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Perdeu a Flip? Ouça todas as mesas na íntegra

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Foto: Festa Literária Internacional de Paraty/Walter Craveiro

A Festa Literária Internacional de Paraty acabou no último domingo, dia 3 de julho. O Grupo Companhia das Letras marcou presença com vários autores em sua programação principal e paralela, incluindo a Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch e o norueguês Karl Ove Knausgård. Além, é claro, das mesas sobre Ana Cristina Cesar, grande homenageada desta edição.

Se você perdeu alguma mesa ou não pôde ir à Flip, confira neste post alguns trechos de cada encontro com nossos autores e também o áudio completo das mesas divulgados pela equipe da Flip.

Armando Freitas Filho

Autor de Rol, Armando Freitas Filho foi o grande amigo e confidente de Ana Cristina Cesar e organizador de sua obra. Na mesa “Em tecnicolor”, ele conversou com Walter Carvalho sobre sua poesia, a amizade com Ana C. e o filme Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície, que fala sobre sua obra.

“O poeta procura um modo novo de falar e dizer, pelo menos, o inesperado.” — Armando Freitas Filho

Áudio

Trecho da mesa

Ana Cristina Cesar

As poetas Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marília Garcia, consideradas as herdeiras da poesia de Ana Cristina Cesar, falaram sobre a influência de Ana C. em suas obras.

“Um erro frequente da leitura da Ana Cristina é querer encontrar a autora ali naqueles versos. Você sempre vai fracassar.” – Laura Liuzzi

Áudio

Trecho da mesa

Misha Glenny

Lançando no Brasil O dono do morro, livro em que conta a história do traficante Nem da Rocinha, Misha Glenny esteve na mesa “Os olhos da rua” com o jornalista Caco Barcellos.

“Rocinha, sob o Nem, se tornou uma marca registrada. Todo mundo queria visitar a Rocinha porque era seguro.” — Misha Glenny

Áudio

Trecho da mesa

Álvaro Enrigue e Marcílio França Castro

Na mesa dedicada à literatura latino-americana, Marcílio França Castro e o mexicano Álvaro Enrigue falaram sobre seus livros, processo de escrita e influências. Marcílio acaba de lançar pela Companhia das Letras o livro Histórias naturaisO primeiro livro de Álvaro Enrigue publicado no Brasil, Morte súbita, também acaba de chegar às livrarias.

“Cada romance que se escreve tem uma forma única que não pode ser repetida.” — Álvaro Enrigue

Áudio

Trecho da mesa

Bill Clegg

Na mesa “Na pior em Nova York e Edimburgo”, Bill Clegg falou com o escritor Irvine Welsh. Lançando no Brasil seu primeiro romance, Você já teve uma família?, Bill Clegg falou sobre o livro, sobre o trabalho como agente literário e também sobre seus livros anteriores, Retrato de um viciado quando jovemNoventa diassobre sua experiência com o crack e sua recuperação.

“Tenha baixas expectativas em termos de dinheiro. Se você realmente quiser ganhar dinheiro, trabalhe no banco ou algo assim.” — Bill Clegg

Áudio

Trecho da mesa: 

Benjamin Moser e Kenneth Maxwell

O Brasil pelos olhos de dois estudiosos estrangeiros: esse foi o tema da mesa “Breviário do Brasil”, com Benjamin Moser, autor da biografia Clarice, sobre Clarice Lispector (quer será reeditada pela Companhia das Letras), e Kenneth Maxwell, autor de O império derrotado.

“Como intelectuais e como cidadãos, temos a responsabilidade de ver os erros do passado e de corrigi-los.” — Benjamin Moser

Áudio

Trecho da mesa

Valeria Luiselli

Lançando A história dos meus dentes no Brasil pela Alfaguara, a mexicana Valeria Luiselli falou na mesa “A história da minha morte” sobre o processo criativo do livro. Convidada por uma galeria de arte financiada por uma fábrica de sucos a escrever uma fição sobre a coleção da galeria, a autora contou com a ajuda dos próprios operários para criar a história do leiloeiro Gustavo “Estrada” Sánchez Sánchez. A mesa, dividida com João Paulo Cuenca, também falou sobre literatura latino-americana.

“Os livros que eu escrevo sempre funcionam como mapas, procurando unir pontos de uma constelação não antes vista.” — Valeria Luiselli

Áudio

Trecho da mesa

Karl Ove Knausgård

O escritor norueguês era um dos nomes mais aguardados da Flip. Lançando no Brasil o quarto livro da série Minha Luta, Uma temporada no escuroKnausgård conquistou os leitores brasileiros ao falar sobre a exposição de sua vida em seus livros, o início da carreira de escritor e a recepção do público e a reação de sua família após a publicação da série.

