honoré de balzac

Semana trezentos e catorze

 

Companhia das Letras

Os fatos – A autobiografia de um romancista, de Philip Roth (tradução de Jorio Dauster)
Os fatos
é a incomum autobiografia de um romancista que remodelou a maneira como encaramos a ficção. Livro de irresistível candura e inventividade, é especialmente instrutivo em sua revelação sobre as conexões entre arte e vida. Philip Roth foca em cinco episódios de sua trajetória: a infância em Nova Jersey; a formação universitária; o envolvimento com a pessoa mais ríspida que conheceu; o embate com a comunidade judaica por conta de seu livro Adeus, Columbus; e a descoberta do lado adormecido de seu talento que o levou a escrever O complexo de Portnoy. Ao final, um ataque do próprio autor a suas habilidades como biógrafo encerra de forma surpreendente o novo livro de um dos principais escritores contemporâneos.

70 historinhas, de Carlos Drummond de Andrade
Lançado em 1978, 70 historinhas reúne a prosa já publicada por Drummond em outros livros. São crônicas e contos — ou “cronicontos” — em que a observação caminha junto com a fabulação, o humor roça cotovelos com o lirismo e a crítica aparece arejada pelo deboche. Treze das histórias deste livro têm crianças e adolescentes como personagens, sem que o autor se preste a infantilizá-las, pela paródia da linguagem ou pelo primarismo das ações. Pelo contrário, elas enfrentam, contestam e vencem, muitas vezes, os detentores da autoridade, com a inteligência e a argúcia a que recorrem para desafiar-lhes o poder. Mais um lance de gênio de um dos mais importantes autores brasileiros de todos os tempos.

Um amor feliz, Wislawa Szymborska (tradução de Regina Przybycien)
Quando, em 2011, a Companhia das Letras lançou Poemas, o primeiro volume com a lírica da poeta polonesa Wislawa Szymborska (Prêmio Nobel de literatura em 1996), começou uma verdadeira “febre Szymborska” no Brasil: ótimas vendas, esplêndidas resenhas e uma enorme repercussão garantiram um novo e amplo público para essa poesia que fala diretamente com o leitor. A obra de Szymborska equilibra-se entre o rigor e a observação dos fatos, sempre num tom levemente informal –- a despeito da cuidadosa construção dos versos. Falando de amores e da vida cotidiana, a escritora ergueu uma obra que toca os leitores e influencia novas gerações. Este segundo volume promete fazer tanto barulho quanto o primeiro.

Penguin-Companhia

Tratado da vida elegante – Ensaios sobre a moda e a mesa, de Honoré de Balzac (tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Antes de se dedicar ao projeto titânico de A Comedia Humana, monumento literário de noventa títulos e quase 2.500 personagens produzidos em pouco mais de vinte anos, Honoré de Balzac escreveu um sem-número de artigos em jornais e revistas, sobre política, filosofia, livros — e também boas maneiras, moda e culinária. Esta seleção de textos sobre a chamada “vida elegante” traz o olhar do escritor francês sobre temas como a moda, a cozinha, o uso de luvas e gravatas, além de observações sobre charutos e bebidas alcoólicas. Observações e prescrições — deliciosamente antiquadas e reveladoras da vida europeia do século XIX — a cargo de um dos maiores escritores de todos os tempos.

Objetiva

O princípio da caixa-preta, de Matthew Syed (tradução de Paulo Geiger)
Estudos de caso e entrevistas exclusivas mostram que a chave para o sucesso é uma atitude positiva em relação ao fracasso. Um dos fatores determinantes para o sucesso em qualquer área é o reconhecimento do fracasso. No entanto, a maioria das pessoas se relaciona negativamente com ele, e isso as impede de progredir e inovar, além de prejudicar suas carreiras e vidas pessoais. Raramente reconhecemos ou aprendemos com os erros — apesar de dizermos o contrário. Syed utiliza inúmeras fontes para explorar os padrões sutis do erro humano e nossas respostas defensivas a ele. O autor também compartilha histórias fascinantes de indivíduos e organizações que utilizam com sucesso o “princípio da caixa-preta”, como David Beckham, a equipe de Fórmula 1 da Mercedes e a empresa Dropbox.

