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Noite de Estreia #2 – Fernanda Torres e Gregorio Duvivier

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Foto: Renato Parada

No dia 13 de novembro aconteceu em São Paulo, no Cine Joia, o Noite de Estreia #2, evento de lançamento dos livros Sete anosde Fernanda Torres, e Put some farofa, de Gregorio Duvivier. Antes da sessão de autógrafos, os autores fizeram um bate-papo em que comentaram suas obras e falaram de suas carreiras. Leia a seguir os textos de apresentação de Fernanda e Gregorio.

* * *

Por Gregorio Duvivier

O mundo tem uma relação complicada com os atores. A primeira impressão é que são idolatrados: frequentam todas as campanhas publicitárias, vivem nos castelos de “Caras”, nas ilhas de “Contigo”, nas cordilheiras da “Quem”.

No entanto, basta um olhar mais aprofundado para perceber uma relação, no mínimo, desconfiada para com (sempre quis usar “para com”) o ator.

“Não acredita nele, esse cara é um ator”. O ator está lá nos últimos círculos do inferno, ao lado dos advogados e dos atendentes de telemarketing.

A mesma desconfiança temos com a mulher, de quem a sabedoria popular diz que devemos desconfiar. “Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir?” “Todo o mundo trai, a diferença é que mulher sabe trair.”

Toda mulher é vista como uma atriz: talvez seja a possibilidade de esconder a paternidade que deixe o homem paranoico. Talvez seja a possibilidade de fingir um orgasmo. O fato é que aprendemos desde cedo: mulher mente.

Fernanda Torres venceu todos os preconceitos. Mulher, atriz, filha de gênios (mais que isso: filha da nossa maior unanimidade), Fernanda é a pessoa mais genial — e confiável — que eu conheço. Sigo ela há muito tempo.

Na época, para seguir alguém não bastava clicar no “follow” — antigamente era preciso ir aos teatros, cinemas, enfrentar filas, pagar ingressos.

Mesmo que fosse na televisão: era preciso ficar acordado até tarde, perder festas, jantares, aniversários — dava trabalho gostar das pessoas.

Segui a Fernanda obsessivamente, e ela nunca me decepcionou.

Seu livro Fim é um primor. Seu livro Sete anos é uma delícia do começo ao fim. Fernanda fala de pornochanchada como quem fala de Nietzsche, enxergando metafísica na putaria e vice-versa.

Foge do óbvio como se ele fosse um atendente de telemarketing. Cada coluna tem o entusiasmo da primeira e a coragem da última. Fernanda levou para a crônica o grande trunfo da atriz, o de injetar emoção na repetição.

Camus comparava o ator a Sísifo, figura mitológica condenada a carregar uma pedra até o alto do monte e, chegando ao topo, assistir a pedra rolar ribanceira abaixo, para só aí repetir sua tarefa. A cada dia, o ator de teatro perde tudo o que faz e, no dia seguinte, retoma tudo do começo.

Fernanda, nossa melhor Sísifa, passou a vida empurrando cada rocha como se fosse a primeira, como se fosse a última. À diferença dos espetáculos, suas novas rochas já não precisam descer ribanceira abaixo. No livro, elas estão lá no alto, perfeitamente suspensas, enfileiradas, como um Stonehenge celeste — só nos restas venerá-las.

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Por Fernanda Torres

A primeira vez que eu senti que estava demodê foi com o Gregorio. Gravávamos um comercial de sabão líquido, sentados num sofá, bancando o marido e mulher.

O Gregorio é desses homens que não tem idade, nasceu com cara de velho e vai ser um velho com cara de garoto. De forma que eu estava lá, comendo pipoca em frente à TV do cenário, fingindo que eu era casada com ele. Lá pelas tantas, perguntei por perguntar em que ano ele havia nascido. 80? Arrisquei. E 6, ele respondeu, 86. Me senti pessoalmente ofendida.

Em 86, eu tinha 21 anos, eu estrelava uma novela das 8 e ganhava um prêmio de atriz em Cannes. Imaginei o bebê Gregorio, já com essa carinha de vovô, casado comigo, já de maior. A campanha publicitária de sabão líquido ganhou ares de pedofilia.

Mas o sentimento de fruta madura não se deve só à idade. O Gregorio, lá com a cambada dele, inventou o primeiro canal de Internet que deu certo no Brasil. O Porta dos Fundos faz humor ferino, com inteligência, sem intermediários. Enquanto eu não uso o Twitter, só recentemente aderi ao Facebook e ainda vivo de contrato. O Gregorio é ídolo do meu filho, que me trata como se eu fosse tataravó dele.

