arnaldo antunes

Semana duzentos e cinquenta e seis

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O gigante enterrado, de Kazuo Ishiguro (Tradução de Sonia Moreira)
Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova — será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, O gigante enterrado fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

Tudo que é, James Salter (Tradução de José Rubens Siqueira)
Depois de participar da Segunda Guerra Mundial como soldado no Japão, Philip Bowman retorna aos Estados Unidos para recomeçar a vida.
Pelas décadas seguintes, acompanhamos sua carreira, seu casamento e divórcio. Novas relações amorosas aparecem – a mais significativa delas marcada por uma traição que Bowman vinga de forma particularmente cruel. Este não é um livro de grandes mistérios ou acontecimentos marcantes. É uma história sobre as pequenas coisas da vida – o teste para qualquer grande escritor. Depois de 35 anos sem publicar um romance, Salter mostra por que é considerado um dos maiores nomes da literatura americana atual.

Agora aqui ninguém precisa de si, de Arnaldo Antunes
O tempo e o espaço, a insignificância e a morte são os principais temas deste volume de inéditos de Arnaldo Antunes, que oscilam entre o humor e a desilusão. Alternando poemas em verso e visuais, fotografias e “prosinhas”, a obra é marcada pela pluralidade, pelo registro pop e pela sonoridade, tão próprios ao artista, que assina também o projeto gráfico. Um diálogo sensível e desafiante com o homem contemporâneo.

Do que é feita uma garotade Caitlin Moran (Tradução de Caroline Chang)
“Wolverhampton, em 1990, parece uma cidade a que algo terrível aconteceu.” Talvez tenha acontecido de fato. Talvez seja Margaret Thatcher, talvez seja a vergonha que Johanna Morrigan passou num programa da TV local aos catorze anos. Nossa protagonista decide então se reinventar como Dolly Wilde — heroína gótica, loquaz e Aventureira do Sexo, que salvará a família da pobreza com sua literatura. Aos 16 anos, ela está fumando, bebendo, trabalhando para um fanzine de música, escrevendo cartas pornográficas para rock-stars, transando com todo tipo de homem e ganhando por cada palavra que escreve para destruir uma banda. Mas e se Johanna tiver feito Dolly com as peças erradas? Será que uma caixa de discos e uma parede de pôsteres bastam para se fazer uma garota?

Penguin-Companhia

A estepe, de Anton Tchékhov (Tradução de Rubens Figueiredo)
A estepe foi a primeira tentativa de Anton Tchékhov de produzir uma narrativa mais extensa. Foi uma tarefa desafiadora, mas bem-sucedida. Até porque o autor, que se tornaria um clássico da literatura ocidental, traria um olhar mais delicado e dado a menos arroubos, crises ou atos de heroísmo que outros escritores russos fundamentais, como Tolstói e Dostoiévski. O subtítulo — História de uma viagem — sintetiza o tema central: a viagem de um menino pela vasta estepe russa para estudar em outra cidade. Mas também apresenta o caráter múltiplo do texto: relato de viagem, narrativa ficcional, estudo de tipos humanos, pintura da natureza, além de retrato das atividades econômicas, das relações sociais e das mudanças de comportamento em curso.

Portfolio-Penguin

Dinheiro, dinheirode João Sayad
O dinheiro é uma instituição fundamental da sociedade em que vivemos há mais ou menos quatrocentos anos. Sem ele, não há economia capitalista. Como tudo que é habitual, colado ao cotidiano, é difícil de ser compreendido. O tema é controverso e movimentado por um debate infindável entre economistas de vertentes diversas. Neste livro, João Sayad tem como objetivo jogar luz sobre esta discussão que, apesar de singular em cada momento, tem uma tradição comum e conceitos que se repetem. As muitas teorias monetárias são analisadas como se fossem diferentes narrativas sobre o mesmo tema fundamental da economia capitalista.

Companhia das Letrinhas

Um raio de luz, de Jennifer Berne e ilustrações de Vladimir Radunzky (Tradução de Eduardo Brandão)
Enquanto anda de bicicleta numa estrada poeirenta, um garoto se vê viajando a uma velocidade além da imaginação, dentro de um raio de luz. É nessa mesma mente que nascerá, algum tempo depois, uma das mais revolucionárias ideias da ciência: a teoria da relatividade. Albert Einstein era um menino distraído com as maravilhas do mundo e acabou se tornando um dos maiores gênios da humanidade, iluminando profundamente a compreensão do universo que temos hoje. Jennifer Berne e Vladimir Radunsky convidam o leitor a viajar com Einstein numa jornada pela sua vida, desde o seu nascimento, e descobrir com ele o poder que a imaginação pode ter em cada um de nós.

