anne michaels

Semana nove

Os lançamentos desta semana foram:

Histórias de reis e rainhas, de vários autores (Tradução de Eduardo Brandão)
Coletadas de diversas culturas e ilustradas por inúmeros artistas, essas histórias vêm de tempos e lugares distantes, mas todas tratam desses homens poderosos. Uns poucos têm bom coração, os outros estão sempre cometendo injustiças contra seu povo, exigindo dele os maiores absurdos. Ainda bem que o peso da coroa não vale mais que a inteligência, a esperteza e a persistência desses outros personagens — a gente do povo —, que conseguem levar a melhor sobre os abusos dos seus soberanos.

A vitória de Orwell, de Christopher Hitchens (Tradução de Laura Teixeira Motta)
Anarquista, conservador, misógino, visionário? Qual das contraditórias facetas do mito George Orwell mais se aproxima da realidade dos fatos biográficos? Christopher Hitchens se dedica à desconstrução das mitologias montadas em torno da vida e da obra de Orwell. Visões à esquerda e à direita, bem como interpretações psicanalíticas e sociológicas, são implacavelmente confrontadas com documentação biográfica. Os numerosos textos publicados ao longo da sua carreira de pensador engajado e literato militante são revisitados em cotejo com as cartas e diários do autor, estabelecendo um roteiro crítico indispensável para a compreensão do pensamento orwelliano.

A câmara de inverno, de Anne Michaels (Tradução de José Rubens Siqueira)
A história de amor da botânica Jean e do engenheiro Avery se desenvolve contra o pano de fundo de grandes obras: a construção do canal de São Lourenço, entre os Grandes Lagos norte-americanos e o oceano Atlântico; o monumental trabalho de transferência do templo de Abu Simbel, para salvá-lo das águas da represa de Assuã, afogando para sempre cinco mil anos de história; e a destruição e reconstrução de Varsóvia na Segunda Guerra Mundial, narrada por Lucjan, um artista plástico judeu polonês que emigrou para o Canadá e com quem Jean tem um breve e intenso relacionamento amoroso. À beira de mundos que desaparecem, Jean e Avery se reencontram diante da câmara de inverno (local em que os mortos são mantidos enquanto o chão está congelado e duro demais para que sejam enterrados) para sepultar o passado e dar início a um novo mundo.

Um general na biblioteca, de Italo Calvino (Tradução de Rosa Freire d’Aguiar)
Selecionadas por Esther Calvino, viúva do escritor, estas 32 narrativas foram escritas ao longo de quarenta anos ― entre 1943, quando Calvino tinha vinte anos, e 1984, um ano antes de sua morte. Com estilos e linguagens diferentes, elas são como um roteiro da vasta obra do escritor, desde o neorrealismo até as experiências de vanguarda. Em todas elas Calvino exerce seu talento para fazer literatura com ironia e leveza.