fabricio corsaletti

Semana duzentos e dez

A noite da encruzilhada, de Georges Simenon (Trad. de Eduardo Brandão)
Não está fácil para o comissário Maigret desvendar os motivos da morte de um vendedor de diamantes. O corpo foi encontrado na mansão de CArl Andersen, um milionário dinamarquês, interrogado por dezessete horas sem sucesso. Talvez a irmã dele, Else, que vive num dos quartos da mansão, tenha a solução para o mistério.

Zoo Zoado, de Fabrício Corsaletti
“Aprender a ler é um tesouro que a gente leva para a vida toda. E aprender a ler poesia é um tesouro maior ainda. Quando olhamos para o mundo, vemos uma porção de coisas. Mas os poetas veem coisas que a gente não vê. Por isso é ótimo começar a ler poesia desde cedo. Assim vamos aprendendo a ver o que nem todos sabem ver, mas que os poetas sabem. E lá vem o Fabrício Corsaletti com seus bichos mais uma vez, brincando com as palavras e com as ideias e mostrando como as coisas podem ser engraçadas, inesperadas e diferentes. Vamos aprender a ler poesia?” – Ruth Rocha

Cantisapos, histocarés e Cirandefantes, de Sinval Medina (ilustrações de Renata Bueno)
Você sabe cantar o “Sapo-cururu”? “A canoa virou”? E “Ciranda, cirandinha”? Claro que sim. Conhece essas e várias outras músicas que encantam as crianças brasileiras há muitas gerações. Agora, já pensou em inventar versos diferentes para essas melodias? Experimente encaixar o “Marcha soldado” numa quadrinha assim: Feira da fruta / tem laranja e abacaxi / melancia, coco verde / carambola e açaí! – Deu certo, não é mesmo? Pois essa é a ideia deste livro. Aqui, você encontra histórias divertidas, contadas e cantadas ao som de melodias tradicionais, e pode participar da brincadeira criando novas letras para suas cantigas preferidas. Gostou do desafio? Então, desmonte palavras, invente rimas e solte a voz. Bons versos para você!

A cidade que derrotou a guerra, de Antonis Papatheodoulou – ilustrações de Myrto Delivoria (Trad. de Eduardo Brandão)
Apesar de não parecer nada extraordinária à primeira vista, esta é uma cidade diferente. Suas ruas traçam as próprias rotas, criam atalhos para ambulâncias e ampliam as calçadas para deixar excursões de estudantes passar; suas árvores contam histórias a quem chega pertinho; sua agência de correios muda a mensagem da carta enviada e revela exatamente aquilo que o remetente queria dizer mas tinha vergonha; isso para não falar de seus museus, que guardam quadros que mudam de acordo com o espectador e se tornam o espelho da alma e dos sonhos das pessoas. Além disso, certa vez essa cidade realizou o feito de dar uma bela lição num general que apareceu por lá cheio de más intenções.
Neste tour pela Cidade que derrotou a guerra, as crianças passarão suas principais atrações, descobrirão o que aconteceu no fatídico dia em que o senhor Armando Aguerra atrapalhou a paz de todos os habitantes e conhecerão as lindas ilustrações da grega Myrto Delivoria, que só trazem mais poesia a esta narrativa poderosa e original.

 

Poesia contemporânea

A coleção de poesia contemporânea da Companhia das Letras atualmente conta com seis autores: Fabrício Corsaletti, Alberto Martins, Antonio Fernando de Franceschi, José Almino, Zulmira Ribeiro Tavares e Fernando Moreira Salles. Para que você conheça um pouco mais do trabalho deles, pedimos que cada um lesse um verso de sua obra:

Veja também os poetas recitando alguns poemas que os inspiram.

Os poemas que inspiram nossos poetas

Acaba de chegar da gráfica Vesuvio, novo livro de Zulmira Tavares, que integra a coleção de poesia contemporânea brasileira da Companhia das Letras. Para marcar o lançamento, pedimos a todos os poetas da coleção que lessem um poema de um autor que os inspira. O resultado você confere abaixo:

Quatro dos poemas de Zulmira foram publicados na revista Piauí deste mês. Entre eles, “Travesti”:

Travesti

Prendeu a roupa no varal
e do outro lado dos lençóis
o mundo.

Esconde-se no branco lavado.
Não quer que o mundo, os outros a revelem

no sol que a incendeia.
E o seu nome é Radiância.

Quem o deu foi o doutor do Abrigo
sabedor dos que trazem na matalotagem
assombramento e luz.

Tendo por nome de chegada Cipriano
vindo da Paraíba ele
para São Paulo — Hoje

… Radiância ela,
no lusco-fusco das esquinas
___Rainha.

Poema para Sakineh

A iraniana Sakineh Ashtiani continua sem saber o que acontecerá a ela após ser condenada à morte, e o governo iraniano rejeitou a oferta de asilo feita pelo Brasil.

Em resposta à situação, Fabrício Corsaletti escreveu o seguinte poema:

APEDREJEMOS AS ADÚLTERAS

vamos sequestrar as mulheres do Irã
enquanto seus maridos dormem bêbados
depois da última noitada
vamos nos casar com as mulheres do Irã
e criar seus filhos —
vamos deixar os homens do Irã sozinhos
batendo punhetas nervosas
ou fodendo uns aos outros —
vamos amar as mulheres do Irã
vamos ser traídos pelas mulheres do Irã
vamos perdoar as mulheres do Irã
e ser felizes com as mulheres do Irã

vamos sequestrar as mulheres do Brasil