Chris Weitz

Semana duzentos e setenta e oito

Gratidão, Oliver Sacks (Tradução de Laura Teixeira Motta)
Durante os últimos meses de sua vida, Oliver Sacks escreveu uma série de ensaios nos quais explorou de maneira comovente seu percurso pessoal para concluir a vida e enfrentar a própria morte da melhor forma. Este livro traz quatro textos publicados no New York Times entre julho de 2013 e agosto de 2015, pouco antes de ele morrer. Juntos, formam uma ode à singularidade de cada ser humano e de gratidão pelo dom da vida. Sacks reflete sobre o significado de levar uma existência que valha a pena.

Objetiva

Entre o mundo e eu, Ta-Nehisi Coates (Tradução de Paulo Geiger)
Ta-Nehisi Coates é um jornalista americano que trabalha com a questão racial em seu país desde que escolheu sua profissão. Filho de militantes do movimento negro, Coates sempre se questionou sobre o lugar que é relegado ao negro na sociedade. Em 2014, quando o racismo voltou a ser debatido com força nos Estados Unidos, Coates escreveu uma carta ao filho adolescente e compartilha, por meio de uma série de experiências reveladoras, seu despertar para a verdade em relação a seu lugar no mundo e uma série de questionamentos sobre o que é ser negro na América. O que é habitar um corpo negro e encontrar uma maneira de viver dentro dele? Como podemos avaliar de forma honesta a história e, ao mesmo tempo, nos libertar do fardo que ela representa? Em um trabalho profundo que articula grandes questões da história com as preocupações mais íntimas de um pai por um filho, Entre o mundo e eu apresenta uma nova e poderosa forma de compreender o racismo. Um livro universal sobre como a mácula da escravidão ainda está presente nas sociedades em diferentes roupagens e modos de segregação.

Política, propina e futebol, Jamil Chade
Em maio de 2015, a maior organização esportiva do planeta era alvo de uma ação da polícia suíça. Segundo investigações americanas, a Fifa havia montado uma “Copa do Mundo da fraude”, movimentando durante 24 anos pelo menos 150 milhões de dólares em propinas e subornos. As prisões e acusações levaram à renúncia do presidente da entidade, Joseph Blatter. Com base em quinze anos de cobertura jornalística da Fifa e a partir de documentos exclusivos, Jamil Chade desvenda como funcionava o pagamento de propinas, revela de que forma.

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Nova ordem – Mundo Novo Vol.2, Chris Weitz (Tradução de Álvaro Hattnher)
Jeff e Donna são resgatados por sobreviventes da Doença e descobrem que o mundo além dos Estados Unidos está bem diferente do que imaginavam: por lá são muitos os que conseguiram escapar do vírus. Algumas pessoas se unem para derrubar os governos vigentes, causando uma onda de tumultos ao redor do planeta. Para piorar, em meio ao caos do resgate da Marinha, eles se separam.
Jefferson volta para Nova York e tenta levar a Cura para a tribo da Washington Square, sonhando em reunir todas as tribos e criar uma nova nação. Donna, por sua vez, é levada para a Inglaterra pelo governo inglês, que oferece uma vida normal em Cambridge em troca de informações. Mas um desastre ainda maior que a Doença está prestes a acontecer, e Donna e Jefferson só poderão evitá-lo se acharem o caminho de volta um para o outro.

 

 

Semana duzentos e vinte e dois

Os lançamentos desta semana são:

Vida e obra de Terêncio Horto, de André Dahmer
Artista plástico e desenhista, André Dahmer tomou de assalto os quadrinhos brasileiros da última década. O ponto de partida foi, é claro, a internet. Ao se apropriar da linguagem, das técnicas e da cultura da rede, Dahmer pôde subvertê-las com ironia fina, acidez e uma capacidade infinita de se valer de um discurso conhecido e observá-lo por ângulos incomuns e reveladores. Em Vida e obra de Terêncio Horto, é outra das obsessões de Dahmer que vai para o primeiro plano: a arte. Escritor eternamente frustrado, tão ambicioso quanto amargurado, Terêncio passa os dias em frente a uma máquina de escrever, seja redigindo suas memórias, seja dando vida a personagens cínicos, desiludidos e de um pessimismo assombroso. É a partir desse esqueleto enganosamente simples que Dahmer vai dar vazão a impressões sobre literatura, pintura, música e, por que não, sobre a vida em geral.

Diário da Dilma, de Renato Terra
Diário da Dilma começou como uma seção da revista piauí. Todos os meses, a publicação trazia uma página de sátira sobre a rotina da chefe do Executivo. A ideia partiu do então editor da revista, Mario Sergio Conti, mas coube ao jornalista Renato Terra dar forma à seção e assumir a função de “ghost writer” da presidente.
A Dilma criada por Renato Terra é atenta aos mínimos detalhes do penteado, adora jogar tranca, paparica o neto, faz fofoca com amigas da Casa Civil e da Petrobras e vive a suspirar por seu príncipe encantado, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. A seção é inspirada numa coluna sobre a ex-primeira dama francesa Carla Bruni, criada pelo jornal humorístico francês Le Canard Enchaîné. Para compor o diário, Terra mergulha no noticiário nacional, descobre cores de esmalte e tendências fashion em revistas femininas, capricha no vocabulário cafona e fica de olho na agenda cumprida pela presidente na vida real. Muitas informações de bastidores servem de material: há histórias que parecem brincadeira, mas são dados exclusivos recebidos pelo jornalista. De todo modo, a mistura entre fato e ficção não deixa dúvida sobre o traço que predomina em todos os textos: o humor corrosivo e escrachado.

Portfolio Penguin

#VQD – Vai que dá!, de Joaquim Castanheira (org.)
Qual seria o melhor sinônimo para “empreender”? Quando ouve essa pergunta, Jorge Paulo Lemann, talvez o mais bem-sucedido empresário brasileiro, costuma responder:“Vai que dá!” . Essas três palavras traduzem o espírito dos empreendedores de alto impacto: um otimismo incurável, a paixão pelo negócio que criaram e a vontade contagiante de fazer acontecer. Este livro reúne a origem de dez empreendedores que estão transformando o Brasil com o impacto dos seus negócios. Suas histórias, comentadas por mentores que acompanharam de perto seus desafios, mostram que não há um trilho definido para o sucesso que possa ser explicado por teorias e manuais. As trajetórias de cada um deles seguem um caminho próprio, que se cruzam apenas no brilho nos olhos com que cada um fala de sua jornada e de sua capacidade para resolver problemas da sociedade.O exemplo desses empreendedores tem o enorme poder de inspirar e motivar aqueles que querem encontrar os seus próprios caminhos no mundo do empreendedorismo. Para essas pessoas, Vai que dá! é leitura obrigatória.

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Mundo novo, de Chris Weitz (trad. de Álvaro Hattnher)
Depois que um misterioso vírus erradicou toda a população, exceto os adolescentes, os jovens dividem-se em tribos para sobreviver. Jefferson, o inseguro líder da tribo da Washington Square, e Donna, a garota por quem ele está apaixonado, se estabelecem precariamente em meio ao caos. Porém, quando outro integrante do bando descobre uma pista que pode levar à cura da Doença, eles partem em uma viagem arriscada para salvar o que restou da humanidade. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos – afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.