david mitchell

Semana trezentos e nove

Companhia das Letras

Atlas de nuvens, de David Mitchell (tradução de Paulo Henriques Britto)
Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick. Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço — do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí —, Mitchell criou um jogo de bonecas russas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.

Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, de Elvira Vigna
Dois estranhos se encontram num verão escaldante no Rio de Janeiro. Ela é uma designer em busca de trabalho, ele foi contratado para informatizar uma editora moribunda. O acaso junta os protagonistas numa sala, onde dia após dia ele relata a ela seus encontros frequentes com prostitutas. Ela mais ouve do que fala, enquanto preenche na cabeça as lacunas daquela narrativa. Uma das grandes escritoras brasileiras da atualidade, Elvira Vigna parte desse esqueleto para criar um poderoso jogo literário de traições e insinuações, um livro sobre relacionamentos, poder, mentiras e imaginação.

Raízes do Brasil — Edição crítica — 80 anos, de Sérgio Buarque de Holanda (organizado por Pedro Meira Monteiro e Lilia Moritz Schwarcz)
Raízes do Brasil é uma das obras fundadoras do pensamento sobre a sociedade brasileira. No método de análise e estilo da escrita, na sensibilidade para a escolha dos temas e erudição exposta de forma concisa, revela-se o historiador da cultura e ensaísta crítico com talentos de grande escritor. Esta edição, que comemora os oitenta anos de publicação da obra, traz uma verdadeira arqueologia de sua produção. Por meio de notas e variantes, mostra que, entre a primeira edição e as seguintes, durante mais de três décadas, o autor fez alterações importantes no texto, revisitando hipóteses e mudando, às vezes radicalmente, os argumentos e o tom. Posfácios de nove especialistas trazem leituras originais deste que é, para jogar com as palavras de Antonio Candido, um “clássico” que se constrói pouco a pouco.

K. – Relato de uma busca, de B. Kucinski
Em 1974, a irmã de Bernardo Kucinski, professora de Química na Universidade de São Paulo, é presa pelos militares ao lado do marido e desaparece sem deixar rastros. O pai dela, dono de uma loja no Bom Retiro e judeu imigrante que na juventude fora preso por suas atividades políticas, inicia então uma busca incansável pela filha e depara com a muralha de silêncio em torno do desaparecimento dos presos políticos. K. narra a história dessa busca. Lançado originalmente em 2011 pela editora Expressão Popular, em 2013 ganhou nova edição pela Cosac Naify, e finalmente, em 2016, chegou à Companhia das Letras. Ao longo desses anos, K. se firmou como um clássico contemporâneo da literatura brasileira.

A nervura do real II, de Marilena Chaui
Marilena Chaui, intelectual pública e uma das grandes filósofas de sua geração, completa agora o percurso iniciado com o estudo da ideia espinosana de imanência, obra que causou grande repercussão e debate quando publicada, em 1999. Hoje, filósofos, psicanalistas e neurobiologistas voltam-se para a filosofia de Espinosa para redescobrir um pensamento que enfrentou de modo certeiro questões retomadas no presente. Neste segundo volume, Chaui lida com a questão da liberdade em Espinosa — tema que nos interpela talvez mais que qualquer outro em sua filosofia — e procura demonstrar que a necessidade incondicionada da potência infinita da Natureza, da qual somos uma expressão, é a condição da liberdade humana.

Companhia de Mesa

Comida de verdade, de Yotam Ottolenghi (tradução de Isabella Pacheco)
A mais nova e aguardada obra do chef londrino Yotam Ottolenghi, cujos livros já venderam mais de meio milhão de cópias. Chegou a hora de os acompanhamentos virarem o prato principal: os vegetais receberam novos temperos e técnicas e se transformaram no centro das atenções. São mais de 150 pratos com deliciosos vegetais, de saladas a sobremesas. Comida de verdade apresenta, através de fotografias magníficas, os pratos que irão inspirar e revolucionar sua cozinha.

 Objetiva

Hotel Florida, de Amanda Vaill (tradução de Ivo Korytowski)
A Guerra Civil Espanhola contada a partir das vidas de Ernest Hemingway, Martha Gellhorn, Robert Capa, Gerda Taro, Arturo Barea e Ilsa Kulcsar. Madri, 1936. Em uma cidade devastada pela guerra civil, seis pessoas se encontram e têm suas vidas transformadas. Ernest Hemingway precisa de material para um novo romance; Martha Gelhorn está em busca de amor e novas experiências. Robert Capa e Gerda Taro capturam a história e inventam o fotojornalismo moderno. E os secretários de imprensa Arturo Barea e Ilsa Kulcsar lutam pela verdade. Hotel Florida traça os destinos desses três casais num momento crítico da história, que revelou o melhor e o pior daqueles que se viram envolvidos nele. Uma reconstrução baseada em cartas, diários, documentos oficiais, filmes, biografias e notícias da época. Uma história impactante escrita com maestria.