“O que você sacrifica não é o que é seu, são os outros. Quando você escreve sobre os outros é como se estivesse roubando algo deles.” — Karl Ove Knausgård

Áudio

Trecho da mesa

 Tati Bernardi

Em uma das mesas mais divertidas da Flip, Tati Bernardi falou sobre o livro Depois a louca sou eu, um relato cheio de humor sobre suas crises de ansiedade e pânico. Também esteve na mesa “Mixórdia de temáticas” o humorista português Ricardo Araújo Pereira, que falou com Tati sobre humor e literatura.

“Acho que virei um pouco um personagem de mim mesma. Tenho um superego cruel que fica torcendo muito pra eu me ferrar porque vai virar texto.” — Tati Bernardi

Áudio

Trecho da mesa

Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda

Benjamin Moser aprofundou sua pesquisa na obra de Clarice Lispector, e Heloisa Buarque de Hollanda, além de amiga, também divulga a poesia de Ana Cristina Cesar. Na mesa “De Clarice a Ana C.” os autores discutiram as obras de duas das principais autoras brasileiras.

“Ana C. e Clarice tinham uma fé inabalável na linguagem como significação, uma aposta na linguagem.” — Heloisa Buarque de Hollanda

Áudio

Trecho da mesa

Svetlana Aleksiévitch

A mesa com a ganhadora do Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch foi uma das mais cheias da história da Flip, assim como a fila de autógrafos que se formou logo depois. Falando russo, a jornalista contou algumas histórias presentes em seus livros, Vozes de Tchernóbil A guerra não tem rosto de mulherressaltando a importância dos relatos feitos pelas pessoas comuns.

“A única saída para nós é o amor. O amor cura. Acredito que o mundo não vai ser salvo pelo homem racional.” — Svetlana Aleksiévitch

Áudio da mesa

Trecho da mesa

Vilma Arêas

A mesa de encerramento da Flip também foi dedicada a Ana C. Vilma Arêas conversou com Sérgio Alcides na mesa “Luvas de pelica”, dois ensaístas que fizeram um balanço crítico e afetivo sobre a presença de Ana Cristina Cesar no cenário literário atual do país.

“Não se deve ler um livro de poesia como um romance, um poema atrás do outro, como se houvesse um enredo. Não se trata disso. Leia um por semana. Leve um ano lendo um livro de poesia. Vale a pena.” — Vilma Arêas

Áudio

Livro de cabeceira

Arthur Japin, Helen Macdonald, J. P. Cuenca, Karl Ove Knausgård, Kate Tempest, Laura Liuzzi, Marcílio França Castro, Misha Glenny e Ricardo Araújo Pereira leem trechos de seus livros favoritos.

Áudio da mesa

Oito livros para você se preparar para a Flip 2016

A 14ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty acontece entre os dias 29 de junho e 3 de julho, e a programação principal do evento já foi anunciada. O grupo Companhia das Letras está preparando vários lançamentos de seus autores convidados, mas enquanto os novos livros não chegam, você pode conhecer as suas obras com os títulos já lançados aqui no Brasil. Para isso, fizemos esta lista com alguns livros para você ir se preparando para a Flip. Confira!

1. McMáfiade Misha Glenny

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Em junho, Misha Glenny lança O dono do morro, livro em que conta a história do traficante Nem e, por consequência, a história do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Mas abordando o crime em uma escala maior, o jornalista lançou no Brasil em 2008 o livro McMáfia, que aborda o crescimento exponencial do crime organizado em todo o planeta. Para este livro, Misha Glenny realizou três anos de pesquisas e investigações em todos os continentes para mapear a proliferação das redes criminosas mundo afora e apresenta dados estarrecedores sobre ações ilícitas que vão desde o tráfico de mulheres russas para Israel até os crimes eletrônicos perpetrados em países como o Brasil e a Nigéria, das rotas do narcotráfico ao contrabando de petróleo, diamantes ou caviar.

2. Retrato de um viciado quando jovem, de Bill Clegg

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Antes deste livro, Bill Clegg atuava no mercado editorial como agente literário. Sua estreia como autor, Retrato de um viciado quando jovem é um relato comovente — e assustador — de sua vida como usuário de crack, a história de um jovem profissional que abandona a carreira promissora em Nova York e mergulha no mundo de paranoia e desespero do vício. Escrito com uma sinceridade atordoante, que muitas vezes toma o ponto de vista externo do narrador, como se o distanciamento permitisse uma liberdade maior em descrições espantosas e comoventes, o livro acompanha a queda e a redenção final de alguém que se propôs a destruir tudo o que tem e ama. Retrato ganhou uma continuação com o lançamento de Noventa dias, relato da reabilitação do autor. Agora em junho, lançaremos seu primeiro romance, Você já teve uma família?.

