André Conti

As buzinas de Jericó

Por Tony Bellotto


[resposta à carta de quarta-feira]

André,

Confesso que sempre achei que o Ratzinger não levava muito jeito para a coisa. Cínico demais para o papel. Talvez tenha havido um miscasting por parte dos chefões do Vaticano. Só posso dizer que ele ganhou alguns pontos comigo. Há poucos dias, no carnaval multicultural do Recife, encerramos um show com aquela música que diz: “eu não gosto do papa, eu não creio na graça, do milagre de deus”. É uma festa pagã, certo? Foda-se o papa.

Sobre o Bento ser o “nosso” papa, agradeço o elogio, mas tenho idade para ser teu pai. O “meu” papa sempre foi o rapineiro e constipado Paulo VI, embora acredite que papas sejam como escolas de samba: tudo a mesma coisa.

Banda cover dos Beach Boys? Não, o Ratzinger faz um gênero mais sofisticado: sonatas de Beethoven ao cair da tarde.

Não conheço o Cerebus do Dave Sim. Ainda. Tua descrição me deixa curioso. Sobre a sucessão editorial, antes de te tornares o “meu” editor, eu já te admirava pelo trabalho com as HQs e pela ótima proposta para a graphic novel do Bellini (e pela sugestão surpreendente, e um pouco ousada, de localizar a trama num futuro em que meu detetive padece dos desconfortos da velhice e do sobrepeso). Já dizia o I-Ching (ou o horóscopo no jornal de ontem, não tenho certeza): a mudança é a ferramenta da transformação. Aguardo ansioso pelos desenhos do Pedro Franz para Bellini e o Corvo.

Interessante essa história da “síndrome de Cerebus”. Minha intenção ao escrever Machu Picchu era me aproximar do universo do Billy Wilder: uma comédia de costumes, pero sem perder o cinismo jamais.

E tem a “família”.

Não por acaso, Cérbero, o multicerebrado leão de chácara dos infernos, é também o pai da sofisticada e enigmática Esfinge.

Falar da “família moderna” seria um clichê, então optei por falar da família pós moderna, aquela que encontrou a imobilidade num enorme congestionamento, ao som das buzinas de Jericó.

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Tony Bellotto, além de escritor, é compositor e guitarrista da banda de rock Titãs. Seu livro mais recente, No buraco, foi lançado pela Companhia das Letras em setembro de 2010.

Síndrome de Cerebus (Uma carta para Tony Bellotto)

Por André Conti

 

Tony,

Viu só que ficamos sem Papa? Você acorda um dia e o papa foi lá e renunciou, nada mais é sagrado mesmo. Fiquei pensando no que o sujeito pode fazer depois de se aposentar do sumo pontifício. Algum esporte? Uma banda cover dos Beach Boys? É engraçado porque de alguma forma o Bento foi o nosso papa. O Paulo II sempre esteve lá, ou pelo menos era o que parecia, enquanto o Bento a gente viu ser eleito e tudo. Eu nem sabia que eles podiam renunciar, mas enfim, não habemus papa.

Não sou católico nem nada, e meu papa favorito ainda é o Cerebus, personagem da saga em quadrinhos do Dave Sim. Se você não conhece, te recomendo sem reservas, pelo menos esse capítulo, que se chama Church and State. É sobre um porco-da-terra antropomorfo que precisa de uma permissão do presidente para se divorciar, e ele acaba sendo usado nas maquinações do Poder até se tornar líder da Igreja. É, curiosamente, uma história sobre renúncia, e a melhor coisa que o Dave Sim fez nos quase trinta anos de Cerebus. Quando terminou a saga, em 2004, o autor tinha passado por uma conversão religiosa extrema e se isolado de seus pares. Na última vez que vi, ele estava num fórum de internet fazendo um estudo verso a verso do Apocalipse. Mas enfim.

