bernardo carvalho

Semana cento e setenta e um

Os lançamentos da semana são:

A causa secreta – e outros contos de horror, de vários autores
Os seis autores aqui reunidos representam o que há de mais importante na literatura dedicada ao gênero horror. Do precursor Edgar Allan Poe, que apresenta a atmosfera aristocrática das abadias do príncipe Próspero, personagem do conto “A máscara da morte rubra”, passando pela crueldade psicológica de Fortunato, de “A causa secreta”, de Machado de Assis, ou a morte surpreendente de Elias, um cientificista que sofre a vingança de um bicho no conto “A selvagem”, do irlandês Bram Stoker, autor da mais famosa história de vampiro na literatura, Drácula (1897). E ainda “A mão”, do francês Guy de Maupassant, “O rapa-carniça”, de Robert Louis Stevenson e “O cirurgião de Gaster Fell”, do também escocês Arthur Conan Doyle. Todas as histórias aproximam o leitor do obscuro e do indizível que muitas vezes só a literatura consegue traduzir.

Uma mulher chamada guitarra – crônicas escolhidas de Vinicius de Moraes
Entre os grandes nomes da nossa poesia, Vinicius de Moraes era também um cronista de primeira, tendo colaborado durante décadas com alguns dos mais prestigiados jornais e revistas do Brasil. Sua produção era vasta, e seus interesses abarcavam os mais diversos aspectos da cultura e da realidade do nosso país. Esta seleção de crônicas cobre assuntos que vão da infância do menino criado num Rio de Janeiro bucólico ao lirismo sobre o amor e os relacionamentos, da observação — sempre bem-humorada e aguda — do cotidiano à reflexão sobre a passagem do tempo. Uma reunião deliciosa de textos que, escritos com delicadeza e sabedoria, se mantêm ainda muito atuais.

Reprodução, de Bernardo Carvalho
Em Reprodução, Bernardo Carvalho parece fazer picadinho — com um humor convulsivo — de um típico personagem da nossa era: o comentarista de blogs e portais da internet. Reacionário e racista (embora não se assuma como tal), o “estudante de chinês” que é protagonista deste romance vive entre a realidade e a paranoia, dividido entre sua visão distorcida do mundo e a espera pelo dia em que a China dominará o planeta e então ele, iniciado no estudo do intricado idioma, poderá integrar as fileiras de uma nova classe dominante. Vítima de uma comédia de erros na hora em que pretendia embarcar para Pequim, ao ser detido pela Polícia Federal, desanda a falar venenosamente sobre tudo e todos. E é graças a esse monólogo a um só tempo trágico e patético que o autor pinta um retrato irresistível e cruel dos dias que correm.

Albert Einstein e as fronteiras da física, de Jeremy Bernstein
Albert Einstein não impressionou seus primeiros professores. Eles o achavam uma criança sonhadora e com um futuro inexpressivo. Mas em algum momento de sua juventude ele desenvolveu um deslumbramento pelo mundo. Adulto, Einstein lembrou de dois momentos de sua infância — a fascinação, aos cincos anos, pelo compasso e o momento que conheceu a precisão da geometria —, esses talvez tenham sido os primeiros sinais do que ele viria a ser anos depois. De um começo de vida típico de um jovem comum, Einstein se tornou um dos maiores pensadores e cientistas de todos os tempos. Nesta apaixonada biografia, escrita por um professor de física e adorador confesso do cientista, Jeremy Bernstein descreve para os leigos os experimentos de Einstein e as suas teorias revolucionárias, que  vão da sua mais famosa descoberta — a teoria da relatividade —, que mudou a nossa concepção de universo e o entendimento de nosso lugar no mundo, à sua pesquisa da teoria do campo unificado que explica as forças do universo.

