hélène montardre

Semana cento e oitenta e três

Os lançamentos desta semana são:

Fabriqueta de ideias, de Katia Canton
Com tantas novidades ligadas à tecnologia surgindo a cada dia, é difícil não se conectar a esse mundo que existe dentro das telas. Mas ainda é possível se divertir — e muito! — com papel, lápis e tesoura, ou mesmo só com a imaginação. Este livro traz mais de oitenta opções de brincadeiras e atividades criativas, que não saem de moda e não perdem em nada para os computadores, tablets e companhia. Além de serem superdivertidas, elas vêm acompanhadas de reflexões sobre arte, ecologia, cultura, história e literatura. Então aceite um convite especial: abra as portas desta pequena grande fábrica de ideias e explore novos jeitos de pensar e recriar o mundo.

Medo: Histórias de terror, seleção de Hélène Montardre (Tradução de Julia da Rosa Simões)
Por mais estranho que isto pareça, às vezes sentir medo pode ser bom. Principalmente quando temos certeza de que o perigo não é real e tem hora pra acabar: ele está dentro de um livro, de um filme ou em alguma história que ouvimos, e aí é só deixar a imaginação rolar e aproveitar o frio na barriga. Com esta coletânea, que reúne o que há de melhor em matéria de diabos, cemitérios, animais estranhos, casas abandonadas, assombrações e mortos-vivos — de autores clássicos e contemporâneos –, não vai ser difícil experimentar um nó na garganta, o coração disparado, tremores e calafrios.

Semana noventa e quatro

Os lançamentos da semana são:

Antropofagia, de Caetano Veloso

Desnecessário apresentar o autor deste ensaio. Uma das figuras mais importantes da nossa cultura, Caetano Veloso é tão múltiplo quanto sua obra. Para além do trabalho musical, ele é antes de tudo um pensador do Brasil. Política, sociologia, arte: nenhum assunto está longe de seu campo de interesse. Publicado em 1997 como capítulos do livro Verdade tropical, este ensaio-memória remonta ao encontro de Caetano com o legado  dos modernistas, em especial a obra de Oswald de Andrade. A partir de uma montagem da peça O rei da vela, pelo Teatro Oficina, de José Celso Martinez Corrêa, em 1967, Caetano refaz o trajeto intelectual que culminaria na apropriação do conceito de antropofagia pelos tropicalistas. Ao mesmo tempo, traça um retrato afetivo dessa época de efervescência cultural e política, da qual ele foi um dos principais protagonistas.

Capitalismo e escravidão, de Eric Williams (Tradução de Denise Bottmann)

Este livro é um dos marcos fundadores da historiografia sobre a escravidão negra nas Américas, com grandes desdobramentos nos estudos sobre a história do Brasil. Eric Williams foi o primeiro autor a relacionar de modo sistemático a formação do capitalismo inglês à escravidão em massa dos africanos no Novo Mundo. Publicado no final da Segunda Guerra, o livro abriu caminho para toda uma linhagem de investigações sobre o problema do desenvolvimento desigual na arena da economia mundial capitalista, ao combinar a abordagem econômica da história a fortes argumentos morais. Com base em uma perspectiva profundamente inovadora, pioneira em apontar como os processos históricos desenrolados no espaço atlântico constituíram uma unidade orgânica, Williams inscreveu a escravidão no cerne da gênese do mundo moderno. Em nova tradução para o português, o livro prova manter a capacidade de gerar debate — e de instigar a imaginação histórica.

Zeus e a conquista do Olimpo, de Hélène Montardre (Tradução de Dorothée de Bruchard)

Uma terrível profecia dizia que algum dos filhos de Cronos um dia lhe tomaria o trono. Assombrado com o mau agouro, o terrível deus do tempo engole todos os seus descendentes, menos o caçula, Zeus. Anos depois, em um pequeno vale de Creta, Zeus decide que chegou o momento de enfrentar o pai. Cara a cara com Cronos, ele recupera seus irmãos e se instala no alto do Olimpo, fundando uma nova raça de deuses, da qual será o chefe — os olimpianos. E tudo estaria perfeito se não fossem os terríveis titãs, que não se conformam com a derrota de Cronos…É assim que o herói inicia sua mais perigosa jornada: das profundezes da Terra ele liberta os ciclopes, gigantes de um olho só, para juntos entrarem em guerra contra os titãs. Dez anos se passam até que o exército de Zeus finalmente consegue vencer. Mas quem disse que a paz reinaria a partir de então? Agora o grande deus dos deuses precisa encontrar uma esposa e se certificar de que a profecia não se concretize mais uma vez.