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Ian McEwan e David Grossman se encontram em São Paulo

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Hoje, dia 25 de outubro, dois dos principais autores da Companhia das Letras participam de um encontro especial que comemora os 30 anos da editora: Ian McEwan e David Grossman. O evento acontece às 20h no Sesc Pinheiros, em São Paulo, e terá presença da cantora Adriana Calcanhotto e dos atores Denise Fraga e Wagner Moura, que farão a leitura de trechos das obras dos autores.

Os ingressos para o evento são gratuitos e serão distribuídos a partir das 14h nas bilheterias da rede Sesc da cidade de São Paulo, limitados a dois por pessoa.

O inglês Ian McEwan, autor de Reparação e Amor sem fim, acaba de lançar seu mais novo romance no Brasil, Enclausurado, narrado por um feto que escuta os planos de sua mãe para, em conluio com seu amante, assassinar o marido. Enclausurado é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de um dos maiores escritores da atualidade.

Nascido em Jerusalém em 1954, David Grossman lança no Brasil O inferno dos outros, livro em que um humorista expõe seus dramas mais profundos, convertendo o riso em melancolia. Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos. 

Já passaram pelos encontros que comemoram os 30 anos da Companhia das Letras os autores Robert Darnton, Alberto Manguel e Mia Couto, que em sua passagem pelo Brasil conversou com Maria Bethânia e com o jovem escritor Julián Fuks, finalista do Prêmio Jabuti 2016. McEwan e Grossman encerram a comemoração com o público fã das letras.

Semana trezentos e doze

Companhia das Letras

Uma história natural da curiosidade, de Alberto Manguel (tradução de Paulo Geiger)
Em Uma história natural da curiosidade, Alberto Manguel mapeia os textos e autores que o inspiraram ao longo de sua vida como leitor. Não se trata, porém, de um leitor qualquer. Manguel vivia rodeado por 30 mil livros em sua casa na França e atualmente dirige a Biblioteca Nacional da Argentina, cargo antes ocupado por Jorge Luis Borges. O livro se estrutura em torno de dezessete questões de respostas nada óbvias. “O que é língua? ” e “Quem sou eu?” são temas que estão na origem das histórias que o autor mobiliza neste livro. Manguel seleciona uma galeria de curiosos notáveis, como Tomás de Aquino, David Hume, Lewis Carroll, Sócrates e, sobretudo, Dante, para nos guiar em meio a tais questões.

O inferno dos outros, de David Grossman (tradução de Paulo Geiger)
Em cima de um palco decadente de uma pequena cidade israelense, Dovale apresenta um show de stand up para alguns gatos pingados e um amigo de infância, seu convidado especial da noite. Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto. A tensão aumenta conforme Dovale expõe seus dramas pessoais mais profundos, e o humor se esvai dando lugar a uma melancolia comum a todos nós. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos.

Suma de Letras

A colônia, de Ezekiel Boone (tradução de Leonardo Alves)
Uma história aterrorizante sobre uma espécie adormecida há mil anos, que agora voltou para reconquistar o planeta. Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território. Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington… E algo está tentando escapar dele. O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados.

Paralela

Tá gravando. E agora?, de Kéfera Buchmann
Ela está de volta. Depois de vender 400 mil exemplares do seu primeiro livro, Muito mais que 5inco minutos, Kéfera Buchmann publica Tá gravando. E agora?, novamente pela Editora Paralela. Nele a youtuber mais conhecida do Brasil conta como seu canal, 5incominutos, atualmente com mais de oito milhões de assinantes, surgiu, revelando detalhes até então inéditos. Kéfera relembra como foi gravar o primeiro vídeo, as inseguranças que surgiram e como ela conseguiu superar os obstáculos para, aos poucos, ir conquistando milhões de fãs. Ela ainda tenta responder a pergunta que mais ouve dos seus seguidores: “Como eu faço para fazer o meu canal de Youtube dar certo?”. Não, não existe uma fórmula mágica, mas Kéfera dá várias dicas úteis que podem ajudar os aprendizes de youtuber. Muitas das dicas servem não só para quem quer brilhar na internet. Kéfera fala de como melhorar sua criatividade de maneira geral na vida, sugerindo até exercícios para isso. De bônus, Tá gravando. E agora? traz depoimentos emocionantes de kélovers (como os fãs dela são conhecidos), que contam como Kéfera influenciou suas vidas.

