Lançamentos

Semana trezentos e dez

Companhia das Letras

O amor dos homens avulsos, de Victor Heringer
No calor de um subúrbio carioca, um garoto cresce em meio a partidas de futebol, conversas sobre terreiros e o passado de seu pai, um médico na década de 1970. Na adolescência, ele recebe em casa um menino apadrinhado de seu pai, que morre tempos depois num episódio de agressão. O garoto cresce e esse passado o assombra diariamente, ditando os rumos de sua vida. Essa história, aparentemente banal, e desenvolvida com maestria ficcional e grandeza quase machadiana por Victor Heringer. Dono de uma prosa fluente e maleável, além de uma visão derrisória da vida, o autor demonstra pleno domínio na construção de cenas e personagens. E emociona o leitor com sua delicada percepção da realidade. 

Paralela

À procura de alguém, de Jennifer Probst (tradução de Camila Pohlmann)
Sorte nos negócios, azar no amor: essa é a sina de Kate. Aos 28 anos, ela está longe de ter conhecido alguém especial com quem dividir a vida. Sua carreira de cupido profissional, por outro lado, vai de vento em popa: todos na pequena cidade de Verily, Nova Iorque, conhecem e admiram a Kinnections, agência de relacionamentos que Kate fundou com suas duas melhores amigas. Até que, um dia, um homem tão lindo quanto furioso entra em sua sala. Slade Montgomery é um advogado de divórcios que não acredita em finais felizes e muito menos em agências de relacionamentos. Para ele, a Kinnections é uma grande farsa, criada para ludibriar pessoas frágeis e ingênuas, como sua irmã. Agora, é uma questão de honra: Kate não vai medir esforços para provar a Slade que seus talentos são legítimos e suas intenções nobres, nem que para isso precise encontrar a namorada ideal para ele. Mas um simples toque vai fazer com que essa tarefa se torne muito mais difícil do que ela poderia conceber…

Objetiva

A baronesa do jazz, de Hannah Rothschild (tradução de Juliana Lemos)
A biografia de Pannonica Rothschild, que abandonou a família para morar em Nova York e seguir os grandes músicos do jazz. Bela e de personalidade forte, Pannonica Rothschild, conhecida como Nica, nasceu em 1913 e teve uma vida excêntrica. Depois de se casar, foi morar em um palácio para se tornar mãe e viver ao lado do marido. Contudo, quando ouviu “Round Midnight” do compositor de jazz Thelonious Monk, tudo mudou. Abandonou o casamento, foi atrás de Monk em Nova York e passou a se dedicar a ele e a outros músicos, tornando-se a filantropa desconhecida da cena do jazz na cidade. Hannah Rothschild levou vinte anos para descobrir quem sua tia-avó realmente foi e A Baronesa do Jazz é um retrato fascinante — parte odisseia musical, parte história de amor — que apresenta uma mulher que ousou viver como bem entendeu.

Seguinte

Star Wars — antes do despertar, de Greg Rucka (tradução de Zé Oliboni)
A jovem Rey vive em Jakku, um planeta desértico e inóspito. Ela sobrevive trocando equipamentos perdidos por ração e água, porém uma descoberta inesperada vai virar sua rotina de cabeça para baixo. Poe Dameron é um dos melhores pilotos da Nova República, mas quando as ameaças da Primeira Ordem parecem cada vez maiores, ele precisa rever se toda sua dedicação está sendo eficaz para proteger a galáxia. FN-2187, por sua vez, é um stormtrooper dedicado e talentoso, que obedece aos comandos da capitã Phasma sem hesitação… mas aos poucos começa a questionar os métodos usados pela Primeira Ordem para alcançar o poder. Rey, Poe e Finn ainda não se conhecem nem sentiram a Força despertar. Antes de formarem o trio de heróis que será a esperança da galáxia, precisam lidar com seus próprios dilemas e conflitos.

Semana trezentos e nove

Companhia das Letras

Atlas de nuvens, de David Mitchell (tradução de Paulo Henriques Britto)
Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick. Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço — do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí —, Mitchell criou um jogo de bonecas russas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.

Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, de Elvira Vigna
Dois estranhos se encontram num verão escaldante no Rio de Janeiro. Ela é uma designer em busca de trabalho, ele foi contratado para informatizar uma editora moribunda. O acaso junta os protagonistas numa sala, onde dia após dia ele relata a ela seus encontros frequentes com prostitutas. Ela mais ouve do que fala, enquanto preenche na cabeça as lacunas daquela narrativa. Uma das grandes escritoras brasileiras da atualidade, Elvira Vigna parte desse esqueleto para criar um poderoso jogo literário de traições e insinuações, um livro sobre relacionamentos, poder, mentiras e imaginação.

Raízes do Brasil — Edição crítica — 80 anos, de Sérgio Buarque de Holanda (organizado por Pedro Meira Monteiro e Lilia Moritz Schwarcz)
Raízes do Brasil é uma das obras fundadoras do pensamento sobre a sociedade brasileira. No método de análise e estilo da escrita, na sensibilidade para a escolha dos temas e erudição exposta de forma concisa, revela-se o historiador da cultura e ensaísta crítico com talentos de grande escritor. Esta edição, que comemora os oitenta anos de publicação da obra, traz uma verdadeira arqueologia de sua produção. Por meio de notas e variantes, mostra que, entre a primeira edição e as seguintes, durante mais de três décadas, o autor fez alterações importantes no texto, revisitando hipóteses e mudando, às vezes radicalmente, os argumentos e o tom. Posfácios de nove especialistas trazem leituras originais deste que é, para jogar com as palavras de Antonio Candido, um “clássico” que se constrói pouco a pouco.

K. – Relato de uma busca, de B. Kucinski
Em 1974, a irmã de Bernardo Kucinski, professora de Química na Universidade de São Paulo, é presa pelos militares ao lado do marido e desaparece sem deixar rastros. O pai dela, dono de uma loja no Bom Retiro e judeu imigrante que na juventude fora preso por suas atividades políticas, inicia então uma busca incansável pela filha e depara com a muralha de silêncio em torno do desaparecimento dos presos políticos. K. narra a história dessa busca. Lançado originalmente em 2011 pela editora Expressão Popular, em 2013 ganhou nova edição pela Cosac Naify, e finalmente, em 2016, chegou à Companhia das Letras. Ao longo desses anos, K. se firmou como um clássico contemporâneo da literatura brasileira.

A nervura do real II, de Marilena Chaui
Marilena Chaui, intelectual pública e uma das grandes filósofas de sua geração, completa agora o percurso iniciado com o estudo da ideia espinosana de imanência, obra que causou grande repercussão e debate quando publicada, em 1999. Hoje, filósofos, psicanalistas e neurobiologistas voltam-se para a filosofia de Espinosa para redescobrir um pensamento que enfrentou de modo certeiro questões retomadas no presente. Neste segundo volume, Chaui lida com a questão da liberdade em Espinosa — tema que nos interpela talvez mais que qualquer outro em sua filosofia — e procura demonstrar que a necessidade incondicionada da potência infinita da Natureza, da qual somos uma expressão, é a condição da liberdade humana.

Companhia de Mesa

Comida de verdade, de Yotam Ottolenghi (tradução de Isabella Pacheco)
A mais nova e aguardada obra do chef londrino Yotam Ottolenghi, cujos livros já venderam mais de meio milhão de cópias. Chegou a hora de os acompanhamentos virarem o prato principal: os vegetais receberam novos temperos e técnicas e se transformaram no centro das atenções. São mais de 150 pratos com deliciosos vegetais, de saladas a sobremesas. Comida de verdade apresenta, através de fotografias magníficas, os pratos que irão inspirar e revolucionar sua cozinha.

