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Os melhores livros de 2015

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Já é tradição fazermos um balanço no blog dos melhores livros do ano que passou. Reunimos neste post diversas listas de importantes veículos da imprensa nacional que escolheram os destaques de 2015. Se você perdeu algum lançamento e procura uma boa história para ler agora em 2016, conheça os livros do Grupo Companhia das Letras que mais se destacaram no último ano.

Entre o mundo e eu

Em Entre o mundo e eu, Ta-Nehisi Coates relembra seus momentos da infância em Baltimore e sobre como as tensões raciais sempre estiveram presentes em um Estados Unidos que se recusa a acordar do sonho americano. Na lista de melhores livros de: O GloboRisca Faca.

Dois irmãos

O grande e trágico épico de Milton Hatoum adaptado por dois dos mais extraordinários quadrinistas da atualidade, Fábio Moon e Gabriel Bá, entrou na lista de melhores HQs do ano do site Risca Faca.

Jeito de matar lagartas

Vencedor do Prêmio APCA na categoria contos/crônicas, o livro de Antonio Carlos Viana narra histórias do cotidiano aparentemente banais, mas que tocam em questões fundamentais como o envelhecimento, o sexo (ou a ausência dele) e a solidão. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco.

A capital da vertigem

No segundo livro de Roberto Pompeu de Toledo sobre a cidade de São Paulo, o jornalista faz um panorama monumental da capital, sobre como surge uma cidade que deixa a condição de vila e se impregna com a fuligem das chaminés, o vapor das fábricas e a fumaça dos automóveis.Na lista de melhores livros do Risca Faca.

Submissão

Em Submissão, Michel Houellebecq faz uma sátira precisa, devastadora, sobre os valores da nossa própria sociedade, e foi também um dos livros mais comentados de 2015. Na lista de melhores livros de: Estado de S. Paulo, El País BrasilJornal Opção e Veja

A noite do meu bem

A noite do meu bem, novo livro de Ruy Castro, mergulha na vida noturna da capital carioca nos anos 1940, 50 e 60 para contar a história do samba-canção, e entrou na lista de melhores livros do jornal O Globo.

A ilha da infância

Terceiro livro da série Minha Luta, de Karl Ove Knausgård, este volume narra a infância do autor em uma pequena ilha da Noruega. A ilha da infância está na lista de melhores livros do ano do Risca Faca.

Ainda estou aqui

Após 35 anos do lançamento de Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva volta a falar sobre a história de sua família durante a ditadura militar em Ainda estou aqui. Concentrando o relato também em sua mãe, Eunice, o livro entrou na lista de melhores livros de O Globo.

A queda do céu

Davi Kopenawa, grande xamã e porta-voz dos Yanomami, e o antropólogo francês Bruce Albert oferecem neste livro um relato excepcional sobre a realidade indígena, ao mesmo tempo testemunho autobiográfico, manifesto xamânico e libelo contra a destruição da floresta Amazônica. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco.

O livro das semelhanças

O livro das semelhanças desperta o leitor para o prazer sempre iluminador e sensível de uma das vozes mais originais da poesia brasileira: Ana Martins Marques. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco

Revival

Revival, publicado no Brasil pela Suma de Letras, é uma história eletrizante de Stephen King sobre vício, fanatismo e o que existe do outro lado da vida. Está na lista de melhores livros da revista Veja.

O amor das sombras

Os contos de Ronaldo Correia de Brito em O amor nas sombras falam de traição, repressão, segredos e linhagens assombradas por uma herança de violência. A cada conto, a cada personagem, ele revela algo novo, sempre buscando um caminho distinto. Na lista de melhores livros de: O Globo e Suplemento Pernambuco.

A zona de interesse

A zona de interesse, de Martin Amis se passa em Auschwitz em 1942, e cada um dos vários narradores do livro testemunha o horror inominável  do campo de concentração a sua maneira. Na lista de melhores livros da Veja.

Brasil: Uma biografia

Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa M. Starling tratam o país como um personagem em Brasil: Uma biografia, livro com texto acessível que propõe uma nova e pouco convencional história do Brasil. Na lista de melhores livros do Suplemento Pernambuco.

Diários da presidência

Durante seus dois mandatos como presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso manteve o hábito quase semanal de registrar, num gravador, o dia a dia do poder. O primeiro volume de Diários da presidência, que traz a transcrição dos dois primeiros anos de FHC como presidente, entrou na lista de melhores livros do Jornal Opção.

