e. lockhart

Semana duzentos e vinte e quatro

Pagu, de Augusto de Campos
Peota, prosadora, jornalista e agitadora cultural. Crítica de literatura, artes visuais e teatro. Tradutora de Kafka, Valéry, Pirandello e Ionesco quando esses autores eram quase desconhecidos no Brasil. Uma das embaixadoras da soja no país, cujas sementes lhes foram fornecidas pelo último imperador da China. Militante comunista ferida em protestos de rua em Paris e torturada na prisão do Rio de Janeiro. Quem foi, quem é Patrícia Rocher Galvão, a Pagu (1910-62), musa do modernismo brasileiro e uma de suas protagonistas? Neste livro polivalente, que Augusto de Campos define como “um livro vivo, uma biografia não biográfica, um biotexto ou biolivro”, os capítulos da vida-obra desta mulher fora de série são recombinados num autêntico caleidoscópio biobiliográfico. A nova edição desta antologia de textos de e sobre Pagu permite reavaliar sua atuação estética e política no contexto de uma trajetória pessoal singular, marcada pelo embate incessante entre paixão e morte, arte e política.

Inferno a bordo, de Georges Simenon (Trad. de André Telles)
Marujos não falam muito com outros homens, e menos ainda com policiais. Mas depois que o corpo do Capitão Fallut é encontrado próximo ao vapor em que trabalhava, o Océan, todos começam a falar em “mau-olhado” para tentar explicar os acontecimentos sinistros durante a última viagem da embarcação.

Editora Seguinte

Os mentirosos, de E. Lockhart (Trad. de Flávia Souto Maior)
Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence – neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

Editora Paralela

Livro do corpo, de Cameron Diaz (Trad. de Ana Beatriz Rodrigues)
Quando jovem, Cameron não pensava muito no impacto de sua alimentação e estilo de vida sobre sua saúde. No entanto, nos últimos quinze anos, descobriu a íntima associação entre comida, aparência física e bem-estar. Essa constatação – de que a nutrição influencia a vida – despertou nela a fome de informar-se sobre as melhores maneiras de se alimentar, movimentar e cuidar de si mesma. Em O livro do corpo, Cameron compartilha com o leitor o que aprendeu e nos oferece um guia abrangente para o bem-estar e a boa aparência feminina. Cameron não formulou um programa único para todos os tipos de mulher, tampouco estabeleceu objetivos a serem alcançados em sete dias, trinta ou um ano; diferentemente disso, ela apresenta aqui uma abordagem de longo prazo para uma vida duradoura, com força e saúde. Fundamentado em informações de especialistas e baseado em fatos científicos, mas narrado à luz da paixão e das experiências pessoais de Cameron, O livro do corpo é um manual educativo e inspirador para todas as mulheres. 

Semana cento e setenta e dois

Os lançamentos da semana são:

Vida, de Paulo Leminski
Nessa reunião de biografias sui generis (Cruz e Sousa, Bashô, Jesus e Trótski), lançadas na Coleção Encanto Radical ao longo da década de 1980, Paulo Leminski presta homenagem a quatro de seus heróis de lírica e de luta, revelando lados inusitados de figuras aparentemente desconexas que, sob o olhar apaixonado de um mesmo admirador, se aproximam e enriquecem. Ao fim destas quatro minibiografias heterodoxas e aliciantes,  o que emerge é o retrato apurado de um Leminski múltiplo, como seus biografados, e uma gênese das principais influências do poeta que segue como referência para as novas gerações.

