anna todd

Semana duzentos e noventa

Linha M, Patti Smith (Tradução de Claudio Carina)
Depois do cultuado Só garotos, a lendária cantora e escritora Patti Smith volta à sua odisseia pessoal neste Linha M, que ela chama de “um mapa para minha vida”. O livro começa no Greenwich Village, o bairro que tanto marcou sua história. Todos os dias a artista vai ao mesmo café e, munida de seu caderno de anotações, registra suas impressões sobre o passado e o presente, a arte e a vida, o amor e a perda. É desse café que ela nos conduz ao México, onde visita a Casa Azul de Frida Kahlo em Coyoacán; a uma conferência dos membros do Instituto Alfred Wegener em Bremen, na Alemanha; e ao bangalô em Rockaway Beach que ela compra pouco tempo antes de o furacão Sandy atingir o país. Patti Smith, uma leitora voraz, nos conduz também pelo labirinto de suas paixões literárias. Conhecemos, de um ponto de vista privilegiado, sua opinião sobre escritores como Murakami, Jean Genet, Sylvia Plath e Rimbaud. As ideias de Smith abrem uma janela para sua arte e seu processo de criação, que são revelados com candura sinceridade tocantes. Em meio a essas leituras, ela costura também as próprias memórias, desde a vida em Michigan até a dor irremediável pela perda do marido, Fred Sonic Smith, num depoimento ao mesmo tempo emocionante e honesto sobre o amor. Num tom que transita entre a desolação e a esperança – e amplamente ilustrado com suas icônicas polaroides -, Linha M é uma reflexão sobre viagens, séries de detetives, literatura e café. Um livro poderoso e comovente de uma das mais multifacetadas artistas em atividade.

Os Buddenbrook, Thomas Mann (Tradução de Herbert Caro)
Primeiro romance de Thomas Mann, publicado em 1901, este livro monumental acompanha a saga dos Buddenbrook, uma família de comerciantes abastada do norte da Alemanha. Quatro gerações são retratadas na crônica familiar inspirada na linhagem do próprio escritor e situada numa cidade com todas as características de Lübeck, a terra natal dos Mann. Com personagens vívidos, diálogos brilhantes e elevada riqueza de detalhes, o autor lança um olhar preciso sobre a vida da burguesia alemã – entre nascimentos e funerais; casamentos e separações; desentendimentos e rivalidades; sucessos e fracassos. Esses acontecimentos sucedem-se ao longo dos anos, mas à medida que os Buddenbrook sucumbem à sedução da modernidade, o declínio moral e financeiro parece estabelecido. O leitor contemporâneo encontra intactos o frescor e o fascínio deste que é considerado um dos principais romances do século XX.

Para poder viver, Yeonmi Park (Tradução de Paulo Geiger)
Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando fugiu da Coreia do Norte. Ela nem sequer conhecia o significado dessa palavra. Tudo o que sabia era que fugir era a única maneira de sobreviver. Se ela e sua família ficassem na terra natal, todos morreriam – de fome, adoentados ou mesmo executados. Park cresceu achando normal que seus vizinhos desaparecessem de repente. Acostumou-se a ingerir plantas selvagens na falta de comida. Acreditava que o líder de seu país era capaz de ler seus pensamentos.  Aos treze anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram a vida impossível, Yeonmi deixou a Coreia da Norte. Era o começo de um périplo que a levaria pelo submundo chinês de traficantes e contrabandistas de pessoas, a uma travessia pela China através do deserto de Gobi até a Mongólia, à entrada na Coreia do Sul e, enfim, à liberdade.  Neste livro, Yeonmi conta essa história impressionante pela primeira vez. Uma história repleta de coragem, dignidade – e até humor. Para poder viver é um testamento da perseverança do espírito humano. Até que ponto estamos dispostos a sofrer em nome da liberdade? Poucas vezes a resposta foi dada de modo tão eloquente.