Escuta

Com Escuta, Eucanaã Ferraz mais uma vez avança em sua escrita e confere vigor a toda a poesia brasileira. É o que levou o livro a figurar na lista de melhores do ano do Suplemento Pernambuco.

Assim começa o mal

Tendo como título um verso da tragédia shakespeariana Hamlet, o novo romance de Javier Marías apresenta um olhar arrebatador e inesquecível sobre o desejo e o rancor tendo como cenário a Madri pós-ditadura franquista nos anos 1980. Na lista de melhores livros de: Suplemento Pernambuco e Jornal Opção.

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai

Hannah, de 14 anos, é portadora de uma doença congênita e está perdida. No cenário de destruição da Europa após a Segunda Guerra Mundial, ela encontra Marius, um homem que guarda seus próprios segredos e parte com a menina em busca de seu pai. O livro de Gonçalo M. Tavares está na lista de melhores livros do Suplemento Pernambuco.

Assim foi Auschwitz

Primo Levi e Leonardo De Benedetti, logo após o fim da Segunda Guerra, são encarregados de elaborar um relatório detalhado sobre as abomináveis condições de saúde dos campos de concentração. O relato está em Assim foi Auschwitz, que entrou na lista de melhores livros do Jornal Opção.

Prepare-se para a Flip

Hoje tivemos a coletiva da Festa Literária Internacional de Paraty, que anunciou os convidados de sua 13ª edição. Em 2015, a Flip vai acontecer entre os dias 1º e 5 de julho e tem como autor homenageado Mário de Andrade. A Companhia das Letras e a Objetiva têm diversos autores entre os convidados deste ano. Conheça!

Colm Tóibín

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Um dos principais nomes da ficção estrangeira, o irlandês Colm Tóibín ganhou o Costa Book Award e o Los Angeles Times Book Prize, entre diversos outros prêmios. É autor de seis livros, todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras: A luz do farol (2004), O mestre (2005), Mães e filhos (2008), Brooklyn (2011) — que ganhou uma adaptação para os cinemas — e O testamento de Maria (2013). Seu romance mais recente, Nora Webster, está nas listas de melhores livros de 2014 dos principais jornais e revistas literárias, e chega em junho às livrarias brasileiras. O autor vive em Dublin e em Nova York.

Mesa Encontro com Colm Tóibín — Quinta-feira, 2 de julho, às 19h30.

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro em 1961. É autor de, entre outros, Martelo (1997), Desassombro (2002) — vencedor do prêmio Alphonsus Guimarães, da Biblioteca Nacional, de melhor livro de poesia de 2002 — e Cinemateca (2008). É professor de literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, além de autor, também foi organizador de livros como Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso. É coordenador editorial da Coleção Vinicius de Moraes. Seu livro de poemas mais recente, Escuta, foi lançado março deste ano. Na Flip, Eucanaã vai participar da mesa “A Cidade e o Território”, um diálogo entre arquitetura e literatura brasileira com Antonio Risério.

Mesa “A cidade e o território” — Quinta-feira, 2 de julho, às 10h.

Ngũgĩ wa Thiong’o

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Ngũgĩ wa Thiong’o é um escritor queniano. A sua obra inclui novelas, peças teatrais, contos e ensaios, da crítica social à literatura infantil. Um grão de trigo, publicado originalmente em 1967, será lançado no Brasil pela Alfaguara em junho e trata do difícil processo de independência do Quênia. O autor participa da mesa com Richard Flanagan sobre literatura no Hemisfério Sul.

Mesa “Escrever ao sul” — Sexta-feira, 3 de julho, às 17h15.

Eduardo Giannetti

Eduardo Giannetti, filósofo.

Eduardo Giannetti nasceu em Belo Horizonte em 1957. É formado em economia e em ciências sociais pela USP e PhD em Economia pela Universidade de Cambridge. Foi o vencedor do Prêmio Jabuti de 1994 na categoria Estudos Literários (Ensaio) com o livro Vícios privados, benefícios públicos?, e no Jabuti de 2006 ficou em segundo lugar na categoria Economia, Administração, Negócios e Direito com O valor do amanhã. Giannetti participa de uma conversa sobre a mente na mesa com o neurocientista Sidarta Ribeiro.