Peça-me o que quiser e eu te darei, de Megan Maxwell (tradução de Monique D’Orazio)
A volta de Peça-me o que quiser, a série erótica mais sensual e envolvente dos últimos tempos. Os anos se passaram. Judith Flores e Eric Zimmerman vivem em uma bela casa em Munique com os três filhos. E continuam tão apaixonados quanto no dia em que se conheceram. O alemão e a espanhola enfrentam juntos os desafios de criar um adolescente e de manter o desejo aceso no casamento. Apesar disso, tudo parece ir bem, até o dia em que uma mulher do passado de Eric reaparece e coloca à prova todas as certezas de Jud. Já os melhores amigos do casal, Mel e Björn, estão mais felizes do que nunca. E o advogado sonha com o dia em que a ex-tenente do Exército americano deixará de ser tão teimosa e aceitará se casar com ele. Unidos pela amizade e pelo sexo, os dois casais enfrentarão juntos as armadilhas que o destino coloca em seus caminhos. Será que o amor verdadeiro é mesmo capaz de vencer tudo?

Penguin-Companhia

Sátiras e outras subversões , de Lima Barreto (organizador Felipe Botelho Corrêa)
Durante décadas após sua morte, os estudiosos especularam sobre uma enorme quantidade de textos que poderiam ser atribuídos a Lima Barreto. Mas foi um pesquisador brasileiro radicado na Inglaterra que conseguiu elucidar o mistério — e comprovar a copiosa produção do grande autor de Recordações do escrivão Isaías Caminha. Todos os 164 textos que compõem a edição são inéditos em livro, e foram originalmente publicados em periódicos. Esta coletânea é a revelação de uma parte da obra de Lima Barreto completamente desconhecida por mais de um século. Embora as razões para tal sejam várias, a que mais pesou certamente foi o fato de o autor ter utilizado pseudônimos em revistas até o fim de sua carreira, em 1922.

10 livros estrangeiros lançados (até agora) em 2016

Já chegamos na metade de 2016, e são tantos livros lançados a cada mês que fica até difícil lembrar de tudo o que você quer ler, certo? Se você deixou alguma novidade escapar, não se preocupe: selecionamos dez livros lançados até agora que merecem entrar na sua lista de futuras leituras. Nesta primeira lista, vamos falar dos lançamentos estrangeiros. Confira! :)

1) Isso também vai passarde Milena Busquets (tradução de Joana Angélica d’Avila Melo)

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O romance da espanhola Milena Busquets se transformou num sucesso internacional, chegando aqui no Brasil em fevereiro. Neste livro, o leitor acompanha uma narradora que vive o luto pela morte da mãe durante um verão em Cadaqués. Diante da ausência da mãe, restam as memórias de tudo o que a narradora viveu ao lado de quem a trouxe à vida, e o desejo de reafirmar a existência por meio do sexo, do convívio com as amigas, dos filhos e dos homens do passado. Milena Busquets combina profundidade e leveza para falar de temas universais como a dor, o amor, o medo, o desejo, a tristeza, o riso, a desolação e a beleza.

2) Romances de Patrick Melrosede Edward St. Aubyn (tradução de Sara Grünhagen)

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Edward St. Aubyn vem de uma família inglesa de “pedigree”, cujas origens nobres remontam ao século XVII. Ele cresceu em Londres e viveu a separação dos pais quando ainda era criança, e logo foi mandado para um colégio interno de elite. Seu vício em heroína desde muito jovem, assim como a conturbada história familiar, inspiraram em grande medida a vida do protagonista de seu ciclo de romances, Patrick Melrose. Lançado no Brasil em fevereiro, o primeiro volume de Romances de Patrick Melrose reúne três dos cinco livros deste ciclo: Não importaMás notíciasAlguma esperança. Alternando cenas de profunda angústia e tragédia com momentos hilários, os livros dissecam a classe alta inglesa ao narrar a história de Patrick, dos abusos na infância ao vício e, por fim, à reabilitação.

3) As meninas ocultas de Cabul, de Jenny Nordberg (tradução de Denise Bottmann)

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Durante cinco anos de pesquisas no Afeganistão, a repórter Jenny Nordberg descobriu que algumas famílias criam suas filhas como se fossem meninos, tentando fazer com que a comunidade acredite que as crianças são de fato do sexo masculino. A prática, conhecida como “bacha posh”, foi revelada por Jenny em reportagem de grande repercussão no New York Times. Neste livro, lançado em março, ela mostra em detalhe os horrores de um ambiente machista, e faz um alerta para a comunidade internacional sobre um crime que nenhum relativismo cultural é capaz de atenuar.

