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9 livros que fazem aniversário em 2016

Em 2016, a Companhia das Letras completa 30 anos, e claro que algumas de nossas edições mais clássicas também fazem aniversário! A seguir, confira uma lista de obras publicadas pela editora que completam 30 e 20 anos de lançamento.

1. Poemas, de W.H. Auden

poemas

Você deve lembrar da edição bilíngue de Poemas publicada em 2013. Mas a reunião dos 50 principais poemas de W. H. Auden foi um dos primeiros livros da Companhia das Letras, lançado em 1986. Auden é um dos mais importantes autores ingleses do século XX, e o livro reúne desde textos escritos em 1927, quando ele primeiro definiu publicamente suas posições estéticas no que ficou conhecido como “O Manifesto de Oxford Poetry”, até aqueles que datam de 1973, ano da morte do poeta. O volume procura “abarcar, na medida do possível, as várias fases da obra poética de Auden, que foi um poeta prolífico”, conforme declara João Moura Jr., o responsável pela seleção dos textos.

2. Rumo à Estação Finlândia, de Edmund Wilson

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Um estudo sobre os homens que fizeram a História. Ou um estudo sobre os homens que escreveram a História. Ou ambos. Rumo à Estação Finlândia também foi uma das primeiras obras publicadas pela Companhia das Letras em 1986. Enquanto amplia e problematiza o estudo da revolução soviética, Wilson desenvolve, como pano de fundo, uma trama em que personagens históricas, suas vidas, suas ideias e suas práticas compõem um todo complexo e contraditório, dinâmico e envolvente.

3. Tudo que é sólido desmancha no ar, de Marshall Berman

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Ensaio histórico e literário, este livro de Marshall Berman é uma aventura intelectual clara, concisa e brilhante publicada pela Companhia das Letras pela primeira vez há 30 anos. Disponível atualmente na nossa coleção de bolso, Tudo que é sólido desmancha no ar constitui uma instigante sucessão de leituras originais e reveladoras de autores e suas épocas, a começar pelo Fausto de Goethe, passando pelo Manifesto de Marx e Engels, pelos poemas em prosa de Baudelaire, pela ficção de Dostoiévski, até as vanguardas artísticas contemporâneas.

4. O último suspiro do mouro, de Salman Rushdie

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Em 1988 o aiatolá Khomeini condenou Salman Rushdie à morte por ter escrito um livro que desagradou aos fundamentalistas islâmicos, Os versos satânicos. A resposta do autor foi este romance. O último suspiro do mouro, lançado há 20 anos no Brasil, é uma defesa contundente das virtudes do pluralismo e da tolerância, em oposição às pretensas verdades únicas e excludentes.

5. Fima, de Amós Oz

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Com graça, agudeza e conhecimento profundo da alma humana, Amós Oz traça em Fima o retrato de um homem e de uma geração que teve sonhos nobres e generosos, mas é incapaz de fazer alguma coisa. A edição publicada em 1996 ainda está disponível nas livrarias.

6. Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss

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Narrativa de viagem ou ensaio de ciência? O Brasil que se revela em Tristes trópicos está muito além da provinciana cidade de São Paulo. Lançado em 1996 (e ainda nas livrarias), o livro de Claude Lévi-Strauss não é só um clássico da etnologia e dos “estudos brasileiros”, mas uma obra universal, sem fronteiras, sobre a crise do processo civilizatório na modernidade.

7. Amor, de novo, de Doris Lessing

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Romance repleto de alusões filosóficas e literárias, em Amor, de novo Doris Lessing investiga as raízes profundas do amor e do desejo na psicanálise, partindo do princípio de que os desejos e anseios de uma pessoa apaixonada têm suas raízes nas necessidades de amor da primeira infância. Publicado em 1996, o romance está disponível na coleção Prêmio Nobel.

8. O silêncio da chuva, de Luiz Alfredo Garcia-Roza

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Vencedor do prêmio Jabuti de melhor romance em 1997, O silêncio da chuva foi a estreia na literatura do inspetor Espinosa, que se tornou um clássico dos romances policiais brasileiros – ganhando até série na TV. Lançado há 20 anos, neste romance ele investiga o assassinato de um executivo encontrado morto com um tiro, sentado ao volante de seu carro. Além do tiro, único e definitivo, não há outros sinais de violência. Os possíveis protagonistas do crime só aumentam, e tudo se complica quando ocorre outro assassinato e pessoas começam a sumir.

9. O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sargan

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Assombrado com as explicações pseudocientíficas e místicas que ocupam cada vez mais os espaços dos meios de comunicação, Carl Sagan reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia para iluminar os dias de hoje e recuperar os valores da racionalidade no livro publicado em 1996.

Semana cento e dezessete

Os lançamentos desta semana são:

Companhia das Letras:

A imaginação econômica, de Sylvia Nasar (Trad. Carlos Eugênio Marcondes de Moura)
No momento em que as nuvens sombrias da crise pairam mais uma vez sobre o mundo globalizado das finanças, este livro representa um sopro de otimismo destemido. A imaginação econômica começa no século XIX, com a descoberta de que a grande maioria da humanidade não estava condenada à pobreza e que tinha a possibilidade de melhorar suas condições econômicas, e termina em sua última linha com uma mensagem clara: “retornar ao pesadelo do passado parece ser cada vez mais impossível”. Sylvia Nasar traça uma espécie de história biográfica dos últimos duzentos anos da economia mundial, desde a época em que ela era a “ciência sombria” até a grande expansão do capitalismo globalizado. Assista à animação sobre o livro.

