Letras de Dylan, prêmio Nobel, sairão pela Companhia das Letras

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A Companhia das Letras anuncia que adquiriu os direitos do livro de letras de Bob Dylan, ganhador do Nobel de Literatura de 2016. Dylan foi escolhido pela Academia Sueca “por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana”.

O livro The Lyrics 1961-2012, publicado pela Simon & Schuster em 2012 e revisto em 2014, reúne todas as letras do músico americano compostas para seus trinta e três álbuns, apresentando também algumas variações que as letras tiveram em diferentes versões. A edição e a introdução foram feitas por Christopher Ricks, que editou livros de T.S. Eliot, Samuel Beckett e The Oxford Book of English Verse. No Brasil, The Lyrics ganhará uma edição bilíngue e será dividido em dois volumes. O primeiro sai em 2017.

Segundo Luiz Schwarcz, fundador e CEO da Companhia das Letras, publicar o livro de letras de Dylan sempre foi um sonho da editora​: “A​s negociações para a compra dos direitos da obra​ começaram há dois anos, quando nem se imaginava que Bob Dylan poderia​ ser agraciado pelo prêmio Nobel​”, declarou da Feira do Livro de Frankfurt, onde a negociação foi concluída com a The Wylie Agency.

André Conti, que editou Like a rolling stone, de Greil Marcus, uma biografia da canção que originou o título do livro, lançada pela Companhia das Letras em 2010, e que editará o livro de letras, ​comenta a escolha de Bob Dylan pela Academia Sueca: “Em dezenas de discos e centenas de canções, Bob Dylan foi a voz anasalada e maravilhosa de um sem número de gerações. Mesmo assim, foi fiel somente a si: quando virou ídolo folk, passou a usar guitarra elétrica e acabou chamado de traidor. Quando era um dos grandes representantes da contracultura e do movimento pelas liberdades civis, lançou um disco cheio de covers de grandes sucessos do pop e foi destruído pela crítica. Virou cristão renascido e gravou discos de música gospel. Recentemente, lançou um disco de canções natalinas. E assim será, sempre. O Nobel, portanto, é mais que um reconhecimento da canção como forma de arte, um sinal de que o prêmio ficou pop ou outras teorias. É o mínimo que ele merece.”

Carta de Amor

Por Luisa Geisler

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Meu Querido,

Não sei por onde começar. Nós nos falamos tanto e tão pouco. Talvez eu deva usar um começo clichê pra cartas como estas. Peço desculpas por isso, sei como é algo que te fere.

Mas sinto tua falta.

Tu, que aceitou e aceita minhas esquisitices, minhas escolhas gaúchas.

Um amigo me disse que a ideia de fazer um mestrado em Criação Literária, em Creative Writing era um pouco absurda. Ele mesmo se considerava fluente e dizia que não se sentiria confortável. A questão não era fluência em si, ele dizia.

Mas tu perdoou e compreendeu, como sempre, como até hoje. Tu sabe que comecei a me relacionar com outros muito cedo. Uma geração que nasceu ouvindo a lenga-lenga toda de globalização, uma geração de anjos alfabetizados em inglês.

Ignorei meu amigo, segui em frente com as applications. Achava que seria mais fácil. Tu sabe que trabalho e trabalhei com tradução do Inglês e do Francês. Só aí já te traio com tanta frequência. Já passei longos períodos de tempo longe de ti. Uso expressões gringas o tempo todo. Fiz 96,8% de acertos totais no TOEFL, Test of English as a Foreign Language. Mas, como já diria Wesley Safadão, aquele 1%… (No caso, 3,2%.) Não é o mesmo sem o teu calor em torno. Algumas palavras que em inglês pareciam ajudar a ilustrar um ponto agora parecem atrolhar tudo. Atrolhar, olha que linda palavra.

Não que faltem palavras, não que eu não consiga me expressar. Não me vejo como uma pessoa que inventa moda com linguagem. Ah, inventar moda, olha que bela expressão. Amo Guimarães Rosa, Manoel de Barros, mas meu vocabulário total em português deve ter umas trinta e cinco palavras — talvez cinquenta se contar as expressões pra comida. Uso no máximo três tempos verbais. Então não é o vocabulário, e não é a fluência, como disse meu amigo.