Imagino que seja esquisito trocar assim de editor, ainda mais durante a publicação de um livro. Quer dizer, não durante, porque a Marta já tinha trabalhado com você no Machu Picchu e eu só cheguei nos finalmentes. Também não estou fazendo nenhuma comparação absurda entre troca de editores e sucessão papal, veja bem. Mas achei coincidência ler a notícia sobre o velho Bento quando trabalhava aqui na orelha do teu livro. Porque a primeira coisa que me veio à mente enquanto escrevia foi bem essa história em que o porco-da-terra vira papa. Eu demorei um pouco para engatar no Cerebus. O volume um é uma paródia do Conan, cheia de ideias boas (ele usa a expressão “Pelas barbas de Clóvis”), mas meio cansativa. O segundo volume, High Society, já entra mais no tom geral da saga, só que também é todo paródico. No Church and State o livro dá uma virada. Personagens que eram bidimensionais — uma piscadela para a plateia ou uma piada em cima de algum desafeto do Dave Sim — vão se tornando progressivamente mais complexos e interessantes. De repente, todo mundo tem uma história a contar, e nenhum deles é o que você imaginava.

Com o tempo, isso se tornou um dos motes da série, em graus variados de acerto (assim como tudo em Cerebus, essa operação foi levada às últimas consequências, nem sempre com bons resultados). Os fãs cunharam a expressão “síndrome de Cerebus”, que hoje é usada para designar personagens ou histórias enganosamente simples que ganham uma nova estatura conforme a trama se desenrola. E acho que foi isso que você conseguiu no livro novo. Os protagonistas, que começam como uma paródia da classe média alta, ganham outra dimensão ao longo do romance. Assim, o que podia ser uma piada fácil com um alvo fácil passa a ter outro tipo de graça, mais interessante, a meu ver. Claro que o primeiro risco nesse caso é justo perder a graça, e até por isso não é algo simples de se conseguir. Gostei do Machu Picchu porque ele continua engraçado mesmo quando o jogo vira e o leitor percebe que você não está exatamente sacaneando aquelas pessoas, mas tirando humor de algo muito mais próximo a todos nós.

E, pensando na trama, acho que podemos nos beneficiar de uma ausência temporária de liderança no trono de São Pedro. Estão dizendo que o novo papa só sai na Páscoa, e até lá o livro estará seguramente nas ruas.

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André Conti é editor da Companhia das Letras.

Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: André Conti

Há quanto tempo trabalha na editora? Em 2004, traduzi um gibi, Fagin, o judeu, e depois passei a colaborar com a Cia. Fazia os chamados aparatos, que são os textos de orelha, quarta capa e divulgação, e ajudava a editar o jornalzinho de lançamentos. Fui contratado como editor-assistente no fim de 2005 e passei a editor em 2008.

Função: Como assistente da Maria Emilia, aprendi a editar textos, selecionar originais, negociar prazos, lidar com colaboradores e autores, enfim, quase toda a cadeia do livro, que tentamos acompanhar de ponta a ponta. Depois, passei a editar HQs, no selo Quadrinhos na Cia., e clássicos, pela Penguin-Companhia. Eram dois projetos novos, e foi legal trabalhar neles desde a concepção até o lançamento. No início do ano, passei a cuidar apenas de quadrinhos.

Um livro: Poesia completa, José Paulo Paes

Uma citação ou passagem de livro: “Com um grande estrépito de cadeiras, caixotes de munição na vertical, bancos e divãs, a turba do Pirata reúne-se às margens da grande mesa do rancho, uma ilha meridional a alguns trópicos de distância das frias fantasias medievais de Corydon Throsp, as volutas escuras de seus veios de nogueira cobertas agora com omeletes de banana, sanduíches de banana, tortas de banana, bananas amassadas moldadas em forma de um leão rampante como o do brasão da Inglaterra, banana com ovos como massa de rabanada, esguichada de uma bisnaga de modo a escrever, sobre a trêmula e cremosa superfície de um manjar de banana, as palavras C’est magnifique, mais ce n’est pas la guerre (atribuídas a um observador francês durante a carga da Brigada Ligeira), que o Pirata adotou como seu lema… galhetas altas de pálido xarope de banana para ser despejado sobre waffles de banana, um gigantesco jarro vitrificado onde rodelas de bananas estão fermentando desde o verão, misturadas com mel bruto e uvas moscatel em passa, do qual se pode agora retirar, nesta manhã de inverno, conchas de hidromel de banana… croissants de banana e kreplach de banana, aveia com banana e geleia de banana e pão de banana, e bananas flambadas no conhaque envelhecido que o Pirata trouxe ano passado de um porão nos Pirineus onde havia também um transmissor de rádio clandestino…” (O arco-íris da gravidade, Thomas Pynchon)

