craig murray

Semana seis

Os lançamentos desta semana foram:

Israel em abril, de Erico Verissimo (Posfácio de Bernardo Kuckinski)
No último dos quatro livros de viagem que escreveu, Erico Verissimo se indaga sobre as raízes, a história e o destino dos judeus e do judaísmo. Para ele, a fundação do Estado de Israel teria sido o início de uma era de paz para a humanidade.

O Pavilhão Dourado, de Yukio Mishima (Tradução de Shintaro Hayashi)
Durante a Segunda Guerra, em Quioto, um jovem assistente de sacerdote frequenta o templo do Pavilhão Dourado, ambiente antes cultuado por seu pai como o lugar mais belo do mundo. Ali o adolescente inseguro e introspectivo encontra refúgio para suas aflições, mas acaba por descobrir que a beleza absoluta pode ser tão opressiva e enlouquecedora quanto qualquer imperfeição.

O acidente, de Ismail Kadaré (Tradução de Bernardo Joffily)
Intriga amorosa e intriga política se misturam no novo romance de Ismail Kadaré. Um simples acidente deflagra a trama: um táxi sai da pista que segue para o aeroporto de Viena e cai num barranco. O casal de passageiros morre na hora. Seria um casal comum, não fosse ele um colaborador do Conselho da Europa, especialista em assuntos balcânicos. Isso bastou para que os serviços secretos da Sérvia e da Albânia decidissem investigar o caso.

Alfred e Emily, de Doris Lessing (Tradução de Heloisa Jahn e Beth Vieira)
Neste livro corajoso, a ganhadora do prêmio Nobel explora a vida de seus pais e tenta compreender não somente quem eles foram, mas que influência tiveram na sua formação. Divido em duas partes, ela primeiro imagina a vida que os pais poderiam ter levado caso a Primeira Guerra não os tivesse afetado de forma trágica, para depois revelar como foram suas existências reais numa colônia inglesa no sul da África.

As bruxas de Eastwick, de John Updike (Tradução de Fernanda Abreu)
Publicada em 1984 e adaptada para o cinema em 1987, a obra é uma sátira à bruxaria, que, transplantada do cenário sombrio da Nova Inglaterra do século XVII, ressurge numa ensolarada cidade contemporânea e serve de ponto de partida para tratar de temas como o desespero pela chegada da meia-idade, a atmosfera asfixiante das cidadezinhas provincianas e os costumes da classe média americana.

Ninguém se mexe, de Denis Johnson (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)
Com numerosas referências aos clássicos de Dashiel Hammet, Raymond Chandler e outros mestres do gênero, Ninguém se mexe mostra a fuga de Jimmy Luntz, um jogador inveterado, fumante compulsivo e integrante de um grupo coral que deve dinheiro a um bandido. No caminho ele cruza com Anita Desilvera, uma mulher ardente e alcoólatra, descendente de índios, que acaba de se divorciar do marido que a envolveu em um trambique de US$ 2,3 milhões.

Diplomacia suja, de Craig Murray (Tradução de Berilo Vargas)
Craig Murray foi embaixador britânico no Uzbequistão entre 2002 e 2005. Ao chegar no país, com a missão de fortalecer as relações comerciais entre aquela ex-república soviética e a Grã-Bretanha, depara-se com um regime abusivo responsável por diversos escândalos que seus colegas e chefes teimavam em ignorar. Em meio a perseguição política e muita diplomacia suja, Murray fala também de sua conturbada vida pessoal e da paixão por uma stripper de Tashkent, improvável aliada deste ativista acidental que jogou fora uma carreira brilhante para dedicar-se a uma causa que ninguém ousara defender.

A pré-história passo a passo, de Colette Swinnen (Ilustrações de Loïc Méhée; Tradução de Hildegard Feist)
Neste guia prático e ao mesmo tempo detalhado, as crianças aprendem sobre a história remota da Terra e do homem, e sobre um sem-número de termos e questões como arqueologia, geologia, estratigrafia, paleontologia, etnologia, glaciações, fósseis, darwinismo, a ocupação do planeta pelo Homo sapiens e o domínio do fogo, o homem de Neanderthal, os utensílios de pedra, o desenvolvimento da linguagem, a vida de nômade, a caça, a pesca, as vestimentas, as pinturas rupestres, a morte na pré-história… e, finalmente, sobre o movimento que encerrou esse período da nossa história. Ilustrações divertidas e um teste com respostas de múltipla escolha completam esse passo a passo, uma excelente introdução a um dos temas mais fundamentais da história e da ciência.

Cachalote, de Daniel Galera e Rafael Coutinho
Um astro decadente do cinema chinês incriminado pelo suposto suicídio de um colega, um escultor endurecido pela dedicação à sua arte e um playboy mimado que é expulso de casa procuram encontrar sentido nos acontecimentos drásticos ou misteriosos que abalam o curso de suas vidas. Um vendedor de uma loja de ferragens e uma linda e frágil garota tentam não ser destruídos por aquilo que os une, enquanto um escritor deprimido e sua ex-mulher mantêm-se unidos por aquilo que os separou. Um dos quadrinhos mais aguardados do ano, Cachalote é lançado após quase dois anos de trabalho, e terá eventos de lançamento em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Você também pode ver seis páginas da história aqui.