Consigo discutir com os coleguinhas em aula — e, ah, discutiria mesmo se não conseguisse em certos momentos. Escrevo meus assignments em inglês, os professores conversam comigo depois da aula, corrigem alguns ons que são ins, dizem que algumas coisas são bastante publicáveis e que eu deveria começar a pensar nisso. I can get the message across, entende?

Existem um milhão de memes sobre palavras em inglês e em francês e em alemão e em japonês que significam sentimentos específicos, ideias tão complexas. Como a famosa Schadenfreude — literalmente, alegria do dano — e traz a ideia de satisfação e alegria dado pelo sofrimento ou infortúnio de um terceiro. Como L’esprit de l’escalier, Tsundoku e a menos famosa Leidenschaft, que meu pobre editor Marcelo Ferroni conhece há tanto tempo.

Mas a gente tem tantas palavras for granted o tempo todo. Tipo atrolhar. Tipo chamego, dengo. Existem milhões de autores geniais em inglês, mas esses tempos quis mencionar um negócio que o Luiz Ruffato falou e fiquei parecendo a pessoa que lê as coisas mais underground do mundo. E Guimarães Rosa? E Machado de Assis? Referências indie, todos.

Não que nós não soubéssemos que ia ser assim. Era óbvio que seria. Não que eu esteja me queixando. Por mais que estejamos distantes, sei que nossa relação cresce, cresceu, vem crescendo e crescerá ainda mais. Mas fazes-me falta, entende? Preciso deixar claro.

Em agosto, não só tenho que entregar uma tese quanto tenho que entregar um projeto criativo, um romance. E vai ser sobre nós, sobre os deslocados, somos os emigrantes e imigrantes. Só que não sei se vou saber fazer sem a tua ajuda. Apesar de fazer tudo com o outro, ainda sonho contigo todas as noites.

Espero que não te ofenda, mas talvez mais do que de ti, Português, eu sinta falta da Língua Brasileira. Língua Brasileira, como diz no título do livro do Sérgio Rodrigues. Talvez mais do que tua falta, eu sinta falta de ser brasileira. Talvez não.

Fique bem.

Com saudades (essa palavra intraduzível),

Luisa

* * * * *

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) em 1991. Publicou Contos de mentira(finalista do Jabuti, vencedor do Prêmio SESC de Literatura), Quiçá (finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Machado de Assis, vencedor do Prêmio SESC de Literatura). Seu último livro, Luzes de emergência se acenderão automaticamente, foi publicado pela Alfaguara em 2014. Tem textos publicados da Argentina ao Japão (pelo Atlântico) e acha essa imagem simpática.

Homo deus, de Yuval Noah Harari — como a informação vai destruir a liberdade humana

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Em novembro, chega às livrarias brasileiras Homo deus: uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari, autor de Sapiens. Após mostrar, no livro anterior, toda a evolução da espécie humana até chegar nos dias atuais, seu novo trabalho vai além: Homo deus especula qual será o futuro da humanidade na Terra. Em agosto, quando o livro foi lançado na Inglaterra, David Runciman escreveu para o The Guardian sobre os principais temas que Yuval Noah Harari aborda no livro, texto que reproduzimos a seguir (tradução de Carlos Alberto Bárbaro).

* * *

No âmago desse livro fascinante reside uma simples, mas arrepiante, ideia: a natureza humana será transformada no século XXI porque a inteligência está se desacoplando da consciência. Não, não vamos construir tão cedo máquinas que, como nós, possuam sentimentos, o que se chama consciência. Os robôs não se apaixonarão uns pelos outros (o que não significa que sejamos incapazes de nos apaixonar por robôs). O fato é que já construímos máquinas — enormes redes de processamento de dados — que conseguem identificar nossos sentimentos melhor do que nós mesmos: isso é inteligência. O Google — o mecanismo de busca, não a empresa — não possui crenças ou desejos próprios. Ele não se importa com o que buscamos e nem vai ficar ofendido com o nosso comportamento. Mas ele consegue processar esse comportamento para saber o que queremos antes que nós mesmos o saibamos. Isso tem o potencial de alterar o significado de ser humano.

