flavio de souza

12 livros premiados em 2015

O final do ano é o momento de lembrar as melhores leituras e, claro, premiar os melhores lançamentos dos últimos meses. Em 2015, o Grupo Companhia das Letras teve vários autores consagrados com diversos prêmios nacionais e internacionais. Confira a seguir a lista de livros premiados em 2015!

Quarenta dias

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“Quarenta dias no deserto, quarenta anos.” É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora de Quarenta dias, romance magistral de Maria Valéria Rezende. Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar a Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ela narra seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe. Ex-freira, Maria Valéria Rezende sempre se dedicou à educação popular, e em 2015 ganhou com Quarenta dias o Prêmio Jabuti de livro do ano.

A noite do meu bem

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Depois de reconstituir o mundo da bossa nova no já clássico Chega de Saudade, Ruy Castro mergulhou no universo do samba-canção e das boates cariocas dos anos 1940, 50 e 60 em A noite do meu bemSeu novo livro mostra o nascimento de uma nova boemia do Rio de Janeiro, que saía dos cassinos (após a proibição dos jogos de azar em 1946) e migrava para as boates de Copacabana. Cantores, artistas, dançarinas, barmen e mais profissionais que perderam com o fechamento dos cassinos encontraram nas boates um novo lar, e aí nasceu uma nova cena musical que marcou a cena artística brasileira: o samba-canção. Os grandes nomes do gênero estão em A noite do meu bem, que foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como o melhor livro na categoria ensaio/teoria e crítica literária/reportagem.

Mil rosas roubadas

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Autobiografia e ficção se misturam neste romance de Silviano Santiago. No ano de 1952, dois rapazes se encontram em Belo Horizonte à espera do mesmo bonde. O acaso os transforma em amigos íntimos. Passam-se sessenta anos. Numa tarde de 2010, Zeca, então produtor cultural de renome, agoniza no leito do hospital. Ao observá-lo, o professor aposentado de História do Brasil entende que não perde apenas o companheiro de vida, mas seu possível biógrafo. Compete-lhe inverter os papéis e escrever a trajetória do amigo inseparável. Publicado em 2014, Mil rosas roubadas ganhou o primeiro lugar do Prêmio Oceanos (antes conhecido como Portugal Telecom).

Por escrito

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O Prêmio Oceanos teve uma dobradinha da Companhia das Letras. Silviano Santiago ficou com o primeiro, já Elvira Vigna com o segundo lugar pelo livro Por escritoEsta é uma história de separação. Mas engana-se quem espera encontrar aqui mulheres chorando pelos cantos da casa. As vidas de Molly, Izildinha, Valderez e das outras personagens do livro são tão inquietantes e inesperadas quanto a prosa da autora. Por escrito é também uma história de desencontros, em que as pessoas parecem não ver quem está à frente delas. E quem está presente na cena vai sumindo devagarinho sem ninguém notar. Ao nos virarmos para o lado, encontramos apenas quem não esperávamos que estivesse lá. Uma história de esperas e de muitos erros.

O tronco e os ramos

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Quais as relações entre o pensamento de Freud e o de seus sucessores? Responder a essa pergunta significa escrever uma história da psicanálise, tarefa que pressupõe o domínio dos conceitos da disciplina e o conhecimento de sua cronologia. Eis o desafio a que Renato Mezan tem se dedicado ao longo de mais de trinta anos, e é o que vemos em O tronco e os ramos. No livro, o autor analisa não só textos fundamentais de Freud e cartas trocadas por ele com Ferenczi, Abraham, Jung, Fliess, mas também desdobramentos do tronco freudiano, autores centrais como Winnicott, Melanie Klein, Bion e Lacan — todos apreendidos junto de vasta bibliografia. O tronco e os ramos ganhou o Prêmio Jabuti na categoria psicologia, psicanálise e comportamento.

Antes e depois

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Antes e depois – Um dia decisivo na vida de grandes brasileiros, de Flávio de Souza, ganhou o Prêmio APCA de melhor livro infantil/juvenil. D. Pedro II, Luiz Gama, Chiquinha Gonzaga, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Mário de Andrade e Maria Lenk são os sete personagens deste livro que mostra qual foi o dia mais importante na vida de cada um e por que esse momento acabou mudando a vida de todos nós.

