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Semana duzentos e oitenta

Como curar um fanático, Amós Oz (Tradução de Paulo Geiger)
O romancista Amós Oz cresceu na Jerusalém dividida pela guerra, testemunhando em primeira mão as consequências perniciosas do fanatismo. Em dois ensaios concisos e poderosos, o autor oferece uma visão única sobre a natureza do extremismo e propõe uma aproximação respeitosa e ponderada para solucionar o conflito entre Israel e Palestina. Ao final do livro há ainda uma contextualização ampla envolvendo a retirada de Israel da Faixa de Gaza, a morte de Yasser Arafat e a Guerra do Iraque. A brilhante clareza desses ensaios, ao lado do senso de humor único do autor para iluminar questões graves, confere novo fôlego a esse antigo debate. Oz argumenta que o conflito entre Israel e Palestina não é uma guerra entre religiões, culturas ou mesmo tradições, mas, acima de tudo, uma disputa por território  e ela não será resolvida com maior compreensão, apenas com um doloroso compromisso.

Ponto de fuga, Ana Maria Machado
Ponto de fuga, fruto da participação de Ana Maria Machado em eventos literários, reúne treze ensaios que mostram por que a escritora se tornou uma referência na literatura brasileira. No prefácio escrito especialmente para esta edição, a professora Marisa Lajolo, doutora em teoria literária e literatura comparada pela Universidade de São Paulo, destaca que “a autora acompanha algumas das vertentes mais sugestivas de estudos contemporâneos de leitura: lê-se hoje como se lia antigamente? Leem-se da mesma maneira diferentes tipos de livros? Qualquer leitura vale a pena? De passagem e perseguindo as questões, Ana Maria registra a multiplicação de situações de leitura em que homens e mulheres, crianças e adultos veem-se, hoje, inevitavelmente envolvidos”.

Objetiva

As irmãs Romanov, Helen Rappaport (Tradução de Cássio de Arantes Leite)
Ao longo dos anos, a história da brutal execução das quatro grã-duquesas Romanov turvou nossa impressão a respeito de quem elas realmente foram. Com frequência, são vistas como um belo mas insignificante detalhe na história dos pais, Nicolau e Alexandra, o último casal imperial da Rússia. A imagem que prevalece é a de que eram jovens adoráveis e donas de uma vida invejável, mas a verdade é bem diferente.

Outros Cantos, Maria Valéria Rezende
Numa travessia de ônibus pela noite, Maria, uma mulher que dedicou a vida à educação de base, entrelaça passado e presente para recompor uma longa jornada que nem mesmo a distância do tempo pode romper. Em uma escrita fluida, conhecemos personagens cativantes de diversos lugares do mundo e memórias que desfiam uma série de impossíveis amores, dos quais Maria guarda lembranças escondidas numa “caixinha dos patuás posta em sossego lá no fundo do baú”.

Seguinte

Coroa cruel, Victoria Aveyard (Tradução de Cristian Clemente)
Duas mulheres – uma vermelha e uma prateada contam sua história e revelam seus segredos. Em “Canção da rainha”, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal  tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em “Cicatrizes de aço”, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta – e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. O livro traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de Espada de vidro, o segundo volume da série A Rainha Vermelha que chega às livrarias em fevereiro.