Os textos do Gregorio na Folha são desabusados, irônicos, irreverentes. Ele diz que fuma maconha, cheira pó, toma psicotrópicos, e isso não arranha em nada a sua reputação. Eu me sinto ameaçada nesse palco porque sei que ele vai ler aquela pintura do “Pardon Anything” e eu só tenho as minhas considerações de meia idade para oferecer. Aqui, eu sou escada de um fedelho, é duro, mas é verdade.

Como se não bastasse, o Gregorio tem voz suficiente para cantar em musical e faz poesia. Boa, o que é pior. Enquanto eu me formava em escolas experimentais do Rio de Janeiro, daquelas que dão muita importância à criatividade do aluno, ele cursava o Licée francês. O Gregório deu filosofia no ensino médio, para não usar o antigo termo: científico.

Gregorio, eu não posso dizer que quando eu crescer eu quero ser você. Porque se eu crescer muito, é a morte que me espera. Declaro, aqui, que quando eu reencarnar, eu quero voltar igual a você. Com uns vinte centímetros a mais, é verdade, um peitoral mais trabalhado, com uma cabeleira mais farta, mas com um córtex frontal igualzinho ao seu. Não sei, uma mistura sua com o Chay Suede me cairia muito bem.

Mas como eu não sou budista reencarnacionista, me contento em estar aqui do seu lado, em ler suas crônicas no jornal, em ligar os pontos da sua poesia, em rir de você no computador e em agradecer a Deus por dividir esse palco, nessa noite, com você.

Semana duzentos e vinte e seis

Os lançamentos desta semana são:

Sete anos, de Fernanda Torres
A entrada em cena de Fernanda Torres no mundo das letras foi apoteótica. Seu primeiro romance, Fim, lançado em novembro de 2013, cativou centenas de milhares de leitores pelo Brasil, atraiu a atenção e diversas editoras ao redor do mundo e ainda foi elogiado pelos críticos mais prestigiados do país. Era de esperar que suas crônicas não demorassem a sair. Desde 2007, Fernanda tem mantido assídua relação com a imprensa. Estreou na revista piauí, assumi uma página quinzenal na Veja Rio e em seguida uma coluna mensal na Folha de S.Paulo. Sete anos reúne parte dessa contribuição. São pensamentos divertidos e reveladores sobre cinema, teatro, política, família e assuntos do cotidiano. Há ainda um texto inédito: o pungente “Despedida”, que trata da morte de seu pai. Os leitores de seu romance e de suas colunas na imprensa, seu público na TV e no teatro, todos encontram neste livro o tom confessional, o carisma a inteligência aguda e o olhar irônico que fazem de Fernanda Torres uma das artistas mais brilhantes de nosso tempo.

A neve estava suja, de Georges Simenon
Além das dezenas de histórias protagonizadas pelo Comissário Maigret, Georges Simenon é autor de um conjunto de romances que ficaram conhecidos por sua dimensão psicológica, análoga à de obras de ficção escritas por seus contemporâneos Albert Camus e Jean-Paul Sartre.
A neve estava suja, de 1942, figura entre os mais celebrados livros desse conjunto. Aos dezenove anos, Frank Friedmaier vive na França sob a ocupação nazista, no início dos anos 1940. Todos lutam para sobreviver. Ele mora na casa da mãe, um prostíbulo que serve aos oficiais alemães, mas busca um sentido para sua vida.
Friedmaier é um cafetão, um bandido, um ladrão. Assim que o livro começa, ele acaba de cometer seu primeiro assassinato. Pela escuridão de um inverno interminável, o protagonista se afundará na abjeção até que não haja mais saída.

Autores da Companhia das Letras na Flip

Ontem foi divulgada a programação completa da Festa Literária Internacional de Paraty de 2014, que acontece de 30 de julho a 3 de agosto e homenageará o escritor Millôr Fernandes. Veja quais são os autores da Companhia das Letras que vão participar da 12ª Flip!

 

Gregorio Duvivier

Dia 31/7 — Mesa 1 — Poesia & Prosa
Com Eliane Brum, Charles Peixoto e Gregorio Duvivier

Autor de Ligue os pontos, Gregorio Duvivier vai integrar a primeira mesa da programação principal da Flip. A escrita poética de Duvivier tem foco na importância descomunal dos momentos insignificantes do cotidiano. A constelação de poemas de Ligue os pontos revela uma dicção marcadamente individual, que flerta, contudo, com o melhor da tradição carioca nonchalante, e extrai do dia a dia compartilhado imagens de desconcertante beleza.

 

Antonio Prata e Mohsin Hamid

Dia 1/8 — Mesa 8 — Livre como um táxi
Com Antonio Prata e Mohsin Hamid

O escritor e colunista da Folha de S. Paulo irá dividir a mesa 8 com o paquistanês Mohsin Hamid. No ano passado ele lançou Nu, de botas, um livro cheio de humor e lirismo que resgata suas memórias de infância.