Bridget Jones: No limite da razão, de Helen Fielding (tradução de Alda Porto)
Se em O diário de Bridget Jones os leitores já se apaixonaram pela personagem despojada e carismática, no segundo volume, Bridget Jones: No limite da razão, conheceremos seu lado ainda mais inusitado. Seja em uma prisão tailandesa ou em jantares desconfortáveis, nada é tão ruim que não possa piorar. Mas é imprescindível manter o bom humor e contar sempre com os amigos.

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Capitolina vol.2 — O mundo é das garotas
Depois de mostrar o poder das garotas, a Capitolina vem provar que, juntas, podemos transformar o mundo. As 46 colaboradoras que participaram dessa edição usaram as mais diversas formas de expressão para produzir um conteúdo inclusivo e livre de preconceitos, voltado especificamente para garotas adolescentes. Além dos melhores artigos publicados no segundo ano da revista on-line, em Capitolina: o mundo é das garotas você encontrará temas inéditos, como ciências, esportes e saúde. Outra surpresa são os formatos diferentes: tem entrevista, bate-papo, história em quadrinhos, manifesto, conto, ensaio fotográfico… Tudo ilustrado por artistas supertalentosas.

Companhia das Letrinhas

O pum e o piriri do vizinho, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Todo mundo já conhece o Pum de outras aventuras e sabe que, quando ele quer sair, é quase impossível segurá-lo. Agora ele tem novos amigos: a Couve-Flor e o Piriri do vizinho, e os três vão passar um fim de semana inteiro juntos. Dá pra imaginar a bagunça que essa turma vai fazer – e o quão divertido vai ser acompanhá-la!
Você conhece a Píppi meialonga?, de Astrid Lindgren (ilustrações de Ingrid Nyman)
Quando Píppi Meialonga chega na Vila Vilekula, os irmãos Tom e Aninha ficam bastante felizes, pois queriam muito uma nova amiga. E eles têm uma grande surpresa ao descobrir que Píppi é uma menina diferente de qualquer outra: ela é tão forte que consegue carregar um cavalo sozinha e tão habilidosa que, ao mesmo tempo que faz tranças no cabelo, amarra os sapatos — e, quando vai ao circo, ainda se equilibra em um arame na frente de todos! É claro que, com tanto talento, os três vão viver as mais divertidas aventuras.

Reimpressões

A festa da insignificância, de Milan Kundera

A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch

A nervura do real, de Marilena Chaui

Cem dias entre céu e mar, de Amyr Klink

Deus, um delírio, de Richard Dawkins

Poética, de Ana Cristina Cesar

Seminário dos ratos, de Lygia Fagundes Telles

Sobre o Estado, de Pierre Bourdieu

De todos os cantos do mundo, de Magda Pucci

Divinas Desventuras, de Heloisa Prieto

Lá vem história outra vez, de Heloisa Prieto

Inferno no colégio interno, de Lemony Snicket

Mau começo, de Lemony Snicket

O elevador Ersatz, de Lemony Snicket

Achados e perdidos, de Stephen King

O apanhador de sonhos, de Stephen King

Semana duzentos e trinta e sete

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Glória incerta – A Índia e suas contradições, de Jean Drèze e Amartya Sen (Tradução de Ricardo Doninelli Mendes e Laila Coutinho)
Combinando economia, política, história e direito, Jean Drèze e Amartya Sen apresentam as transformações que aconteceram na economia e sociedade da Índia após a independência, em 1947, que deu fim a dois séculos de subjugação colonial britânica. O país adotou um sistema político democrático, com vários partidos, liberdade de expressão e amplos direitos políticos, e alcançou um crescimento econômico bem acelerado nas últimas três décadas, tornando-se uma das economias que crescem com maior velocidade no mundo.
Ocorreram, porém, grandes falhas, tanto na promoção de um crescimento participativo quanto na aplicação dos recursos públicos gerados pelo crescimento econômico para melhorar as condições de vida dos indianos.
Drèze e Sen oferecem uma análise poderosa das privações e desigualdades do país, bem como mostram a possibilidade de mudanças que seriam permitidas por uma prática democrática com uma compreensão mais clara da gravidade dessas privações.