4) Dois anos, oito meses e 28 noites, de Salman Rushdie (tradução de Donaldson M. Garschagen)

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Em março lançamos mais um livro de Salman Rushdie, autor de Os versos satânicos. Dois anos, oito meses e 28 noites — que, para quem fizer as contas, corresponde a mil e uma noites — é um romance de tirar o fôlego e um testamento duradouro sobre o poder da ficção, as relações humanas e a nossa ancestralidade. Depois de uma tempestade em Nova York, fatos estranhos começam a ocorrer. Um jardineiro percebe que seus pés não tocam mais o chão. Um quadrinista acorda ao lado de um personagem que parece um de seus desenhos. Ambos são descendentes dos djins, figuras mágicas que vivem num mundo apartado do nosso por um véu invisível. Séculos atrás, Bunia, princesa dos djins, apaixonou-se por um filósofo. Juntos, tiveram filhos que se espalharam pelo mundo humano. Quando o véu é rompido, tem início uma guerra que se estende por mil e uma noites.

5) Uma história de solidão, de John Boyne (tradução de Henrique de Breia e Szolnoky)

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O mais recente romance adulto de John Boyne, lançado em janeiro, aborda com extrema delicadeza o tema dos abusos sexuais na Igreja católica. Uma história de solidão acompanha a vida de Odran Yates, um garoto irlandês nascido nos anos 1950 que cresce em uma família disfuncional e entra para a vida eclesiástica. Da ingenuidade dos primeiros anos de colégio à descoberta dos segredos mais bem guardados da Igreja, o padre Odran Yates descreve uma Irlanda repleta de contradições e ódio por trás de um projeto social baseado nos bons costumes e vive a decadência de seu ofício, que, diante de tantas denúncias de abuso sexual, passa a ser visto com desconfiança. O padre tenta fazer um acerto de contas com a própria consciência, depois de ter sido convencido de que era inocente demais para entender o que ocorria ao seu redor.

6) Campos de sangue, de Karen Armstrong (tradução de Rogério W. Galindo)

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A ideia de que a fé pode ser fonte de violência e intolerância vem crescendo nas últimas décadas, especialmente após o Onze de Setembro. Mas seria uma visão precisa da realidade? Neste estudo, Karen Armstrong investiga as grandes tradições religiosas em busca de respostas, e nos conduz a uma viagem pela história das maiores religiões do mundo. Amparado na vasta erudição da autora e no seu compromisso em promover a empatia entre os povos, Campos de sangue mostra que a religião não é a causa de nossos problemas.

7) Pureza, de Jonathan Franzen (tradução de Jorio Dauster)

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Em 2016 também lançamos o novo livro de Jonathan Franzen, um dos maiores autores norte-americanos da atualidade. Em Pureza, acompanhamos a história da jovem Pip Tyler. Ela sabe que seu nome verdadeiro é Purity, que está atolada em dívidas, que está dividindo um apartamento com anarquistas e que a sua relação com a mãe vai de mal a pior. Coisas que ela não sabe: quem é seu pai, por que a mãe a força a uma vida reclusa, por que tem um nome inventado e como ela vai fazer para levar uma vida normal. Um breve encontro com um ativista alemão leva Pip à América do Sul para um estágio numa organização que contrabandeia segredos do mundo inteiro — inclusive sobre sua misteriosa origem. Pureza é uma história sobre idealismo juvenil, lealdade e assassinato.

8) Meu nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout (tradução de Sara Grünhagen)

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Lançado agora em junho, Meu nome é Lucy Barton acaba de ser selecionado para concorrer ao Man Booker Prize 2016. O romance é narrado por Lucy Barton, uma escritora bem-sucedida que está há três semanas num hospital se recuperando das complicações de uma simples operação para extrair o apêndice. Sofrendo de saudade das filhas e do marido, ela recebe uma visita inesperada da mãe, com quem não falava havia anos. Nas cinco noites que passa com a mãe, a narradora convalescente lança um olhar aguçado e humano, sem sentimentalismos, para os acontecimentos centrais de sua vida: o isolamento e a pobreza dos anos da infância, o distanciamento de um núcleo afetivo desestruturado, a luta para se tornar escritora, o casamento e a maternidade.

9) Voltar para casa, de Toni Morrison (tradução de José Rubens Siqueira)

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Uma das mais celebradas romancistas dos Estados Unidos, a Nobel de Literatura Toni Morrison expande seu olhar sobre a história norte-americana do século XX em Voltar para casa, uma narrativa de violência, amor e redenção. Frank Money volta da Guerra da Coreia vivendo em profundo conflito com seus fantasmas, perturbado pela enorme culpa de ser um sobrevivente e pelas atrocidades que cometeu. Ao se deparar com um país racista e segregado, ele reluta em voltar à sua cidade natal na Geórgia, onde deixou dolorosas memórias de infância e a pessoa que lhe é mais querida, a irmã Ycidra. Ci sobreviveu como pôde aos anos de ausência do irmão, numa sociedade machista e opressiva em que as mulheres não têm vez, são sistematicamente abandonadas pelos maridos e muitas vezes mutiladas sem piedade. Nesse mundo desfigurado, ao se reencontrarem no caminho de volta para casa, os irmãos poderão enfim ressignificar seu passado e voltar a ver com esperança o futuro.