3. Vozes de Tchernóbilde Svetlana Aleksiévitch

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Vencedora do Nobel de Literatura de 2015, Svetlana não tinha sua obra publicada no Brasil até abril deste ano, quando lançamos Vozes de Tchernóbil no aniversário de 30 anos da tragédia nuclear. Para este livro, Svetlana entrevistou centenas de pessoas que viveram o desastre, viúvas, bombeiros, cientistas, soldados convocados para conter a destruição causada pela radiação. E são as vozes destas pessoas que a jornalista usa para contar a história de Tchernóbil. Vozes não é um livro que apresenta uma ordem cronológica dos fatos ou que explique o que causou o acidente, mas sim um relato do que aquelas pessoas sofreram e ainda sofrem depois de serem atingidas de alguma forma pela tragédia. O próximo livro de Svetlana Aleksiévitch a ser lançado pela Companhia das Letras é A guerra não tem rosto de mulher, a história das mulheres soviéticas que lutaram na Segunda Guerra Mundial que estará nas livrarias até a Flip.

4. Rostos na multidão, de Valeria Luiselli

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No México, uma jovem mãe de duas crianças pequenas tenta escrever um romance sobre sua juventude em Nova York e a obsessão que tem por um excêntrico e obscuro poeta mexicano, Gilberto Owen — que viveu na mesma cidade nos anos 1920. A presença quase fantasmagórica do poeta envolve a narradora com frequência. A vida familiar da jovem rui lentamente, assim como a de Owen ruía tantas décadas antes. E assim as vozes da narradora e do poeta se encontram numa história que aproxima suas vidas, apesar de estarem distantes no tempo. A inventiva estrutura de narração de Valeria Luiselli faz de Rostos na multidão, seu primeiro livro publicado no Brasil, um romance multifacetado e emocionante, fruto de uma das vozes mais surpreendentes da nova literatura latino-americana. Seu próximo livro a ser lançado pela Alfaguara é A história dos meus dentes, que chega às livrarias em junho.

5. Minha luta, de Karl Ove Knausgård

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Difícil indicar só um dos três volumes já lançados da série Minha Luta, do norueguês Karl Ove Knausgård. Dividido em seis livros (o quarto, Uma temporada no escuro, será lançado em junho), a série autobiográfica se tornou best-seller na Noruega e fenômeno literário internacional. Com A morte do pai, Knausgård inaugura o projeto, centrando a história nos dias da adolescência e nas memórias sobre a convivência conturbada com o pai. Em Um outro amor, o autor escreve sobre a relação com a segunda esposa, os filhos que começam a nascer e a rotina conflitante de pai e escritor. Já em A ilha da infância ele reconstrói as memórias da infância, os seus medos na época e reflete sobre como aquela criança e o homem que agora escreve são a mesma pessoa. Até o final da série, serão mais de 6 mil páginas que revelam os detalhes mais íntimos da vida do autor e de seus familiares com pleno domínio da atividade narrativa.

6. Depois a louca sou eu, de Tati Bernardi

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Crises de pânico, de ansiedade, o medo de viajar de avião e os remédios que controlam tudo isso estão em Depois a louca sou eu, de Tati Bernardi. Um livro que, segundo Otavio Frias Filho, “é como se a tampa da cabeça de Tati Bernardi fosse desatarraxada para que os fãs bisbilhotassem à vontade lá dentro”. No livro, Tati retrata com muito humor, no seu estilo escrachado e ágil, as primeiras crises, a mania de fazer listas e os seus medos, conseguindo falar de um tema delicado que é a ansiedade provocando gargalhadas ao mesmo tempo em que mantém um pacto de seriedade com o leitor.

7. Vento sul, de Vilma Arêas

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Vento sul reúne vinte contos (ou “ficções”, como quer a autora) de leitura fácil, sentido cristalino e efeito impactante. Eles estão organizados em quatro blocos: “Matrizes”, “Contracanto”, “Planos paralelos” e “Garoa, sai dos meus olhos” – este último citando um poema de Mário de Andrade. Neles se articulam histórias fundadoras, lembranças de personagens e vivências, vinhetas poéticas, aqui e ali uma quase parábola para falar de temas de abordagem difícil como a violência solapada que às vezes se pratica nas famílias. Em todas as histórias o leitor encontra a perda – e sua outra face: a persistência da memória.