Vidas dos grandes artistas, de Charlie Ayres
Giotto acaba de terminar a Capela Arena. Gian Lorenzo Bernini admira a melhor escultura que já concebeu na vida. Francisco de Goya aguarda a chegada da família real espanhola para um novo retrato. Eugène Delacroix enfrenta a folha em branco. Claude Monet visita seus jardins. E Leonardo da Vinci tenta controlar a impaciência de sua nova modelo, uma moça chamada Lisa. Inspirado em Vida dos Artistas, de Giorgio Vasari, primeiro clássico da História da Arte, Charlie Ayres conduz o leitor nas revoluções da arte do século XIII ao XIX. O autor visitou ateliês, capelas, galerias particulares e retiros no campo até encontrar um momento marcante que ajudou a definir a personalidade de Manet, Rembrandt, Van Gogh, Dürer entre outros. Dirigido ao público infantojuvenil, o livro é uma apresentação sucinta, envolvente e rica dos grandes nomes da arte. Além disso, traz propostas de atividades baseadas nas obras de cada artista, e também links para galerias online, nos quais é possível conhecer a produção dos artistas.

Editora Paralela

Desumano e degradante, de Patricia Cornwell
Ronnie Jod Waddel é um criminoso perigoso sentenciado à cadeira elétrica pelo assassinato brutal de uma jovem apresentadora de televisão. Depois de executado, seu corpo passa a ser tratado como o que seria uma autópsia rotineira para a médica-legista Kay Scarpetta. Porém, mais uma vez ela é desafiada por evidências confusas, e as impressões digitais encontradas em um novo crime conduzem a uma conclusão absurda. Entre tantos fatos contraditórios, novos assassinatos e comentários histéricos da imprensa questionando sua competência, Scarpetta pode ser indiciada pelos mesmos crimes que está tentando resolver. Perdida em seus relatórios e sem poder confiar em seus amigos mais próximos, ela parece ser alvo de uma intriga que vai muito além de seu território.

Entrevista com André Sant’Anna

Em janeiro publicamos aqui no blog a entrevista que Juan Pablo Villalobos havia feito com Bernardo Carvalho. Para continuar o projeto, Bernardo escolheu conversar com André Sant’Anna.

André Sant’Anna é músico, escritor, roteirista de televisão, cinema e publicidade. Ele nasceu em Belo Horizonte, morou no Rio de Janeiro e hoje vive em São Paulo. Seu primeiro livro, Amor, foi publicado em 1998. Dele, a Companhia das Letras publicou O paraíso é bem bacana e Sexo e amizade.

Leia abaixo a entrevista feita por Bernardo Carvalho. A próxima trará o escritor escolhido pelo André: seu próprio pai, Sérgio Sant’Anna.

BC: Que é que você anda escrevendo?
AS: Textos curtos, quase todos sob encomenda. Neste ano, vou lançar um livro que reúne esses textos.

BC: Você escreve contra ou a favor?
AS: Contra. A minha literatura está se tornando cada vez mais política. Estou, sim, brigando contra “o sistema”. E na minha política, a questão estética é fundamental. Então, a minha briga está no conteúdo do que escrevo e também na linguagem. Travo uma guerra contra o “escrever bem”, ou contra o “vamos todos escrever livros legais e iguais”.

BC: Que é que mudou desde quando você publicou seu primeiro livro?
AS: A principal mudança foi o fato de eu ter me tornado escritor. Quando escrevi Amor, eu não podia imaginar que algum dia sairia uma foto minha no jornal, com a legenda: “André Sant’Anna, escritor”. Na época, escrever era só diversão, só prazer, nenhum tipo de angústia. Agora já sinto um pouco mais de responsabilidade, penso mais nos leitores, na crítica, em como os livros vão ser recebidos pelas pessoas. O lado ruim é que o trabalho fica mais pesado, fica mais trabalho. O lado bom é que a gente procura se esmerar mais, pensar mais antes de escrever cada frase. Aumenta a autocrítica e isso pode trazer bons resultados.

BC: Se ninguém lesse, você parava de escrever?
AS: Acho que não. Desde a adolescência, até a publicação de Amor, sempre escrevi sem saber que um dia algo seria publicado. Mas é claro que eu dedicaria bem menos tempo da minha vida a essa atividade.

BC: Que é que você lê hoje?
AS: Todo ano acabo sendo jurado de alguns concursos literários, além de trabalhar como redator e roteirista. O resultado é que tenho lido muito pouco. Praticamente só leio algo por escolha própria quando viajo ou ando de ônibus. Neste final de ano, de férias, reli Criação, do Gore Vidal. Mas agora mesmo está chegando uma remessa de livros de um concurso, que vai ser minha leitura por um bom tempo.

