Links da semana

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Hunter S. Thompson na praia

Curiosidades:

  • Em carta para F. Scott Fitzgerald, Hemingway critica Suave é a noite e dá conselhos sobre o ofício de escritor (Letters of note)
  • Borges na esquina rosada: Davi Arriguci Jr. analisa o primeiro conto de Jorge Luis Borges (revista piauí)
  • Dicas para escolher os primeiros livros das crianças (Folha)
  • Intelectuais vão à praia: um tumblr só com fotos de escritores e pensadores em momentos de descontração
  • Em Portugal, vários escritores assumiram por um dia o papel de livreiros e indicaram obras aos leiores (SIC Notícias)
  • O papel da família enquanto mediadora de leitura (Livros e Afins)
  • Dez regras de Zadie Smith para escrever ficção (Mais1Livro)
  • Josélia Aguiar entrevistou o editor do Rascunho, jornal independente de literatura que circula há 12 anos no Brasil (Livros Etc)
  • Em uma carta de 1947, Raymond Chandler critica a revisora de uma revista que alterou o estilo de seus textos (Letters of note)
  • Em vídeo, Daniel Clowes fala sobre seu processo de criação e qual a importância dos quadrinhos na sua vida (TV UOL)

Notícias:

  • Foi divulgado o trailer de Cosmópolis, adaptação de David Cronenberg para o romance de Don DeLillo. O filme tem estreia prevista no Brasil para 17 de agosto.
  • A novela Avenida Brasil fez referência a Madame Bovary em um de seus episódios, comparando as atitudes de Emma com as de Carminha (Globo.com)
  • A máquina de escrever usada por Truman Capote para datilografar A sangue frio foi vendida no eBay por oito mil dólares (PWxyz)
  • A exposição sobre Angeli no Itaú Cultural foi prorrogada até 6 de maio (Ocupação)
  • A Livraria Cultura abriu a Geek.etc.br, uma loja voltada para geeks e nerds (A biblioteca de Raquel)
  • A TV Cultura voltou a exibir a série As aventuras de Tintim. Os episódios vão ao ar de 2ª a 6ª, às 18h45.
  • A Vanity Fair organizou um memorial para Christopher Hitchens, que faleceu no final do ano passado. Tom Stoppard, Salman Rushdie, Stephen Fry e muitos outros prestaram homenagem ao escritor. Veja todos os vídeos aqui.
  • O livro de memórias de Salman Rushdie se chamará Joseph Anton, pseudônimo que o escritor usou durante a fatwa (Folha)
  • Walter Isaacson, autor da biografia Steve Jobs, foi escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Entrevistas:

  • Alex Ross, autor de Escuta só: “A questão é que você não sabe, não tem ideia, do que uma criança pode ser capaz, portanto uma boa educação significa colocar toda e qualquer oportunidade possível em frente dele ou dela e, talvez, ele se torne um grande cientista e ela, uma grande escritora.” (Educar para crescer)
  • Héctor Abad, autor de Livro de receitas para mulheres tristes: “A ironia consiste em fazer um livro de autoajuda que não sirva: um livro de autoajuda inútil. No fundo, a literatura é isso: algo que não é didático, que não te ensina modelos de vida, que não te diz como viver, como amar, como morrer, mas que, sem querer, talvez, ajude um pouco a essas mesmas coisas.” (Diário de Pernambuco)
  • Mia Couto, autor de Estórias abensonhadas: “O que mais me admira na Biologia é o relato da mais fascinante narrativa que há, a história da vida. A literatura é uma celebração desse fascínio que em nós provoca a vida e o fato de estarmos vivos. A ciência tem uma aproximação mais redutora e simplificadora da vida. A arte pode dar conta dessa complexidade imprevisível que são os fenômenos da vida.” (Saraiva Conteúdo)
  • Milton Hatoum, autor de A cidade ilhada: “A experiência da infância e da juventude é decisiva para quem vai ou quer escrever. Nessa experiência está incluída a de leitor.” (Carta Capital)
  • Toni Morrison, autora de Amada: “I feel totally curious and alive and in control. And almost… magnificent, when I write.” (Guardian)

Resenhas:

  • A magia da realidade, de Richard Dawkins: “Apresenta a ciência como algo interessante, encantador. Adoraria que algum professor meu na escola tivesse indicado este livro.” (Anica, Meia Palavra)
  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “é o tipo de livro que faz as pessoas se despertarem para a leitura, ao mesmo tempo em que agrada quem já é leitor assíduo. Eu acho que entrou na lista de livros indispensáveis” (Bell, Nem um pouco épico)
  • Anatomia de um julgamento, de Janet Malcolm: “Janet descreve o julgamento como um ritual – um teatro, em suma. Nesse palco, o veredicto dependerá talvez menos das evidências apresentadas que do combate retórico entre promotor e advogado de defesa.” (Luiz Zanin Oricchio, Estadão)
  • Segundos fora, de Martín Kohan: “Kohan trabalha um romance com várias vozes, descortinando belíssimas narrativas sobre o boxe, a música clássica e a vida de todas essas pessoas que, por mais que pertençam a mundos diferentes, estiveram ligadas nesse dia.” (Taize, Meia Palavra)
  • Vozes, de Arnaldur Indridason: “já achei que ele fosse uma versão masculina de Agatha Christie, mas não, Indridason não pode ser comparado a nenhum autor do gênero. Ele é único e sua escrita é incomparável.” (Lariza, Feed your head)

Links da semana

Curiosidades:

  • Ian McEwan conta em entrevista que ajudou o filho a fazer um trabalho sobre Amor sem fim ― e que a professora deu uma nota baixa por discordar de sua interpretação do romance (Guardian)
  • Já imaginou ter Gonçalo M. Tavares como professor? Reginaldo Pujol Filho conta como foi ter aulas de Arte do Romance com o escritor (Blog do IMS)
  • Por que os escritores tweetam: uso do Twitter se tornou comum entre escritores, que não se importam com a limitação de 140 caracteres (Opinião e notícia)
  • Leia um cartão postal que David Foster Wallace enviou para Don DeLillo.
  • Teju Cole escreveu sobre a poesia de W.G. Sebald para o blog da New Yorker (The Book Bench)
  • Roberto Bolaño imagina V.S. Naipaul em Buenos Aires no conto “Scholars of Sodom” (NY Review of Books)
  • Vilma Arêas não esquece nunca, jamais: perfil da autora de Vento sul (Suplemento Pernambuco)
  • A chef Helena Rizzo, do restaurante Maní, criou uma receita baseada em Livro de receitas para mulheres tristes, de Héctor Abad (Revista TPM)

Notícias:

Entrevistas:

  • Paul Auster, autor de Sunset Park: “Eu acho que o romance ainda é importante para o público leitor. Como arte, ele proporciona algo que não temos em nenhuma forma – uma intimidade com o outro. Cada romance é escrito por duas pessoas, o autor e o leitor, eles produzem a obra juntos. Ele coloca dois estranhos em absoluta intimidade. E isto nos remete ao que significa ser humano.” (Estadão)
  • Carol Bensimon, autora de Sinuca embaixo d’água: “É bem complicado começar um novo livro, porque os personagens do velho ainda estão na sua cabeça, e eles parecem naquele momento tão mais sólidos e bem resolvidos que os que você ainda está em processo de criar… É uma luta injusta.” (Saraiva Conteúdo)
  • Mauro Ventura, autor de O espetáculo mais triste da Terra: “Nenhuma das vítimas com quem conversei pensou em recorrer à justiça. Imagino que por vários motivos. Primeiro, porque na época não havia essa cultura. Segundo, porque não foi criada nenhuma associação que reunisse e lutasse pelos direitos das vítimas. Terceiro, porque tinha gente que acreditava que o circo era de origem americana, e não ia conseguir ganhar o processo. Quarto, porque achava que dinheiro nenhum pagaria o que se perdeu.” (Suplemento Pernambuco)

Resenhas:

  • A magia da realidade, de Richard Dawkins: “é um livro para pais e filhos lerem juntos. Está dividido em capítulos que representam o tipo de pergunta que cedo ou tarde toda criança faz, e que tradicionalmente é respondida com contos de fadas ou paráfrases bíblicas; o livro oferece versões simples, poéticas e objetivas das respostas encontradas pela ciência.” (Carlos, Amálgama)
  • A marcha para o Oeste, de Orlando e Cláudio Villas Bôas: “O relato acurado do encontro com os índios faz com que leitor seja levado a um segundo descobrimento do Brasil e se sinta como um dos expedicionários durante a leitura do diário.” (Mariana Moreira, O Globo)
  • Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson: “Stieg Larsson expõe as entranhas mais pavorosas de certos seres humanos de um jeito… cru, tenso, tétrico, intenso, doentio, mas excelente.” (Ana, iCult Generation)
  • Livro, de José Luís Peixoto: “Não por acaso Livro sugere que não é possível falar de exílio, de emigração, sem que ao menos três ausências sejam atravessadas. A ausência de quem partiu. A dos que ficaram. E, no interior de cada uma delas, a falta de quem não viveu diretamente a separação, mas se sente excluído do discurso da diáspora.” (Paulo Carvalho, Suplemento Pernambuco)
  • Persépolis, de Marjane Satrapi: “Bem construído, com doses de humor e ironia que tornam a história super agradável! Marjane conta sua própria história em Persépolis e emociona o leitor com suas aventuras.” (Nanie’s World)
  • A crônica dos Wapshot, de John Cheever: “Cheever parece zombar de seus personagens, apresentando-os ao leitor sempre com sarcasmo. Ele conduz sua narrativa num ritmo frenético, acumulando histórias e pequenos causos que se encaixam num crítico e complexo panorama da decadência de uma família da região nordeste dos Estados Unidos.” (Severino, Livros que eu li)

Links da semana

Curiosidades:

  • Deficiente visual é o maior usuário das bibliotecas em SP: Sérgio Luiz Florindo já pegou emprestado 533 audiolivros na Biblioteca São Paulo (Estadão)
  • A arte de traduzir poesia: o escritor e professor Paulo Henriques Britto expõe sua visão de tradução e explica, com exemplos práticos, todos os elementos que devem ser levados em conta na tradução poética (Ciência Hoje)
  • Está no ar o novo volume da revista digital Cadernos de Não Ficção, com entrevistas de Bernardo Carvalho e Ricardo Piglia.
  • O nascimento de um livro: um belo vídeo que mostra as etapas de impressão e encadernação.
  • O jornal New York Times publicou um perfil de Daniel Clowes.
  • Cem escritores brasileiros e suas manias quando escrevem: dezenas de respostas foram adicionadas à compilação organizada por Michel Laub
  • Um estudo de livros publicados em inglês, espanhol e hebraico nos últimos 200 anos mostra que há praticamente uma competição darwiniana entre as palavras, que podem ser suplantadas por sinônimos ou cair em desuso após eventos históricos. (Folha)
  • Um livro para devorar: uma editora alemã lançou um livro de receitas em edição especial, todo feito com massa de lasanha (Laughing Squid)
  • Trabalho forçado: um texto do La Nación sobre as profissões que autores conhecidos mantinham paralelamente à escrita.
  • Depressão pós-leitura: Anica escreve sobre aquela tristeza que bate quando você chega ao fim de um livro particularmente bom.

Notícias:

  • Foram divulgados os resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Veja a análise da Raquel Cozer e do Livros e Afins, ou então veja a apresentação completa em pdf.
  • O português José Luis Peixoto, autor de Livro, virá para o Brasil em julho para participar da programação paralela da FLIP.
  • Acaba dia 15 o prazo para participar do concurso cultural da Garrafinha, que dará 10 exemplares do livro infantil de Mariana Caltabiano.
  • Esta sexta-feira estreia o filme Xingu, inspirado no livro A marcha para o Oeste, de Cláudio e Orlando Villas Bôas.
  • 1984, de George Orwell, deve ganhar nova versão para o cinema (Folha)
  • Madame Bovary também vai ganhar uma nova adaptação, com Mia Wasikowska no papel principal (Omelete)
  • Mais um livro de José Saramago vai virar filme: O homem duplicado vai ganhar uma adaptação com Jake Gyllenhaal no papel principal (AdoroCinema)
  • A Daisy de Carrey Mulligan aparece em destaque no primeiro pôster de O grande Gatsby. A adaptação tem estreia prevista para o começo do ano que vem.
  • Ainda falando de F. Scott Fitzgerald, a Universidade de Princeton divulgou uma lista com todos os livros que o escritor tinha em sua biblioteca pessoal.

