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Perdeu a Flip? Ouça todas as mesas na íntegra

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Foto: Festa Literária Internacional de Paraty/Walter Craveiro

A Festa Literária Internacional de Paraty acabou no último domingo, dia 3 de julho. O Grupo Companhia das Letras marcou presença com vários autores em sua programação principal e paralela, incluindo a Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch e o norueguês Karl Ove Knausgård. Além, é claro, das mesas sobre Ana Cristina Cesar, grande homenageada desta edição.

Se você perdeu alguma mesa ou não pôde ir à Flip, confira neste post alguns trechos de cada encontro com nossos autores e também o áudio completo das mesas divulgados pela equipe da Flip.

Armando Freitas Filho

Autor de Rol, Armando Freitas Filho foi o grande amigo e confidente de Ana Cristina Cesar e organizador de sua obra. Na mesa “Em tecnicolor”, ele conversou com Walter Carvalho sobre sua poesia, a amizade com Ana C. e o filme Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície, que fala sobre sua obra.

“O poeta procura um modo novo de falar e dizer, pelo menos, o inesperado.” — Armando Freitas Filho

Áudio

Trecho da mesa

Ana Cristina Cesar

As poetas Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marília Garcia, consideradas as herdeiras da poesia de Ana Cristina Cesar, falaram sobre a influência de Ana C. em suas obras.

“Um erro frequente da leitura da Ana Cristina é querer encontrar a autora ali naqueles versos. Você sempre vai fracassar.” – Laura Liuzzi

Áudio

Trecho da mesa

Misha Glenny

Lançando no Brasil O dono do morro, livro em que conta a história do traficante Nem da Rocinha, Misha Glenny esteve na mesa “Os olhos da rua” com o jornalista Caco Barcellos.

“Rocinha, sob o Nem, se tornou uma marca registrada. Todo mundo queria visitar a Rocinha porque era seguro.” — Misha Glenny

Áudio

Trecho da mesa

Álvaro Enrigue e Marcílio França Castro

Na mesa dedicada à literatura latino-americana, Marcílio França Castro e o mexicano Álvaro Enrigue falaram sobre seus livros, processo de escrita e influências. Marcílio acaba de lançar pela Companhia das Letras o livro Histórias naturaisO primeiro livro de Álvaro Enrigue publicado no Brasil, Morte súbita, também acaba de chegar às livrarias.

“Cada romance que se escreve tem uma forma única que não pode ser repetida.” — Álvaro Enrigue

Áudio

Trecho da mesa

Bill Clegg

Na mesa “Na pior em Nova York e Edimburgo”, Bill Clegg falou com o escritor Irvine Welsh. Lançando no Brasil seu primeiro romance, Você já teve uma família?, Bill Clegg falou sobre o livro, sobre o trabalho como agente literário e também sobre seus livros anteriores, Retrato de um viciado quando jovemNoventa diassobre sua experiência com o crack e sua recuperação.

“Tenha baixas expectativas em termos de dinheiro. Se você realmente quiser ganhar dinheiro, trabalhe no banco ou algo assim.” — Bill Clegg

Áudio

Trecho da mesa: 

Benjamin Moser e Kenneth Maxwell

O Brasil pelos olhos de dois estudiosos estrangeiros: esse foi o tema da mesa “Breviário do Brasil”, com Benjamin Moser, autor da biografia Clarice, sobre Clarice Lispector (quer será reeditada pela Companhia das Letras), e Kenneth Maxwell, autor de O império derrotado.

“Como intelectuais e como cidadãos, temos a responsabilidade de ver os erros do passado e de corrigi-los.” — Benjamin Moser

Áudio

Trecho da mesa

Valeria Luiselli

Lançando A história dos meus dentes no Brasil pela Alfaguara, a mexicana Valeria Luiselli falou na mesa “A história da minha morte” sobre o processo criativo do livro. Convidada por uma galeria de arte financiada por uma fábrica de sucos a escrever uma fição sobre a coleção da galeria, a autora contou com a ajuda dos próprios operários para criar a história do leiloeiro Gustavo “Estrada” Sánchez Sánchez. A mesa, dividida com João Paulo Cuenca, também falou sobre literatura latino-americana.

“Os livros que eu escrevo sempre funcionam como mapas, procurando unir pontos de uma constelação não antes vista.” — Valeria Luiselli

Áudio

Trecho da mesa

Karl Ove Knausgård

O escritor norueguês era um dos nomes mais aguardados da Flip. Lançando no Brasil o quarto livro da série Minha Luta, Uma temporada no escuroKnausgård conquistou os leitores brasileiros ao falar sobre a exposição de sua vida em seus livros, o início da carreira de escritor e a recepção do público e a reação de sua família após a publicação da série.

“O que você sacrifica não é o que é seu, são os outros. Quando você escreve sobre os outros é como se estivesse roubando algo deles.” — Karl Ove Knausgård

Áudio

Trecho da mesa

 Tati Bernardi

Em uma das mesas mais divertidas da Flip, Tati Bernardi falou sobre o livro Depois a louca sou eu, um relato cheio de humor sobre suas crises de ansiedade e pânico. Também esteve na mesa “Mixórdia de temáticas” o humorista português Ricardo Araújo Pereira, que falou com Tati sobre humor e literatura.

“Acho que virei um pouco um personagem de mim mesma. Tenho um superego cruel que fica torcendo muito pra eu me ferrar porque vai virar texto.” — Tati Bernardi

Áudio

Trecho da mesa

Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda

Benjamin Moser aprofundou sua pesquisa na obra de Clarice Lispector, e Heloisa Buarque de Hollanda, além de amiga, também divulga a poesia de Ana Cristina Cesar. Na mesa “De Clarice a Ana C.” os autores discutiram as obras de duas das principais autoras brasileiras.

“Ana C. e Clarice tinham uma fé inabalável na linguagem como significação, uma aposta na linguagem.” — Heloisa Buarque de Hollanda

Áudio

Trecho da mesa

Svetlana Aleksiévitch

A mesa com a ganhadora do Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch foi uma das mais cheias da história da Flip, assim como a fila de autógrafos que se formou logo depois. Falando russo, a jornalista contou algumas histórias presentes em seus livros, Vozes de Tchernóbil A guerra não tem rosto de mulherressaltando a importância dos relatos feitos pelas pessoas comuns.

“A única saída para nós é o amor. O amor cura. Acredito que o mundo não vai ser salvo pelo homem racional.” — Svetlana Aleksiévitch

Áudio da mesa

Trecho da mesa

Vilma Arêas

A mesa de encerramento da Flip também foi dedicada a Ana C. Vilma Arêas conversou com Sérgio Alcides na mesa “Luvas de pelica”, dois ensaístas que fizeram um balanço crítico e afetivo sobre a presença de Ana Cristina Cesar no cenário literário atual do país.

“Não se deve ler um livro de poesia como um romance, um poema atrás do outro, como se houvesse um enredo. Não se trata disso. Leia um por semana. Leve um ano lendo um livro de poesia. Vale a pena.” — Vilma Arêas

Áudio

Livro de cabeceira

Arthur Japin, Helen Macdonald, J. P. Cuenca, Karl Ove Knausgård, Kate Tempest, Laura Liuzzi, Marcílio França Castro, Misha Glenny e Ricardo Araújo Pereira leem trechos de seus livros favoritos.

Áudio da mesa