Turismo para cegos

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A vida de Laila está prestes a se esfacelar. Jovem aluna de artes plásticas, ela tem os planos interrompidos por uma doença degenerativa e incurável que vai lhe custar a visão. Conforme a cegueira avança, tarefas corriqueiras tornam-se desafios e tudo o que lhe era familiar precisa ser explorado e redescoberto. Assim, também há algo de novo no envolvimento com Pierre, um funcionário público aparentemente inexpressivo que irá cuidar de Laila com dedicação. Turismo para cegos é o primeiro romance de Tércia Montenegro, e venceu o Prêmio Biblioteca Nacional na categoria romance.

Entre o mundo e eu

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Prêmios internacionais também entram na nossa lista! O National Book Award de 2015 foi para Entre o mundo e eu, de Ta-Nehisi Coates, lançado no Brasil pela Editora Objetiva. Coates é um jornalista americano que trabalha com a questão racial desde que escolheu sua profissão. Filho de militantes do movimento negro, ele sempre se questionou sobre o lugar que é relegado ao negro na sociedade. Em 2014, quando o racismo voltou a ser debatido com força nos Estados Unidos, Coates escreveu uma carta ao filho adolescente e compartilha, por meio de uma série de experiências reveladoras, seu despertar para a verdade em relação a seu lugar no mundo e uma série de questionamentos sobre o que é ser negro na América.

Vida e destino

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A tradução de Irineu Franco Perpetuo para Vida e destino, de Vassili Grossman, foi escolhida a melhor do ano no Prêmio JabutiVida e destino é um épico moderno e uma análise profunda das forças que mergulharam o mundo na Segunda Guerra Mundial. Vassili Grossman, que esteve no campo de batalha e acompanhou os soldados russos em Stalingrado, compôs uma obra com a dimensão de Tolstói e de Dostoiévski, tocando, ao mesmo tempo, num dos momentos cruciais do século XX.

O livro das semelhanças

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Um dos grandes destaques da poesia em 2015 foi Ana Martins Marques, que ganhou o Prêmio APCA com O livro das semelhanças. Dividido em quatro seções (“Livro”, “Cartografias”, “Visitas ao lugar-comum” e “O livro das semelhanças”), esta obra desperta o leitor para o prazer sempre iluminador e sensível de uma das vozes mais originais da poesia brasileira. Do amor à percepção de que há um espaço — geográfico, quase — para o lugar-comum, do entendimento da precariedade do nosso tempo no mundo à graça (mineira, matreira) proporcionada pela memória: eis uma poeta que nos fala diretamente.

Jeito de matar lagartas

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Quase seis anos após a publicação de Cine privê, Antonio Carlos Viana, um dos melhores contistas brasileiros da atualidade, lançou Jeito de matar lagartas, também premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria contos/crônicas. Ao narrar histórias do cotidiano aparentemente banais, como uma brincadeira de criança, a venda de um imóvel ou o reencontro de um jovem estudante com a antiga professora, o autor toca em questões fundamentais como o envelhecimento, o sexo (ou a ausência dele) e a solidão.

Luís Carlos Prestes

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Para encerrar, o Jabuti de biografia foi para Luís Carlos Prestes, de Daniel Aarão Reis. Brilhante estrategista militar, comandante da lendária marcha guerrilheira que leva seu nome, alto dirigente comunista e ideólogo da esquerda durante várias décadas, Luís Carlos Prestes é de um protagonismo inquestionável na história política do Brasil entre os anos 1920 e 1980. Amparado em documentos e depoimentos de primeira mão, muitos deles inéditos, Daniel Aarão Reis — professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF) e respeitado historiador das esquerdas brasileiras — faz uma ambiciosa investigação sobre o homem por trás do mito do “Cavaleiro da Esperança”.