BC: Você se reconhece em alguma escola/movimento/tradição — ou em algum autor?
AS: Tenho umas 4 ou 5 influências muito fortes: Nelson Rodrigues (pela visão de mundo, a guerra contra os idiotas, contra o desamor); Glauber Rocha (não pela literatura, mas pelos textos políticos, a maneira de usar a “Eztétyka” como “arma revolucionária”); Jorge Mautner e José Agrippino de Paula (pela liberdade com que escrevem); Kurt Vonnegut Jr. (pelo humanismo ácido).

BC: Você também tem uma banda. Que é que você quer com a literatura que a música não te dá?
AS: A literatura me dá independência. Escrevo sozinho, sem precisar dos outros ou de tecnologias. Com a música, sempre fiz parte de grupos, bandas grandes, com atores em cena etc. Trabalho de grupo sempre acaba em desacordos, é difícil as pessoas estarem sempre na mesma sintonia. E foi a literatura que me levou a fazer o trabalho de música que faço hoje, o “Sons e Furyas”. No show, sou mais um performer do que um músico. Leio textos, danço, canto, faço umas caretas etc. No fundo, acho que tudo é a mesma coisa — o teatro, a literatura, a música, a dança, as artes plásticas. Faço tudo isso e não sou especialista em nada disso. Acabei ficando mais conhecido como escritor. Hoje, a legenda sob a foto no jornal é “Escritor”. Não estou reclamando. A literatura mudou minha vida para melhor.

* * * * *

Trecho de O paraíso é bem bacana:

O Mané podia ter dado uma porrada bem no meio da cara daquele gordinho filho-da-puta.

Mas não.

O Mané ficou rodando em volta do gordinho filho-da-puta, olhando para os lados, esperando que algum filho-da-puta logo apartasse a briga.

Mas não.

Eles eram todos uns filhos-da-puta e queriam ver um filho-da-puta batendo no outro.

O Mané ainda não sabia que eram todos uns filhos-da-puta.

O Mané não tinha motivo para bater no gordinho filho-da-puta.

O Mané não sabia que o gordinho filho-da-puta tinha motivo para bater nele, no Mané.

O Mané queria ser amigo daqueles filhos-da-puta.

Mas não.

Aqueles filhos-da-puta sempre batiam no gordinho filho-da-puta e o gordinho filho-da-puta precisava dar umas porradas num filho-da-puta qualquer.

O Mané ainda não sabia que o filho-da-puta era ele, o Mané.

Depois contaram:

Antes, o gordinho filho-da-puta batia no filho-da-puta do Levi, até que um dia o filho-da-puta do Levi ficou com muita raiva do gordinho filho-da-puta e deu uma porrada bem no meio da cara do gordinho filho-da-puta. Era o que o Mané devia ter feito.
(continue lendo)

Entrevista com Bernardo Carvalho

Quando começamos a planejar quais novidades poderíamos trazer para o blog em 2013, logo pensamos em entrevistas. Principalmente entrevistas com autores nacionais, que formam uma parte tão importante do catálogo da editora, mas às vezes não são tão conhecidos pelo público. E quem melhor para entrevistá-los que seus colegas de profissão?

Entramos em contato, então, com nosso colunista Juan Pablo Villalobos, e perguntamos quem ele gostaria de entrevistar. O escolhido foi o escritor, jornalista e tradutor Bernardo Carvalho. Bernardo nasceu no Rio de Janeiro em 1960. Entre seus livros de ficção destacam-se Nove noites (prêmio Portugal Telecom), Mongólia (prêmio Jabuti) e O filho da mãe (finalista do prêmio São Paulo de Literatura).

Leia abaixo a entrevista feita por Juan Pablo. Daqui a algumas semanas publicaremos a entrevista feita por Bernardo Carvalho com o autor escolhido por ele: André Sant’Anna.

