Finlândia (Edição de bolso), de Edmund Wilson
Anticâncer, de David Servan-Schreiber
Fora da curva, de Pierre Moreau

Semana trezentos e dezessete

Companhia das Letras

Diários II, de Susan Sontag (organização e prefácio de David Rieff e tradução de Rubens Figueiredo)
Dos anos turbulentos de sua viagem a Hanói, em pleno auge da Guerra do Vietnã, até a experiência como cineasta na Suécia e às eleições presidenciais americanas de 1980, este volume documenta a evolução de uma mente extraordinária. Em 1966, a publicação de Contra a interpretação lançou Susan Sontag da periferia do ambiente artístico e intelectual de Nova York para os holofotes de todo o mundo, sedimentando seu lugar como uma força dominante no mundo das ideias. Esses registros são um retrato inestimável dos pensamentos íntimos de uma das mais inquisitivas e instigantes ensaístas do século XX.

Roberto Civita: O dono da banca – A vida e as ideias do editor da Veja e da Abril, de Carlos Maranhão
Roberto Civita (1936-2013) era o dono da banca. No auge, seu império editorial – a Abril – teve 10 mil funcionários e mais de trezentos títulos. Workaholic, curioso, grande formador de talentos, homem de convicções fortes mas avesso a confrontos, Civita redefiniu o jornalismo no Brasil ao criar publicações como Veja e Realidade – e por influenciar os rumos do país e da sociedade por meio desses veículos. Das origens familiares na burguesia italiana à crise da mídia impressa no início do século XXI, Carlos Maranhão reconstitui, com elegância, isenção e rigor na apuração, os acertos e os fracassos dessa figura tão fundamental quanto polêmica na história da mídia brasileira.

Companhia das Letrinhas

Abecedário – Abrir, brincar, comer e outras palavras importantes, de Ruth Kaufman e Raquel Franco (ilustrações de Diego Bianki, tradução de Mell Brites)
Com este abecedário ilustrado, ganhador do Prêmio New Horizons, da Feira de Literatura Infantojuvenil de Bolonha, vai ficar fácil aprender a ler. Acompanhando as 26 letras que compõem o alfabeto através dos verbos e suas ações e vinhetas que vão além do óbvio, as crianças vão perceber como o mundo das palavras diz tudo sobre a nossa vida.

Alfaguara

Meninos em fúria, de Marcelo Rubens Paiva e Clemente Tadeu Nascimento
O rock não morre. O punk não morre. E não morrerá enquanto existir fúria. Março, 1983. Diante de uma plateia atônita, Clemente e sua banda, os Inocentes, começam a tocar acordes rápidos. Ariel, o vocalista, cai do palco e segue cantando com o microfone desligado. Clemente, no baixo, toma os vocais. Caos e confusão, um show que se tornaria um marco do rock brasileiro. Em 1982, Marcelo Rubens Paiva havia acabado de sofrer o acidente que o colocara numa cadeira de rodas. Conhece Clemente e as bandas punks e começa a escrever seu livro, Feliz ano velho. Um livro vibrante — que se lê como um romance, mas onde tudo é estritamente real — que fala não só do movimento punk e da sublevação da periferia, mas também da abertura política brasileira, da fúria e do desencanto dos anos 1980.

Suma de Letras

Nós dois, de Andy Jones (tradução de Ângelo Lessa)
Se apaixonar é fácil. Difícil é o que vem depois. Durante dezenove dias, Fisher e Ivy vivem uma relação idílica e são praticamente inseparáveis. É claro que os dois sabem que estão destinados a ficar juntos para sempre, e o fato de se conhecerem tão pouco é apenas um detalhe. Nos doze meses seguintes, período em que suas vidas mudam radicalmente, Fisher e Ivy percebem que se apaixonar é uma coisa, mas manter uma relação é algo completamente diferente. Nós dois é um romance honesto e emocionante sobre a vida, o amor e a importância de dar valor a ambos.

Reimpressões

Lavoura arcaica, de Raduan Nassar
O último voo do flamingo (nova capa), de Mia Couto

Semana trezentos e dezesseis

Companhia das Letras

Trabalho urbano e conflito social – 1890-1920, de Boris Fausto
Trabalho urbano e conflito Social, do historiador Boris Fausto, foi publicado pela primeira vez em 1976. O livro trata da história da formação da classe trabalhadora e do movimento operário no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre 1890 e 1920. O surgimento de uma classe trabalhadora urbana e industrial no Brasil é acompanhado de perto pela reconstituição de suas formas de organização e mobilização política. Visionário e rigoroso, este livro é uma referência obrigatória para quem deseja entender o que foram as relações de trabalho no século XX no Brasil.