José Bonifácio, Miriam Dolhnikoff
As diversas facetas de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) compõem um dos personagens mais complexos da história do Brasil. Figura-chave da Independência, confidente e ministro de d. Pedro I, ele desempenhou papel central na fundação do Brasil moderno. Participou da construção das nossas primeiras instituições políticas e foi um dos artífices da unidade do país. Bonifácio possui, entretanto, uma biografia repleta de passagens ainda pouco conhecidas. Neste revelador volume da coleção Perfis Brasileiros, a professora e historiadora Miriam Dolhnikoff, especialista em Brasil Império, reconstitui a controvertida trajetória pessoal e política de Bonifácio. Homem de Estado, cientista, poeta defensor de um projeto ousado de reformas: a autora realiza uma síntese biográfica abrangente, articulando o personagem com os acontecimentos históricos, procurando compreender a dimensão de sua influência e, ao mesmo tempo, os limites impostos ao seu projeto pelo contexto em que vivia.

Os sentidos do lulismo, André Singer
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no pleito de 2006 se consumou pela mesma diferença numérica dos resultados em 2002: cerca de 20 milhões de votos. Essa semelhança mascara, no entanto, um inédito realinhamento eleitoral, indicativo de profundas transformações na sociedade brasileira. Enquanto o primeiro triunfo petista obedeceu ao padrão histórico de Lula desde a década de 1980 – isto é, alta votação na grandes cidades e a classe média -, a reeleição marcou a consolidação de um fenômeno sociopolítico ainda em curso: o lulismo. Os pobres e os muito pobres abandonaram o temor da “desordem” associado à esquerda e abraçaram em bloco a candidatura do ex-torneiro mecânico. A partir do escândalo do mensalão, por outro lado, a classe média tradicional transferiu seus votos para a direita. Neste ensaio fecundo, André Singer, ex-porta-voz do governo Lula e professor de ciência política na USP, elucida a gênese do movimento político-eleitoral mais importantes das últimas décadas, realizando uma arguta radiografia das relações de classe e poder no Brasil contemporâneo.

A desobediência civil, Henry David Thoreau (Trad. José Geraldo Couto)
Uma das mais intrigantes personalidades do século XIX, Henry David Thoreau (1817-62) foi um homem de múltiplos interesses, mas era nas letras e na oratória que se manifestava sua verdadeira vocação: a de corajoso crítico do ideal americano de viver para o trabalho e para o consumo, o nascenteAmerican Way of Life. Um dos precursores do pensamento ecológico e da resistência pacífica, conquistou admiradores ilustres, como Tolstói, Martin Luther King e Mahatma Gandhi. Formado por cinco textos, este livro traz, em sua abertura, aquele que o nomeia: “A desobediência civil”, de 1849, responsável por inserir o pensamento político de Thoreau na história mundial. O segundo ensaio, “Onde vivi, e para quê”, foi extraído de seu livro Walden, em que retrata os anos em retiro numa floresta. Em “A escravidão em Massachusetts”, Thoreau discursa contra a prisão do escravo fugitivo Anthony Burns. O quarto ensaio, “Caminhar”, tem origem numa palestra em que o filósofo se mostra em perfeita comunhão com a natureza e consigo mesmo ao passear sem objetivo por bosques e florestas. Por fim, a “Vida sem princípios” é um apelo a outro modo de viver, distante da dedicação excessiva ao trabalho.

A outra face da lua, Claude Lévi-Strauss (Trad. Rosa Freire d’Aguiar)
Aos seis anos de idade, Claude Lévi-Strauss foi presenteado pelo pai com sua primeira estampa japonesa. O acervo nipônico do futuro autor de O cru e cozido, fascinado por artistas como Toyokuni e Hokusai, não cessaria de crescer com o passar dos anos. A afeiçãoprecoce pelo Japão originou um interesse continuamente renovado por elementos-chave de sua cultura milenar – os mitos primitivos, a música refinada, a escrita ideogramática e, sobretudo, a mistura entre o antigo e o ultramoderno que tem moldado o futuro do país. Escritos entre 1979 e 2001, quando Lévi-Strauss já era reconhecido como uma figura basilar da antropologia no século XX, os textos desta coletânea oferecem uma apaixonada reflexão sobre a terra do sol nascente e suas contribuições à riqueza cultural do planeta.

A antropologia diante dos problemas do mundo moderno, Claude Lévi-Strauss (Trad. Rosa Freire d’Aguiar)
O que é a antropologia? De que maneira ela ajuda a compreender o mundo em que vivemos? Como assinala Claude Lévi-Strauss, a grande amplitude de seus temas permite simplesmente defini-la como “a ciência da cultura”. Mitos, costumes, crenças, modos de organização familiar: numerosas manifestações culturais podem fornecer ao antropólogo a matéria-prima de suas investigações. Nestas três conferências inéditas, Lévi-Strauss explica como a especulação filosófica sobre os povos “primitivos” gradativamente se converteu, a partir do século XIX, na análise das semelhanças subjacentes à fascinante diversidade da experiência humana: o autor aponta caminhos para a antropologia no contexto dos desafios éticos, políticos e econômicos impostos à humanidade pelas velozes transformações da civilização pós-industrial.

Editora Paralela:

Toda sua, Sylvia Day (Trad. Alexandre Boide)
Toda sua é um dos livros de maior sucesso da nova onda de romances eróticos que vem agitando o mercado editorial. Considerado pela crítica e pelo público melhor que Cinquenta tons de cinza, de E. L. James, tanto pelas cenas de sexo mais quentes quanto pelos personagens mais desenvolvidos e pela escrita mais profissional, o primeiro volume da trilogia Crossfire apresenta uma história de amor provocadora e excitante, que você não vai conseguir largar.