Paralela

Before, Anna Todd (Tradução de Carolina Caires Coelho)
Antes de Tessa, Hardin era um jovem rude e, às vezes, cruel. O que será que fez com que ele se tornasse esse bad boy tão revoltado? E o que se passava em sua cabeça naqueles primeiros momentos com Tessa, a menina irritantemente certinha de quem ele não conseguia ficar longe? Contado sob o ponto de vista de Hardin e de outros personagens da série, Before acompanha de perto esse complexo e cativante personagem, desde seus problemas de infância até sua turbulenta juventude. O livro traz também passagens inéditas do romance de Tessa e Hardin e revela, ao fim, o futuro desse casal intenso que conquistou o coração de leitores no mundo inteiro!

Romance Moderno, Aziz Ansari (Tradução de Christian Schwartz)
Aziz Ansari tem discutido os romances modernos há tempos em suas apresentações de stand-up e no seriado Master of None, escrito, dirigido e protagonizado por ele. Mas agora, em Romance moderno, decidiu levar o assunto a outro nível. Aziz se juntou ao sociólogo Eric Klinenberg para desenvolver um projeto de pesquisa que se estendeu de Tóquio a Buenos Aires, passando por Paris, Doha e Wichita. Com o auxílio dos mais renomados pesquisadores, a dupla analisou dados comportamentais, entrevistou centenas de pessoas e criou um fórum no site Reddit, obtendo milhares de respostas. O resultado é um livro único, em que o humor irreverente de Aziz é veículo para pesquisas sociais inovadoras. Um tour pelo nosso universo romântico como nunca visto antes.

Seguinte

A profecia do pássaro de fogo, Melissa Grey (Tradução de Flávia Souto Maior)
No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que os esconde de todos os humanos… menos de uma adolescente chamada Echo. Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua tutora, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre…

Alfaguara

O pescoço da girafa, de Judith Schalansky (Tradução de Petê Rissatti)
Inge Lohmark é a última de sua espécie. Professora de biologia no Colégio Charles Darwin, na antiga Alemanha Oriental, ela sabe que adaptação é tudo. Mas as coisas estão mudando muito rapidamente. As pessoas já começam a olhar para o Ocidente em busca de empregos e oportunidades de vida; sua própria filha deixa o país. O ambiente conhecido está desaparecendo. E, mesmo que os alunos e colegas da escola não sejam os espécimes mais brilhantes da manada, parece que Lohmark está ficando para trás. Escrito com elegância e ironia, O pescoço da girafa é uma crítica mordaz ao ambiente escolar, à competição selvagem da vida e à ideia de que os mais fortes são sempre claramente reconhecíveis

Semana duzentos e setenta

O grifo de Abdera, de Lourenço Mutarelli
Mauro é roteirista dos quadrinhos de Paulo. Os dois publicam sob a alcunha de Lourenço Mutarelli, e são representados publicamente pelo bêbado Raimundo. Mas a morte de Paulo forçará Mauro a tentar uma carreira solo com O cheiro do ralo, seu primeiro e bem-sucedido livro. É quando ele recebe de um estranho uma moeda antiga, o Grifo de Abdera, e sua vida muda. Oliver não conhece Paulo, Mauro, Raimundo ou Lourenço. Mas, quando Mauro recebe a moeda, uma conexão se forma entre eles. É este delicioso jogo que alimenta O grifo de Abdera, primeiro romance de Mutarelli desde Nada me faltará, de 2010. Um labirinto de obsessões, taras, perguntas e mistérios, acompanhado ainda de uma longa história em quadrinhos.