Em seu livro anterior, o best-seller mundial Sapiens: uma breve história da humanidade, Yuval Noah Harari abordou os últimos 75 mil anos da história humana para nos lembrar de que não há nada de especial ou essencial quanto àquilo que somos. Somos um acidente. O Homo sapiens é apenas um dos modos possíveis de se ser humano, um acaso da evolução, como o de qualquer outra criatura no planeta. Aquele livro se encerra com a reflexão de que a história do Homo sapiens pode estar chegando ao fim. Ao mesmo tempo em que estamos no auge do nosso poder, é possível, porém, que tenhamos chegado a seu limite. Homo deus: uma breve história do amanhã parte dessa reflexão para explicar como nossa incomparável capacidade de controlar o mundo que nos cerca está nos transformando em algo novo.

As provas de nosso poder estão por toda parte: não apenas conquistamos a natureza, mas começamos também a derrotar os piores inimigos da humanidade. A guerra é cada vez mais obsoleta; a fome é rara; as doenças estão na defensiva no mundo todo. Obtivemos esses triunfos ao construir redes cada vez mais complexas que consideram os seres humanos como unidades de informação. A ciência evolucionária nos ensina que, em certo sentido, não somos senão máquinas de processamento de dados: também nós somos algoritmos. Ao manipular esses dados, podemos determinar nosso destino. O problema é que outros algoritmos — aqueles que construímos — podem fazer isso de maneira muito mais eficiente que nós. É isso o que Harari quer dizer ao falar no desacoplamento da inteligência e da consciência. O projeto da modernidade foi erigido sobre a ideia de que os indivíduos são a fonte tanto do significado quanto do poder. Somos concebidos para fazer escolhas: como eleitores, como consumidores, como amantes. Isso, porém, não é mais verdade. Somos agora o que dá às redes o seu poder: elas usam nossas noções de significado para determinar o que vai acontecer conosco.

Nada disso constitui novidade. O Estado moderno, que já conta cerca de quatrocentos anos, não passa na verdade de uma outra máquina de processamento de dados. O filósofo Thomas Hobbes, escrevendo em 1651, chamou-o “autômato” (ou o que poderíamos chamar de robô). Sua qualidade robótica é a fonte de seu poder, e também a sua ausência de sentimentos: Estados não possuem consciência, que é o que lhes permite, por vezes, fazer as coisas mais terríveis. O que mudou agora é que há máquinas processadoras que são bem mais eficientes do que os Estados: como Harari afirma, os governos descobriram ser quase impossível acompanhar o ritmo do avanço tecnológico. Tornou-se também muito mais difícil sustentar a crença — compartilhada por Hobbes — de que por trás de cada Estado existem seres humanos reais, de carne e osso. A insistência moderna acerca da autonomia do indivíduo está vinculada à visão de que seria possível encontrar o coração deste mundo sem coração. Se se continuar arranhando uma burocracia sem rosto será possível, eventualmente, descobrir um funcionário público com sentimentos reais. Faça isso com uma ferramenta de busca, porém, e tudo o que se descobrirá são locais de dados.

Não estamos senão no início desse processo de transformação orientada por dados, e Harari diz que não há muito o que possamos fazer para frear o processo. Homo deus é um livro do gênero “fim da história”, mas não no sentido bruto de acreditar que as coisas chegaram à sua conclusão. Antes o oposto: as coisas estão se movendo tão rápido que é impossível imaginar o que o futuro possa trazer. Em 1800, era possível conjecturar sobre como seria o mundo de 1900 e qual seria nosso lugar nele. É isto o que é a história, uma sequência de eventos em que os seres humanos são os protagonistas. Mas o mundo de 2100 é agora, no presente, quase inimaginável. Não temos a mínima ideia de onde vamos nos encaixar, se é que vamos. Podemos ter construído um mundo que não tem lugar para nós.

Considerando o quão alarmante é pensar assim, e uma vez que ainda não chegamos lá, por que não fazer algo para impedir que isso ocorra? Harari supõe que a crença moderna de que os indivíduos comandam seu destino nunca foi muito mais do que uma crença. O poder real esteve com as redes. Indivíduos são criaturas relativamente impotentes, não sendo páreo para leões ou ursos. É o que os indivíduos podem fazer como grupos que lhes permitiu assumir o controle do planeta. Tais agrupamentos — corporações, religiões, Estados — compõem agora uma vasta rede de fluxos de informação interconectados. Encontrar pontos de resistência, onde unidades menores podem resistir às ondas de informações afogando o mundo, torna-se mais difícil a cada minuto.