Mesa “As ilusões da mente” — Sexta-feira, 3 de julho, às 15h.

José Miguel Wisnik

Jose Miguel Wisnik1 - 2008 ©Adriana Vichi

Nasceu em São Vicente, São Paulo, em 1948. É professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo, além de pianista e compositor. Pela Companhia das Letras, publicou O som e o sentido — Uma outra história das músicas (1989) e Veneno remédio — O futebol e o Brasil (2008). Também selecionou e escreveu o prefácio do livro Poemas escolhidos de Gregório de Matos (2010). Em sua mesa, que encerra a Flip 2015, fará um retrato de Mário de Andrade, autor homenageado desta edição.

Conferência de encerramento — Domingo, 5 de julho, às 14h.

Rafael Campos Rocha

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Nascido em São Paulo, em 1970, Rafael Campos Rocha já trabalhou como produtor gráfico, desenhista de animação, professor de história da arte, cenógrafo, artista plástico, cartunista e ilustrador. Em 2012 lançou pela Quadrinhos na Cia. a sua primeira graphic novelDeus, essa gostosa, em que Deus assume a forma de uma mulher negra, proprietária de um sex-shop, ligada nos movimentos mais exóticos (e esotéricos) do assim chamado amor carnal. Vai participar da mesa com Riad Sattouf, ex-colaborador da Charlie Hebdo, sobre batalhas culturais nas HQs.

Mesa “Letras e imagens” — Sexta-feira, 3 de julho, às 10h30. 

Arnaldo Antunes

ANTUNES, Arnaldo

Músico, compositor, artista visual e poeta, Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo em 1960 e foi integrante da banda Titãs até 1992. Entre projetos solo e com outros músicos, é um dos principais compositores brasileiros. Já tem 18 livros publicados, entre eles As coisas, que ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia em 1993. Em junho, lança pela Companhia das Letras Agora aqui ninguém precisa de si. Rock e poesia se unem na mesa com o autor e a estreante Karina Buhr.

Mesa “Desperdiçando verso” — Sábado, 4 de julho, às 21h30.

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo, São Paulo, 2015.

Roberto Pompeu de Toledo nasceu em São Paulo. Desde 1991 assina uma coluna na revista Veja. Trabalhou no Jornal da Tarde, no Jornal da República, na revista Isto É e no Jornal do Brasil. É autor de reportagens sobre política, cultura e história e autor dos livros A capital da solidãoA capital da vertigem, que chega em breve nas livrarias. Participa da mesa “Como era a cidade em que o Mário viveu?”.

Mesa “São Paulo! comoção de minha vida…” — Sexta-feira, 3 de julho, às 12h.

Reinaldo Moraes

REINALDO MORAES

Nasceu em São Paulo, em 1950. Estreou na literatura em 1981 com Tanto faz e depois publicou Abacaxi (1985) — reeditados em 2011 num volume único pelo selo Má Companhia. Passou dezessete anos sem publicar ficção, até lançar o romance juvenil A órbita dos caracóis (2003), os contos de Umidade (2005), a história infantil Barata! (2007) e o romance Pornopopéia (2009, Objetiva). Reinaldo Moraes vai participar da mesa Os Imoraes sobre literatura erótica e pornográfica.

Mesa “Os imoraes” — Sexta-feira, 3 de julho, às 21h30.

Confira a programação completa da Flip.

Semana duzentos e quarenta e um

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Ano Zero — Uma história de 1945, de Ian Buruma (Tradução de Paulo Geiger)
Ano zero é um livro sobre o drama que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Uma era terminava, e outra, feita de novidades e incertezas, tinha início. Por toda a Ásia — China, Coreia, Indochina, Filipinas e Japão — e Europa Continental, governos caíram e novos regimes tomaram o poder. Das diversas disputas que surgiram neste momento, nasceu o mundo atual. Ao mesmo tempo, na esteira de perdas irreparáveis, a euforia liberada foi indescritível, os festejos sem precedentes. Os anos de pós-guerra deram origem ao estado do Bem-Estar na Europa, à ONU, à descolonização, à União Europeia. Uma “reeducação” social, cultural e política foi imposta pelos vitoriosos também em escala inédita.