Entrevistas:

  • Angeli: “Quando falam que o papel vai acabar isso me causa pânico, porque sou quase que uma traça, eu vivo entre jornais. Minha casa tem pilhas e pilhas de jornais ali de quase 20 anos atrás. Eu coleciono um monte de coisa, já me desenhei como uma traça no meio do estúdio.” (RioComicon)
  • Pauline Alphen, autora de Os gêmeos: “A primeira vez que inventei uma história para a escola, com dez anos, senti e entendi que era isso que eu queria fazer, que era isso que eu era. Que a felicidade, o arrepio, o desafio que eu sentia ao escrever eram o que eu queria para mim. Então escrevi. O tempo todo, sempre que podia, durante muitos anos. Eu não pensava ‘sou escritora’. Eu escrevia e pronto. Eu era escritora. Era natural, tão necessário quanto respirar.” (Mariana, Muito pouco crítica)

Resenhas:

  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “É um livro sobre livros. Durante toda a leitura e com tanto se falando sobre eles, a vontade que dá é de ler. Simples assim. O gosto pela leitura é renovado, todos os sentimentos que tivemos com a primeira leitura voltam para nos arrebatar. Todos os ótimos livros lidos posteriormente voltam à nossa mente.” (Alba, Psychobooks)
  • Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos: “O romance é, antes de tudo e sobretudo, uma obra literária que ganha o leitor em cada uma de suas páginas graças a uma vontade de proposta e de estilo que acaba finalmente a calhar, redonda e convincente.” (Danubio Torres Fierro, Estadão)
  • Persépolis, de Marjane Satrapi: “Persépolis é um livro sobre a vida, preconceitos, sonhos dizimados, esperança e como é tentar se erguer no meio de ruínas.” (Iris, Literalmente falando)
  • Baú de ossos, de Pedro Nava: “uma viagem no tempo tão boa quanto, na mansidão de longas tardes ociosas, sentar e ouvir os mais velhos contarem suas estórias de criança e de seus amores. Uma oportunidade rara na nossa época moderna e célere.” (Uiara, Carta Potiguar)
  • Contos de aprendiz, Carlos Drummond de Andrade: “muito do que se vê é uma linguagem fina e, aparentemente, escolhida a dedo para deixar o leitor fisgado do início ao fim” (Felippe, Meia Palavra)
  • Wilson, de Daniel Clowes: “As tirinhas parecem produto da observação de detalhes do cotidiano, pequenas cenas de humor sobre o distanciamento entre pessoas e as novidades tecnológicas.” (Hugo, non film)
  • Estórias abensonhadas, de Mia Couto: “Mia Couto nos apresenta muitos dualismos — fantasia e realidade, guerra e paz, feminino e masculino — apenas para provar que, na maioria das vezes, é impossível distinguir com objetividade aquilo que é relativo. Entre os extremos há poesia, melodia e uma massa maleável a ser moldada.” (Camila, Livros abertos)

Links da semana

Curiosidades:

  • 10 recordes literários registrados pelo Guinness Book (Listas Literárias)
  • As 6 regras de George Orwell para escritores (Lists of note)
  • Em 1949, Aldous Huxley escreveu uma carta para George Orwell comentando 1984 e comparando-o com seu próprio livro, Admirável mundo novo. (Letters of note)
  • Igreja do Livro Transformador: um projeto concebido por Luiz Ruffato, no qual pessoas enviam testemunhos sobre os livros que mudaram suas vidas.
  • As 10 melhores livrarias da ficção (Flavorwire)
  • Desconfie da leitura fácil: artigo de Eduardo Pinheiro (Portal Natura Homem)
  • Em um depósito na Califórnia, Brewster Kahle preenche diversos contêineres com livros que chegam aos milhares toda semana, atrás de um objetivo: manter um exemplar de cada livro já publicado para a posterioridade (NY Times)
  • 500 novos contos de fadas foram descobertos na Alemanha. As histórias foram coletadas pelo historiador Franz Xaver von Schönwerth no século 19. (The Guardian)

Notícias:

  • A Flip reestreou seu blog, com novas seções que trarão informações constantes sobre o festival.
  • Esta sexta-feira começa a Ocupação Angeli no Itaú Cultural, com exposição de mais de 800 obras do cartunista. Em maio lançaremos uma edição especial com todas as histórias da Rê Bordosa.
  • Lira Neto criou um site que mantém atualizado com informações sobre a biografia em 3 volumes de Getúlio Vargas que está escrevendo. O 1° volume será lançado em maio.
  • O aplicativo para iPad de Quem soltou o Pum? é um dos finalistas da premiação da Feira do Livro Infantil de Bologna! A Júlia falou um pouco sobre a produção do app aqui.
  • Museu da Língua Portuguesa receberá exposição sobre Jorge Amado em abril (Folha)
  • Vinicius Campos inaugurou um blog onde falará sobre como surgiu O amor nos tempos do blog, romance juvenil que lançaremos em maio, e aproveitará para dar algumas dicas para quem também quer publicar seu livro.
  • O Fronteiras do Pensamento divulgou sua lista completa de palestrantes para este ano. Entre os convidados estão Mia Couto, Amartya Sen e Tzvetan Todorov.
  • Cidade aberta, de Teju Cole, ganhou semana passada o prêmio Hemingway/PEN, concedido todo ano a um autor estreante. Lançaremos o livro por aqui em junho.

Entrevistas:

  • Lourenço Mutarelli: “Falo em influências quando vejo como aquelas pessoas resolveram bem suas questões em suas obras. E não por que tento fazer um trabalho parecido com o que leio. Mas houve uma época, por exemplo, em que me sentia tão influenciado pelo William Burroughs, que fiz um livro meio misturado com ele, mas era na verdade uma homenagem.” (Suplemento Pernambuco)
  • Siddhartha Mukherjee, autor de O imperador de todos os males: “A primeira descrição médica do câncer aparece num papiro egípcio escrito em 2.500 a.C. O escriba descreve um tumor saliente no peito, algo como uma bola de papel. Os gregos também se referiam a tumores.” (Revista Época)
  • Pauline Alphen, autora de Os gêmeos: “Acho que isso é algo que me define: sou uma leitora. Sou escritora antes de tudo porque sou leitora. Acho que passei mais horas lendo na minha vida do que qualquer outra coisa.” (Nanie’s World)
  • Juan Pablo Villalobos, autor de Festa no covil: “Eu fui o típico adolescente atormentado que escrevia poemas horríveis e lia livros que não conseguia entender, tipo Sartre ou Camus. Tive uma etapa anti-social que foi muito importante para me formar como leitor e para definir minha vocação de escritor. Mas meu interesse na literatura virou sério muito tarde, quando eu tinha 25 anos e trabalhava em marketing. Larguei todo e fui estudar Letras Espanholas.” (o batom de clarice)

Resenhas:

  • Os gêmeos, de Pauline Alphen: “Uma história criativa que mistura elementos da fantasia e da ficção científica num cenário extremamente instigante.” (Melissa, Livros de Fantasia)
  • As coisas, de Georges Perec: “Sem se afastar do princípio de relegar a história em favor dos objetos, Georges Perec fundamenta sua crítica às idiossincrasias dos anos sessenta. Através de um realismo que se apega a apenas aquilo que é sólido, negligenciando a psicologia para favorecer a sociologia, o escritor faz um diagnóstico com frieza e nenhuma emoção dos valores da sociedade de consumo.” (João Paulo, Mais 1 Livro)
  • Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos: “Pelos olhos inocentes do observador e inteligente Tochtli, nós temos uma visão diferente da vida de um poderoso traficante.” (Iris, Literalmente falando)
  • Estórias abensonhadas, de Mia Couto: “Sua prosa, que mais parece poesia, consegue nos transportar para um mundo onde a fantasia cruza com a realidade, sem entregar em nenhum momento qual é a verdadeira face dela e, como o próprio autor escreve, ‘são estórias que se querem fingir de verdade’, cabe ao leitor decidir essa barreira.” (Rafael, O Espanador)
  • Jakob von Gunten, de Robert Walser: “Com a cortante lucidez de seu lirismo realista, Robert Walser, no romance Jakob von Gunten, expõe as vísceras do drama do indivíduo impessoalizado dentro do sistema capitalista industrial.” (Isabela, 30porcento)
  • Abaixo as verdades sagradas, de Harold Bloom: “é realmente uma leitura essencial para os acadêmicos de estudos literários” (Anica, Meia Palavra)

[A seção Links da Semana ficará de férias por duas semanas, e voltará no dia 4 de abril.]