Semana duzentos e sessenta

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Sempre em movimento — uma vida, Oliver Sacks (Tradução de Denise Bottmann)
Quando Oliver Sacks tinha doze anos, um professor bastante sagaz escreveu num relatório: “Sacks vai longe, se não for longe demais”. Hoje está absolutamente claro que Sacks jamais parou de ir. Desde as primeiras páginas deste comovente livro de memórias, em que relata sua paixão de juventude pelas motos e pela velocidade, Sempre em movimento parece estar carregado dessa energia. Conforme fala de sua experiência como jovem neurologista no início dos anos 1960 — primeiro na Califórnia, onde lutou contra o vício em drogas, e depois em Nova York, onde começa a despontar como pesquisador —, vemos como sua relação com os pacientes veio a definir sua vida. Com a honestidade e o humor que lhe são característicos, Sacks nos mostra como a mesma energia que motiva suas paixões “físicas” — levantamento de peso e natação — alimenta suas paixões cerebrais. Sempre em movimento é a história de um pensador brilhante e nada convencional, o homem que iluminou as muitas formas com que o cérebro nos faz humanos.

Um céu mais perfeito, Dava Sobel (Tradução de Ana Claudia Ferrari)
Em 1514, Nicolau Copérnico desenvolveu o esboço da teoria que desafiava as crenças da época, colocando o Sol, e não a Terra, no centro do universo. Ao longo das duas décadas seguintes, ele compilou seu trabalho num manuscrito secreto, o qual se recusava a publicar. Em 1539, o alemão Georg Joachim Rheticus, atraído pelos rumores de uma revolução científica, viajou à Polônia para procurar Copérnico. Dois anos depois, o jovem publicou As revoluções dos orbes celestes, com os trabalhos que transformaram o lugar do homem no Universo. Com elegância, Dava Sobel descreve as personalidades conflitantes dos dois e cria uma peça teatral que imagina a luta de Rheticus para convencer o mestre a publicar seu manuscrito.

O poder ultrajovem, Carlos Drummond de Andrade
O poder ultrajovem reúne textos publicados por Carlos Drummond de Andrade na imprensa entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970. Trata-se de um poderoso conjunto de prosa e verso — sempre pendendo para os domínios da crônica, gênero que o grande escritor mineiro praticou como poucos —, em que o olhar maduro e algo desencantado (mas com muita ironia) do autor se debruça sobre os mais diversos aspectos da vida e da sociedade daquela época. Com posfácio do crítico Alcir Pécora, esta nova edição de um dos mais cativantes livros de Drummond é um brinde à vivacidade e à inteligência sutil de um dos nossos mais estimados escritores.

Companhia das Letrinhas

Nove monstros perigosos poderosos fabulosos do Brasil, Flavio de Souza
Este livro é um desafio! Dentro dele há figuras de nove monstros brasileiros, que estão camuflados em meio a traços coloridos. Encontrar todos eles não será fácil, e o leitor vai precisar superar o pavor. Quem conseguir encarar os monstrengos terá acesso, como prêmio por sua coragem, a informações interessantíssimas sobre cada uma das aberrações: aspecto físico, categoria, lugar de origem, lendas a seu respeito, tipos de poder e — o mais importante — dicas sobre como vencê-las.

Seguinte

O círculo rubi — Bloodlines vol.6, Richelle Mead (Tradução de Guilherme Miranda)
Depois que Sydney Sage escapou das garras dos alquimistas, que a torturaram por viver um romance proibido com Adrian Ivashkov, o casal se exilou na Corte Moroi. Hostilizada por todos ao seu redor por ser uma humana casada com um vampiro, a garota quase não sai de casa e perde a noção do tempo, trocando o dia pela noite. Mas logo Sydney se vê obrigada a abandonar seu refúgio, já que seu coração continua apertado desde que Jill Dragomir desapareceu. O sumiço da jovem princesa vampira coloca em risco toda a estabilidade política dos Moroi… Agora Sydney precisa descobrir quem está por trás desse sequestro para dar um jeito de trazer a amiga de volta — e ao mesmo tempo alcançar sua própria liberdade.

Paralela

Cidade mágica, Lizzie Mary Cullen (Tradução de Renata Moritz)
Viaje ao redor do mundo na ponta do lápis! Agora é possível pintar Londres, Paris e Rio de Janeiro. Vistas com o olhar único e divertido de Lizzie Mary Cullen.

