emmanuel carrère

Semana duzentos e noventa e seis

Campos de sangue, de Karen Armstrong (Tradução de Rogério W. Galindo)
A ideia de que a fé pode ser fonte de violência e intolerância vem crescendo nas últimas décadas, especialmente após o Onze de Setembro. Mas seria uma visão precisa da realidade? Neste estudo, Karen Armstrong investiga as grandes tradições religiosas em busca de respostas, e nos conduz a uma viagem pela história das maiores religiões do mundo. O resultado é uma visão despida dos preconceitos que tanto obscurecem o debate, imprescindível num momento em que as tensões geopolíticas parecem prestes a transbordar. Amparado na vasta erudição da autora e no seu compromisso em promover a empatia entre os povos, Campos de sangue mostra que a religião não é a causa de nossos problemas.

Alfaguara

O reinode Emmanuel Carrère (Tradução de André Telles)
O Reino mergulha — e busca reconstituir — as origens do cristianismo, no final do primeiro século depois de Cristo. Carrère descreve como dois homens, Paulo e Lucas, transformaram uma pequena seita judaica, centrada em seu pregador, crucificado durante o reinado de Tibério e que acreditavam ser o messias, em uma religião que em três séculos transformou a fé no Império Romano e a seguir conquistou o mundo. Quem narra — e se coloca na história como investigador e personagem — é o próprio Emmanuel Carrère. Partindo de uma narrativa sobre sua juventude, quando se tornou um católico fervoroso, até suas dúvidas e sua renúncia à religião, Carrère mescla presente e passado numa história turbulenta, e procura descobrir as figuras humanas por trás desses dois personagens tão marcantes da história mundial.

A caderneta vermelha, de Antoine Laurain (Tradução de Joana Angélica d’Ávila Melo)
Caminhando pelas ruas de Paris em uma manhã tranquila, o livreiro Laurent Letellier encontra uma bolsa feminina abandonada. Não há nada em seu interior que indique a quem ela pertence — nenhum documento, endereço, celular ou informações de contato. A bolsa contém, no entanto, uma série de outros objetos. Entre eles, uma curiosa caderneta vermelha repleta de anotações, ideias e pensamentos que revelam a Laurent uma pessoa que ele certamente adoraria conhecer. Decidido a encontrar a dona da bolsa, mas tendo à sua disposição pouquíssimas pistas que possam ajudá-lo, Laurent se vê diante de um dilema: como encontrar uma mulher, cujo nome ele desconhece, em uma cidade de milhões de habitantes?

Objetiva

Sobre a felicidadede Frédéric Lenoir (Tradução de Véra Lucia dos Reis)
O que sabemos sobre a felicidade? Depende de nossos genes, da sorte, de nossa sensibilidade? Ser feliz é aprender a escolher — nos diz Frédéric Lenoir. Escolher os prazeres, os amigos, os valores sobre os quais queremos estabelecer nossa vida. Para nos ajudar nessa busca, o autor propõe uma viagem engrandecedora pela história do pensamento na companhia de grandes sábios do Oriente e Ocidente: de Aristóteles, Platão e Chuang-Tzu a Buda, Jesus e Muhammad; de Voltaire, Spinoza e Schopenhauer a Kant, Freud e os neurocientistas modernos.

Fontanar

Orações de Nossa Senhora, de Carolina Chagas
Carolina Chagas é autora de oito livros sobre os santos. Para este, selecionou as aparições mais queridas do Brasil dentre as mais de mil invocações de Maria reconhecidas pela Igreja católica. Com belas ilustrações, Orações de Nossa Senhora conta a história de cada santa e reúne os pedidos e as orações adequados para cada uma. Inclui também um calendário com as datas comemorativas mais importantes.

Reviravolta

Diferentes, não desiguais, de Beatriz Accioly Lins, Bernardo Fonseca Machado e Michele Escoura
Meninos são melhores em matemática, já as meninas são caprichosas; meninos gostam de futebol, meninas estão mais interessadas em roupa e maquiagem — desde pequenos, aprendemos rapidamente que o mundo é dividido entre o feminino e o masculino e também de que lado devemos estar. Ao longo da infância, passamos por inúmeras situações que supõe uma divisão de gênero, muitas delas vividas e reproduzidas no ambiente escolar. Mas, afinal, o que é gênero? A partir da discussão desse conceito — que nada mais é do que um dispositivo cultural, constituído historicamente, que classifica e posiciona o mundo a partir da relação entre o que se entende como feminino e masculino —, os autores deste livro nos convidam a pensar nas implicações que esse conceito tem na vida cotidiana das crianças, e como os arranjos de gênero podem muitas vezes restringir, excluir e criar desigualdade.