SLLT

Por André Conti


A geladeira de James Joyce: 1. Ligar para o banco; 2. Lavanderia; 3. Forjar na forja da minha alma a consciência incriada da minha raça; 4. Ligar para a mamãe

Ainda estou me acostumando com a ideia de que o Ulysses finalmente saiu. Pelo que andei conversando com o Galindo, tradutor do bicho, ele também estranhou. Só posso imaginar. Os anos de discussão, ansiedade e trabalho que passamos em cima do livro representam uma fração dos anos de discussão, ansiedade e trabalho que o Galindo passou desde o início da empreitada, mais de uma década atrás.

Agora, nosso filho criado no porão e alimentado por debaixo da porta resolveu que é gente. Fica de pé sozinho. Não precisa mais de nós.

No sétimo episódio de Ulysses, o sr. Bloom visita a sede do Freeman’s Journal, onde tenta negociar um anúncio. Num determinado momento, ele para diante das máquinas de impressão do jornal:

“Sllt. O cilindro inferior da primeira das máquinas projetou sua bandeja com sllt a primeira fornada de mãos de jornais dobradas. Sllt. Quase humano o jeito que ela fica slltando pra chamar atenção. Fazendo o melhor que pode pra falar. Aquela porta também estava slltando quando rangia, pedindo pra ser fechada. Tudo fala à sua maneira. Sllta.”

É uma das minhas passagens favoritas no livro. É também um dos grandes exemplos da capacidade infinita do sr. Bloom de humanizar as coisas. Máquinas, objetos, pessoas, animais: em Ulysses, tudo fala à sua maneira. Agora esse Ulysses, que foi só do Galindo, depois da Sandra e da Beatriz, aí de alunos e amigos, e então do Paulo Henriques e um tiquinho assim meu, pode falar à sua maneira.

Digo um tiquinho sem sombra de falsa modéstia. O texto final que recebi, fechado pelo Galindo e o Paulo Henriques, havia sido pensado à exaustão. Meus pitacos frequentemente esbarravam na lógica interna do romance, onde uma determinada escolha vinha precedida e sucedida de justificativas no próprio texto. De modo que aprendi um bocado sobre Ulysses tendo minhas sugestões recusadas. Aprendi também um bocado sobre tradução, edição, livros em geral.

O que não quer dizer que algo da minha experiência com o livro não esteja ali, ainda que esse algo seja muito específico. Um dos temas centrais do Ulysses, afinal, é a amizade. E essa tradução nasceu em torno de uma série de amizades. Li o romance pela primeira vez com um amigo, o Alê, em voz alta e todas as quintas. O texto final também foi resolvido por dois amigos, o Paulo e o Galindo. E o Galindo e eu falávamos do livro muito antes de o projeto de edição da Cia. existir.

Um pouco dessa dimensão afetiva não deixaria de transparecer num romance tão preocupado em esmiuçar as muitas maneiras em que as pessoas se ligam umas às outras. Se discutimos o livro constantemente, também jogamos semanas de conversa fora, passeamos de carro por Curitiba, o Galindo tocou “Here comes the sun” no uquelele, a gente foi até Morretes por uma serra toda ensolarada, de estrada de pedra, onde comemos barreado e visitamos uma criação de tartarugas. Um dos méritos do Ulysses é registrar a vida miúda, o pedaço de conversa da mesa ao lado, um instantâneo absolutamente específico que, apoiado no domínio técnico do Joyce sobre a língua, se vale desse humanismo compassivo do autor para expandir a miudeza e a especificidade no que há de mais universal em todos nós. Espero que um pouco da nossa própria miudeza tenha encontrado lugar na tradução.