 Objetiva

Hotel Florida, de Amanda Vaill (tradução de Ivo Korytowski)
A Guerra Civil Espanhola contada a partir das vidas de Ernest Hemingway, Martha Gellhorn, Robert Capa, Gerda Taro, Arturo Barea e Ilsa Kulcsar. Madri, 1936. Em uma cidade devastada pela guerra civil, seis pessoas se encontram e têm suas vidas transformadas. Ernest Hemingway precisa de material para um novo romance; Martha Gelhorn está em busca de amor e novas experiências. Robert Capa e Gerda Taro capturam a história e inventam o fotojornalismo moderno. E os secretários de imprensa Arturo Barea e Ilsa Kulcsar lutam pela verdade. Hotel Florida traça os destinos desses três casais num momento crítico da história, que revelou o melhor e o pior daqueles que se viram envolvidos nele. Uma reconstrução baseada em cartas, diários, documentos oficiais, filmes, biografias e notícias da época. Uma história impactante escrita com maestria.

Peça-me o que quiser e eu te darei, de Megan Maxwell (tradução de Monique D’Orazio)
A volta de Peça-me o que quiser, a série erótica mais sensual e envolvente dos últimos tempos. Os anos se passaram. Judith Flores e Eric Zimmerman vivem em uma bela casa em Munique com os três filhos. E continuam tão apaixonados quanto no dia em que se conheceram. O alemão e a espanhola enfrentam juntos os desafios de criar um adolescente e de manter o desejo aceso no casamento. Apesar disso, tudo parece ir bem, até o dia em que uma mulher do passado de Eric reaparece e coloca à prova todas as certezas de Jud. Já os melhores amigos do casal, Mel e Björn, estão mais felizes do que nunca. E o advogado sonha com o dia em que a ex-tenente do Exército americano deixará de ser tão teimosa e aceitará se casar com ele. Unidos pela amizade e pelo sexo, os dois casais enfrentarão juntos as armadilhas que o destino coloca em seus caminhos. Será que o amor verdadeiro é mesmo capaz de vencer tudo?

Penguin-Companhia

Sátiras e outras subversões , de Lima Barreto (organizador Felipe Botelho Corrêa)
Durante décadas após sua morte, os estudiosos especularam sobre uma enorme quantidade de textos que poderiam ser atribuídos a Lima Barreto. Mas foi um pesquisador brasileiro radicado na Inglaterra que conseguiu elucidar o mistério — e comprovar a copiosa produção do grande autor de Recordações do escrivão Isaías Caminha. Todos os 164 textos que compõem a edição são inéditos em livro, e foram originalmente publicados em periódicos. Esta coletânea é a revelação de uma parte da obra de Lima Barreto completamente desconhecida por mais de um século. Embora as razões para tal sejam várias, a que mais pesou certamente foi o fato de o autor ter utilizado pseudônimos em revistas até o fim de sua carreira, em 1922.

Semana trezentos e oito

Companhia das Letras

O melhor do humor brasileirode Flávio Moreira da Costa (Organizador)
De relatos e poemas anônimos dos primórdios da nossa colonização aos grandes nomes do humor atual, este volume — com textos garimpados durante anos por Flávio Moreira da Costa — é um passeio delicioso e instrutivo pelo olhar brasileiro mais sardônico. Os textos (crônicas, contos, poemas, trechos espertos de peças teatrais e de romances) contam o acidentado percurso do riso em nossa literatura. Modalidade vista às vezes com algum preconceito pelos letrados mais circunspectos, o humor tem se mostrado uma das forças-motrizes mais vitais e revigorantes das letras brasileiras. Muito deboche e inteligência ao longo de mais de 500 anos.

Meu nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout (tradução de Sara Grünhagen)
Uma visita ao hospital serve de mote para este romance que fala da relação entre mãe e filha. Hoje autora bem-sucedida e narradora deste romance, Lucy está há três semanas num hospital se recuperando das complicações de uma simples operação para extrair o apêndice. Sofrendo de saudade das filhas e do marido, ela recebe uma visita inesperada da mãe, com quem não falava havia anos. Mas o que se segue durante as cinco noites em que as duas ficam juntas não são longas discussões de relacionamento ou uma reconciliação verbal. Estimulada pelo exercício da memória, a narradora convalescente lança um olhar aguçado e humano, sem sentimentalismos, para os acontecimentos centrais de sua vida: o isolamento e a pobreza dos anos da infância, o distanciamento de um núcleo afetivo desestruturado, a luta para se tornar escritora, o casamento e a maternidade. Meu nome é Lucy Barton está entre os livros indicados ao Man Booker Prize.