8. Poética, de Ana Cristina Cesar

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Não podemos falar da Flip 2016 sem falar de Ana Cristina Cesar, autora homenageada desta edição. Publicado em 2013, Poética reúne todos os livros de uma das mais importantes representantes da poesia marginal. Fazem parte de Poética os livros Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica, A teus pés (que ganha nova edição pela coleção Poesia de Bolso agora em maio), Inéditos e dispersos, Antigos e soltos: títulos fora de catálogo há décadas reunidos em um único volume e enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curadoria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho, que participa da mesa de abertura da Flip e lança o livro Rol em julho pela Companhia das Letras. É leitura imprescindível para quem quer conhecer Ana C.

 

Conheça mais autores que estarão na Festa Literária Internacional de Paraty.

Conheça nossos autores confirmados na Flip 2016

De 29 de junho a 3 de julho acontece a 14ª Festa Literária Internacional de Paraty. Em 2016, o tradicional evento literário de Paraty, no Rio de Janeiro, homenageia a poeta Ana Cristina Cesar, que teve toda a sua obra publicada pela Companhia das Letras em PoéticaNeste ano, onze autores do Grupo Companhia das Letras estão confirmados na programação principal da Flip, e mais cinco autores na Flipinha. Conheça!

Svetlana Aleksiévitch

Escritora Svetlana Alexijevich

O primeiro nome confirmado em 2016 foi o da Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch. O primeiro livro da jornalista bielorussa publicado no Brasil é Vozes de Tchernóbil, que chegou às livrarias na última semana. No livro, Svetlana reúne relatos de viúvas, trabalhadores, soldados, bombeiros, médicos e cientistas que vivenciaram e sobreviveram ao desastre de Tchernóbil. O livro não só mostra a destruição que o acidente nuclear causou, mas apresenta também as consequências desse desastre na vida daquelas pessoas comuns. Em junho, lançaremos também A guerra não tem rosto de mulher, a história de soldadas soviéticas que lutaram durante a Segunda Guerra.

Svetlana participa da Flip no sábado, dia 2 de julho, às 17h15.

Misha Glenny

MishaGlenny - © Ivan Gouveia

Misha Glenny é um renomado jornalista e historiador britânico, trabalhou como correspondente do diário inglês The Guardian e da emissora BBC na Europa Central. Cobriu o colapso do comunismo nos países que pertenciam ao Pacto de Varsóvia e as guerras que despedaçaram a ex-Iugoslávia. Em junho, lança no Brasil o livro O dono do morro, que conta a história de Antônio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, que se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha. A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade. Misha Glenny também publicou pela Companhia das Letras os livros McMáfia, sobre o crime organizado na globalização, e Mercado sombrioem que fala dos crimes na internet.

Misha Glenny divide a mesa “Os olhos da rua” com o jornalista Caco Barcellos na quinta-feira, dia 30 de junho, às 15h.

Karl Ove Knausgård

Karl Ove Knausgard 2012_Maria Teresa Slanzi

Karl Ove Knausgård nasceu em Oslo em 1968 e é considerado o mais importante escritor norueguês de sua geração. Conquistou leitores do mundo todo com a série Minha luta, livros híbridos entre a ficção e a memória, em que o autor explora, com pleno domínio da atividade narrativa, as possibilidades da ficção contemporânea. No Brasil, os três primeiros títulos da série já foram lançados — A morte do pai, Um outro amor A ilha da infância. Em junho chega às livrarias Uma temporada no escuro, quarto livro da série que será centrado na juventude do escritor.
O encontro com Knausgård acontece na sexta-feira, 1º de julho, às 17h15.

Marcílio França Castro

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De Belo Horizonte, Marcílio França Castro é mestre em teoria literária pela UFMG, publicou A casa dos outros e Breve cartografia de lugares sem nenhum interesse, pelo qual recebeu o Prêmio Literário Biblioteca Nacional. Pela Companhia das Letras, publica em maio Histórias naturais, livro que exibe um fantástico domínio técnico, um olhar original sobre as relações humanas e um ponto de vista singular para tratar a matéria imaginativa em contos sobre as estranhezas que compõem a vida cotidiana.

Marcílio França Castro divide a mesa “Histórias naturais” com Álvaro Enrigue na quinta-feira, 30 de junho, às 17h15.

Bill Clegg

Bill Clegg © Brigitte Lacombe

Bill Clegg é agente literário em Nova York. Sua estreia como autor foi com Retrato de um viciado quando jovem, livro em que narra sua experiência como usuário de crack. O livro recebeu elogios de diversos críticos e de escritores como Michael Cunningham e Irvine Welsh, e ganhou uma sequência em Noventa dias, que aborda sua reabilitação. Em maio, lança no Brasil Você já teve uma família?, seu primeiro romance, com personagens que procuram conforto nos lugares mais improváveis para superar suas tragédias pessoais.