Semana cento e quarenta e sete

Os lançamentos desta semana são:

Bárbaro, de Renato Moriconi
Era uma vez um bravo guerreiro que montou em seu lindo cavalo e saiu em uma perigosíssima expedição. Ele lutou contra serpentes, gigantes de um olho só, sobreviveu a flechadas, enfrentou leões monstruosos, plantas carnívoras até que…

Vou ali e volto já, de Sávia Dumont
Há uma enormidade de segredos e tesouros esperando para serem descobertos por nós. Há aqueles que vêm lá de longe, dos tempos dos nossos avós e bisavós, com suas receitas mágicas e simples. Há outros que estão logo ali, escondidos no campo, entre as brincadeiras e os ramos de alecrim. Vamos juntos descobrir alguns desses mistérios?

A guerra da rua dos Siamipês, de Flavio de Souza
No fim da rua Professor Chiquinho de Souza, dois ipês (um amarelo e outro roxo) tomavam conta do pedaço: o Chris e a Flora ficavam tão perto um do outro que mais pareciam uma árvore só, com uma copa gigantesca e colorida. E é claro que o pessoal da rua estava sempre disputando a sombra deliciosa que eles faziam. Era ali que a turma dos Lobatos e os Hip-Hop tiveram que colocar um ponto final nas brigas para impedirem, juntos, que as árvores fossem arrancadas.

Totem e tabu, de Sigmund Freud (Trad. Paulo César de Souza)
Totem e tabu é um dos mais famosos e ousados trabalhos de Freud. Seu substituto — “Algumas concordâncias entre a vida dos homens primitivos e dos neuróticos” — não chega a dar ideia da riqueza dos temas que aborda, pois os quatro ensaios que o compõem tratam da origem da religião e da moralidade, ou seja, da própria civilização. Baseando-se em estudos de antropologia, biologia e história, Freud lança a conjectura de que o ato fundador da sociedade humana foi o assassinato do pai da horda primitiva pelos próprios filhos. Totem e tabu foi a primeira aplicação da psicanálise a questões de psicologia social.

Do que a gente fala quando fala de Anne Frank, de Nathan Englander (Trad. Claudio Alves Marcondes)
Com um talento peculiar para captar as risíveis contradições da alma humana que parece evocar os melhores filmes de Woody Allen, e com uma ironia devastadora digna dos romances de Philip Roth, o americano Nathan Englander se impôs — graças em grande parte a este novo volume de contos — como um dos mais agudos e divertidos observadores da cena contemporânea. Neste conjunto de ficções hilárias, o melhor humor judaico norte-americano ganha corpo renovado. Um livro celebrado como um dos mais altos momentos da ficção curta de nossos dias, com uma sequência absolutamente extraordinária de conversas e histórias tragicômicas.

Livro geral, de Alexandre Barbosa de Souza
Este Livro geral percorre vinte anos da poesia de Alexandre Barbosa de Souza com poemas de cada um dos livros que o autor publicou ao longo de sua carreira. Os poemas mais antigos conservam o mesmo frescor peculiar da época em que foram publicados, e em linhas gerais o que o livro apresenta é a juventude craquelada de um poeta que dá voz às experiências vividas.
Como a poesia do pernambucano Carlos Pena Filho, autor de outro Livro geral, de 1958, a de Alexandre não tem afetação nem frivolidade. A adesão ao cotidiano e às lembranças aqui não se dá como registro nem como reflexo, mas como afirmação de que um outro mundo é possível — pelo menos na poesia.

Nocilla dream, de Agustín Fernández Mallo (Trad. Joana Angélica d’Avila Melo)
Nocilla é uma pasta de chocolate com avelãs muito popular na Espanha, uma espécie de Nutella. É também a “musa” do grupo punk galego Siniestro Total, autor da canção “¡Nocilla, qué merendilla!”, que inspirou Agustín Fernández Mallo ao dar o título a seu ousado projeto, a trilogia Nocilla. É, ainda, o nome de uma nova geração de escritores espanhóis, que, tendo Mallo como expoente, investiga a sociedade de consumo, a mistura de gêneros literários e a liberdade narrativa. Nocilla dream, que pode sem agravo aceitar a etiqueta indie, bebe também de referências mais eruditas, sejam da física, da arte conceitual, da arquitetura pragmática ou da literatura. Se por vezes parece ter como maior inspiração O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar, tem também um quê de road movie — que fará o leitor se lembrar de Paris, Texas, de Wim Wenders — e de filme B americano. Os vários personagens que povoam estas páginas são todos freaks, outsiders, fracassados, cujas vidas mais se parecem com performances artísticas, carregadas de material poético.