História dos jornais no Brasil — Da era colonial à Regência (1500-1840), de Matías M. Molina
Resultado de décadas de pesquisa, este livro prevê a publicação de três volumes capazes de abarcar toda a história da imprensa no país, desde suas primeiras manifestações no Brasil colônia até os dias atuais. O primeiro volume aborda a imprensa no período colonial, no tempo em que o Rio de Janeiro era sede da Corte, estende-se até a época da Independência, quando os jornais foram palco de renhidas disputas políticas, e termina com a ascensão de D. Pedro II ao poder, na década de 1840. Como epílogo, traz uma análise dos fatores que condicionaram o desenvolvimento da imprensa no país e ajudam a explicar a baixa penetração dos jornais na sociedade brasileira. Pela primeira vez, o leitor tem acesso a uma compreensão ampla de como o jornalismo foi forjado e construído no Brasil.

Escuta, de Eucanaã Ferraz
A morte é o principal tema de Escuta. Suicídios, assassinatos e guerras surgem por vezes em cenas que parecem saídas de noticiários. Para equilibrar esse quadro, uma das partes do livro se chama “Alegria”. O leitor vê-se então arrastado por um feixe intenso de cores, vibrações e desejos. Há ternura e lirismo, mas também ironia e humor. Neste livro, tomamos parte numa penetrante escuta do mundo. Alargando ao extremo os limites da expressão lírica, o poeta lançou-se ao encontro de experiências, cenas, fatos, personagens, palavras, e em tudo reconhecemos tempos e espaços contemporâneos construídos por uma voz singular. Assim, conjugam-se violência e delicadeza, veemência e construção, silêncio e tumulto, subjetividade e emoção social.

Cartas a um jovem cientista, de Edward O. Wilson (Tradução de Rogerio Galindo)
Um dos mais celebrados biólogos da atualidade, Edward O. Wilson divide sua experiência com seus leitores em vinte e uma cartas sobre o amor pela ciência e o prazer da descoberta. Passando por tópicos que vão desde sua infância como escoteiro no sul dos Estados Unidos à sua paixão por formigas e borboletas, Wilson mostra de onde veio a motivação para se tornar um biólogo, numa bem-humorada visita a seus maiores sucessos e fracassos. Seja falando do colapso de estrelas, da exploração de florestas tropicais ou da profundidade dos oceanos, Wilson retrata a ciência como um campo de criatividade e dedicação. E, a partir de sua brilhante carreira, mostra ao leitor o lugar modesto e especial que o ser humano ocupa no ecossistema do planeta.

Penguin-Companhia

O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson (Tradução de Jorio Dauster)
Ao narrar as experiências de um médico que, numa “noite maldita”, tomou uma poção fumegante de coloração avermelhada e descobriu “a dualidade absoluta e primordial do homem”, o Robert Louis Stevenson criou uma história de suspense e horror, em que o perigo iminente não está do lado de fora, mas do lado de dentro, na parte obscura da alma. Esta edição, além de uma introdução de Robert Mighall, Ph.D. em ficção gótica e ciência médico-legal vitoriana na Universidade de Wales, conta com um prefácio do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, que define o romance como “um dos mais perfeitos e provavelmente o mais famoso romance de mistério da literatura de língua inglesa”.

Paralela

After — Depois da verdade (Vol. 2), de Anna Todd (Tradução de Carolina Caires Coelho e Juliana Romeiro)
No segundo livro, Tessa tenta esquecer Hardin, o jovem caótico e revoltado que partiu seu coração em vários pedaços. Mas ela está prestes a descobrir que alguns amores não podem ser superados. Como apagar da memória as noites apaixonadas em seus braços, ou a eletricidade de seu toque? Hardin sabe que cometeu o pior erro de sua vida ao ter magoado Tessa tão profundamente. Ele não acha que merece tê-la de volta, mas se recusa a deixá-la partir. Neste livro, Hardin vai lutar com toda a sua força para reconquistar o grande amor da sua vida. Ao longo do caminho, os seus mais profundos segredos serão revelados. Depois da verdade, será que o amor de Tessa e Hardin resistirá?