O livro da gramática interior, de David Grossman (Tradução de Paulo Geiger)
Aos doze anos, Aharon Kleinfeld, segundo filho de uma família de refugiados judaico-polonesa, é a cabeça de seu grupo de amigos em um bairro de Jerusalém, Beit-haKerem. Enquanto se debate com as pulsões de uma sexualidade juvenil tão poderosa, entre 1965 e 1967 ele escuta e observa a realidade cotidiana do entorno, que com as peripécias da história vai se enchendo de feiura, violência e morte. Os canhões da Guerra de Seis Dias ressoam ao longe, mas Aharon já não os ouve mais. Rejeita a ideia de viver conforme a gramática que dita aos homens como deve ser a vida e se refugia na sua “gramática interior”, protegido desse mundo adulto que ele julga tão ameaçador.

O brilho do amanhã, de Ishmael Beah (Tradução de George Schlesinger)
Benjamin e Bockarie, dois amigos de longa data, retornam à sua cidade natal, Imperi, após o fim da guerra. O vilarejo está em ruínas, o chão coberto de ossos, as ruas desertas.
À medida que os antigos moradores começam a voltar, os dois assumem a liderança da nova comunidade, esforçando-se para reatar os laços há muito desfeitos: retomam seus antigo postos de professores, reconectam-se aos veteranos na tentativa de preservar as tradições locais.
Diversos obstáculos, porém, surgem à frente: escassez de alimentos, onda de assassinatos, roubos, estupros e retaliações. São ainda obrigados a enfrentar a destruição causada por uma companhia mineradora que ameaça cortar o abastecimento de água e bloqueia as ruas com fios elétricos.
Com a atmosfera etérea de um sonho e a clareza moral de uma fábula, O brilho do amanhã é um romance poderoso sobre o significado de preservar o que é mais importante, mesmo em tempos de incerteza.

Companhia de Bolso

Muito longe de casa, de Ishmael Beah (Tradução de Cecília Gianetti)
Aos doze anos, Ishamel Beah  fugiu do ataque de rebeldes e vagou por uma terra arrasada pela violência. Aos treze, foi recrutado pelo Exército do governo de Serra Leoa e descobriu que era capaz de atrocidades inimagináveis.
Este é um relato raro e hipnotizante, contado com força literária e uma honestidade de cortar o coração.

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Eu sou Malala – Edição Juvenil, de Malala Yousafzai e Patricia McCormick (Tradução de Alessandra Esteche)
Edição juvenil da autobiografia da mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz,
Malala Yousafzai tinha apenas dez anos quando o Talibã tomou conta do vale do Swat, onde ela vivia com os pais e os irmãos. A partir desse dia, a música virou crime; as mulheres estavam proibidas de frequentar o mercado; as meninas não deveriam ir à escola.
Criada em uma região pacífica do Paquistão totalmente transformada pelo terrorismo, Malala foi ensinada a defender aquilo em que acreditava. Assim, ela lutou com todas as forças por seu direito à educação. E, em 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vida por isso: foi atingida por um tiro na cabeça quando voltava de ônibus da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Hoje Malala é um grande exemplo, no mundo todo, do poder do protesto pacífico, e é a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz. 

Paralela

Neil Patrick Harris – A autobiografia interativa, de Neil Patrick Harris (Tradução de Juliana Cunha e Guilherme Miranda)
Primeiro livro do premiado e querido ator americano, Neil Patrick Harris mistura realidade, ficção e muito humor. E o melhor: é o leitor quem escolhe qual vai ser o rumo da história. Em cada momento crítico, é o leitor quem decide como a trama vai continuar. Caso escolha corretamente, Neil Patrick encontrará fama, dinheiro e amor verdadeiro. Se o leitor fizer a escolha errada, o resultado será miséria, sofrimento e uma morte horrível com mordidas de piranhas.
Neil Patrick, apresentador do Oscar, combina episódios de sua vida, comentários afiados sobre o dia a dia das celebridades e bastidores de Hollywood. Ele fala ainda do seu começo de carreira como prodígio ator-mirim e do relacionamento com o também ator David Burtka, com quem se casou recentemente e tem dois filhos. E ainda tem mais: truques de mágica, receitas de drinks, fotos embaraçosas e até uma música para o “grand finale”.