JPV: Queria começar falando do momento anterior à escrita, da etapa na qual você está cogitando o projeto de um livro, namorando com várias alternativas. Como é o processo até chegar à certeza de que uma dessas namoradinhas é a única e que esse é o romance que você vai escrever? Acho que em Nove noites esse processo é o que movimenta o enredo, a obsessão de um escritor por revelar um mistério do passado: o processo acaba se convertendo no romance. Muitos livros possíveis morrem sem chegar a um bom destino, são abortados. Qual foi a diferença entre seus livros que sobreviveram e seus livros abortados?
BC: Olhe, Juan Pablo, comigo as coisas não costumam funcionar exatamente como você descreveu. Em geral, são processos longos, que começam sem a consciência do fim, do que eles podem vir a ser. Não sei se posso dizer que há livros abortados, porque muita coisa é abandonada no meio do caminho, porque ainda não é a hora, para acabar sendo retomada anos depois. E, durante esse tempo todo, essas coisas ficam germinando inconscientemente, até eu entender o que elas realmente significam. Foi o que aconteceu com o Nove noites. A notícia no jornal, lida por acaso por um dos narradores no início do romance (e por mim antes de começar a escrevê-lo), serviu na realidade como despertador para um projeto que, sem que eu tivesse consciência, estava pronto para ser escrito.

JPV: O leitor está com você enquanto escreve? Quem é esse leitor para o qual você está escrevendo?
BC: Não. Essa ideia abstrata e onipotente de leitor, pra mim, é castradora. E, hoje, ela se tornou um imperativo. É lógico que você escreve para ser lido. Mas se você diz que não escreve para um leitor, logo te chamam de arrogante, pretensioso. É uma estratégia de marketing fazer o leitor acreditar que escreveram pra ele. Como se fosse um mimo. E quem escreve com um leitor-alvo em mente é publicitário. Tem a ver com a lógica da oferta e da demanda, de corresponder a uma demanda existente. Pra mim, a literatura mais interessante sempre criou demandas impensáveis, que não existiam antes dela. Ninguém podia imaginar que queria ler Kafka antes de Kafka. Ou Beckett antes de Beckett.

JPV: “Vai entrar numa terra em que a verdade e a mentira não têm mais os sentidos que o trouxeram até aqui.” É a terceira frase de Nove noites, que parece umas boas-vindas aos territórios do romance, da ficção. Qual acredita que é o lugar da ficção em nossa época? Qual o valor da ficção ao tratar fatos históricos?
BC: Acho que a ficção está em baixa. É claro que ela continua existindo com a mesma frequência e com a mesma quantidade de antes, mas já não pode dizer o seu nome impune. As pessoas precisam acreditar, hoje elas querem ser crentes. Isso fica óbvio na internet, que é um poço de imposturas. As pessoas querem ler ficção, mas sem esse rótulo, como se fosse não-ficção. Por um lado, é natural, é humano; mas por outro isso representa uma enorme infantilização do público.

JPV: Você diria que seu discurso em uma entrevista ou palestra é uma fala que se desprende de maneira natural da própria obra? Ou você tem que inventar um discurso a posteriori, começando pelo mito de criação: “comecei a escrever o romance quando…”? O ato de escrever não tem muito de inefável?
BC: O que um escritor diz sobre a própria obra não tem necessariamente nada que ver com ela.

JPV: A saideira:
Um livro tão bom que você gostaria de ter escrito.
BC: Tenho vontade de escrever livros que ainda não existem. Mesmo se não forem tão bons.
Um livro tão bom que intimidou você, que fez você duvidar de sua escolha de ser escritor.
Os livros bons não intimidam nem fazem você duvidar da sua escolha de escritor. Os ruins, sim.
Um escritor ao qual você deixaria um ramalhete enorme de flores no túmulo.
Não sou muito de ir a cemitério.