E agora, como diz o próprio Galindo na apresentação, esse Ulysses é teu. Há literalmente centenas de caminhos a serem tomados — tente seguir a trajetória da batata no bolso de trás do Bloom, por exemplo —, todos irremediavelmente pessoais. Claro que o mesmo pode ser dito de qualquer livro, em graus variados. E todo mundo tem um romance que parece ter sido feito na medida para si, em forma ou conteúdo. Mas, na megalomania do autor (“Hoje sou capaz de fazer o que quiser com a língua inglesa”), Ulysses parece alcançar uma medida mais ampla.

Basta pensar na celebração anual em torno do 16 de junho, dia em que se passa o livro. Acho revelador que, em meio a tantas obras tão ou mais célebres, apenas Ulysses tenha o seu dia. Posso imaginar a festa anual do Hamlet, com um monte de gente sorumbática, vestida de preto, falando mal do tio. Ou da Madame Bovary, com leitura de bestsellers seguida de adultério extremo e insatisfação geral. Ao nivelar a experiência por cima, exigindo atenção e paciência de seus leitores, Joyce possibilitou a qualquer um deles uma entrada igual — democrática — no livro. Por isso a festa. Por isso o carisma da obra.

Que o romance seguinte de Joyce, Finnegans Wake, tenha aparentemente realizado a operação contrária, alienando até defensores ferrenhos do Ulysses, fica para uma próxima tradução do Galindo, quem sabe daqui a dez anos.

Mas não custa deixar um teaserhttp://www.youtube.com/watch?v=q6CHq9mXkJ8

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André Conti é editor da Companhia das Letras.
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Bloomsday no Brasil:

SÃO PAULO:

  • 15 e 16 de junho: Giacomo Joyce e Ulysses — Uma celebração italiana do Bloomsday
    25ª edição do Bloomsday paulistano, com uma programação especial que incluirá dois dias de atividades.
    Local: Casa Guilherme de Almeida & Finnegan’s Pub
  • 16 de junho, às 16h: Aula aberta com Caetano Galindo
    Caetano Galindo, tradutor da edição de Ulysses lançada pela Penguin-Companhia, dá aula aberta sobre o clássico de James Joyce. (Lugares limitados. Serão distribuídas senhas a partir das 9h, no mesmo local.)
    Local: Loja Companhia das Letras por Livraria Cultura – Av. Paulista, 2073

RIO DE JANEIRO:

  • 17 de junho, às 19h: Palestra com Caetano Galindo
    Caetano Galindo, tradutor da edição de Ulysses lançada pela Penguin-Companhia, dá aula aberta sobre o clássico de James Joyce.
    Local: Livraria da Travessa Leblon – Av. Afrânio de Melo Franco, 290

BELO HORIZONTE:

  • 16 de junho, das 15h às 18h: veja a programação
    Local: Memorial Minas Gerais – Praça da Liberdade, s/n

SANTA MARIA:

BRASÍLIA:

  • 12 a 16 de junho: cinco dias de evento com conversas, palestras, filmes e encenação. Veja a programação completa.
    Local: Universidade de Brasília
  • 16 de junho, das 9h às 22h: cardápio irlandês, exposição sobre James Joyce, apresentação da banda celta Tanaman Dùl e leituras dramáticas. Veja a programação.
    Local: Sebinho – 406 Norte – Bl. “C”, Loja 44

PORTO ALEGRE:

  • 16 de junho, às 18h: leituras e comentários sobre Ulysses
    Local:  Palavraria Livros & Café – Rua Vasco da Gama, 165 – Bonfim

[Se alguém souber de outras comemorações do Bloomsday no Brasil, por favor, nos avise e adicionaremos aqui!]

