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Companhia das Letras é escolhida a melhor editora do país

Após um número totalmente dedicado ao Brasil, no mês passado, da revista britânica Wallpaper, que trazia na capa uma chamada sobre o boom de livros no Brasil, e a poucos dias de dois dos eventos mais importantes do mercado editorial brasileiro, a FLIP – Feira Literária de Paraty e a Bienal do Livro de São Paulo, o jornal Valor Econômico realizou uma pesquisa entre críticos literários e professores para identificar a melhor editora brasileira. A Companhia das Letras foi eleita a melhor, com votos de 81% dos entrevistados.

Também de acordo com o Valor Econômico e sua pesquisa, foi atribuído à “Companhia das Letras, que completa 25 anos em 2011, o estabelecimento de um padrão de qualidade que se tornou referência no mercado editorial”.

Leia a matéria na íntegra no Linear Clipping.

Links da semana

Scott Pilgrim e Ramona Flowers na SP Comic Fair.

Se você mora em São Paulo, uma boa notícia: a seção Circulante da Biblioteca Mário de Andrade reabriu hoje, com mais de 42 mil livros que podem ser consultados ou emprestados. Veja a programação de abertura aqui.

Para quem gosta de ouvir a voz de escritores, a Universidade de Virgínia disponibilizou diversos trechos das aulas de Faulkner na instituição entre 1957 e 1958. Vinte autores, entre eles Orhan Pamuk e T.S. Eliot, lêem trechos de livros — os seus próprios ou de outras pessoas. E David Foster Wallace fala sobre arte, cultura pop e mais no The Takeaway.

O blog Casmurros tem um bom post sobre Raymond Carver. Uma edição com 68 contos do autor americano será publicada pela Companhia no final de agosto.

O quadrinista Rafael Coutinho deu uma entrevista para o site Puro Pop, e Lourenço Mutarelli estará na Itiban Comic Shop, em Curitiba, nesta sexta-feira.

A adaptação cinematográfica americana de Os homens que não amavam as mulheres ainda não escolheu sua Lisbeth, mas já ganhou previsão de estreia: dezembro de 2011.

Almir de Freitas mostra em seu blog moleskines de vários ilustradores, a revista Zupi tem fotos de esculturas feitas com livros, e o blog Quero morar em uma livraria sugere um marcador de páginas luminoso.

O escritor Joca Terron fez em seu blog um Dicionário Bolaño, com trechos de depoimentos do escritor sobre diversos assuntos. No blog Meia palavra você lê uma resenha da primeira parte de 2666.

Salman Rushdie, que vem para a Flip deste ano, diz que está escrevendo um livro sobre a década que passou fugindo por causa da sentença de morte que recebeu do Irã após publicar Os versos satânicos.

Em seu blog, Pedrita falou de Cisnes selvagens, de Jung Chang, e o Mundo Livro tem uma resenha de O acidente, de Ismail Kadaré.

Petê Rissatti entrevista em seu site João Azenha Júnior, professor de Linguística da USP e tradutor de, entre outros, O mundo de Sofia. A Luciana resenhou O pássaro raro, também de Jostein Gaarder — que, aliás, vai participar da Bienal do Livro de São Paulo no mês que vem para lançar seu novo livro, O castelo nos Pirineus.

Uma polêmica ronda cofres até hoje não abertos com materiais pertencentes a Kafka, e 27 livros de contos de autores do Rio Grande do Sul disputam o Campeonato Gaúcho de Literatura.

No site Artilharia Cultural, Tauil resenha Essa história está diferente. Lima Neto leu A humilhação, de Philip Roth, e a Carla fala da biografia Olga no blog Homem Nerd.

Para terminar, Tony Bellotto, nosso colunista de sexta-feira, respondeu 10 perguntas e meia, e a jornalista Raquel Cozer desabafa em seu blog sobre o problema de trabalhar rodeada de livros.

Adeus a Marlyse

(Foto por Bel Pedrosa)

Com pesar, a Companhia das Letras comunica o falecimento da autora Marlyse Meyer. Em 1997, ela publicou por esta editora o livro Folhetim, uma história, que ganhou o prêmio Jabuti daquele ano na categoria ensaio. Marlyse estudou e deu aulas na Faculdade de Letras de Veneza, recebeu o título de Professora Emérita da Universidade de São Paulo e deu aulas no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. Ela traduziu o clássico Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda, para o francês.

Entre outros livros, Marlyse Meyer foi autora de Pirineus, caiçaras deambulações literárias (Unicamp, 1991), Surpresas do amor: a conversação no teatro de Marivaux (Edusp, 1993), Caminhos do imaginário no Brasil (Edusp, 1993), e As mil faces de um herói canalha (UFRJ, 1998). Em dezembro de 2009, deu entrevista a Vilma Arêas e Luci Banks-Leite, publicada na revista Pro-Posições, na qual conta que desfilou pela Mangueira no ano em que a escola de samba homenageou Carlos Drummond de Andrade.