Alguns têm desistido da luta. No lugar dos princípios fundadores da modernidade — o liberalismo, a democracia e a autonomia pessoal — há uma nova religião: o dataísmo. Seus seguidores — muitos deles moradores do Vale do Silício, na Califórnia — colocam a sua fé na informação, encorajando-nos a enxergá-la como a única fonte verdadeira de valor. Somos aquilo que fornecemos para o processamento de dados. Potencialmente, há aí uma enorme vantagem, a saber: iremos enfrentar cada vez menos obstáculos para conseguir o que queremos, porque a informação que necessitaremos será imediatamente acessível. Nossos gostos e nossas experiências irão se fundir. Nossas expectativas de vida também poderão aumentar consideravelmente: dataístas acreditam que a imortalidade é a próxima fronteira a ser cruzada. Mas a desvantagem é óbvia, também. Quem seremos “nós” depois de tudo? Nada mais do que uma acumulação de pontos de informação. As distopias políticas do século XX buscavam esmagar os indivíduos com o poder do Estado. Isso não será necessário no século em marcha. Como diz Harari: “No século XXI há mais probabilidade de que o indivíduo se desintegre suavemente por dentro do que brutalmente esmagado de fora”.

As corporações e os governos continuarão a prestar homenagem às nossas individualidades e necessidades características, mas, a fim de satisfazê-las, terão de “decompor seus subsistemas bioquímicos”, todos eles permanentemente monitorados por poderosos algoritmos. Há aí também um aspecto político distópico: os primeiros convertidos — os indivíduos que se inscreverem primeiro para o projeto dataísta — serão os únicos que ainda terão algum tipo de poder real e se tornarão relativamente intocáveis. Fazer parte dessa nova super-elite será incrivelmente difícil. Serão exigidos níveis heroicos de educação e nenhuma dose de escrúpulos em fundir sua identidade pessoal com máquinas inteligentes. A partir de então, será possível se tornar um dos novos “deuses”. É uma perspectiva sombria: uma pequena casta sacerdotal de videntes com acesso à melhor fonte de conhecimento, e o resto da humanidade como simples ferramentas de seus vastos esquemas. O futuro poderia ser uma versão digital com carga plena do passado distante: o Antigo Egito multiplicado pelo poder do Facebook.

Harari é cuidadoso o suficiente para não afirmar que essas bizarras previsões irão de fato ocorrer. O futuro, afinal, é desconhecido. Ele reserva suas opiniões mais contundentes para o que tudo isso deve significar para o estado atual das relações entre os seres humanos e os animais. Se a inteligência e a consciência estão se separando, então isso situa a maioria dos seres humanos na mesma posição que os outros animais: seres capazes de sofrer nas mãos dos possuidores de inteligência superior. Harari não demonstra estar muito preocupado com a possibilidade de robôs virem a nos tratar como tratamos as moscas, com violenta indiferença. Antes, ele quer que reflitamos sobre como nós estamos tratando os animais em nossas vastas fazendas industrializadas. Os porcos, sem dúvida, sofrem ao viver em condições precárias ou ao serem violentamente separados das suas crias. Se concluímos que esse sofrimento não conta por não estar aliado a uma inteligência superior, então estamos construindo uma vara para nosso próprio lombo. Logo, o mesmo será verdade em relação a nós. E qual será então o preço do nosso sofrimento?

Homo deus é um livro muito inteligente, repleto de percepções afiadas e sagacidade mordaz. Mas, e Harari provavelmente seria o primeiro a admitir, é inteligente apenas pelos padrões humanos, que não são nada de mais. Pelos padrões das máquinas mais inteligentes é pouco claro e especulativo. Os conjuntos de dados são bastante limitados. Seu poder real vem do sentido de uma consciência individual por trás dele. É um livro peculiar e atraente, com um toque de gelo em seu coração. Harari se preocupa com o destino dos animais em um mundo humano, mas escreve sobre as perspectivas para o Homo sapiens em um mundo orientado por dados com uma despreocupação sublime. Tenho que admitir que achei o livro profundamente instigante, mas isso pode ser por causa de quem eu sou (além de tudo, um homem). Nem todos vão achar o mesmo. Mas é difícil imaginar que alguém poderia ler este livro sem sentir uma espécie de vertigem ocasional. Nietzsche escreveu certa vez que a humanidade estaria prestes a navegar em mar aberto, após ter finalmente deixado para trás a moral cristã. Homo deus nos faz sentir como se estivéssemos de pé à borda de um penhasco ao fim de uma longa e árdua jornada. O que passou não parece mais tão importante agora. Estamos prestes a dar um passo no vazio.