Mohsin Hamid lançará em julho o livro Como ficar podre de rico na Ásia emergente. O romance acompanha a trajetória de um homem que sai da pobreza da zona rural para se tornar um magnata do mundo corporativo que constrói seu império a partir da água, baseando seu negócio nos conselhos de livros de autoajuda devorados por jovens ambiciosos.


Andrew Solomon

Dia 1/8 — Mesa 9 — Encontro com Andrew Solomon

Com Longe da árvore, Andrew Solomon fez uma abrangente pesquisa sobre o universo da diversidade em famílias com filhos marcados pela excepcionalidade. No livro, ele escolheu dez identidades de pessoas que “fogem do padrão” para falar sobre os sentidos de ser diferente e, principalmente, aprender a amar e respeitar as diferenças.

 

Juan Villoro

Dia 2/8 — Mesa 13 — A verdadeira história do paraíso
Com Etgar Keret e Juan Villoro

Juan Villoro é autor de O livro selvagem e vai lançar em junho no Brasil o seu novo romance, Arrecife. Se no primeiro livro o protagonista de treze anos se aventura atrás de uma obra na biblioteca de seu tio, o novo romance aborda o mercado do turismo no México ao apresentar um hotel que oferece pacotes de entretenimentos diferentes para seus hóspedes.

 

Fernanda Torres

Dia 3/8 — Mesa 18 — Romance em dois atos
Com Daniel Alarcón e Fernanda Torres

Mais conhecida pelo seu trabalho na televisão, cinema e teatro, Fernanda Torres estreou na literatura no ano passado com Fim. O livro acompanha a história de um grupo de cinco amigos cariocas que rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições e arrependimentos.

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Vai para a Flip mas ainda não conhece nossos autores? Vamos sortear um kit com cinco livros dos convidados da festa:

Ligue os pontos, de Gregorio Duvivier
Nu, de botas, de Antonio Prata
Longe da árvore, de Andrew Solomon
O livro selvagem, de Juan Villoro
Fim, de Fernanda Torres

Para participar, deixe um comentário neste post até o dia 1º de junho dizendo qual autor você mais quer ver durante a Flip 2014. Só aceitaremos um comentário por pessoa. O resultado da promoção será anunciado aqui no blog no dia 2 de junho.

RESULTADO

A vencedora do kit com os livros dos autores que participarão da Flip 2014 foi a Denise Weisheimer. Iremos entrar em contato por e-mail e, caso não houver resposta em 48h, realizaremos um novo sorteio.

Obrigado a todos que participaram!

Dicas para o Dia das Mães

O Dia das Mães está chegando, e se você ainda não pensou em um presente para a sua, podemos ajudar.

Preparamos uma lista com dicas de livros para todos os tipos de mães para você não errar no presente. De guerreira a boa de cozinha, de trabalhadoras e independentes a sonhadoras e religiosas, há sempre uma boa leitura que poderá inspirar e emocionar a sua mãe. Confira a lista!

Para mães guerreiras

  • Eu sou proibida, de Anouk Markovits: Partindo da zona rural da Europa Central pouco antes da Segunda Guerra, passando por Paris e chegando a Williamsburg, no Brooklyn dos dias de hoje, Eu sou proibida dá vida a quatro gerações de uma família chassídica em que as escolhas acabam levando duas irmãs para caminhos opostos.

Para mães batalhadoras

  • Eu sou Malala, de Malala Yousafzai: Aos dezesseis anos, Malala se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher.

Para mães politizadas

  • Almanaque 1964, de Ana Maria Bahiana: Com a linguagem mais descontraída do almanaque, muitas fotos, texto leve e altamente informativo, Ana Maria Bahiana faz um passeio delicioso e instrutivo por um tempo que ajudou a definir, com violência, paixão, som e fúria, o mundo de hoje.

Para mães nostálgicas

  • Nu, de botas, de Antonio Prata: O autor retrocede ao ponto de vista da criança e revive sua infância, em que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular – cômico, misterioso, lírico e encantado.

Para mães cult

  • Fim, de Fernanda Torres: O livro conta a história de um grupo de cinco amigos cariocas que rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos. Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia.

Para mães bem-humoradas

  • Bridget Jones: Louca pelo garoto, de Helen Fielding: Quatorze anos depois do último livro, o tempo se encarregou de trazer à vida de Bridget Jones outros dramas e dilemas, mas não levou embora seu jeito estabanado e a personalidade luminosa sem a qual ela não poderia enfrentar os momentos comoventes que a aguardam.

Para mães saudáveis

  • O melhor momento, de Jane Fonda: Abordando questões sobre sexo, amor, sociabilidade, espiritualidade, alimentação, atividade física e autoconhecimento na maturidade, Jane Fonda mostra como a fase após os sessenta anos pode ser aquela em que realmente nos tornamos as pessoas ativas, afetuosas e plenas que sempre deveríamos ter sido.