No livro que acaba de publicar (O guardador de segredos, Companhia das Letras, 2010), Davi Arrigucci Jr. dedica a Marlyse Meyer um ensaio com o título de “A imaginação andarilha”. Nele, o crítico literário diz que ela “é uma leitora capaz de contar o que leu. Narra e dramatiza suas leituras. Ao narrar, revela a consciência do processo e de seus percalços, explicitando os bastidores de seu modo de ler. Esse teatro da leitura recorrente em seus textos é um dos encantos de seu método de exposição. Aproxima-nos, além disso, da matéria, por mais espinhosa que seja, envolvendo-nos, sem nenhuma empáfia, como parceiros iguais, no ato plenamente humano de comunicação da palavra”.

Links da semana

Aqui na Companhia nós estamos às voltas com os últimos preparativos para o lançamento do selo Penguin-Companhia das Letras. Acima você vê as provas finais dos quatro primeiros títulos.

Ontem foi o Dia do Rock e, para comemorar, o Meia Palavra e o Mundo Livro fizeram listas de recomendações só com livros sobre o tema.

Ainda falando sobre música, o autor da série Scott Pilgrim, Bryan Lee O’Malley, comenta em seu blog as músicas que entraram para a trilha sonora da adaptação cinematográfica do quadrinho. Para quem está ansioso pelo filme, um featurette foi lançado, com algumas sequências inéditas e comentários de atores e do diretor. O filme tem lançamento previsto para outubro no Brasil, e a editora lançará o segundo volume em setembro.

O curso Publishing Management – O Negócio do Livro da Fundação Getulio Vargas (FGV), que já está em sua terceira turma no Rio de Janeiro, será oferecido em São Paulo, em parceria com a Associação Academia Internacional de Cinema (AAIC). As matrículas estão abertas para turma que se inicia em 21 de agosto de 2010.

A revista Veja está organizando um concurso de resenhas. Basta enviar uma resenha de um dos seis livros escolhidos pela publicação. Serão quatro premiados, que receberão um e-reader Kindle. Sérgio Rodrigues, do Todoprosa, dá dicas de como escrever uma boa resenha.

Os e-readers, aliás, parecem estar prestes a invadir o mercado brasileiro. Pelo menos duas empresas brasileiras pretendem lançar seus leitores digitais nos próximos meses. E, enquanto se discute a utilidade do iPad no meio acadêmico, os escritores já encontraram nos aparelhos da Apple diversas ferramentas úteis para seu trabalho.

Mas nem todos estão satisfeitos com o crescimento da leitura digital: Ricardo Kotscho, autor de Do golpe ao Planalto, lamenta o fim da versão impressa do Jornal do Brasil, onde trabalhou por muitos anos.

A Casa do Saber está oferecendo 75% de desconto em seus cursos de quatro aulas, e Eduardo Brandão, tradutor dos livros de Roberto Bolaño, deu uma entrevista à Folha falando sobre seu trabalho.

Ao mesmo tempo que a polêmica sobre uma suposta continuação da Trilogia Millennium se desenrola, fãs de diversos países começam a visitar a Suécia em busca dos locais mencionados nos livros.

O blog iCult Generation resenhou a graphic novel Maus, de Art Spiegelman. A Julianna, do Caleidoscópicas, falou sobre A revolução dos bichos, e o Rafael, do Metempsicose, leu Verão, de J.M. Coetzee.

O grupo Improv Everywhere recriou uma cena de Star Wars dentro de um vagão do metrô de Nova York, um sobrevivente do holocausto dançou I will survive com a filha e os netos em marcos históricos do nazismo para comemorar sua sorte, e o Shakesperean Insulter oferece opções peculiares de xingamentos, inspirados ou retirados diretamente dos textos do bardo inglês.

A Mari, do Todos os livros do mundo, postou uma resenha de Achei que meu pai fosse Deus, o Pedro mantém um blog onde disseca vários aspectos da série As aventuras de Tintim, enquanto um jornalista americano pondera sobre a quantidade de artistas brasileiros trabalhando em gibis americanos.

E, por fim, a Companhia comprou os direitos de publicação de Medium raw: a bloody valentine to the world of food and the people who cook, continuação de Cozinha confidencial, e a revista Slate fez uma entrevista com o autor, o chef e apresentador Anthony Bourdain.

Ajude a impedir o apedrejamento de Ashtiani

Em 2006, a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani foi acusada de adultério. Após ser torturada com chicotadas e forçada a confessar, ela foi condenada a morrer por apedrejamento. Nessa forma de execução, a mulher é enrolada com um pano branco e enterrada de pé, apenas com a cabeça acima do chão. Pedras são então atiradas, sendo que segue-se a regra de que têm que ser grandes para causar sofrimento, mas não podem ser suficientemente fortes a ponto de a morte ser imediata.

Para tentar impedir que essa pena cruel e anacrônica seja cumprida, foi criado o site http://freesakineh.org/, com um abaixo-assinado que já reuniu mais de 70 mil assinaturas, entre elas as Chico Buarque e Yoko Ono.

Nós do Blog da Companhia gostaríamos de pedir sua ajuda para tentar impedir a execução de Ashtiani. Por favor, visite o site http://freesakineh.org/ e assine a petição.

Até agora, pessoas que registraram seu apoio à iraniana incluem:

  • Ayaan Hirsi Ali
  • Ingrid Betancourt
  • Chico Buarque
  • Fernando Henrique Cardoso
  • Philip Gurovitz
  • Kazuo Ishiguro
  • Ian McEwan
  • Samantha Power
  • David Remnick
  • Caetano Veloso