Texto original: The Guardian

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Carlos Maranhão lança Roberto Civita
Durante a semana, Carlos Maranhão participa de diversas sessões de autógrafo pelo país no lançamento da biografia Roberto Civita — O dono da bancaConfira as datas:

  • Brasília
    Segunda-feira, 17 de outubro, às 19h
    Local: Livraria Cultura do Shopping Iguatemi — SHIN CA 4, Lote A, Lago Norte — Brasília, DF
  • Rio de Janeiro
    Terça-feira, 18 de outubro, às 19h
    Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon — Av. Afrânio de Melo Franco, 290 — Rio de Janeiro, RJ
  • Curitiba
    Quinta-feira, 20 de outubro, às 19h
    Local: Livrarias Curitiba do ParkShopping Barigui — Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 — Curitiba, PR

Bate-papo de lançamento de The 42nd St. Band
Segunda-feira, 17 de outubro, às 19h
Sofia Mariutti, Dinho Ouro Preto, Egypcio e Tarso de Melo conversam sobre a obra de Renato Russo no lançamento de The 42nd St. Band.
As senhas para o bate-papo serão distribuídas no local uma hora antes do evento.
Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional — Av. Paulista, 2073 — São Paulo, SP

Rafa Campos Rocha autografa Magda
Terça-feira, 18 de outubro, às 19h30
Sessão de autógrafos com Rafa Campos Rocha no lançamento da HQ Magda.
Local: Sesc Rio Preto — Av. Francisco Chagas Oliveira, 1333 — São José do Rio Preto, SP

Lançamento do DVD Vinicius de Moraes, um rapaz de família
Quarta-feira, 19 de outubro, às 19h30
Antônio Cícero, Ana Salek, Ana Cláudia Lomelino, Catarina Lins, Alice Sant’Anna e Charles Peixoto leem poemas de Vinicius de Moraes no lançamento do DVD do documentário “Vinicius de Moraes, um rapaz de família”, de Susana Moraes. A distribuição de senhas para o evento será feita no mesmo dia a partir das 19h.
Local: Instituto Moreira Salles — Rua Marquês de São Vicente, 476 — Rio de Janeiro, RJ

Papo literário com Antonio Prata e Tati Bernardi
Quarta-feira, 19 de outubro, às 20h
Antonio Prata, que acaba de lançar Trinta e poucos, e Tati Bernardi, autora de Depois a louca sou eu, conversam com leitores no projeto Papo literário do Senac.
Local: Senac Lapa — Rua Scipião, 67 — São Paulo, SP

Ricardo Lísias autografa seu novo romance
Quinta-feira, 20 de outubro, às 19h
Ricardo Lísias lança em São Paulo seu novo livro, A vista particular, pela Alfaguara.
Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional — Av. Paulista, 2073 — São Paulo, SP

Exibição de filme de Vinicius de Moraes e lançamento
Sexta-feira, 21 de outubro, às 20h
Eucanaã Ferraz, Robert Feinberg, Julia Moraes e Tuca Moraes conversam após a exibição do filme  Vinicius de Moraes, um rapaz de família, de Susana Moraes, na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Logo após, acontece o coquetel de lançamento de O cinema dos meus olhos, reunião de textos do poeta sobre cinema. 
Local: Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca e Livraria Blooks — Rua Frei Caneca, 569 — São Paulo, SP

Lançamento de Coisa de menina
Sábado, 22 de outubro, às 13h
Pri Ferrari lança o livro Coisa de menina pela Companhia das Letrinhas.
Local: Trenzinho Brinquedos Educativos — Rua Fradique Coutinho, 184 — São Paulo, SP