Primeiro amor, de Ivan Turguêniev
Em um passeio por sua casa de veraneio nos arredores de Moscou, o garoto Vladímir Petróvitch, filho único de uma família tradicional, vê uma moça exuberante brincando nos fundos da propriedade. Trata-se de Zinaida, filha de sua vizinha, por quem se apaixonará de forma avassaladora.  À medida que eles se aproximam, fica claro quem está no controle da situação. Disposto a tudo para ser correspondido, Vladímir terá de aprender rapidamente o intrincado jogo da sedução, em que as regras são tão aleatórias quanto obscuras. Admirado por Henry James e Gustave Flaubert, Ivan Turguêniev foi o primeiro autor russo a ser traduzido na Europa, reconhecido, ainda em vida, como um dos grandes escritores de sua época.

Contos de odessa, de Isaac Bábel
No alvorecer do século XX, Odessa, na Ucrânia, era uma dessas cidades que, como Paris e Nova York, atraíam todo mundo: comerciantes do Leste, marujos, minorias, estudantes, bandidagem. A cidade portuária fervilhava; os jornais estampavam notícias sensacionalistas e a população se amontoava em cortiços. O sublime e o grotesco apareciam em um simples passeio pelas ruas. É este mundo que vem à tona nos contos de Isaac Bábel. Em uma prosa sintética e cortante, o escritor – que renovou a narrativa curta – captura a vida da cidade, com foco na comunidade judaica. Como em um filme de Tarantino, figuras violentas e burlescas de ladrões e mafiosos cômicos aparecem registradas de maneira quase jornalística.

Editora Alfaguara

Homens sem mulheres, de Haruki Murakami
Murakami é um autor capaz de criar universos próprios, que se desdobram em romances de fôlego e personagens cativantes. Mas ele é também um excelente contista, e sua produção mais recente está reunida neste volume: sete histórias que tratam de relações amorosas e trazem o estilo único do autor. São contos sobre o isolamento e a solidão que permeiam as relações amorosas: homens que perderam uma mulher depois de um relacionamento marcado por mal-entendidos. No entanto, as verdadeiras protagonistas destas histórias — cheias de referências à música, a Kafka, às Mil e uma noites e, no caso do título, a Hemingway — são as mulheres, que misteriosamente invadem a vida dos homens e desaparecem, deixando uma marca inesquecível na vida daqueles que amam.

Editora Objetiva 

A grande magia, de Elizabeth Gilbert
De volta à não-ficção, Elizabeth Gilbert compartilha histórias pessoais, de amigos e pessoas que sempre a sinpiraram, e reflete sobre oq ue significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é estar voltado exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiosidade. Uma vida mais ampla, um ato de coragem. A partir de uma perspectiva única, Grande Magia nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos: escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as dificuldades no trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilber oferece poderosas reflexões sobre os mistérios da inspiração.

Sete breves lições de física, de Carlo Rovelli
Sete breves lições de física traz pequenas lições que nos guiam, com simplicidade e clareza, pelas revoluções científicas que transformaram os séculos XX e XXI. Nesta linda e comovente introdução à física moderna, Carlo Rovelli explica a teoria geral da relatividade de Einstein, a mecânica quântica, os buracos negros, as partículas elementares, a gravidade e a complexa arquitetura do universo. Best seller na Itália, Sete breves lições de física é um livro sobre a alegria da descoberta. “À beira daquilo que sabemos, em contato com o oceano do desconhecido, reluzem o mistério e a beleza do mundo” escreve Rovelli. “E é de tirar o fôlego”.

Alfaguara

Maracanazo, de Arthur Dapieve
Arthur Dapieve mescla ficção e realidade para compor cinco histórias que mostram uma enorme coesão narrativa, seja na sua atualidade, seja no seu impacto. No primeiro conto, dois garotos pegam onda no mar batido de Copacabana, sem saber que estão prestes a enfrentar um evento inesperado. Os dois contos seguintes apresentam o universo da música — em um concerto em Viena, em 1939, e em um ensaio do Pink Floyd em Londres. Já “Bloqueio” descreve uma situação absurda de uma pessoa que se vê num impasse nas ruas do Rio. “Maracanazo”, história que fecha o volume, é um relato surpreendente que se inicia com a partida que eliminou a seleção espanhola da Copa do Mundo de 2014.