O livro de Aron, de Jim Shepard (tradução de Caetano W. Galindo)
A Europa está em chamas. Com a invasão da Polônia, Adolf Hitler dá início a uma das campanhas de guerra mais sangrentas da história da humanidade, num conflito que irá definir o destino de milhões de pessoas. Aron é uma dessas vítimas colaterais, um garoto cuja vida será transformada para sempre. Morando no campo, ele se vê forçado a mudar com a família para Varsóvia, cidade que vive dias de terror e é assolada pela fome e por uma onda de doenças. Conforme a necessidade aumenta, é obrigado a realizar pequenos trabalhos sujos no mercado negro, onde conhece uma fauna de meninos e meninas que, como ele, farão de tudo para sobreviver e ajudar suas famílias. À medida que o cerco alemão se fecha, a vida de Aron vai se tornando mais difícil. Perseguidos pela Gestapo, os garotos também sofrem extorsões de poloneses, se veem às voltas com a polícia e começam a guerrear entre si. Enfim separado da família, Aron vai parar num orfanato, sem saber que o destino daqueles internos já foi traçado pelo alto-comando nazista. O administrador do orfanato, no entanto, é o célebre médico Janusz Korczak, um humanista e pedagogo que adotará Aron como seu novo pupilo. Com a ameaça dos campos de concentração cada vez mais próxima, será que Aron conseguirá escapar do gueto e expor ao mundo as atrocidades nazistas, exatamente como Janusz espera?

Alfaguara

Fabián e o caosde Pedro Juan Gutiérrez (tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman)
Cuba, anos 1960. Em um momento de turbulência política, o acaso une dois rapazes que aparentemente não têm nada em comum. Pedro Juan é um hedonista sedutor e insolente que leva uma vida caótica. Fabián, ao contrário, é um pianista recluso, frágil, medroso e homossexual. Apesar das diferenças, ambos possuem condutas que não se ajustam aos princípios ideológicos do novo regime de Fidel Castro. Anos mais tarde, seus caminhos voltam a se cruzar quando os dois são conduzidos a uma fábrica de enlatados onde trabalham os párias da sociedade revolucionária. Tendo como cenário uma Cuba efervescente e sórdida, Pedro Juan Gutiérrez narra em tom direto e visceral a amizade entre dois jovens que tentam, cada um à sua maneira, enfrentar a repressão e lutar pela liberdade.

Seguinte

O menino no alto da montanha, de John Boyne (tradução de Henrique de Breia e Szolnoky)
Quando fica órfão, Pierrot é obrigado a deixar sua casa em Paris para recomeçar a vida com sua tia Beatrix, governanta de uma mansão no alto das montanhas alemãs. Porém, essa não é uma época qualquer: estamos em 1936, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E essa não é uma casa qualquer: seu dono é Adolf Hitler. Logo Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Alemã. Mas o novo mundo que se abre ao garoto fica cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição — e talvez ele nunca consiga escapar.

Penguin-Companhia

Dom Casmurro, de Machado de Assis
Poucos romances examinam as artimanhas do ciúme com tanta sutileza como Dom Casmurro. Publicado em 1899, o livro permanece uma das mais fascinantes radiografias da traição, que, como o leitor mais atento perceberá, são supostamente duas: a de Capitu, exposta pelo marido Bentinho, e a da própria narrativa, revelada pela maneira como Bentinho modifica os fatos para corroborar suas suspeitas matrimoniais. Tudo isso se manifesta com graça e inteligência num romance que jamais parece esgotar suas possibilidades de leitura. Tanto que críticos como Roberto Schwarz e Susan Sontag consideram a obra de Machado um dos momentos mais altos da prosa ocidental do final do século XIX. Esta edição de Dom Casmurro conta com esclarecedora introdução de Luís Augusto Fischer e estabelecimento de texto e notas de Manoel M. Santiago-Almeida.