10) Atlas de nuvens, de David Mitchell (tradução de Paulo Henriques Britto)

atlas

E encerramos com um lançamento deste mês: Atlas de nuvens! Neste que é um dos romances mais cultuados do nosso tempo, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor por quebra-cabeças e o talento para a especulação científica conduzindo o leitor por seis histórias que se encontram no tempo e no espaço, criando um jogo de bonecas russas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade. O livro, adaptado para os cinemas em 2012 e protagonizado por Tom Hanks, finalmente está nas livrarias brasileiras!

 

Semana duzentos e quarenta

BLOG12

Os mil outonos de Jacob de Zoet, de David Mitchell (Tradução de Daniel Galera)
O pano de fundo exótico para esta trama é o Japão da virada do século XIX. No ano de 1799, o império japonês está totalmente fechado aos estrangeiros, com uma única exceção: na ilha artificial de Dejima, na costa de Nagasaki, seus últimos parceiros comerciais europeus, os holandeses, mantêm uma feitoria. Em busca da fortuna que lhe permitirá casar-se com sua amada Anna, o jovem escriturário Jacob de Zoet parte de navio para o Oriente e acaba sendo incumbido por seu tutor da missão de investigar os registros de Dejima em busca de evidências de corrupção.
Impedido de praticar a fé cristã, ridicularizado pelos japoneses e hostilizado pelos colegas europeus que tem o dever de investigar, Jacob se sente mais isolado que nunca. Ao mesmo tempo, conhece aos poucos uma galeria de personagens marcantes que inclui o trambiqueiro Arie Grote, o samurai e intérprete Ogawa Uzaemon e o erudito botanista dr. Marinus. Sua situação se complica definitivamente quando ele se apaixona por uma jovem parteira e estudante de medicina, Aibagawa Orito, uma moça intrigante que tem o rosto parcialmente queimado. Quando Orito é raptada pelo sinistro abade Enomoto e Jacob se descobre vítima de sua própria ingenuidade e retidão moral, desvela-se uma trama repleta de paixões proibidas, traições, culpa, assassinatos, intrigas políticas e segredos de uma ordem espiritual que pratica horrores indizíveis.

Paralela

Amor ao pé da letra, de Melissa Pimentel (Tradução David Agne)
A agente literária Melissa Pimentel, assim como sua personagem, Lauren, se mudou de uma pequena cidade nos Estados Unidos para Londres de um dia para o outro. Assim como a protagonista, seu principal objetivo também era se divertir, sempre que possível acompanhada de britânicos sexy.
Infelizmente, Melissa logo descobriu que conquistar esses homens era mais difícil do que parecia, mesmo quando ela jurava não querer nada sério. Foi aí que surgiu a solução: decidiu seguir os conselhos dos mais populares livros de autoajuda para conquistar homens e criou um blog para narrar suas experiências. Nasceram daí os encontros de Lauren, que em Amor ao pé da letra, receberam toques de ficção, como uma legítima comédia romântica.

Seguinte

Sombras Prateadas – Bloodlines Vol.5, de Richelle Mead (Tradução de Guilherme Miranda)
Sydney Sage arriscou tudo. Ainda infiltrada na organização, trabalhava contra os alquimistas e vivia um romance secreto com o vampiro Adrian Ivashkov. Qualquer deslize poderia trazer tudo por água abaixo, e foi exatamente o que aconteceu: sua própria irmã descobriu seu relacionamento proibido e a denunciou, fazendo com que Sydney fosse capturada pelos seus pares e mandada para a terrível reeducação.
Lá, as condições de higiene e de conforto eram mínimas. Nos poucos momentos em que ela ficava acordada, uma voz metálica tentava convencê-la a “confessar seus pecados”. Cercada de inimigos e sem saber onde estava ou como sairia dali, Sydney luta para manter sua identidade, sua capacidade de pensar por si mesma e, principalmente, a esperança de que encontrará Adrian novamente.
Enquanto isso, o vampiro tenta diferentes estratégias para descobrir o paradeiro da garota. Mas quando suas alternativas fracassam uma a uma, sua vida começa a sair do controle e ser tomada pelas garras do espírito – o elemento mágico que lhe confere poderes mas o afunda cada vez mais na depressão. Para suportar tudo isso, Adrian se entrega a uma vida desregrada, deixando que velhos hábitos voltem à tona para esquecer toda a impotência que sente. Será que o amor dos dois será forte o bastante para sobreviver a essa provação?