Traduzir o “Ulysses”

Por Caetano W. Galindo


Capa: Raul Loureiro e Claudia Warrak. Ilustração: Chico França.

Traduzir literatura por contrato é uma coisa.

Você nem sempre traduz o que gostaria de ler. Você nem sempre tem o prazo que desejaria ter. Vida, vida.

Mas traduzir é uma experiência tão necessariamente suja (mãos-na-massamente falando), tão enfronhadinha, tão, digamos, íntima, que acaba que esses senões terminam por se dissolver um pouco. E você tem sempre uma relação mais pessoal, direta, com os livros que traduziu. Você, afinal, teve de escrever todos eles. Linha a linha.

Traduzir por escolha é coisa bem outra no entanto.

Quando eu decidi que minha tese de doutorado incluiria uma tradução do Ulysses, quando decidi que dos quatro anos que eu teria para escrever a tese eu usaria dois, inteiros, para essa tarefa, foi unicamente escolha minha, desejo meu. Projeto.

E aí foram dois anos, diários, de leitura, escrita e releitura. (Uma noção simples da intensidade do trabalho de tradução vem do fato de que, na batata, traduzir é ler ao menos três vezes ao mesmo tempo: correr o olho pela frase original, redigir a sua e lê-la com as outras).

O livro foi traduzido quase inteiro na ordem. (Um trecho eu fiz antes, para dar de presente para aquela que viria a ser minha mulher, no dia dos professores.) E o Ulysses é um livro inquieto. Se mexe sem parar. Muda o tempo todo. E traduzir esse livro tinha de ser assim também.

Insisto sempre com os meus alunos que o próprio Ulysses te ensina a ler o Ulysses, gradativamente. Eu tive de ir aprendendo a escrever o Ulysses, passo a passo, cada vez encontrando dificuldades maiores, mais numerosas, como sabe qualquer leitor. Mas cada vez me divertindo mais.

Quando você acha a linguagem, o registro, aparecem os trocadilhos, as piadas, as referências cifradas (São Gifford, o Anotador, que me valha!); quando deu conta disso, são as canções; mais os poemas; e aí vêm as paródias, pastiches; e depois um longo episódio que narra o desenvolvimento da literatura inglesa (e toca a gente — ela já era minha mulher — sentar e montar uma lista de modelos de textos portugueses e brasileiros, do século XIII ao XIX, cobrindo tudo quanto é gênero: crônica, carta, teatro, prosa, poesia, mais ou menos como os que Joyce usou quando escreveu; e toca ler cada um desses modelos, fazer listas de expressões, palavras, construções saborosinhas e típicas e aí, e só aí, traduzir o fragmento correspondente do episódio).

E quando tudo isso passou, você tem que lidar com a oralidade desmedida e precisa de dona Molly naquele solilóquio.

E quando você acha que acabou, no Bloomsday centenário, 2004, um século exato depois das andanças do Senhor Bloom por Dublin, vêm já seis anos de espera, banho-maria, retoquinhos.

Outros trabalhos. Aulas. Outras traduções.

Eu hoje venho conseguindo juntar as coisas: traduzir por contrato textos de escolha. Melhor ainda, agora contrataram o meu Ulysses.

E toca revisar tudo para você, quem sabe, querer ler daqui a pouco.

Escolha minha.

Terão sido dez anos de convívio com o livro.

Escolha minha, circunstâncias.

Por mim, valeu.

Tomara que você não ache que foi à toa.

[A edição de Ulysses da Penguin-Companhia já está nas livrarias. No vídeo abaixo, o editor André Conti fala um pouco sobre o clássico de James Joyce:]

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Caetano Waldrigues Galindo é professor de Linguística Histórica na Universidade Federal do Paraná e doutor em Linguística pela USP. Já publicou traduções do romeno e do inglês.

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