bárbara vidal

Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: Bárbara Vidal

Há quanto tempo trabalha na editora? 1 ano e 5 meses

Função: Trabalho na divulgação dos novos selos da Companhia: Seguinte, Paralela e Portfolio-Penguin, muito bem orientada por Clara Dias e Juliana Vettore. Pesquiso novos mailings de acordo com os livros publicados pelos selos, faço o contato com esses jornalistas e personalidades, além de desenvolver releases especiais de cada grande aposta da editora.

Um livro: A sociedade da neve, de Pablo Vierci, Um milhão de pedacinhos, de James Frey, e Habibi, de Craig Thompson.

Uma citação ou passagem de livro: Escolhi dois trechos de A sociedade da neve. O primeiro, para mim, ilustra o momento que o Brasil está vivendo com a população tomando consciência de seus direitos, e o segundo é sobre a fé que tenho na amizade.

“O que você acredita serem seus limites acabam determinando as suas fronteiras.”

“Às vezes, como forma de compensação, exigia um cigarro extra ou um lugar melhor para dormir. Uma noite aconteceu uma coisa inesperada. Adolfo Strauch pediu que eu lhe passasse a câmara da bola, ali perto das três da madrugada, e como não tinha nenhum cigarro para me dar e o seu lugar era pior do que o meu, ele me olhou muito seriamente e disse que, em troca, me daria a lua. (…) Ele pegou um espelhinho de mulher que guardava entre os pulôveres, arrumou-o numa posição que já conhecia, e ali se refletiu, através da janela oval do avião, uma lua cheia, redonda e enorme, a mais bela imagem que guardo comigo da cordilheira, aquela lua trêmula no espelhinho que Adolfo segurava. Fiquei observando a lua, pasmo, durante mais de um minuto, de cócoras.
(…)
Eu tinha crescido tanto nos Andes que meus amigos me presenteavam com a lua. Eles sabiam que a lua era o único meio de comunicação que eu tinha com a minha família.”

Uma história que você se lembre da editora: Antes de trabalhar com os novos selos passei um tempo organizando os eventos de lançamento dos livros da Companhia. Meu primeiro desafio foi o lançamento de Ulysses, com direito a palestra de ninguém mais, ninguém menos que Caetano Galindo!, tradutor do clássico. Lá fui eu à Livraria Arte & Letra, em Curitiba, para o lançamento. Galindo chegou 2 horas antes do início do evento, pouco antes de mim até, e, com tudo já arrumado, nos restou falar do assunto menos comentado no mundo literário: futebol. Ele, torcedor do coxa, e eu, corinthiana, nos deparamos com dois grandes jogos naquela noite: Corinthians vs. Vasco pela Libertadores, e Coritiba vs. Vitória pelas quartas de final da Copa do Brasil. Na teoria, dava tempo de terminar o lançamento e assistir ao jogo em algum lugar próximo à livraria. Contávamos com a presença de 100 pessoas, mas a Arte & Letra superlotou, com mais de 200 presentes no lançamento de Ulysses. Desse jeito seria impossível acompanhar meu timão, rs. Às 22h15, todos foram embora — acredito que para comemorar o grande evento em outro lugar — e alguns queridos amigos que conheci por lá me levaram a um típico bar ucraniano da cidade, com muitas tevês que, sim!, estavam transmitindo Corinthians vs. Vasco. E Ulysses deu sorte: meu primeiro evento foi um sucesso de público, o coxa venceu por 4 x 1, e meu timão por 1 x 0.