Mula sem cabeça, de Ilan Brenman e ilustrações de Marjolaine Leray
Apesar de bem antiga, a lenda da mula sem cabeça ainda é contada em diversas regiões do Brasil. Mas como foi que ela surgiu? E quais seriam as impressões de um estrangeiro ao ouvir essa história tão particular do nosso folclore? Foi pensando nisso que Ilan Brenman resolveu contar, pra todos que quiserem saber, como nasceu a mula sem cabeça e desafiar uma ilustradora que vive bem longe daqui a criar a sua versão da assombração. Dá pra imaginar? O resultado é surpreendente!

Os nada-a-verde Jean-Claude R. Alphen e ilustrações de Juliana Bollini
Era uma vez uma cidade particular. Nela viviam seres especiais, todos diferentes um do outro. Cada um tinha o seu jeito e a sua turma, e não se misturavam com qualquer um. O-que-sorri era parente próximo d’O-que-assobia, que por sua vez era amigo d’O-que-quer-ficar-livre e d’O-que-cata-borboletas. Mas eles não podiam chegar perto de tipos como O-que-olha-o-relógio, O-que-conta-dinheiro, O-que-espera-pelo-pior, O-que-sempre-diz-não etc. (E muitos se identificavam com esse último tipo.) Acontece que um belo dia O-que-olha-o-espelho olhou um pouco mais para o lado e se deu conta de que existia outro tipo de beleza além da sua própria: era O-que-tem-cabelos-lisos. Foi paixão à primeira “olhada”, e também um escândalo, pois os dois não pertenciam ao mesmo grupo, de jei-to ne-nhum! Esse incidente se espalhou como fogo na floresta e logo a cidade estava transformada, e a encrenca, armada – O-que-acha-que-vai-dar-tudo-errado que o diga…

A cozinha encantada dos contos de fadasde Katia Canton e ilustrações de Juliana Vidigal e Carlo Giovani
Cozinhar é uma tarefa mágica. Um punhado de farinha, manteiga e ovos pode se tornar um lindo bolo, assim como um copo de leite gelado com sorvete e morangos vira um delicioso milk-shake. Com um pouco de persistência e criatividade, as coisas se transformam, ganham brilho, vida e graça, como num passe de varinha de condão. Neste livro, Katia Canton reuniu o encanto da culinária com a fantasia dos contos de fadas para apresentar as diversas receitas que aparecem em histórias como Cinderela, Pele de Asno, O Gato de Botas e muitas outras.

Prepare-se para a Flip

Hoje tivemos a coletiva da Festa Literária Internacional de Paraty, que anunciou os convidados de sua 13ª edição. Em 2015, a Flip vai acontecer entre os dias 1º e 5 de julho e tem como autor homenageado Mário de Andrade. A Companhia das Letras e a Objetiva têm diversos autores entre os convidados deste ano. Conheça!

Colm Tóibín

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Um dos principais nomes da ficção estrangeira, o irlandês Colm Tóibín ganhou o Costa Book Award e o Los Angeles Times Book Prize, entre diversos outros prêmios. É autor de seis livros, todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras: A luz do farol (2004), O mestre (2005), Mães e filhos (2008), Brooklyn (2011) — que ganhou uma adaptação para os cinemas — e O testamento de Maria (2013). Seu romance mais recente, Nora Webster, está nas listas de melhores livros de 2014 dos principais jornais e revistas literárias, e chega em junho às livrarias brasileiras. O autor vive em Dublin e em Nova York.

Mesa Encontro com Colm Tóibín — Quinta-feira, 2 de julho, às 19h30.

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro em 1961. É autor de, entre outros, Martelo (1997), Desassombro (2002) — vencedor do prêmio Alphonsus Guimarães, da Biblioteca Nacional, de melhor livro de poesia de 2002 — e Cinemateca (2008). É professor de literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, além de autor, também foi organizador de livros como Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso. É coordenador editorial da Coleção Vinicius de Moraes. Seu livro de poemas mais recente, Escuta, foi lançado março deste ano. Na Flip, Eucanaã vai participar da mesa “A Cidade e o Território”, um diálogo entre arquitetura e literatura brasileira com Antonio Risério.

Mesa “A cidade e o território” — Quinta-feira, 2 de julho, às 10h.