Poemas, de W.H. Auden (Tradução de João Moura Jr. e José Paulo Paes)
Esta edição bilíngue traz cinquenta dos principais poemas de Wynstan Hugh Auden, reconhecido como um dos mais importantes autores ingleses do século XX. O amor, a guerra, os acontecimentos sociais e o poder encantatório da literatura ganham ressonância nesse conjunto de textos fundamentais de lírica moderna. Criteriosamente selecionados e traduzidos, há desde poemas escritos em 1927, quando o autor definiu publicamente suas posições estéticas no que ficou conhecido como “O Manifesto de Oxford Poetry”, até aqueles que datam de 1973, ano de sua morte. O volume “abarca, na medida do possível, as várias fases da obra poética de W. H. Auden, que foi um poeta prolífero”, conforme declara João Moura Jr., o responsável pela seleção dos textos e que divide a tradução com o poeta José Paulo Paes.

Eu me pergunto, de Jostein Gaarder (Ilustrações de Akin Duzakin, Tradução de Mell Brites)
Enquanto caminha para longe de casa, um garoto pensa e repensa: “de onde vem o mundo?”, “será que tudo surgiu do nada?”. A cada nova paisagem que conhece, relembra histórias de seu passado e descobre novas questões: “os fantasmas existem?”, “o que tenho mais medo de perder?”. Cheio de indagações mas sem respostas imediatas, ele anda sem rumo — e se aproxima cada vez mais de seu próprio entendimento do mundo.

Histórias de Xingu, de Cláudio e Orlando Villas Bôas
Cláudio e Orlando Villas Bôas dedicaram suas vidas aos índios brasileiros. Em 1943 abandonaram a cidade grande para participar de uma grande aventura: se juntaram à Expedição Roncador-Xingu, que tinha como objetivo desbravar parte da Amazônia, e entraram em contato com indígenas que viviam isolados até então. Depois desse primeiro encontro, resolveram lutar pela preservação dessas populações, de suas terras e costumes. Criaram laços de amizade com mais de vinte povos, e em 1961 ajudaram a fundar o Parque Nacional do Xingu. Cláudio e Orlando conheceram mais do que ninguém a cultura dos xinguanos, e narram aqui nove histórias assim como as ouviram. São contos que falam do imaginário desses grupos e de suas crenças; que nos apresentam a Mavutsinin, o criador dos índios; ao Kuarup, cerimônia de homenagem aos mortos; e ao Morená, lugar mítico onde três rios se encontram para formar o Xingu.

Saudade, de Claudio Hochman
Algumas palavras são difíceis de definir — principalmente aquelas que são fáceis de sentir. Como explicar, por exemplo, a saudade, palavra que nem mesmo existe em muitas línguas? É o que vai tentar fazer o Rei desta história, o mais sábio que já habitou a terra.

A bela e a fera – ao redor do globo (Tradução de Eduardo Brandão)
As narrativas populares viajam misteriosamente através do tempo e do espaço, sofrendo transformações a cada lugar por onde passam. O caso de A Bela e a Fera não é diferente: essa história sobre um pai, uma filha e um pretendente quase repulsivo possui algumas versões conhecidas e outras tão antigas que nem sabemos precisar sua origem. Aqui, além da versão mais difundida no Ocidente, estão reunidas as interpretações chinesa e chilena, tão semelhantes quanto diferentes entre si.

Editora Seguinte

O histórico infame de Frankie Landau-Banks, de E. Lockhart (Tradução de André Czarnobai)
Frankie Landau-Banks, aos 14 anos: a princesinha da família. Gosta de ler e participar do Clube de Debates. Uma garota comum frequentando uma escola tradicional.
Frankie Landau-Banks, aos 15 anos: Um corpo cheio de curvas. Uma língua afiada. Namorada de Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio.
A transformação física de Frankie Landau-Banks veio acompanhada de uma mudança de atitude: ela já não aceita um “não” como resposta. Principalmente quando esse “não” significa que ela não pode participar da sociedade secreta da qual seu namorado faz parte só porque é menina. Usando todas as suas habilidades (e alguns conhecimentos adquiridos nas aulas), Frankie criará artimanhas para provar que pode ser ainda mais genial que os membros da Leal Ordem dos Bassês. E a escola logo se tornará palco de pegadinhas até então inimagináveis.