Jogo Roubado, de Brett Forrest (Tradução de Renata Pucci)
Neste livro, o jornalista Brett Forrest nos leva até o coração de um mercado de 700 bilhões de dólares: o mundo de apostas do futebol. Em 2013, a polícia europeia (Europol) revelou que mais de 700 partidas internacionais já tinham seus resultados definidos desde 2008. Forrest joga luz sobre esse caso, expondo uma rede nefasta que se espalha pelo mundo, através de oportunistas que subornam jogadores, influenciam árbitros e criam partidas armadas, tudo sob o controle de sindicatos criminosos localizados no continente asiático. Nenhuma partida é imune — nem mesmo na Copa do Mundo — especialmente quando a polícia local é carente de recursos e de vontade política para investigar. Repleto de revelações dignas de manchetes de jornal, Jogo roubado é um livro obrigatório para quem é fã de futebol.

Semana cento e quarenta e dois

Os lançamentos desta semana são:

O escolhido foi você, de Miranda July (Trad. Celina Portocarrero)
Enquanto sofria para acabar o roteiro de seu segundo longa-metragem, O futuro, a escritora, performer e cineasta Miranda July resolveu recorrer a um jornalzinho de anúncios. De início era só mais uma atividade procrastinadora, mas a consulta ao PennySaver revelou-se uma solução para o bloqueio criativo. Miranda se deparou com estranhos itens à venda, como grinos e bonecos dos Ursinhos Carinhosos, e, sem saber direito o que procurava — além de inspiração, histórias e motivos para continuar o filme —, decidiu se encontrar com os anunciantes daqueles objetos. A transcrição de dez entrevistas com pessoas comuns e bastante peculiares de Los Angeles, ilustradas por fotografias feitas durante as conversas, resultou neste livro. Dessa atividade aleatória para passar o tempo, emergem reflexões delicadas da artista, que compõe uma espécie de híbrido de literatura, making of e relato íntimo.

O que é arte contemporânea?, de Jacky Klein e Suzy Klein (Trad. André Czarnobai)
Quadros pintados com esterco de elefante, esculturas montadas com peças de carros quebrados, cheeseburgers gigantes no meio do museu… Os artistas estão sempre inventando formas diferentes de fazer arte. Usando técnicas e materiais cada vez mais inusitados, eles recriam o mundo e propõem novas maneiras de enxergá-lo. Neste livro, você vai conhecer obras de mais de 70 artistas contemporâneos do mundo inteiro, com informações a respeito de cada um deles, explicações de como os trabalhos foram feitos, esclarecimentos sobre o significado de termos importantes, além de indicações de museus e sites relacionados ao tema. Venha observar, explorar, questionar e aprender a partir do universo divertido e encantador da arte contemporânea.

O complexo de Portnoy, de Philip Roth (Trad. Paulo Henriques Britto)
Quando lançado, em 1969, O complexo de Portnoy se tornou best-seller e foi saudado como a consagração do talento de Philip Roth. A crítica, porém, teve certa dificuldade em classificá-lo. Seria “literatura séria” ou apenas humor? Também era inegável o desconforto causado pela centralidade do autoerotismo: masturbação não era matéria apropriada para um romance com pretensões artísticas. Nos últimos quarenta anos caíram não apenas os tabus sexuais como também as barreiras entre “arte elevada” e “arte de consumo”. Escritores como Thomas Pynchon e John Barth demonstraram que é possível utilizar as linguagens pouco nobres para fazer literatura de primeira grandeza. Relendo o livro agora, constatamos que o humor, a ferocidade e o virtuosismo de Roth permanecem intactos, e podemos mais do que nunca fazer justiça a esta pequena joia literária.

Em cima daquela serra, de Eucanaã Ferraz
“Por detrás daquele morro,/ passa boi, passa boiada/ também passa moreninha/ de cabelo cacheado”, diz a parlenda tão conhecida pelas crianças, que lembra bastante a história deste livro. Mas no morro criado por Eucanaã Ferraz e ilustrado por Yara Kono, além de passar boi e passar boiada, muitos outros bichos e outras coisas andam ali por cima: uma égua pintada, goiaba e goiabada, carro e caminhão, balão colorido e avião… E às vezes até não passa nada!

Sombrinhas, de Jean Galvão
Sabe quando surge aquela ideia genial de repente? Aquela lampadazinha logo acima da cabeça? Pois um menino e seu gato tiveram uma dessas ideias, e bem no meio da noite. Com uma lanterna, mais as mãos e o rabo, inventaram um jogo de sombras. Eles só não lembraram que a pilha poderia acabar — a pilha, mas não a brincadeira.