Suma de Letras

Antes que aconteça, de Juliana Parrini
Isabel passou um ano fugindo. Depois de uma grande desilusão, ela não acreditava que conseguiria ser feliz novamente. Até que conhece Daniel e decide recomeçar. Quando Isabel finalmente dá uma segunda chance ao amor, o destino a surpreende com uma notícia que poderá mudar sua vida para sempre. Em Antes que aconteça, o desfecho de Depois do que aconteceu, Isabel terá a chance de reencontrar o passado e lutar pela sua felicidade.

Paralela

After – Depois da promessa, de Anna Todd
Bem quando Hardin acreditava já ter enfrentado todos os fantasmas de seu passado, um terrível segredo sobre seus pais é revelado, despertando os seus piores demônios internos. Tessa sabe que só ela tem o poder de aliviar todos os sentimentos de raiva, traição e confusão que afligem seu amado badboy. Só ela sabe como salvá-lo de seu ciclo de autodestruição. Mas, dessa vez, ela não pode. Porque, quando menos espera, sua vida é para sempre alterada por uma tragédia. Hardin e Tessa prometem lutar com todas as suas forças para que o destino não os separe para sempre. Mas o que acontecerá quando suas forças chegarem ao fim? Depois da promessa… qual será o desfecho dessa história?

 

 

 

Brigadeiros e obrigadas

Por Renata Moritz

ANNA TODD 4 livro

Anna Todd, em um dos lançamentos de seu 4º livro, no Brasil, em setembro de 2015.

 *

No começo do mês passado, tivemos a alegria de receber a escritora americana Anna Todd, autora da série After, um sucesso mundial publicado no Brasil pela Paralela.

Com apenas 26 anos, Anna é um expoente de uma nova leva de jovens escritores que começam sua carreira de forma espontânea, através da internet, e que interagem diretamente com os leitores por meio das redes sociais.

Anna começou a escrever em 2013, sem grandes pretensões. Postava capítulos diariamente, no formato de uma novela, e em poucos meses havia conquistado um extraordinário número de leitores online. Mesmo sem saber que rumo suas histórias tomariam, a massa de seguidores a impulsionava a continuar. Passados apenas dois anos, seus livros já foram traduzidos para mais de trinta idiomas, com milhões de cópias vendidas no mundo inteiro.

Durante sua visita, Anna encantou a mim e a todos da Companhia das Letras desde o primeiro hello na Bienal do Livro no Rio de Janeiro, até o último goodbye, dez dias depois, no aeroporto de Guarulhos.  A agenda no Brasil foi intensa: cinco capitais, muitas noites de autógrafos, mais de 8 mil exemplares assinados – sempre com coraçõezinhos e dedicatórias. Mesmo com pouquíssimo tempo de descanso, Anna deu um show de animação e profissionalismo em cada um de seus compromissos, do começo ao fim. Quando perguntei como ela conseguia manter a simpatia e o interesse em conversar com cada leitor, a resposta foi categórica: “eu mesma sou uma frequentadora de filas de autógrafos e me considero antes uma leitora entusiasmada que propriamente uma escritora”. Afinal, como ela sempre explica, um tanto sem graça, “Nunca sonhei que faria sucesso”.