Amor ao pé da letra, de Melissa Pimentel (Tradução de David Agne)
A agente literária Melissa Pimentel, assim como sua personagem, Lauren, se mudou de uma pequena cidade nos Estados Unidos para Londres de um dia para o outro. Assim como a protagonista, seu principal objetivo também era se divertir, sempre que possível acompanhada de britânicos sexy.
Infelizmente, Melissa logo descobriu que conquistar esses homens era mais difícil do que parecia, mesmo quando ela jurava não querer nada sério. Foi aí que surgiu a solução: decidiu seguir os conselhos dos mais populares livros de autoajuda para conquistar homens e criou um blog para narrar suas experiências.

 

Semana cento e cinquenta e nove

Os lançamentos desta semana são:

Campo em branco, de Emilio Fraia e DW Ribatski
Dois irmãos separados pelo tempo e pelo espaço, se reencontram numa cidade estrangeira. Não sabemos ao certo onde estão, tampouco conhecemos os caminhos que os fizeram chegar ali. Lucio, o mais novo, tenta entender o que o mais velho, Mirko, quer com ele. A ideia é refazer uma viagem da infância de ambos, quando visitaram com um tio uma cidade nas montanhas. Narrado por Lucio, o episódio se mescla a lembranças e, principalmente, a tudo aquilo que ele não consegue lembrar ou compreender — as imagens evocadas parecem escapar, como a dor fantasma de um braço amputado. Numa trama sobre família e memória, o escritor Emilio Fraia e o quadrinista DW Ribatski criam uma narrativa de estranhamento, cujo centro parece nunca se revelar. A arte vibrante de Ribatski e os temas enigmáticos de Fraia combinam-se num road movie às avessas, em que a viagem só começa quando podemos reconstruí-la, desmontá-la, inventá-la.

A mão invisível, de Adam Smith (Trad. Paulo Geiger)
Originalmente publicado em 1776, mesmo ano da Declaração da Independência dos Estados Unidos, A riqueza das nações é o texto mais influente do filósofo e economista escocês Adam Smith (1723-1790), autor central do liberalismo e um dos fundadores da economia política. Nesta seleção extraída de seu opus magnum, Smith investiga a natureza das trocas financeiras e comerciais responsáveis pelo enriquecimento dos indivíduos e dos Estados, bem como os ganhos revolucionários proporcionados pela divisão do trabalho na produção de manufaturas. Escrito na aurora da era industrial, o livro aponta para a existência de uma “mão invisível” — espécie de força autorreguladora intrínseca aos agentes do sistema capitalista — que garantiria o funcionamento equilibrado dos mercados de dinheiro, bens e serviços.

Boa-noite, girafa, de David Grossman (Trad. George Schlesinger)
Às vezes ficamos tanto tempo no banho que saímos meio transformados. O pai da Ruth, por exemplo, certa noite tira uma grande girafa japonesa da banheira. Mas ela está rindo e aquela voz não parece de girafa. Para se certificar, ele vai checando parte por parte do corpinho escondido embaixo da toalha… Nesta narrativa despretensiosa e acolhedora sobre uma brincadeira que todos os pequenos gostam de fazer, o premiado autor David Grossman diverte adultos e crianças. Certa vez, sobre suas histórias infantis, ele disse que seu objetivo era “escrever textos em que as crianças se sentissem em casa” — e foi exatamente isso que fez em Boa-noite, girafa.

Editora Paralela

O fator Scarpetta, de Patricia Cornwell (Trad. Renata Guerra)
Falta uma semana para o Natal. A economia americana do pós­-crise custa a se recuperar. Diante de um cenário tão desalentador, a dra. Kay Scarpetta resolve oferecer seus serviços pro bono ao Instituto Médico Legal de Nova York. Mas sua crescente exposição na mídia parece antecipar uma série de eventos inesperados e perturbadores. Ao vivo na CNN, ela é questionada sobre o estranho caso de Hannah Starr, uma bela milionária desaparecida desde a véspera do Dia de Ação de Graças. Durante a mesma transmissão, Scarpetta recebe uma ligação de uma antiga paciente psiquiátrica de Benton Wesley, que parece estar obcecada pelo casal. No mesmo dia, ao voltar para casa depois do programa, um pacote suspeito — possivelmente contendo uma bomba — é deixado aos cuidados seus. Rapidamente, a suposta ameaça à vida de Scarpetta a envolve numa rede surreal de acontecimentos em que se encontram um famoso ator acusado de um crime sexual inacreditável e o desaparecimento de uma ricaça que parece partilhar um passado secreto com Lucy, a sobrinha preferida de Kay. Complicando ainda mais a trama, o produtor de Scarpetta na CNN tenta persuadi-la a estrear um programa de TV chamado “O fator Scarpetta”. Diante de tantos acontecimentos bizarros, ela teme que sua fama resulte na ilusão de que ela realmente tem um “fator especial”, uma habilidade mística que a auxilia na resolução dos casos.