Links da semana

Curiosidades:

  • 10 conselhos de Carlos Drummond de Andrade a um escritor iniciante (Michel Laub)
  • O tumblr Eu te dedico coleciona fotos de livros com dedicatórias. Na revista Bula, Marcelo Franco fala sobre a importância dessas poucas linhas que tornam um livro tão especial.
  • “O espaço evocado nos romances de Amado ― a capital da Bahia, o coração de Salvador, de Ilhéus e outros lugares ― é tão vivo quanto os personagens que os habitam.” Em texto de 2008, Milton Hatoum exalta a obra de Jorge Amado. (Revista O Viés)
  • O IMS promove um bate-papo sobre fotografia seguido de workshop com câmeras de lomografia. No próximo domingo, na Livraria Travessa de Ipanema. (Blog do IMS)
  • Fotos de 50 estantes incríveis (Ceresmodo)
  • Josélia Aguiar fala sobre Patience, documentário sobre W.G. Sebald (Livros Etc)
  • Nosso colunista e tradutor Érico Assis mostrou suas estantes para o site Pipoca e Nanquim.
  • Rick Gekoski critica a obsessão por livrarias bonitas: para ele, a seleção de títulos é o que importa (The Guardian)
  • O jeito como guardamos os livros nas estantes hoje (de pé, com a lombada para fora) pode parecer óbvio, mas não foi sempre assim: em outras épocas já foi comum guardar os livros na horizontal, e até mesmo com a lombada para dentro da estante. (The Paris Review)

Notícias:

  • Milton Hatoum vai coordenar uma oficina gratuita de escrita de romance na Biblioteca Pública do Paraná (ParanáOnline)
  • A peça Dona flor e seus dois maridos reestreou em São Paulo com Fernanda Vasconcelos como protagonista. (Folha)
  • A biografia de Getúlio Vargas que Lira Neto lançará em maio trará o discurso de formatura que Vargas fez aos 25 anos, no qual critica o cristianismo e a condição da mulher na época. (Radar on-line)
  • Faleceu semana passada Barney Rosset, um dos editores americanos mais importantes do século 20. Ele foi responsável pela publicação de D.H. Lawrence, Henry Miller e William S. Burroughs nos EUA, entre outros. (Los Angeles Times)
  • Nosso editor André Conti inaugurou um blog sobre videogames chamado Jogatina.
  • Foram anunciados os finalistas do 2012 Best Translated Book Awards, e entre eles está Os leopardos de Kafka, de Moacyr Scliar, traduzido para o inglês por Thomas O. Beebee.

Resenhas:

  • Neve, de Orhan Pamuk: “Neve trata, antes de tudo, de pessoas e de poesia, da identidade em crise de um povo.” (Uiara, Carta Potiguar)
  • O Rio é tão longe, de Otto Lara Resende: “as cartas de Otto fazem o leitor comprovar não apenas o ‘frasista brilhante’ que ele foi: elas também revelam um Otto ‘endiabrado’, sedento por escrever e receber cartas, sua maneira de conversar à distância.” (Rafael, Terra Magazine)
  • O caderno vermelho, de Paul Auster: “Auster parece dizer que muito do ofício do escritor está em ser um bom observador. Ele vai usando o que vê da forma que acha melhor, seja na criação de uma personagem, seja simplesmente em um diálogo perdido entre outros tantos.” (Anica, Meia Palavra)
  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “Tito trata os livros como se fossem seres vivos e, muitas vezes, eles o são nesta narrativa, chegando ao ponto de mudar seu próprio texto quando lido por pessoas diferentes, escolher o seu leitor, mudar de lugar nas prateleiras, entre outros.” (Lygia, Brincando com livros)
  • O Estado como obra de arte, de Jacob Burckhardt: “mais que a arte em si, Jacob Burckhardt mostra as dinâmicas usadas por estes estadistas para coisas como controle da população, arrecadação de moeda, distribuição de víveres e controle imobiliário.” (Kika, Meia Palavra)
  • Jimmy Corrigan, de Chris Ware: “O autor tem todo o cuidado para maximizar as sensações que permeiam a trama, e faz isso através de recursos gráficos que não seriam possíveis no cinema ou mesmo na literatura em prosa.” (Vinícius, Contra-argumento)
  • O Palácio de Inverno, de John Boyne: “Quando terminei a leitura, senti que conhecia essas duas personagens como conheço minha própria família e não consigo pensar em um  elogio maior para um autor e sua obra.” (Marina, Minha vida por um livro)