Bill Clegg participa da mesa “Na pior em Nova York e Edimburgo” com Irvine Welsh na quinta-feira, 30 de junho, às 21h30.

Tati Bernardi

Retrato Tati Bernardi para Companhia das Letras, Janeiro de 2016.

Tati Bernardi já conquistou uma legião de leitores com a sua coluna na Folha de S. Paulo. Além da sua coluna, também é autora da Rede Globo e roteirista de cinema. Em fevereiro deste ano, lançou Depois a louca sou eu, um relato bem-humorado e escrachado que relembra suas histórias de pânico e ansiedade. As primeiras crises de pânico, a mania de fazer listas, o medo de viajar de avião, os remédios tarja-preta estão neste livro, onde tudo aparece sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar, taquicardia e, sobretudo, humor.

Tati Bernardi divide a mesa “Mixórdia de temáticas” com Ricardo Araújo Pereira no domingo, 3 de julho, às 12h.

Armando Freitas Filho

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O poeta Armando Freitas Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1940. Foi pesquisador na Fundação Casa de Rui Barbosa, secretário da Câmara de Artes no Conselho Federal de Cultura, assessor do Instituto Nacional do Livro no Rio de Janeiro, pesquisador na Fundação Biblioteca Nacional, assessor no gabinete da presidência da Funarte. É autor de Palavra, Dual, À mão livre, 3×4 (Prêmio Jabuti de Poesia, 1986), De cor, Números anônimos, Fio terra (Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional, 2000), entre outros livros. Reuniu sua obra poética em Máquina de escrever (2003). Pela Companhia das Letras, publicou os livros Dever, Lar, Raro mar. Em junho, lança Rol. 

Armando Freitas Filho participa da mesa de abertura da Flip na quarta-feira, dia 29 de junho, com Walter Carvalho.

Valeria Luiselli

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Valeria Luiselli nasceu na Cidade do México, em 1983. É colaboradora da revista Letras Libres e seus textos já foram publicados nos jornais The New York Times e Reforma. Ela vive atualmente entre o México e Nova York, onde faz um doutorado na Universidade Columbia. No Brasil, publicou pela Alfaguara Rostos na multidão, um romance multifacetado e emocionante sobre uma jovem mãe de duas crianças pequenas que tenta escrever um romance sobre sua juventude em Nova York e a obsessão que tem por um excêntrico e obscuro poeta mexicano. Em junho, a Alfaguara lança seu novo romance, A história dos meus dentes.

Valeria Luiselli participa da mesa “A história da minha morte” com J. P. Cuenca, na sexta-feira, 1º de julho, às 12h.

Álvaro Enrigue

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Álvaro Enrigue nasceu em Guadalajara, México, em 1969. Tem sido considerado um dos mais imaginativos e poderosos ficcionistas da literatura de língua espanhola. Publicou contos e romances, mas foi a partir de Morte súbita que se tornou um autor mundialmente reconhecido. O romance chega às livrarias brasileiras em maio, uma narrativa alucinante e vertiginosa que começa em uma partida de tênis e se transforma numa história alternativa da humanidade.

Álvaro Enrigue divide a mesa “Histórias naturais” com Marcílio França Castro na quinta-feira, 30 de junho, às 17h15.

Vilma Arêas

Vilma Areas©Lucila Wroblewski

Fluminense, Vilma Arêas estreou na ficção com Partidas (contos, Francisco Alves, 1976). Aos trancos e relâmpagos (literatura infantil, Scipione, 1988) e A terceira perna (contos, Brasiliense, 1992) mereceram o prêmio Jabuti. Em 2002, Trouxa frouxa (contos) recebeu o prêmio Alejandro José Cabassa (44o. aniversário da União Brasileira de Escritores), e em 2005 Clarice Lispector com a ponta dos dedos (ensaio) recebeu o prêmio APCA categoria literatura. Professora titular de literatura brasileira na Unicamp, Vilma Arêas ainda publicou pela Companhia das Letras o livro Vento sul.

Vilma Arêas participa da mesa de encerramento “Luvas de pelica” com Sérgio Alcides no domingo, 3 de julho, às 14h.

Patrícia Campos Mello

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Patrícia Campos Mello, jornalista paulistana, atualmente é repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo. Cobrindo economia, relações internacionais e direitos humanos há 15 anos, já esteve em quase 50 países fazendo reportagens. É autora de Índia: da miséria à potência (Planeta, 2008) e prepara Lua de mel em Kobani, com publicação prevista pela Companhia das Letras, em que narra a história da guerra contra o estado islâmico na Síria através do olhar de um casal de refugiados.