Vale contar uma história rápida, que parece piada, mas que ilustra bem o astral dessa leitora-escritora que se esforçou em agradecer em português a todos que lhe ajudavam. Anna confundia duas palavras que aprendeu durante sua visita: brigadeiro e obrigada. Antes que eu pudesse corrigi-la, lá ia ela, toda sorridente e gentil, agradecendo aos funcionários dos hotéis pelos quais passamos: “brigadeiro! brigadeiro! ”.

selfie anna carro

Ainda mais comovente que a doçura da autora foi perceber o engajamento dos fãs brasileiros com a série After. Segundo a própria Anna, “meus leitores no Brasil são os mais criativos e organizados: fazem filmes, montam playlists e me influenciaram muito enquanto eu escrevia a história”. Sabendo disso, nós da editora esperávamos uma recepção calorosa à escritora, mas nada poderia ter nos preparado para a emoção que foi entrar em cada livraria que fez parte do booktour. Sob uma chuva de aplausos, gritos, pulos e banners, ela era aguardada por centenas e às vezes até milhares de jovens, como uma verdadeira popstar. Foram tantos os presentes que recebeu (cartas, bichos de pelúcia, havaianas, brigadeiros, chaveiros, fotos), que novas malas tiveram que ser providenciadas.

O contato direto com leitores que curtem, se emocionam e vibram, é mais do que gratificante e, para mim, serviu para ampliar a consciência do papel de uma editora. Nossa função não é apenas a de possibilitar o livro, enquanto objeto, mas sim, acima de tudo, a de fazer a mediação entre autor e leitor: duas partes ligadas pela paixão por uma história, ainda que, muitas vezes, façam parte de realidades sociais diferentes, faixas etárias variadas e países distantes.

A recepção calorosa de Anna Todd e o crescimento da série After no Brasil deixa claro que há muitos jovens no país que gostam sim de ler. O desafio, cada vez mais, é chegar nesse público, que não necessariamente frequenta as livrarias e muitas vezes não lê os cadernos de cultura dos principais jornais, mas que está antenado com as redes sociais e outras formas de mídia não tradicional.

A própria Anna costuma dizer que a internet não afasta os jovens dos livros, muito pelo contrário, ela pode ser uma grande aliada. Contando uma história de amor poderosa, que transpassa as barreiras do tempo e dos grandes traumas, a autora aborda um aspecto universal da vida, e não simplesmente emula uma formula fácil de sucesso.

Para a Anna, e, acima de tudo, para os seus leitores, fica aqui o nosso brigadeiro, ou melhor, obrigada.

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Renata Moritz é editora da Paralela.

Semana duzentos e sessenta e dois

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A entrega, Dennis Lehane (Tradução de Luciano Vieira Machado)
Bob é um bartender solitário e desiludido, que tenta encontrar razões para continuar vivo. Três dias depois do Natal, seu marasmo é interrompido por um latido abafado. Esse filhote de cachorro mudará para sempre a sua vida. Nessa mesma noite, ele conhece Nadia, uma garota sofrida que, como ele, busca algo em que acreditar. Unidos pelo desejo de resgatar o cachorro, Bob e Nadia estreitam seus laços. Quando as coisas parecem ter tomado rumo, eles se encontrarão em um jogo sujo, que envolve a máfia chechena, um assassino, dois trambiqueiros profissionais, um policial e o próprio dono do cachorro.

Boa Companhia

Éramos mais unidos aos domingos — e outras crônicas, de Sérgio Porto
Um dos mais divertidos de nossos cronistas, numa seleção com textos engraçados, líricos ou francamente debochados. Sua escrita vai além: a linguagem das ruas, as situações inusitadas do dia-a-dia, a comédia da vida privada, as transformações dos costumes nas grandes cidades brasileiras, as mentiras que contamos para os outros, a convivência com os vizinhos. Tudo isso vem recuperado numa prosa deliciosa, que demonstra um ouvido apurado para capturar a realidade, transformando-a em literatura e em diversão.

Fontanar

A felicidade da busca, de Chris Guillebeau (Tradução de Bruno Correia)
Aos 35 anos, Chris Guillebeau decidiu visitar todos os países do mundo, mas nunca imaginou que a maior revelação de sua viagem seria descobrir outras pessoas como ele — cada uma dedicada a uma jornada desafiadora. As buscas eram diversas: alguns queriam correr maratonas, outros lutavam contra injustiças, mas todos buscavam trazer significado e felicidade para suas vidas. Quanto mais investigava, mais notava a ligação entre esse empreendedorismo e a felicidade e, aos poucos, descobriu que buscar uma meta de forma determinada enriquece a vida e traz imensa satisfação.