Para mães trabalhadoras

  • Faça acontecer, de Sheryl Sandberg: Eleita uma das dez mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, Sheryl encoraja as mulheres a sonharem alto, assumirem riscos e se lançarem em busca de seus objetivos sem medo. Ela acredita que um maior número de mulheres na liderança levará a um tratamento mais justo de todas as mulheres.

Para mães independentes

  • O amor chegou tarde em minha vida, de Ana Paula Padrão: Neste livro comovente e inspirador, Ana Paula Padrão abre o jogo e revela que por trás da jornalista bem-sucedida há uma mulher profundamente humana, que amadureceu tendo de lidar com inseguranças, dores e desejos.

Para mães boas de cozinha

  • Pitadas da Rita, de Rita Lobo: Livro inédito de receitas e dicas que foram testadas e aprovadas pela chef Rita Lobo. Deliciosas e práticas, essas Pitadas prometem trazer novo fôlego para a cozinha do dia a dia.

Para mães vaidosas

  • Mulheres francesas não fazem plástica, de Mireille Guiliano: Mireille Guiliano, ex-presidente da Clicquot, Inc., revela os segredos e truques das francesas na alimentação, estilo e hábitos, e convida o leitor a abandonar alguns padrões, redefinir prioridades, aproveitar os anos de maturidade  e cuidar da aparência de uma nova forma, antes de recorrer ao bisturi do cirurgião plástico.

Para mães religiosas

  • A Igreja da misericórdia, de Papa Francisco: Escrevendo pela primeira vez como papa, Francisco nos passa uma bonita e esperançosa mensagem de misericórdia, em que busca rever seu papel no mundo moderno, ressaltando a importância de servir e acolher os necessitados.

Para mães sonhadoras

  • A invenção das asas, de Sue Monk Kidd: Uma obra-prima de esperança e ousadia, A invenção das asas usa a imagem histórica de Sarah Grimké para contar a história de duas mulheres que questionam as regras da sociedade em que vivem e buscam a liberdade.

Semana cento e setenta e nove

Os lançamentos desta semana são:

 

Fim, de Fernanda Torres
Eles são cariocas, se conheceram na praia, foram companheiros de vadiagem em blocos de carnaval, viveram o desbunde dos 1960, as festas movidas a álcool, sexo e pó. Suas vidas testemunharam um país que virava de cabeça para baixo em costumes e valores: é esse o pano de fundo dos excessos, separações e arrependimentos que compõem as histórias de Fim. Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro são figuras muito diferentes, mas partilham não apenas o fato de estarem no extremo da vida, como também o acanhamento dos horizontes. Sucesso, realização pessoal e serenidade estão fora de questão – ninguém parece capaz de colher no fim das contas mais do que um inventário de frustrações. Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e melancolia. Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?

O último magnata, de F. Scott Fitzgerald (Tradução de Christian Schwartz)
Conforme Edmund Wilson observa em seu prefácio a esta edição, o mandachuva Monroe Stahr, centro da trama de O último magnata, é a figura mais bem concebida de F. Scott Fitzgerald. “Suas anotações sobre o personagem mostram como Fitzgerald conviveu com Stahr por três anos ou mais, amadurecendo as idiossincrasias da figura e reconstituindo sua rede de relacionamentos nos vários departamentos da indústria do cinema”, escreve. Temos cerca de 60 mil palavras no rascunho incompleto deste romance; foi planejado para ter mais ou menos esse tamanho, mas, como se nota, o capítulo em que o autor estava trabalhando no dia anterior à sua morte, aos 44 anos, leva a narrativa um pouco mais adiante do que poderia ter sido a sua conclusão. Mesmo assim, Fitzgerald concebeu maravilhosamente a atmosfera em que uma gigantesca e otimista indústria era estruturada; fica claro que ele teria demonstrado o quão este pequeno mundo fechado em si representava as noções de Sonho Americano e do Destino Manifesto. Esta edição, organizada e prefaciada por Edmund Wilson, é uma nova oportunidade para o leitor se encantar com o universo de um dos maiores prosadores do século XX.

Editora Seguinte

O lírio dourado, de Richelle Mead (Tradução de Guilherme Miranda)
Sidney Sage adoraria ir para a faculdade como qualquer garota comum, mas ela faz parte do grupo dos alquimistas — os responsáveis por esconder a existência dos vampiros do resto da humanidade —, então isso não tem a menor chance de acontecer. Ainda mais depois que ela é convocada para uma missão super importante: passar uma temporada num colégio interno na Califórnia para ajudar a esconder a princesa vampira Jill Dragomir. Após enfrentar vários desafios, como desvendar um esquema de tráfico de sangue de vampiro e ter de suportar um chefe abominável, Sydney sente que alcançou certa tranquilidade em sua empreitada — tanto que encontra tempo até para arrumar um namorado.