Ngũgĩ wa Thiong’o

Ngugi - credito - Daniel Anderson

Ngũgĩ wa Thiong’o é um escritor queniano. A sua obra inclui novelas, peças teatrais, contos e ensaios, da crítica social à literatura infantil. Um grão de trigo, publicado originalmente em 1967, será lançado no Brasil pela Alfaguara em junho e trata do difícil processo de independência do Quênia. O autor participa da mesa com Richard Flanagan sobre literatura no Hemisfério Sul.

Mesa “Escrever ao sul” — Sexta-feira, 3 de julho, às 17h15.

Eduardo Giannetti

Eduardo Giannetti, filósofo.

Eduardo Giannetti nasceu em Belo Horizonte em 1957. É formado em economia e em ciências sociais pela USP e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge. Foi o vencedor do Prêmio Jabuti de 1994 na categoria Estudos Literários (Ensaio) com o livro Vícios privados, benefícios públicos?, e no Jabuti de 2006 ficou em segundo lugar na categoria Economia, Administração, Negócios e Direito com O valor do amanhã. Giannetti participa de uma conversa sobre a mente na mesa com o neurocientista Sidarta Ribeiro.

Mesa “As ilusões da mente” — Sexta-feira, 3 de julho, às 15h.

José Miguel Wisnik

Jose Miguel Wisnik1 - 2008 ©Adriana Vichi

Nasceu em São Vicente, São Paulo, em 1948. É professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo, além de pianista e compositor. Pela Companhia das Letras, publicou O som e o sentido — Uma outra história das músicas (1989) e Veneno remédio — O futebol e o Brasil (2008). Também selecionou e escreveu o prefácio do livro Poemas escolhidos de Gregório de Matos (2010). Em sua mesa, que encerra a Flip 2015, fará um retrato de Mário de Andrade, autor homenageado desta edição.

Conferência de encerramento — Domingo, 5 de julho, às 14h.

Rafael Campos Rocha

deus

Nascido em São Paulo, em 1970, Rafael Campos Rocha já trabalhou como produtor gráfico, desenhista de animação, professor de história da arte, cenógrafo, artista plástico, cartunista e ilustrador. Em 2012 lançou pela Quadrinhos na Cia. a sua primeira graphic novelDeus, essa gostosa, em que Deus assume a forma de uma mulher negra, proprietária de um sex-shop, ligada nos movimentos mais exóticos (e esotéricos) do assim chamado amor carnal. Vai participar da mesa com Riad Sattouf, ex-colaborador da Charlie Hebdo, sobre batalhas culturais nas HQs.

Mesa “Letras e imagens” — Sexta-feira, 3 de julho, às 10h30. 

Arnaldo Antunes

ANTUNES, Arnaldo

Músico, compositor, artista visual e poeta, Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo em 1960 e foi integrante da banda Titãs até 1992. Entre projetos solo e com outros músicos, é um dos principais compositores brasileiros. Já tem 18 livros publicados, entre eles As coisas, que ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1993. Em junho, lança pela Companhia das Letras Agora aqui ninguém precisa de si. Rock e poesia se unem na mesa com o autor e a estreante Karina Buhr.

Mesa “Desperdiçando verso” — Sábado, 4 de julho, às 21h30.

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo, São Paulo, 2015.

Roberto Pompeu de Toledo nasceu em São Paulo. Desde 1991 assina uma coluna na revista Veja. Trabalhou no Jornal da Tarde, no Jornal da República, na revista Isto É e no Jornal do Brasil. É autor de reportagens sobre política, cultura e história e autor dos livros A capital da solidãoA capital da vertigem, que chega em breve nas livrarias. Participa da mesa “Como era a cidade em que o Mário viveu?”.

Mesa “São Paulo! comoção de minha vida…” — Sexta-feira, 3 de julho, às 12h.

Reinaldo Moraes

REINALDO MORAES

Nasceu em São Paulo, em 1950. Estreou na literatura em 1981 com Tanto faz e depois publicou Abacaxi (1985) — reeditados em 2011 num volume único pelo selo Má Companhia. Passou dezessete anos sem publicar ficção, até lançar o romance juvenil A órbita dos caracóis (2003), os contos de Umidade (2005), a história infantil Barata! (2007) e o romance Pornopopéia (2009, Objetiva). Reinaldo Moraes vai participar da mesa Os Imoraes sobre literatura erótica e pornográfica.

Mesa “Os imoraes” — Sexta-feira, 3 de julho, às 21h30.

Confira a programação completa da Flip.