Paralela

After 4 — Depois da esperança, Anna Todd (Tradução de Alexandre Boide e Carolina Caires Coelho)
Depois de tantos obstáculos, Tessa e Hardin estão, enfim, mais maduros como casal. As dificuldades causadas pelo gênio forte dele e pela impulsividade dela ainda existem, mas eles já não conseguem negar o amor que sentem um pelo outro. Mesmo morando em cidades diferentes, estão mais apaixonados do que nunca. Se a química entre os dois já era explosiva antes, agora que eles se entregaram de vez a essa paixão, cada encontro será mais ardente do que o anterior. Mas uma cruel reviravolta do destino trará à tona todos os fantasmas do passado de Hardin. Depois da esperança, haverá forças para enfrentar mais dificuldades?

Semana duzentos e cinquenta e cinco

 

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Nora Webster, de Colm Tóibin (Tradução de Rubens Figueiredo)
Ambientado na Irlanda, este romance apresenta a formidável Nora Webster. Viúva aos quarenta anos, com quatro filhos e pouco dinheiro, Nora perdeu o amor de sua vida, Maurice, o homem que a resgatou do mundo acanhado em que foi criada. E agora ela teme ser arrastada de volta para esse universo. Ferida, determinada, inclinada à discrição numa comunidade onde todos querem saber da vida de todos, Nora afunda na própria dor e fecha os olhos ao sofrimento dos filhos. Mas ainda assim ela tem momentos de impressionante empatia e bondade, e, quando volta a cantar, depois de décadas, encontra um consolo, uma causa, um porto seguro – ela mesma. Nora Webster é uma obra-prima de construção de personagem e ponto máximo na obra de um escritor no auge de sua carreira.

Herege, de Ayaan Hirsi Ali (Tradução de Laura Teixeira Motta e Jussara Pinto Simões)
Ayaan Hirsi Ali, autora do best-seller Infiel, faz nesse livro um apelo poderoso por uma reforma do islamismo, como único modo de acabar com o terrorismo, as guerras sectárias e a repressão contra mulheres e minorias. Desafiando com coragem os jihadistas, ela identifica as cinco mudanças que precisam ser feitas na religião islâmica para que muçulmanos abandonem os dogmas que os prendem ao século VII. Segundo Ali, “o islã não é uma religião de paz”; o Ocidente deve apoiar os reformistas muçulmanos e não tolerar os extremistas. Concluído logo depois do ataque ao Charlie Hebdo e num momento em que milhares de pessoas ainda são mortas em nome de Alá, o livro oferece uma resposta a um dos mais graves problemas do mundo hoje.

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A rainha vermelha, de Victoria Aveyard (Tradução de Cristian Clemente)
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

Fontanar

Filosofia de bem-viver – como mudar a vida sem mudar de vida, de Lúcia Barros e Márcia de Luca
É raro encontrar pessoas que estejam satisfeitas com a própria vida; estamos sempre em busca de felicidade e realizações, mas o que geralmente encontramos são cobranças, estresse e muita correria. Filosofia de bem viver apresenta mudanças pequenas, mas consistentes, que trazem saúde e bem estar. As sugestões vão desde uma alimentação mais adequada, até exercícios físicos, respiratórios e massagens. A partir dos princípios do Ayurveda, a tradicional medicina indiana e o mais antigo sistema de cura do mundo, Márcia De Luca e Lúcia Barros irão ajudar a direcionar seu esforço no sentido de conquistar seus objetivos, ter disciplina e dedicação e dar tempo ao tempo – permitindo uma vida muito mais saudável e equilibrada, física e mentalmente.