Lançamento de Desenho livre
Sábado, 22 de outubro, às 15h
Andrés Sandoval lança pela Companhia das Letrinhas o livro Desenho livreO evento também contará com oficina de desenhos com o autor.
Local: Libélula — Rua Dr. João Passos, 73, Jardim Vera Cruz — São Paulo, SP

Semana trezentos e dezenove

Companhia das Letras

A arte do romance, de Milan Kundera (tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca)
Primeiro livro de não ficção do autor de A insustentável leveza do ser, A arte do romance é a confissão nascida da experiência prática do romancista. Nele são discutidas em profundidade a evolução do romance e seus aspectos centrais (de Cervantes a Proust, passando por Hermann Broch e Kafka), pelo olhar subjetivo de um artífice que vê ameaçada a continuidade de seu trabalho. Escritos ainda sob o forte impacto da crítica francesa da época do Nouveau Roman e dos ataques pós-modernos, os ensaios procuram restaurar o sentido do romance como gênero autônomo, após o esgotamento da experimentação modernista, sem ceder às tentações que desejavam a recuperação da narrativa romanesca do século XIX.

Companhia de Mesa

Brownies, cookies, tortas e afins, dos Editores do Food52 (tradução de Isabella Pacheco)
Recheado com a sabedoria culinária de diversas gerações, belas fotografias e dicas às quais você vai recorrer com frequência, Brownies, cookies, tortas e afins é o livro de receitas perfeito para quem quer preparar algo saboroso todos os dias. Organizado pelos editores do site Food52, este livro vai ajudar você a fazer doces caseiros muito saborosos — mesmo quando você estiver ocupado demais para ligar o forno. Do cupcake-brownie de manteiga noisette à torta de pêssego e blueberry, estas sessenta receitas fáceis e certeiras não exigirão que você saia em busca de utensílios específicos ou ingredientes difíceis de encontrar. E, melhor ainda, não deixarão sua cozinha coberta de farinha nem sua pia cheia

Companhia das Letrinhas

Coisa de menina, de Pri Ferrari
O que é coisa de menina? Oras, isso é algo que toda menina (e todo menino) deveria saber muito bem. Afinal, é na infância que a gente percebe que não existe regra e que todo mundo pode tudo: tem menino que gosta de brincar de casinha, tem menina que gosta de construir foguete. Por que, então, temos que nos adaptar a certos padrões de comportamento? Por que ainda dizem por aí que certas coisas não são apropriadas para mulheres? Este livro é para todos aqueles que acreditam na liberdade como a melhor escolha — e que têm certeza que meninas fizeram, fazem e farão muito mais.

Suma de Letras

Jogada final, de RezendeEvil
Avante, Herói Duplo, a missão o aguarda! A ordem do universo há de ser restaurada! Nos últimos meses, a vida de Pedro Afonso, mais conhecido como RezendeEvil, virou de cabeça para baixo. Depois de parar dentro do universo do jogo que mais ama, conhecer seu sósia, o Rezende virtual, derrotar um dragão e um inimigo sinistro de olhos brilhantes, era de se esperar que os perigos finalmente terminassem. Mas o Herói Duplo tem uma última grande batalha pela frente! Enquanto Pedro, Rezende e seus amigos seguem as pistas deixadas por Gulov, o mago do vilarejo, eles aos poucos descobrem segredos guardados há séculos. Inimigos poderosos os esperam com um plano maligno que põe todo o universo quadrado em risco. Mais do que nunca, é hora de provar que a união faz a força, pois novos versos da profecia foram revelados e muitas aventuras aguardam Pedro e Rezende neste último livro da saga. Será que o Herói Duplo estará pronto para fazer sua jogada final?

Reimpressões

Divórcio, de Ricardo Lísias
Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade
Dialética da colonização, de Alfredo Bosi
Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago
Entre amigos, de Amós Oz
Freud 11 — Totem e tabu e outros textos (1912-1914), de Sigmund Freud
Trinta e poucos, de Antonio Prata
Liga-desliga, de Marcelo Pires
Inteligência positiva, de Shirzad Chamine
Muito mais que 5inco minutos, de Kéfera Buchmann
Manifesto do partido comunista, de Karl Marx
Al Capone e sua gangue, de Philip Reeve
Dois mundos, um herói, de RezendeEvil
O iluminado, de Stephen King
Píppi nos mares do sul, de Astrid Lindgren