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5 leituras sobre Auschwitz

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Há 70 anos, foram libertados os últimos prisioneiros de Auschwitz. Após a libertação pelo exército soviético, o maior campo de concentração nazista foi abandonado intacto, guardando até hoje a memória de milhões de pessoas que sofreram com um dos episódios mais macabros da história humana. E a memória de Auschwitz também está registrada em diversas obras que surgiram após a guerra, denunciando os horrores e a dimensão que as mortes e torturas deixaram em sobreviventes e seus familiares. Selecionamos aqui no blog uma lista de leituras sobre Auschwitz com histórias e relatos de quem viveu ou ainda sente as marcas do campo de concentração. Confira a seguir:

1) A trégua, de Primo Levi

Primo Levi entrou para os grandes nomes da literatura do século XX a partir dos relatos de sua experiência como prisioneiro e sobrevivente de Auschwitz. Em A trégua, Levi narra a longa e incrível viagem de volta para casa depois da libertação de Auschwitz e do fim da guerra. Numa Europa semidestruída, o autor e vários companheiros de estrada viajam sem destino pelo Leste até a URSS, entre as ruínas da maior de todas as guerras e o absurdo da burocracia dos vencedores.

2) Paisagens da metrópole da morte, de Otto Dov Kulka

Historiador de renome em temas como o nazismo e o holocausto, Otto Dov Kulka foi enviado para o campo de extermínio de Auschwitz aos 10 anos de idade. Durante dez anos, entre 1991 e 2001, Kulka fez gravações de áudio de suas memórias, evocando passagens daquele sofrimento quase indizível, somente articuladas por ele tanto tempo depois. Paisagens da metrópole da morte mistura as impressões daquele menino vivendo uma das experiências-limites do século XX com a reflexão do escritor maduro, tornando a leitura do seu livro uma poderosa experiência literária.

3) Maus, de Art Spiegelman

Em Maus, Art Spiegelman conta a história de seu pai, Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz. Retratando os judeus como ratos e os nazistas como gatos, o livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos, ganhando o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. Maus é um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

4) Diário da queda, de Michel Laub

Das reflexões de um homem que relembra o episódio em que machucou um colega da escola, o narrador apresenta as trajetórias de seu pai, com quem o protagonista tem uma relação difícil, e de seu avô, sobrevivente de Auschwitz que passou anos escrevendo um diário secreto e bizarro. Diário da queda é uma viagem inusitada pela memória de um homem, uma reflexão corajosa sobre identidade, afeto e perda.

5) O menino do pijama listrado, de John Boyne

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, ele pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.