Quadrinhos na Cia.

Sopa de salsicha, de Eduardo Medeiros
Contando com uma legião de fãs na internet,Sopa de salsicha é a crônica do dia a dia de Eduardo Medeiros, um talentoso quadrinista metido em encrencas clássicas: aperto financeiro, mudanças de lar e um difícil projeto pela frente. O projeto é este romance gráfico, um trabalho de fôlego em que Medeiros narra, com ajuda da indefectível Baixinha e de outros quadrinistas, suas aventuras diárias e seus embates com o processo criativo, a vida nova em Florianópolis e as visitas de um Michael Bolton que talvez esteja tentando conquistar a sua mãe. Um dos mais talentosos nomes do novo quadrinho brasileiro numa história surpreendente sobre amadurecimento, mudanças importantes e chuveiros apertados.

Suma de Letras

Novamente vocêde Juliana Parrini
É possível se apaixonar duas vezes pela mesma pessoa? Maria Rita foi embora para nunca mais voltar. Deixou para trás o marido, os pais, as irmãs e uma vida de pobreza em uma cidade pequena da qual sempre quis sair. Doze anos depois, ela volta como partiu: sem maiores explicações. Mas agora Maria Rita é a sofisticada Miah, acostumada ao glamour e à vida superficial de Hollywood. Ao chegar, ela se dá conta de que não foi a única que mudou: seu ex-marido, Leonardo Júnior, agora é um homem bem-sucedido, diferente do caiçara com quem ela se casou ainda muito jovem. Empresário de sucesso, Léo parece ter superado o trauma de ser abandonado pelo grande amor de sua vida, até que reencontra a mulher que pensou que nunca mais veria. Apesar da mágoa, ele não consegue deixar de ter vislumbres de sua Maria Rita sob a pele da arrogante Miah. E resistir à antiga paixão será o maior desafio que já enfrentou.

A livraria dos finais felizesde Katarina Bivald (tradução de Carol Selvatici)
Sara tem 28 anos e nunca saiu da Suécia — a não ser através dos (vários) livros que lê. Quando sua amiga Amy, uma senhora com quem troca livros pelo correio há anos, a convida para visitá-la na cidade de Broken Wheel, Iowa, Sara decide se aventurar. Mas ao chegar lá, descobre que Amy faleceu. Sara se vê desacompanhada na casa da amiga, em uma cidade muito pequena, e começa a pensar que talvez esse não seja o tipo de férias que havia planejado.  Com o tempo, Sara descobre que não está sozinha. Nessa cidade isolada e antiga, estão todas as pessoas que ela conheceu através das cartas da amiga: o pobre George, a destemida Grace, a certinha Caroline e Tom, o amado sobrinho de Amy.  Logo Sara percebe que Broken Wheel precisa desesperadamente de alguma aventura, um pouquinho de autoajuda e talvez uma pitada de romance. Resumindo: a cidade precisa de uma livraria.

O livro da escuridãode John Stephens (tradução de Regiane Winarski)
As aventuras dos irmãos Kate, Michael e Emma tomam o rumo final quando eles começam a busca pelo último Livro do Princípio — o Livro da Morte. Quando os três livros forem reunidos, seus poderes combinados podem ser invencíveis. Por isso, as três crianças correm contra o tempo para deter Magnus Medonho em sua caçada. É a vez de Emma embarcar em uma aventura entre dois mundos, enfrentando inimigos terríveis, monstros e fantasmas, e seus próprios medos mais profundos. Agora, ela deve aprender a dominar os poderes do livro mais perigoso de todos para que, com Kate e Michael, possa salvar o mundo do terrível confronto que Magnus Medonho está planejando; a batalha decisiva entre seres mágicos e pessoas comuns. Este é o último livro da trilogia de sucesso Os Livros do Princípio, que começou com O Atlas Esmeralda. Considerada pelo New York Times “o novo Crônicas de Nárnia”, a série de John Stephens conquistou fãs por todo o mundo.