Editora Seguinte

Laços de sangue, de Richelle Mead (Trad. Ana Ban)
O trabalho de Sidney Sage não é nada fácil: ela e seus colegas alquimistas são os únicos a saber que vampiros existem para além das telas de cinema — e são uma ameaça real à humanidade. Para manter a ordem, eles devem impedir que esse segredo vaze e que os mortais se aproximem desses seres perigosíssimos. Agora a paz que os alquimistas vêm garantindo há tempos está prestes a desabar, e Sydney terá de proteger a princesa vampira Jill Dragomir, ou uma guerra pelo trono eclodirá no mundo dos vampiros e trará consequências avassaladoras para os homens. No entanto, defender alguém que até então era alvo de seu desprezo será mais difícil do que Sydney imaginava…
Na série Bloodlines há personagens antigos da Academia de Vampiros e outras caras novas. Desta vez, o cenário é o mundo dos humanos, onde os riscos são ainda maiores e todos estão em busca de sangue.

Semana cento e dezesseis

Os lançamentos desta semana são:

Bahia de todos-os-santos, de Jorge Amado
Há poucas cidades no mundo tão fascinantes, complexas e repletas de história quanto Salvador. E que outro guia melhor do que Jorge Amado para desvelar os encantos, mistérios — e mazelas — seculares de suas ruas, ladeiras, terreiros, igrejas, mercados, trapiches e praias? O autor de tantos romances ambientados em Salvador, responsável em grande parte pela difusão de sua mitologia popular pelo mundo afora, abre aqui de modo generoso as portas da cidade para quem quiser conhecê-la, mas sem perder o olhar crítico e transformador. Diferentemente dos guias turísticos e prospectos oficiais, este livro, publicado originalmente em 1944 e alvo de sucessivas atualizações, não esconde o lado obscuro da capital baiana, seus bairros miseráveis e sem higiene, a vida dura e sem perspectivas da população mais pobre, bem como a deterioração paulatina do meio ambiente e da arquitetura. Bahia de todos-os-santos entrega ao leitor a cidade por inteiro, não só na paisagem física mas também em seus ritos tradicionais e em seus costumes cotidianos.

Notícias do planalto, de Mario Sergio Conti (Edição econômica, com novo posfácio)
“Com sua força narrativa concentrada, um amplo panorama de personagens de cima e de baixo, denso nos detalhes, e com um desenlace dramático à altura, lê-se Notícias do Planalto como um trabalho documental de Balzac. Sem poupar ninguém — proprietários, comentaristas ou repórteres —, o livro quebrou o tabu fundamental da imprensa: cachorro não come cachorro.” Foi assim que Perry Anderson, um dos grandes historiadores ingleses, classificou Notícias do Planalto num ensaio na London Review of Books. Lançado em 1999, o livro deflagrou uma imensa controvérsia acerca das relações perigosas entre a imprensa e o poder e entre jornalistas e donos de órgãos de comunicação. Com mais de 70 mil exemplares vendidos, entrou para a bibliografia básica de inúmeras faculdades de jornalismo.

Os inimigos íntimos da democracia, de Tzvetan Todorov (Trad. Joana Angélica d’Ávila Melo)
Em Os inimigos íntimos da democracia, Todorov emite um enfático alerta contra a maior ameaça à sobrevivência dos valores democráticos no século XXI: as estruturas autoritárias gestadas nas entranhas do próprio sistema político ocidental. Para o autor, o risco de uma regressão global a modos de agir e pensar típicos do totalitarismo é o efeito mais alarmante da perversão interna dos valores democráticos nas últimas décadas. Todorov denuncia os descomedimentos da política contemporânea por meio de uma lúcida compreensão dos discursos ideológicos em jogo nos conflitos decisivos da realidade social.