Penguin-Companhia

O primo Basílio, de Eça de Queirós
Durante uma viagem prolongada de seu marido, Luísa se deixa seduzir por Basílio, um primo seu que voltava a Portugal depois de uma temporada no Brasil. Imprudentes e indiscretos, os amantes acabam flagrados por Juliana, a empregada da casa, que passa a chantagear a patroa. Com o anúncio da iminente volta do marido, está armado o cenário para um caso exemplar de decadência do estilo de vida pequeno-burguês, com seus preconceitos e moralismos, seus tipos parasitários, suas relações amesquinhadas e seu frágil equilíbrio. Esta edição de O primo Basílio traz textos introdutórios inéditos de Lilian Jacoto, professora de literatura portuguesa da Universidade de São Paulo, e do escritor e crítico literário Silviano Santiago.

Paralela

After Vol.3 – depois do desencontro, de Anna Todd (Tradução de Alexandre Boide e Carolina Caires Coelho)
Tessa passa pelo momento mais difícil de sua vida. Enquanto luta para crescer na carreira com a qual sempre sonhou, seu mundo é virado de ponta-cabeça: a inesperada aparição de seu pai e uma traição imperdoável a deixam mais fragilizada do que nunca. Hardin – com seus beijos viciantes, seu toque incendiário e seu charme de bad boy – seria o único capaz de fazê-la se esquecer das dificuldades, mas até ele se vira contra Tessa quando descobre o segredo que ela vem guardando. Se este casal intenso e apaixonado já vivia por um fio antes, agora os obstáculos são maiores do que nunca. Depois do desencontro, essa história de amor sobreviverá?

Quem eu? – Uma avó. Um neto. Uma lição de vida, de Fernando Aguzzoli
Em 2013, Fernando Aguzzoli abriu mão do emprego e dos estudos para cuidar de sua avó, Nilva, diagnosticada com Alzheimer. Da convivência dos dois surgiram momentos divertidíssimos, histórias e confidências que o neto resolveu compartilhar em uma página criada no Facebook. Alimentada diariamente por Fernando com posts e vídeos, a página comoveu centenas de leitores e conquistou milhares de fãs. Quem, eu? chega agora em forma de livro, uma reunião de todos os momentos vividos entre os dois, além de entrevistas com profissionais para ajudar outras famílias que enfrentam esse mesmo obstáculo. Uma história real e uma lição de vida, que promete muitas risadas e momentos emocionantes.

Esperança – Dez anos de cativeiro: um relato de superação em Cleveland, de Amanda Berry e Gina DeJesus e Mary Jordan/ Kevin Sullivan (Tradução de Guilherme Miranda)
Ariel Castro, um motorista de ônibus escolar, enganou Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight para que entrassem em sua casa, onde as manteve acorrentadas por anos. Ao longo da década seguinte, as garotas sofreram abusos sexuais e psicológicos e foram ameaçadas de morte.
Em Esperança, Amanda Berry e Gina DeJesus descrevem uma história de tormenta inimaginável com base em suas memórias e no diário mantido por Amanda. Com a ajuda dos premiados repórteres Mary Jordan e Kevin Sullivan, elas narram a história completa por trás das manchetes – incluindo detalhes nunca antes revelados sobre a vida e motivações de Castro -; um relato assombroso, mas inspirador, de duas mulheres cuja coragem, inocência e fé permitiram que sobrevivessem e voltassem para suas famílias.

Meu passado me condena, de Tati Bernardi
Meu passado me condena foi sucesso no cinema (mais de 3,5 milhões de espectadores) e no teatro (mais de cem mil pessoas) e agora, em forma de livro, traz de volta Fábio e Miá em histórias inéditas, marcadas pela sinceridade desconcertante costumeira. Enquanto chocam um ao outro, o leitor se diverte com este livro que reúne ainda os melhores momentos dos dois na peça. Tudo isso fruto do texto inteligente, bem-humorado e cheio de personalidade de Tati Bernardi.

 

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