Paralela

Majude Maju Trindade
Maju Trindade é uma garota simples, mas cheia de personalidade e atitude. Ela impressiona pelo visual, que mistura piercing no nariz com combinações de roupa tiradas de sua cabeça, assim como pelo jeito espontâneo com que fala tanto da vida no interior quanto de Justin Bieber. No seu primeiro livro, Maju, fica claro por que essa menina de 18 anos virou a namoradinha da internet brasileira. Com milhões de seguidores no Twitter, no Instagram e no YouTube, ela fala da sua infância, do seu trabalho, das viagens marcantes que fez e dos seus sonhos.

Companhia das Letrinhas

Quem tem medo de Curupira, de Zeca Baleiro (organização de Gabriela Romeu e ilustrações de Raul Aguiar)
O maior medo dos seres da mata é cair no esquecimento. O que seria da Mãe-D’água sem jogar seus feitiços, do Curupira sem pitar seu cachimbo e do Saci sem pregar peças? Aflitos com a falta de visitas na floresta, eles decidem ir à cidade para recuperar a fama e voltar a fazer parte da imaginação de crianças e adultos. Mas, para isso, vão precisar se adaptar à selva de pedra. O pop e o popular, o tradicional e o contemporâneo, o urbano e o rural são algumas das mesclas que aparecem em Quem tem medo de Curupira?, um musical escrito pelo cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro. Quarto título da coleção Fora de Cena, este volume inclui entrevista com autor e glossário de ritmos brasileiros.

Claro Enigma

O século da escassezde Marussia Whately e Maura Campanili
Um dos indícios de que o Brasil não se deu conta da complexidade do tema é o jargão “crise da água”. Por definição, as crises são períodos de exceção dentro da normalidade. O que vemos, no entanto, é um cenário de difícil reversão. Boa parte dos rios estão poluídos; a indústria, a agricultura e as hidrelétricas consomem grandes quantidades de água e a distribuição irregular no território pode acentuar conflitos políticos e comerciais à medida que a água se tornar um bem cada vez mais raro. O século da escassez apresenta os principais conceitos sobre o tema, mostra dados estatísticos com foco no território brasileiro e aponta caminhos possíveis para evitar o colapso no abastecimento. Mais do que o seu uso consciente, o que está em jogo é o modo de vida do homem moderno e a busca por alternativas que revertam o caráter predatório desse recurso essencial para a nossa sobrevivência.

 

Semana trezentos e sete

Companhia das Letras

Farewell, de Carlos Drummond de Andrade
Publicado em 1996, Farewell é um livro póstumo de poemas de Carlos Drummond de Andrade. Mesmo tendo sido lançado nove anos após a morte do autor, esta é uma obra fundamental que toca em temas centrais da poética do escritor mineiro: o tempo, o amor, a brevidade da vida, a família, o encantamento pelos cinco sentidos. A melancolia de mãos dadas com o humor gauche, algo canhestro. A suave metafísica e a ironia delicada. Minas e o vasto mundo. Depuração de uma carreira exemplar e rara em nossas letras, Farewell reafirma, com a sensibilidade característica de seu autor, o percurso formal e ético de Carlos Drummond de Andrade.

Poemas escolhidos, de Mia Couto
O escritor moçambicano Mia Couto tem grande incursão na prosa, com livros de contos, crônicas e romances premiados, mas a poesia sempre fez parte de seu universo criativo e segue como uma de suas formas de expressão favoritas. Para esta antologia poética, o autor selecionou poemas de seus livros Idades cidades divindades, Raiz de orvalho e outros poemas e Tradutor de chuvas.