Editora Paralela

Próxima parada: Marte, de Mary Roach (Trad. Donaldson M. Garschagen)
O espaço é um lugar desprovido de absolutamente tudo que precisamos para viver e prosperar: gravidade, oxigênio, banhos quentes, produtos frescos, privacidade… A exploração do espaço é, de certa forma, uma exploração dos limites humanos e do que, de fato, significa ser humano. De que luxos podemos abrir mão? Por quanto tempo? O que acontece com nosso corpo se ficarmos sem andar por um ano? Nem ter relações sexuais? Para responder a essas perguntas, as agências espaciais criam todo tipo de testes e simulações surpreendentemente bizarras. Com seu humor irônico e sua curiosidade insaciável, Mary Roach nos guia em uma viagem investigativa, provando — sem margem para dúvidas — que é possível ir ao espaço sem sair da Terra. Próxima parada: Marte é um livro para adultos que ainda sonham secretamente em ser astronautas. Afinal, quem nunca quis ser um?

Semana cento e seis

Os lançamentos desta semana são:

Mata!, Leonencio Nossa
Antes da construção de rodovias, a região do Bico do Papagaio era escassamente povoada. Depois do golpe de 1964, as atenções de setores da esquerda armada se voltaram para o grande potencial estratégico da área. A guerrilha maoista do PCdoB sonhava em conquistar o Brasil a partir do sudeste do Pará, mas foi brutalmente desbaratada pelas forças da ditadura entre 1973 e 1974. Os comunistas e simpatizantes presos foram torturados, e muitos deles assassinados a sangue-frio. A partir de um perfil biográfico do lendário Major Curió e da história da guerrilha e de seu extermínio – com base em documentos inéditos e depoimentos de vítimas, testeminhas e protagonistas da repressão militar -, o premiado jornalista Leonencio Nossa constrói um relato épico que associa a história recente a dois séculos de conflitos sangrentos no país.

Para compreender Fernando Pessoa, Amélia Pinto Pais
Antes de discutir se de fato seria possível compreender aquele foi um dos maiores poetas de todos os tempos, o que este livro pretende é apresentar didaticamente a vida e a obra de Fernando Pessoa. Nos primeiros capítulos, são introduzidos dados biográficos, o contexto da época em que Pessoa viveu e seu percurso literário. A seguir, cada capítulo é dedicado a um de seus heterônimos e explica como foram concebidos, o que há em comum entre eles e quais as características que os distinguem. Para compreender Fernando Pessoa é, acima de tudo, uma oportunidade de conhecer alguns dos mais belos poemas do mundo e, por isso, de conhecer também a nossa língua, a mesma daquele que, nas palavras do seu semi-heterônimo Bernardo Soares, disse/; “A minha pátria é a língua portuguesa”.

Sabadão joia, Flavio de Souza
Dez anos depois de um passeio joia num certo domingão, a família do Zeca enche o porta-malas da Vânia pra descer a serra – num belo sabadão. Desta vez, a avó Bibi não se conforma que a estrada não tem mais curvas; o Zeca quase se perde no meio do caminho; o cachorro Sauro, que por pouco não fica em São Paulo, quase é esquecido em Santos; o filho mais velho, o Teo, pula de paraquedas se, avisar ninguém; e a bebê Lalá fala a primeira palavra, encontrando a chave da Vânia e salvando todo mundo!

Amsterdam, Ian McEwan (Tradução Jorio Dauster)
Dois amigos, um jornalista e um compositor, fazem um pacto que os envolve numa trama macabra. A partir desse mote, os eventos em Amsterdam revelam, com humor e sutileza, o verdadeiro caráter dos personagens, nesse romance que discute os limites do egoísmo e da moralidade.