Participa da mesa “Siria mon amour” no domingo, dia 3 de julho, às 10h com Abud Said.

Flipinha

Ernani Ssó

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Ernani Ssó é autor de livros infantis como Castelos e fantasmasCom mil diabos! Contos de gigantesTambém é tradutor da edição da Penguin-Companhia de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Na Flipinha, o autor participa do “Mesão: desafios literários”, às 9h do dia 30 de junho, com Lázaro Ramos, Angela-Lago e a dupla Palavra Cantada. Já no sábado, dia 2 de julho, ele participa da mesa “Histórias de arrepiar!”, com Alexandre de Castro Gomes, às 10h30.

Angela-Lago

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Nasceu em Belo Horizonte, em 1945. Viveu na Venezuela e na Escócia. Há vinte anos escreve e ilustra livros para crianças, como os livros O caixão rastejante e outras assombrações de família, Muito capeta Sete histórias para sacudir o esqueletoNa quinta-feira, dia 30 de junho, participa do “Mesão: desafios literários”, às 9h, e da mesa “Caderno de segredos” com Lázaro Ramos, às 10h30.

Patricia Auerbach

Nasceu em São Paulo, em 1978. Se formou em arquitetura e trabalhou como diretora de arte, artista plástica e professora de história da arte. Desde pequena sempre adorou desenhar, escrever e inventar histórias. Hoje é autora e ilustradora de livros infantis, professora e mãe, e lançou pela Companhia das Letrinhas o livro Histórias de antigamentePatricia participa da mesa “Diálogos texto e imagem” no dia 1º de julho, às 10h30, com Aline Abreu.

Blandina Franco e José Carlos Lollo

Blandina Franco e José Carlos Lollo são a dupla responsável pelas historinhas do cãozinho Pum, como Soltei o Pum na escola! e Quem soltou o Pum?Em 2016 lançaram ErnestoBlandina e Lollo participam da mesa “Histórias parceiras” no dia 3 de julho, às 10h30, com Laura Castilhos.

Semana cento e setenta e cinco

Os lançamentos desta semana são:

A filha das flores, de Vanessa da Mata
Giza cresceu à beira de uma estrada que liga o norte e o sul do país. Sua geografia familiar, no entanto, pouco ultrapassa os limites da casa de infância, onde foi criada em meio às plantações de flores, ao pé do jardim. Os buquês e arranjos que lá eram preparados abasteciam toda a região, aproximando Giza de um universo de gente que ama, é rejeitada e morre, cada circunstância pedindo a sua própria flor.  Assim, a menina, vivendo à sombra das tias, duas garotas que já encantavam os homens do vilarejo, encontrava seu jeito de vencer as cercas de casa. Mas, se das flores ela colecionava as histórias, das tias ela ganhava um vislumbre da vida adulta, que Margarida e Florinda, a despeito de serem pouco mais velhas, pareciam abraçar com naturalidade. Quase como uma estrangeira na casa, Giza passa a infância navegando pelos códigos e subentendidos da família, à beira de algo que ela parece prestes a compreender. Dona de uma imaginação prodigiosa, ela preenche esses espaços com doçura, humor e leveza, que a autora soube captar num estilo vivo e vibrante. Mas a menina cresce. E começa a saber de seu corpo, de suas vontades e de seus arredores. Viajando no carro que usa para entregar flores, ela ultrapassa os limites impostos pela família e chega a uma vila, lugar sobre o qual pairam histórias tenebrosas, e que ela passará a frequentar em busca de uma vida mais terrena.

Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato
O nove de maio de 2000 é um dia qualquer em São Paulo. Os habitantes seguem realizando pequenos e grandes feitos cotidianos, protagonistas de uma narrativa subterrânea, que representa, ao fim e ao cabo, o próprio tecido da cidade. Para captar essa polifonia urbana, Ruffato estruturou seu romance em 70 episódios, cada qual com registro e fôlego próprios, alternando entre poesia, discurso publicitário, música, teatro e prosa, instantâneos de uma cidade que só se move deixando para trás um rasto de esquecidos. Ao jogar luz sobre esses anônimos, o autor iluminou também as circunstâncias em que eles se confrontam, em atos que se alternam entre a solidariedade e a frieza. Mais de uma década depois de sua publicação, Eles eram muitos cavalos segue um retrato atual e doloroso da vida na grande cidade.

Noventa dias, de Bill Clegg (Tradução de Pedro Maia Soares)
Depois de narrar seu mergulho insano nas profundezas da droga, Bill Clegg descreve a batalha cotidiana para abandonar o vício do crack e do álcool. Ele está de volta a Nova York, após passar uma temporada numa clínica de desintoxicação, e tem um único objetivo na vida: completar noventa dias – apenas três meses – sem se drogar. Para o comum dos mortais, parece coisa simples. Para o viciado, é um trabalho de Sísifo, uma luta diária contra a fissura pela droga, contra a força magnética avassaladora que o leva a procurar traficantes e antros de junkies. O autor narra com absoluta honestidade o drama monstruoso de sua vida, que a qualquer momento pode se transformar em tragédia. São muitas as recaídas, é insaciável a vontade da droga, é forte a tentação de acabar de vez com a vida, é penoso o retorno à superfície. Para Clegg, ficar sóbrio não depende apenas da tão alardeada força de vontade: ele precisa do suporte e da convivência de seus colegas de recuperação. O árduo caminho de volta passa pelo apoio de um “padrinho” a quem possa recorrer a qualquer momento de fraqueza, e pelo comparecimento a reuniões de viciados – duas, três vezes por dia -, em que o relato de cada um reforça a disposição dos outros de permanecer limpo.  Neste diário de franqueza pungente, por vezes inacreditável, Bill Clegg expõe as idas e vindas de uma jornada que não tem fim, que recomeça todos os dias, de uma vida que avança sobre o fio da navalha.

Caras animalescas, de Ilan Brenman e Renato Moriconi
Nas fábulas e histórias que escutamos desde pequenos, os bichos muitas vezes se comportam como humanos. Eles andam, falam e se vestem como nós. Com os personagens deste livro acontece exatamente o contrário. O Abelardo se acha a estrela da pista e é cheio de sardas, parece mais um leopardo. E a dona Ninoca, sempre de bom humor, adora uma brincadeira e não sai da água. Pra completar, tem a maior cara de… adivinha!

O livro das lendas, de Shoham Smit (Ilustrações de Vali Mintzi; Tradução de Paulo Geiger)
O que os animais comiam na arca de Noé? Como Moisés ficou gago? Quais foram os enigmas que a rainha de Sabá apresentou ao rei Salomão? Neste livro vamos conhecer algumas das lendas mais importantes da cultura judaica e descobrir a resposta para essas e outras perguntas. Apresentando povos e costumes antigos para os leitores de hoje, as histórias protagonizadas por personagens do Velho Testamento, os contos sobre sábios e as fábulas diversas vêm acompanhados de explicações e reflexões sobre os aspectos mais significativos e curiosos de cada uma das narrativas, que relacionam esses tempos ao mundo atual. Repletos de figuras e lugares misteriosos, estes textos, escritos há centenas de anos, irão encantar adultos e crianças.

Pequena Grande Tina, de Patricia Auerbach (Ilustrações de Ronaldo Fraga)
Chega uma idade em que as crianças querem, mais que tudo, crescer logo para serem grandes, bem grandes. A Tina está nessa, não vê a hora de alcançar a torneira do banheiro e o botão mais alto do elevador. Este livro, que nasceu da cabeça da Patricia Auerbach e ganhou forma (e algumas roupas!) nas mãos do Ronaldo Fraga, fala sobre as angústias e alegrias do crescimento, a partir de páginas que se desdobram e, ao final da leitura, dão a noção exata do tamanho da menina.

Semana quarenta e cinco

Os lançamentos da semana são:

Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo Moraes
De volta às livrarias, o lirismo deliciosamente pornográfico destes dois romances cult.
Ricardo de Mello é o herói-narrador de Tanto faz — o garotão à beira dos 30 que deixa um emprego burocrático em São Paulo para morar em Paris, com um ano de bolsa de estudos num curso de economia. Mas seu verdadeiro projeto é ser escritor. E ele logo pula fora da faculdade para investir numa vida aventureira e desregrada, animada com bebida, haxixe, drogas mais pesadas e as dezenas de girls que vai seduzindo.
Depois de um ano de esbórnia em Paris, é hora de voltar para casa. E é essa volta, com escala em Nova York e no Rio, que ele narra em Abacaxi, polvilhada de cenas de sexo ou escatológicas e toda sorte de jorros e fluidos.
Transgressores para a época e ainda capazes de chocar qualquer cidadão, Tanto faz e Abacaxi escancaram o talento de um grande escritor, com seus achados linguísticos, diálogos hilários e um cruzamento vertiginoso e saboroso entre alta e baixa cultura.

O invasor, de Marçal Aquino
Ambientado em São Paulo, o livro narra a história de três engenheiros, sócios numa construtora, que entram em conflito no momento em que são convidados a participar de uma falcatrua. Dois deles decidem eliminar o sócio que atrapalha os negócios, sem imaginar que estão colocando em movimento engrenagens que irão tragá-los num pesadelo de ambição, culpa e violência.
Assim é O invasor, novela que só foi concluída cinco anos depois de ter virado roteiro do premiado filme do diretor Beto Brant, com Paulo Miklos e Sabotage no elenco.
Junto com Tanto faz & Abacaxi, o livro marca a inauguração do selo Má Companhia, dedicado a autores polêmicos. O evento de lançamento será dia 13 de abril, em São Paulo, com bate-papo entre os autores mediado por Joca Reiners Terron.

Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
Com uma literatura engajada e realista, Lima Barreto (1881-1922) compôs um romance cuja história oscila do humor ao drama. Ambientado no final do século XIX, o livro conta a história do major Policarpo Quaresma, nacionalista extremado, cuja visão sublime do Brasil é motivo de desdém e ironia. Interessado em livros de viagem, defensor da língua tupi e seguidor de manuais de agricultura, Policarpo é, sobretudo, um “patriota”, e quer defender sua nação a todo custo. O patriotismo aferrado leva o protagonista a se envolver em projetos, que constituem as três partes do livro.
Esta nova edição traz uma introdução da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, um texto de Oliveira Lima, publicado em 1916 no Jornal do Commercio, e também cerca de trezentas notas elaboradas por Lilia Moritz Schwarcz, Lúcia Garcia e Pedro Galdino que recuperam citações, textos, autores e personalidades históricas presentes no romance.

Vesuvio, de Zulmira Ribeiro Tavares
O aviso está nos primeiros versos: “Tua cabeça a prumo emplaca o tempo. Dentro dela guardas o Vesuvio”. É esse conteúdo incandescente que Zulmira exporá aos olhos do leitor com seu estilo direto e provocador, agora organizado em torno do eixo de uma lírica desarmante para quem está habituado a lê-la com o sorrisinho interno suscitado por sua malícia incansável. Claro, é a Zulmira de sempre. Mas que extraordinário encontrá-la assim, exposta, grave — e brilhante, extraordinária.
O livro se divide em sete partes que convergem para a seção final, “Glosa”, que, como ressalta Vilma Arêas no texto de orelha, “pode servir de guia para escalarmos o Vesuvio”. Escalada paradoxal, que não é para o alto mas segue o exemplo das folhas — falsos pássaros que aguardam sua ocasião de voo para atender aos “impulsos precisos que os dirigem pelos declives do ar à terra de sua breve vida”.
Primeiro livro de poesia de uma escritora premiada que não cessa de surpreender, Vesuvio reúne poemas da vida inteira.

Retrato de um viciado quando jovem, de Bill Clegg (Tradução de Julia Romeu)
O relato comovente — e assustador — do jovem agente literário Bill Clegg, que abandona a carreira promissora em Nova York e mergulha no mundo de paranoia e desespero do vício em crack. Ele experimenta a droga pela primeira vez no apartamento de um advogado no Upper East Side. A fumaça com “gosto de remédio, ou desinfetante” gera “um raio de energia renovada” que “eletriza cada centímetro do seu corpo”. Rapidamente a experiência o atira no circuito costumeiro dos viciados: em vez de pensões imundas e noites na sarjeta, porém, sua via crucis inclui hotéis e bares de luxo, aeroportos e táxis que o conduzem de um lado a outro em Manhattan enquanto duram as dezenas de milhares de dólares em sua conta. Escrito com uma sinceridade atordoante, o livro acompanha a queda e a redenção final, quase por milagre, de alguém que se propôs a destruir tudo o que tem e ama.

Amor sem fim, de Ian McEwan (Tradução de Jorio Dauster)
Joe e Clarissa Mellon eram um casal feliz. Professora e crítica literária, ela acabara de retornar de uma longa viagem de pesquisa sobre o poeta John Keats. Joe mal podia esperar por seu retorno. Escritor de divulgação científica, autor bem-sucedido de diversos livros e artigos, ele não era alguém que se deixasse levar facilmente pelas emoções, mas Clarissa, acreditava, era a mulher com quem dividiria o restante de seus dias. Eles haviam decidido fazer um piquenique no campo, e para lá seguiriam imediatamente após o reencontro no aeroporto. A poucos quilômetros de Londres, a paisagem verdejante das Chilterns oferecia um cenário perfeito para aquele idílio de primavera. Comida italiana e vinho francês completavam a felicidade da ensolarada excursão campestre. Ao fundo, um balão pairava sobre as árvores, como se simbolizasse a tranquila harmonia da tarde. Antes de ouvirem o grito aterrorizado que deflagrou a catástrofe, eles ainda não sabiam que suas vidas mudariam para sempre.