claude blum

Semana sessenta e cinco

Os lançamentos da semana são:

Jake Cake e a merendeira robô, de Michael Broad (Tradução de Antônio Xerxenesky)
Este é mais um livro todo feito por Jake Cake. Sempre metido em alguma confusão, o menino gosta de contar suas aventuras num diário ilustrado por ele. E as ilustrações são de arrepiar! É que Jake sempre depara com coisas muito estranhas. Desta vez, ele descobre que a mulher que trabalha no refeitório da escola é, na verdade, um robô maluco por repolho; encara uma invasão de duendes no jardim de sua casa; e quase vira presa de uma bruxa que finge ser uma senhora adorável, dona de uma loja de doces. Com tanta maluquice acontecendo, fica realmente difícil acreditar no que ele diz. Mas ele jura que é tudo verdade!

A letra escarlate, de Nathaniel Hawthorme (Tradução de Christian Schwartz)
Na rígida comunidade puritana de Boston do século XVII, a jovem Hester Prynne tem uma relação adúltera que termina com o nascimento de uma criança ilegítima. Desonrada e renegada publicamente, ela é obrigada a levar sempre a letra “A” de adúltera bordada em seu peito. Hester, primeira autêntica heroína da literatura norte-americana, se vale de sua força interior e de sua convicção de espírito para criar a filha sozinha, lidar com a volta do marido e proteger o segredo acerca da identidade de seu amante. Aclamado desde seu lançamento como um clássico, A letra escarlate é um retrato dramático e comovente da submissão e da resistência às normas sociais, da paixão e da fragilidade humanas, e uma das obras-primas da literatura mundial. Esta edição tem posfácio de Nina Baym, professora de inglês do Centro de Estudos Avançados e professora emérita de artes e ciências humanas na Universidade de Illinois.

Lembranças de 1848: as jornadas revolucionárias em Paris, de Alexis de Tocqueville (Tradução de Modesto Florenzano)
Quase 60 anos depois da eclosão da Revolução Francesa, os cidadãos de Paris voltaram a insurgir-se contra a monarquia. Em fevereiro de 1848, com a conflagração da cidade, o rei Luís Filipe foi obrigado a abdicar e refugiar-se na Inglaterra. Antes de seu triunfo definitivo, a reação conservadora que se seguiu à instauração do governo provisório foi desafiada durante quatro sangrentos dias de junho pela primeira revolução socialista moderna. Nestas Lembranças de 1848, Alexis de Tocqueville reconstitui as experiências vividas no centro nevrálgico da política francesa, simultaneamente como ator e testemunha dos acontecimentos. Esta edição traz introdução, notas e consultoria do filósofo e professor Renato Janine Ribeiro e prefácio de Fernand Braudel, um dos maiores historiadores do século XX.

Contos e lendas da Amazônia, de Reginaldo Prandi (Ilustrações de Pedro Rafael)
A Amazônia é tão grande em tamanho, tão rica em variedade de espécies, quanto em histórias nascidas nas mais diferentes culturais. Em pequenas aldeias à beira dos rios, e até nas cidades, surgiram narrativas e mais narrativas, que, de boca em boca, extravasaram os limites dos grupos em que foram criadas e se tornaram parte da cultura nacional brasileira. São histórias sobre pessoas, bichos, plantas, rios, estrelas, em que tudo se explica por meio de algum encantamento, e que nos mostram um pouco do universo inegotável da mitologia amazônica.

O homem frondoso e outras histórias da África, de Claude Blum (Ilustrações de Grégoire Vallancien; Tradução de Hildegard Feist)
Na África, a tradição dos contadores de história é muito forte. Com ritmo próprio, eles encantam crianças e adultos com suas narrativas cheias de sabedoria. Esta coletânea traz 22 contos africanos, entre eles o que dá título ao livro: após a morte do pai, o jovem Daúda constrói uma cabana distante da aldeia para sua irmã mais nova, a bela Aissata, pois teme que ela seja raptada pelo rei. Só que os encantos da moça acabam chegando aos ouvidos do soberano, que envia um verdadeiro exército para raptá-la. Daúda acaba com todos, um por um, até que uma velha feiticeira engana o corajoso irmão, fazendo com que Aissata seja levada. Cheio de raiva, e decidido a nunca mais encontrar ninguém, Daúda se isola na floresta. Arbustos e ervas brotam de sua cabeça, e ele se torna um homem frondoso.

O cobertor de Jane, de Arthur Miller (Ilustrações de Elisabeth Teixeira e Al Parker; Tradução de José Rubens Siqueira)
Jane adorava o seu cobertor. Era cor-de-rosa, macio e quentinho. Ainda bebê, ela ficava enrolada nele, bem quieta. E, se alguém o levasse embora, armava o maior berreiro. Mesmo quanto cresceu um pouco e começou a fazer uma porção de coisas que antes não conseguia, continuou continuou carregando seu cobertor por toda parte. Os dois eram inseparáveis. Mas o tempo passa e Jane vai ficando cada vez maior, e seu cobertor, cada vez menor. Até que chega a hora em que, se quiser deixar de ser criança, vai ter que abandoná-lo. Neste clássico da literatura infantil, Arthur Miller, um dos maiores dramaturgos do século XX, conta uma doce história sobre crescer e abandonar as coisas que amamos, com a qual toda criança e adulto pode se identificar. Edição bilíngue.