Paralela

A espiã, de Paulo Coelho
“Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim mas, caso isso ocorra, que jamais me vejam como uma vítima, mas sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava pagar.” Mata Hari foi a mulher mais desejada de sua época: a famosa bailarina de danças orientais que chocava e encantava as plateias ao se desnudar nos palcos, a companheira de confidências e de encontros amorosos com os homens ricos e poderosos de seu tempo, a pessoa de passado enigmático que despertava o ciúme e a inveja das damas da aristocracia parisiense. Ela ousou se libertar do moralismo e dos costumes provincianos das primeiras décadas do século XX e pagou caro por isso: em 1917, foi executada pelo pelotão de fuzilamento do exército francês, sob alegações de espionagem de guerra. Em seu novo romance, Paulo Coelho mergulha com brilhantismo na vida dessa mulher fantástica, revivendo-a para o leitor contemporâneo como uma lição de que as árvores mais altas nascem de pequenas sementes.

Seguinte

Lobo por lobo, de Ryan Graudin (tradução de Guilherme Miranda)
Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte. O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha e o Japão estão no comando. Para comemorar a Grande Vitória, todo ano eles organizam o Tour do Eixo: uma corrida de motocicletas através das antigas Europa e Ásia. O vencedor, além de fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso Adolf Hitler durante o Baile da Vitória. Yael é uma adolescente que fugiu de um campo de concentração, e os cinco lobos tatuados em seu braço são um lembrete das pessoas queridas que perdeu. Agora ela faz parte da resistência e tem uma missão: ganhar a corrida e matar Hitler. Mas será que Yael terá o sangue frio necessário para permanecer fiel à missão?

Objetiva

Petrobras – Uma história de orgulho e vergonha, de Roberta Paduan
Um retrato revelador da crise da maior empresa do Brasil. Como a empresa que por tanto tempo foi espelho do que o Brasil tem de melhor se tornou sinônimo de roubo em grande escala? É o que a jornalista Roberta Paduan explica no impactante “Petrobras – Uma história de orgulho e vergonha”, que a Editora Objetiva lança em julho. Fruto de um trabalho extenso de pesquisa e apuração, o livro narra como a estatal foi cenário de vários casos de mau uso político e desvio de verbas ao longo de sua existência, nos governos posteriores à ditadura militar, até se tornar totalmente refém de um esquema de corrupção bilionário sob as presidências de Lula e Dilma. Repórter e editora da revista “Exame”, onde cobriu o Petrolão de perto, Roberta revê a cronologia do escândalo combinando histórias chocantes de bastidores com informações apresentadas de maneira acessível, ajudando o leitor a compreender a magnitude dos danos feitos à petroleira e seus desdobramentos. A Operação Lava-Jato surge como fio-condutor nos principais momentos, muitos dos quais ganham ares de thriller dado o ritmo do texto e o caráter cinematográfico dos personagens e suas ações. Um retrato revelador do debacle de um dos maiores simbolos do Brasil.

Fontanar

Nunca é tarde demais, de Julia Cameron com Emma Lively (tradução Alexandre Boide)
Um programa objetivo, que oferece ferramentas simples e acessíveis para inspirar e aproveitar ao máximo a melhor fase da vida. A chamada “terceira idade” pode ser um momento de grandes inseguranças: tédio, falta de disposição, sensação de vazio e medo do desconhecido são apenas alguns dos aspectos que podem nos assombrar. A liberdade adquirida pela aposentadoria pode ser muito estimulante, mas também bastante assustadora. Nunca é tarde demais transforma esses temores em grandes possibilidades. Repleto de exemplos práticos, este livro mostra como desenvolver a própria criatividade, usando o tempo e a experiência a nosso favor, para fazer deste o período mais rico, completo e criativo da vida, comprovando que nunca é tarde demais para começar de novo.

Companhia das Letrinhas

Karlsson no telhado, de Astrid Lindgren (ilustrações de Ilon Wikland e tradução de Fernanda Sarmatz Åkesson)
Lillebror queria muito ganhar um cachorrinho. Mas, em vez disso, acabou ganhando um amigo muito peculiar, que chegou voando pela janela: Karlsson, um morador do telhado de seu prédio. Karlsson é um homenzinho muito confiante. Apesar de criar várias confusões, ele não perde a pose e acha que é o melhor do mundo em tudo! E para Lillebror, sem dúvida ele é o melhor companheiro de brincadeiras. Os dois vivem aventuras no telhado, fazem shows de mágica, se disfarçam de fantasma e brincam até de mamãe e filhinho. Mas será que essa figura tão particular existe mesmo? Ou Karlsson é fruto da imaginação de Lillebror?

Reimpressões

A grande história da evolução, Richard Dawkins
A varanda do Frangipani (nova capa), Mia Couto
Antes de nascer o mundo (nova capa), Mia Couto
Ética, Fabio Konder Comparato
Foe, J. M. Coetzee
O continente – Vol. 2, Erico Verissimo
O último voo do flamingo (nova capa), Mia Couto
Poemas escolhidos, Mia Couto
Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, Gonçalo M. Tavares
O livro dos porquês, Vários autores
Cisnes selvagens (edição de bolso), Jung Chang
O homem duplicado (edição de bolso), José Saramago
Orações de Nossa Senhora, Carolina Chagas
Os desafios à força de vontade, Kelly McGonigal
Foco, Daniel Goleman
O erro, Elle Kennedy
Dez dias que abalaram o mundo, John Reed
O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde