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Semana duzentos e quarenta e oito

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Compatriotas, de Bo Lidegaard (tradução de Luiz A. de Araujo)
Em 1943, o povo dinamarquês se uniu para salvar seus compatriotas de ascendência ou religião judaica. Contra a ordem dos nazistas, ninguém iria ajudar a prendê-los ou deportá-los. Durante catorze dias, os membros da comunidade israelita foram protegidos por quem se dispôs a escudá-los. Nada menos que 7742 dos 8200 refugiados foram levados secretamente para a Suécia. Escrito a partir da pesquisa profunda e inédita de um historiador, Compatriotas é um relato de glória, coragem e força moral, que torna mais complexa a história da Segunda Guerra e demonstra como uma pequena democracia conseguiu se levantar contra o Terceiro Reich.

A estetização do mundo — Viver na era do capitalismo artista, de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy (tradução de Eduardo Brandão)
O estilo, o design e a beleza se impõem a cada dia como imperativos estratégicos das marcas, apelando ao imaginário e à emoção dos consumidores. No design, na moda, no cinema, produtos carregados de sedução são criados em massa. Arte e mercado nunca antes se misturaram tanto, inflando a experiência contemporânea de valor estético. Gilles Lipovetsky, autor dos incontornáveis O império do efêmero e O luxo eterno, investiga com o crítico de arte Jean Serroy esse oximoro da atualidade: o capitalismo artista.

Seguinte

A cidade murada, de Ryan Graudin (tradução de Guilherme Miranda)
Hak Nam é uma cidade murada de ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos, prostitutas e ladrões. É também onde mora Dai, um garoto cujo passado o assombra e o mantém preso naquele lugar horrível. Para alcançar a liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue ali dentro e formar uma dupla com alguém que consiga entregar drogas muito, muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para conseguir sobreviver e continuar a busca por sua irmã, Mei Yee. Confinada num bordel, Mei Yee está mais perto do que Jin imagina. Ela passa os dias sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho. Inspirado na cidade murada de Kowloon, que existiu em Hong Kong até os anos 1990, este romance lírico e ao mesmo tempo cheio de adrenalina a luta desses três jovens, que, unidos pelo destino, tentam escapar da Cidade Murada para recomeçar a vida bem longe dali.

Sangue, suor e páginas

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Em maio de 1945, a Alemanha nazista era derrotada pelas potências aliadas. Encerrava-se assim o capítulo europeu da Segunda Guerra. Em setembro daquele ano, depois do bombardeio atômico (no mês anterior) de Hiroshima e Nagasaki, o Japão iria assinar os termos de sua rendição. Terminava completamente um dos conflitos mais sangrentos da história, com mais de 20 milhões de mortos, cidades e países arrasados, a conformação geopolítica do mundo bastante diferente daquela de 1939, quando Hitler invadiu a Polônia, dando início à refrega.

Nos últimos 70 anos, muito se escreveu sobre a Segunda Guerra. Testemunhos, ensaios pessoais e historiográficos, ficção, biografias, poesia, quadrinhos. Compreensível: alastrando-se a partir do coração da Europa, os conflitos fizeram terra-arrasada das pretensões iluministas que, até então, moldavam o continente. A guerra de 1939-1945 significou uma crise na civilização. A barbárie, o genocídio programado de populações inteiras, a extrema violência contra civis e a tecnologia a serviço do terror desconcertam até os dias de hoje. Daí a copiosa e necessária produção — criativa e intelectual —, que sempre se renova.

Preparamos uma seleção de livros, entre lançamentos e obras fundamentais do nosso catálogo, para você se aprofundar e entender um capítulo da história humana que, ainda hoje, 70 anos depois, reverbera na política, na cultura e na sociedade.

Lançamentos

Ano zero, Ian Buruma
A história do mundo que se formaria a partir dos escombros da Segunda Guerra.

Os compatriotas, Bo Lidegaard
A comovente extraordinária narrativa de como os judeus foram salvos do horror na Dinamarca.

O fim do Terceiro Reich, de Ian Kershaw
Do autor da melhor biografia de Hitler, um relato do crepúsculo do nazismo.

Seis meses em 1945, de Michael Dobbs
Como a Conferência de Ialta moldaria o futuro do Ocidente.

Central Europa, William T. Vollman (previsto para o segundo semestre)
Romance polifônico e fascinante sobre a violência e o autoritarismo da Alemanha nazista e da União Soviética.

Terra negra, Timoty Snyder (previsto para 2016)
Um palpitante ensaio sobre a insanidade que conduziu o mundo ao Holocausto.

Piloto de guerra, Antoine de Saint-Exupéry
A experiência do autor de O pequeno príncipe como aviador na Segunda Guerra.

Obras essenciais

A biblioteca esquecida de Hitler — Os livros que moldaram a vida do Führer, de Timothy W. Ryback

Alemanha, 1945, de Richard Bessel

Engenheiros da vitória — Os responsáveis pela reviravolta na Segunda Guerra Mundial, de Paul Kennedy

Eva Braun — A vida com Hitler, de Heike B. Görtemaker

Guerra aérea e literatura, de W. G. Sebald

Hitler, de Ian Kershaw

A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade

O imperialismo sedutor — A americanização do Brasil na época da Segunda Guerra, de Antonio Pedro Tota

Maus — A história de um sobrevivente, de Art Spiegelman

Stálin — A corte do czar vermelho, de Simon Sebag Montefiore

Hora da guerra — A segunda Guerra Mundial vista da Bahia, de Jorge Amado

1940 — Do abismo à esperança, de Max Gallo

1941 — O mundo em chamas, de Max Gallo

Os colegas de Anne Frank, de Theo Coster

Fim de jogo, 1945, de David Stafford

Pós-Guerra — Uma história da Europa desde 1945, de Tony Judt

22 Dias — As decisões que mudaram o rumo da Segunda Guerra Mundialde David Downing

Nazismo e guerra, de Richard Bessel

Heinrich Himmler: uma biografiade Peter Longerich

Joseph Goebbels: uma biografia, de Peter Longerich

Caçando Eichmann, de Neal Bascomb

Éramos jovens na guerra, de Sarah Wallis e Svetlana Palmer