Aninha, a pestinha, de Juliet Mickelbugh (Trad. Eduardo Brandão)
Aninha era sempre uma gracinha — pintava que era uma gracinha, cantava que era uma gracinha, e todo mundo só dizia: “Que gracinha, a Aninha!”. Mas, irritada com a situação, um dia resolveu passar a fazer só abobrinha. Falava de boca cheia, subia na cadeira, rabiscava a mesa inteira, pintava as paredes de casa, respondia para os adultos, só aprontava confusão! Logo, logo, para todos tinha virado “a pestinha”. Foi aí que ela percebeu que não queria ser nem uma coisa nem outra: queria mais ser ela mesma, só a Aninha.

O voo do golfinho, de Ondjaki
E se todos tivéssemos o dom de mudar de corpo ao longo da vida? E se voar fosse mesmo possível para todos os que sempre desejaram ter asas? Esta é a história de um golfinho que queria ser passarinho e que um dia ousou dar um salto a mais…

A força da escravidão, de Sidney Chalhoub
“Esses escravos ilegais estão a todo momento e por toda parte em presença das autoridades brasileiras, mas eles não são vistos.” A irônica observação de um cônsul britânico diante do escândalo dos africanos escravizados sintetiza o descaso criminoso a que a cidadania dos negros foi submetida no Brasil oitocentista. Em aberta afronta ao direito internacional, mais de 750 mil pessoas foram contrabandeadas para o país após a lei de 1831 que proibia o comércio de cativos. por outro lado, a notória tolerância das autoridades em relação aos horrores do tráfico deteriorava a já instável condição social dos ex-escravos e dos nascidos livres, sinalizando-lhes que seus direitos pouco valiam contra a força avassaladora do poder escravista. Apoiado numa abrangente pesquisa em arquivos da época, o historiador Sidney Chalhoub demonstra como a precária experiência da liberdade dos negros esteve à mercê da cumplicidade entre o Estado e as classes proprietárias durante a maior parte do Segundo Reinado.

Fora do tempo, de David Grossman (Trad. Paulo Geiger)
Em 12 de agosto de 2006, o sargento Uri Grossman foi morto no Líbano, a dois dias do cessar-fogo em nome do qual seu pai, o escritor David Grossman, havia se manifestado anteriormente, em público, ao lado de Amós Oz e A. B. Yehoshua. Cinco anos depois, o ficcionista oferece uma investigação das maneiras de dizer o luto, fazendo a poesia e o maravilhoso ressoarem num espaço próprio, embora permeado pela política e pela biografia. Destituídas das virtudes mágicas capazes de dar corpo ao ausente, as palavras ainda assim insuflam vida em quem encontra fôlego para dizê-las. Em algum ponto da jornada inconcebível limite entre “aqui” e “lá”, o enlutado vislumbra uma hipótese de caminho de volta do exílio. Com Fora do tempo, Grossman testemunha, mais uma vez, que a vida não acabou. Confiando nas virtudes da escrita, ele prossegue em busca das imagens “em alta resolução”, pelas quais “vivemos a nossa própria vida, não um clichês que outros formularam para nós”, conforme declarou certa vez em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Uma certa justiça, de P. D. James (Trad. Celso Nogueira)
O crime central deste romance é o assassinato de Venetia Aldridge, uma mulher obsessiva e arrogante que, dedicando-se de corpo e alma à advocacia criminal, conseguiu chegar ao topo da carreira, brilhando no tribunal mais famoso da obsessiva e arrogante que, dedicando-se de corpo e alma à advocacia criminal, conseguiu chegar ao topo da carreira, brilhando no tribunal mais famosos da Inglaterra, o Old Bailey. Foi lá que realizou a defesa de Garry Ashe, um jovem acusado do assassinato brutal de sua tia. Venetia, porém, não poderia prever que um mês depois seria morta com violência em seu próprio escritório — pois, como diz P.D. James no início deste livro, “os assassinos não costumam alertar suas vítimas”. Por mais hábeis que sejam, entretanto, os criminosos sempre deixam pistas, e segui-las é o trabalho do inspetor Adam Dalgliesh e de sua equipe da Scotland Yard. Uma das melhores autoras do romance policial, Phyllis Dorothy James nasceu em 1920 e só estreou na literatura em 1962. Desde então, publicou cerca de duas dezenas de livros.

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