Seguinte

Uma canção de ninarde Sarah Dessen (tradução de Flávia Souto Maior)
Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor…

Suma de Letras

Guia astrológico para corações partidos, de Silvia Zucca (tradução de Joana Angélica D’Avila Melo)
Quando Alice recebe, na mesma semana, a notícia de que seu ex vai se casar e de que a empresa onde trabalha contratou um consultor chamado David Nardi para avaliar e demitir parte do pessoal, ela tem certeza de que está vivendo um inferno astral. E tem razão. Tito, seu melhor amigo e superentendido de astrologia, jura que é um péssimo momento para ser de Libra, mas que as estrelas também estão lá para nos dizer os dias mais auspiciosos para a esfera profissional ou para encontrarmos nossa alma gêmea. Embora cética, Alice decide apostar nas dicas de seu guia astrológico, mas, estranhamente, a astrologia não a protege de encontros péssimos, decepções terríveis e algumas pequenas surpresas emocionantes. Por exemplo: por que David lhe parece cada vez mais interessante, se seus quadros astrológicos são a combinação para um desastre?

Companhia das Letrinhas

Marco queria dormir, de Gabriela Keselman (ilustrações de Noemí Villamuza e tradução de Mell Brites)
À noite, parece que tudo se transforma: o que é pequeno fica grande, o que é concreto vira abstrato e as coisas são engolidas pela escuridão. Era por isso que Marco não conseguia dormir. Para ajudá-lo, sua mãe tenta de tudo: cria um traje antimosquitos, escreve uma carta à Lua, arranja um bastão de escalada para manter o filho firme na cama… Mas será que Marco precisava mesmo de tudo isso? Às vezes, o que está faltando para uma noite tranquila é algo mais simples, que não tem forma nem cor, mas muda alguma coisa dentro da gente.

Semana trezentos e seis

Processed with VSCO with f3 preset

Companhia das Letras

Nuvem negrade Eliana Cardoso
Nos últimos setenta anos, o Brasil atravessou muitas crises: a transição política após o suicídio de Vargas, o pavor do comunismo nos anos 1960, um golpe militar e a corrupção empresarial e política. Esse é o cenário da história de Lotta, ativista política que acreditava no progresso; de Manfred Mann, homem sensível em busca de seu lugar no mundo; e de Kalu, garota de origem simples que tenta driblar o próprio destino. Com imensa concisão, Eliana Cardoso cria em Nuvem negra uma atmosfera sedutora, povoada de personagens que mostram como é complexa a equação entre amor, família e relações sociais — uma fórmula sobre a qual, muitas vezes, nenhum de nós tem qualquer controle.

De jogos e festas, de José J. Veiga
De jogos e festas reúne três novelas: “De jogos e festas”, “Quando a Terra era redonda” e “O trono no morro”. Livro vencedor do prêmio Jabuti em 1981, mostra que o extraordinário está nas pequenas coisas. Com olhar aguçado e sensibilidade para trazer os paradoxos do cotidiano, o autor apresenta três histórias que fogem do banal e trabalham — com humor e inteligência — os efeitos daquilo que nos parece completamente inesperado. Como escreve o crítico José Castello no brilhante posfácio à edição, “José J. Veiga desmonta a identificação mecânica entre o fantástico e o alheio, mostrando, ao contrário, que o fantástico não só está entre nós como é um efeito da constituição humana – um traço fundamental do próprio humano”.

Companhia das Letrinhas

Os voos de Thiago, de Philip Waechter (tradução de Sofia Mariutti)
Pode até parecer mentira, mas não é: Thiago sabe voar. Certo dia, ele resolveu se juntar a 83 pássaros que migravam para a África. Enquanto conheciam as mais lindas paisagens, eles fofocavam e cantavam, brincavam e comiam, e tudo ia às mil maravilhas — até que o sr. Morteiro, famoso caçador de pássaros da região, capturou um companheiro do bando. Agora, só mesmo somando a inteligência de Thiago com as habilidades do grupo é que eles encontrarão uma saída para salvar o pobre amigo Hugobertus…