Semana cento e vinte e quatro

Os lançamentos desta semana são:

Monstros, de Gustavo Duarte
As portas do Bar do Pinô estão abertas, à espera dos clientes. O proprietário, ansioso para ver os amigos, aguarda na soleira. Mas algo está errado. Os clientes não aparecem. Ao que tudo indica, monstros invadiram a cidade de Santos. O povo, desesperado, corre nas ruas. Mas Pinô tem um negócio — e uma reputação — a manter.

Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, de David Foster Wallace (Trad. Daniel Galera e Daniel Pellizzari)
Será aceitável mergulhar uma lagosta viva numa panela de água fervente para saciar nossos desejos gastronômicos? O que a experiência de ser “mimado até a morte” num cruzeiro pelo Caribe revela sobre a natureza humana e a maneira como vivemos hoje? O que há de sublime nas raquetadas de Roger Federer e de engraçado nas narrativas sufocantes de Kafka? Como e por que praticar a compaixão na fila do caixa de um supermercado lotado? Nesta antologia de ensaios publicados ao longo de sua carreira, David Foster Wallace, autor de livros como Breves entrevistas com homens hediondos e Infinite Jest, investiga esses e muitos outros temas com humor, inteligência, inventividade e um poder da observação assombroso, marcas de um estilo que influenciou toda uma geração de escritores.

Sentimental, de Eucanaã Ferraz
O sexto livro de poemas de Eucanaã Ferraz, é ao mesmo tempo claro e paradoxal. Claro porque, a exemplo de livros como Rua do mundoCinemateca, suas obras anteriores, busca a luz mais clara do pensamento numa poesia que é, acima de tudo, a procura pelo entendimento das coisas. Paradoxal porque, como seu título pode sugerir, investe num olhar mais emocional da vida. Há isso, claro, no conjunto de poemas. Porém sem uma gota de sentimentalismo. É esse equilíbrio entre sentimento e razão que faz do livro um acontecimento literário na poesia brasileira. Com poemas que tratam da memória dos afetos e das relações destinadas a compor a tessitura de nossos sonhos e recordações, Sentimental investe — com a ensolarada delicadeza característica do autor — no amor, nas viagens, na literatura. Por vezes irônico, sempre coloquial e com grande finura, Eucanaã cria um elenco de poemas que sinalizam, em sua precisa elegância, a construção de uma obra das mais originais em nosso cenário.

Big Jato, de Xico Sá
Vale do Cariri, início da década de 1970. Um caminhão, apelidado carinhosamente de Big Jato, é destinado a esvaziar as fossas das casas sem encanamento do Crato. No parachoque, a frase “DIRIGIDO POR MIM, GUIADO POR DEUS”. O garoto ao lado do motorista pensa: “Não sou um nem o outro”. O caminhão faz parte da vida do garoto. Com seu pai, percorre as ruas da cidade lidando com o dejeto alheio, enquanto acompanha um mundo em transformação. Assim como sua própria infância, algo ali parece estar chegando ao fim, e as mudanças não passam despercebidas aos dois. Em Big Jato, o escritor e cronista Xico Sá cria, a partir de suas memórias, um retrato afetivo de uma juventude passada no Cariri. Estão lá os primeiros encontros com o amor e o rock. As paisagens e as pessoas que ele encontrou. As mudanças nas relações familiares. Leitores familiarizados com as crônicas e participações televisivas do autor podem se deparar aqui com o mesmo olhar lírico e frequentemente hilariante que Xico costuma dedicar aos relacionamentos e ao futebol. Mas irão se surpreender com a ficção do autor. O que emerge de Big Jato é uma prosa madura, uma novela capaz de encapsular um tempo e um espaço onde humor e drama ocorrem nos pequenos momentos do dia a dia. E na boleia do Big Jato, com os Beatles tocando no rádio.

Editora Paralela

12 passos para uma vida de compaixão, de Karen Armstrong (Trad. Hildegard Feist)
Tomando como ponto de partida os ensinamentos de religiões do mundo todo, Karen Armstrong demonstra em doze passos práticos como podemos trazer a compaixão para o primeiro plano de nossa vida. Praticar esses passos não vai mudar nossa vida da noite para o dia ou nos transformar em santos ou sábios: tornar-se um ser humano compassivo é um projeto para a vida toda. No entanto, transcendendo diariamente as limitações do egoísmo podemos não apenas fazer a diferença no mundo, mas também ter uma vida mais feliz e satisfatória.

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