* * * * *

Trecho de Nove noites:

Isto é para quando você vier. É preciso estar preparado. Alguém terá que preveni-lo. Vai entrar numa terra em que a verdade e a mentira não têm mais os sentidos que o trouxeram até aqui. Pergunte aos índios. Qualquer coisa. O que primeiro lhe passar pela cabeça. E amanhã, ao acordar, faça de novo a mesma pergunta. E depois de amanhã, mais uma vez. Sempre a mesma pergunta. E a cada dia receberá uma resposta diferente. A verdade está perdida entre todas as contradições e os disparates. Quando vier à procura do que o passado enterrou, é preciso saber que estará às portas de uma terra em que a memória não pode ser exumada, pois o segredo, sendo o único bem que se leva para o túmulo, é também a única herança que se deixa aos que ficam, como você e eu, à espera de um sentido, nem que seja pela suposição do mistério, para acabar morrendo de curiosidade. Virá escorado em fatos que até então terão lhe parecido incontestáveis. Que o antropólogo americano Buell Quain, meu amigo, morreu na noite de 2 de agosto de 1939, aos vinte e sete anos. Que se matou sem explicações aparentes, num ato intempestivo e de uma violência assustadora. Que se maltratou, a despeito das súplicas dos dois índios que o acompanhavam na sua última jornada de volta da aldeia para Carolina e que fugiram apavorados diante do horror e do sangue. Que se cortou e se enforcou. Que deixou cartas impressionantes mas que nada explicam. Que foi chamado de infeliz e tresloucado em relatos que eu mesmo tive a infelicidade de ajudar a redigir para evitar o inquérito. Passei anos à sua espera, seja você quem for, contando apenas com o que eu sabia e mais ninguém, mas já não posso contar com a sorte e deixar desaparecer comigo o que confiei à memória. Também não posso confiar a mãos alheias o que lhe pertence e durante todos estes anos de tristezas e desilusões guardei a sete chaves, à sua espera. Me perdoe. Não posso me arriscar. Já não estou em condições ou idade de desafiar a morte. Amanhã pego a balsa de volta para Carolina. Mas antes deixo este testamento para quando você vier e deparar com a incerteza mais absoluta. (continue lendo)

Links da semana

Acima você vê, em primeira mão, uma foto do boneco de Xu, personagem de Cachalote, que está sendo produzido pelo estúdio Factotum para a exposição de originais da graphic novel que ocorrerá em setembro em São Paulo. A Aline, do blog Godot não virá, resenhou a hq de Daniel Galera e Rafael Coutinho.

O Rafael, do blog O Espanador, resenhou O castelo nos Pirineus, de Jostein Gaarder. Ele também falou sobre o encontro que aconteceu segunda-feira entre Mia Couto e Agualusa na Livraria da Vila.

Apesar das constantes manchetes sobre a morte do livro, a Veja on-line fala sobre as tecnologias que estão ajudando a melhorar o livro impresso.

O José Maurício, do blog Kínesis, leu Nove noites, de Bernardo Carvalho. No blog O Café, a Amanda fala de Bordados, de Marjane Satrapi, enquanto Jonas resenhou Uma solidão ruidosa, de Bohumil Hrabal, para o Scream & Yell.

Duas pessoas resenharam A vitória de Orwell, de Christopher Hitchens: o Thiago, do blog Os que cheiraram Cocteau, e a Anica, do Meia Palavra.

Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro, ganhou adaptação para o cinema com participação de Keira Knightley e Carey Mulligan, e um novo pôster do filme foi divulgado.

jornal argentino Página 12 fala sobre Blanco noturno, primeiro romance de Ricardo Piglia em treze anos, e o site Geekologie mostra o que aconteceria se eventos históricos fossem usuários do Facebook.

No Meia Palavra, a Taize resenhou O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca. O lançamento em São Paulo do livro foi marcado para 2 de setembro.

Em entrevista a Mario Gioia, o crítico Lorenzo Mammì analisa os ensaios de Giulio Carlo Argan reunidos no livro A Arte Moderna na Europa.

No portal InfoEscola, a Ana Lucia resenha Invisível, de Paul Auster. A Marina resenhou em seu blog o clássico infantil Píppi Meialonga, de Astrig Lindgren, e Wellington fala sobre a obra de José Saramago no Digestivo Cultural.

Para terminar, o Alessandro, do blog Livros e afins, dá doze dicas para facilitar o hábito de leitura, e o Portal Exame mostra os detalhes de catorze leitores de e-books, para que você possa compará-los.