A ilíada de Homero adaptada para jovens, de Frederico Loureço
Ao lado da Odisseia, a Ilíada de Homero constitui o berço da literatura ocidental. Apensar de ter sido criado por volta do século VII a.C., este poema épico que narra os eventos da célebre guerra entre gregos e troianos aborda temas atemporais, como o amor, a coragem, a traição. Nesta versão em prosa, pensada especialmente para os jovens, Frederico Lourenço, atentando para a fidelidade ao original, retoma as aventuras vividas por deuses e heróis.

Suma de letras

Minha melodia, de Camila Moreira
Você se apaixonou por Dereck em O amor não tem leis. Chegou a hora de conhecer sua história. Dereck chegou ao fundo do poço. Sem suportar a dor de perder um grande amor, ele se entrega ao sofrimento e mergulha no lado obscuro do rock; com sexo e drogas. Com a carreira em risco, o astro volta ao Brasil um ano depois do casamento de Maria Clara e Alexandre Ferraz, em uma última tentativa de retomar o sucesso e superar o passado. Ao chegar, Dereck reencontra a mulher que nunca esqueceu. A mulher que conheceu no momento mais difícil de sua vida e que conseguiu acalmar seu coração com um sorriso. “Reconheci em sua voz o mesmo sofrimento que o meu, mas também vi em seu olhar a vontade de seguir em frente.”. E não demora para que Dereck perceba que apenas ela poderá tirá-lo do abismo em que se encontra.

O problema dos três corpos, de Cixin Liu (tradução de Leonardo Alves)
Até onde você iria para entrar em contato com seres extraterrestres? China, final dos anos 1960. Enquanto o país inteiro está sendo devastado pela violência da Revolução Cultural, um pequeno grupo de astrofísicos, militares e engenheiros começa um projeto ultrassecreto envolvendo ondas sonoras e seres extraterrestres. Uma decisão tomada por um desses cientistas mudará para sempre o destino da humanidade e, cinquenta anos depois, uma civilização alienígena a beira do colapso planeja uma invasão. O problema dos três corpos é uma crônica da marcha humana em direção aos confins do universo. Uma clássica história de ficção científica, no melhor estilo de Arthur C. Clarke. Um jogo envolvente em que a humanidade tem tudo a perder.

Reimpressões

Fora de mim, de Martha Medeiros
Minha querida Sputnik, de Haruki Murakami
Freud 10 – O caso Schreber e outros textos (1911-1913), de Sigmund Freud
Introdução à história da filosofia – Vol. I, de Marilena Chaui
Um copo de cólera, de Raduan Nassar
O que é isso, companheiro, de Fernando Gabeira
O poder do hábito, de Charles Duhigg
Rápido e devagar, de Daniel Kahneman
Sete breves lições de física, de Carlo Rovelli
Notas sobre Gaza, de Joe Sacco
A herdeira, de Kiera Cass
A maldição da pedra, de Cornelia Funke e Lionel Wigram
A seleção, de Kiera Cass
Coração de tinta, de Cornelia Funke
Mentirosos, de E. Lockhart
Morte de tinta, de Cornelia Funke

Semana duzentos e trinta e nove

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As descobertas — O grande avanço da ciência no século XX, de Alan Lightman (Tradução de George Schlesinger)
Neste livro cativante e lúcido, o cientista e escritor Alan Lightman nos apresenta 24 grandes descobertas científicas do século XX — da teoria da relatividade ao mapeamento da estrutura do DNA — que mudaram radicalmente nossa percepção do mundo e o lugar que ocupamos nele.
Fazem parte da lista nomes como Albert Einstein, Alexander Fleming, Hans Krebs, James Watson, Max Planck, Ernest Rutherford, Niels Bohr, Henrietta Leavitt e Linus Pauling. Com uma perspicácia notável, Lightman mapeia a paisagem intelectual e emocional de cada época, retrata o drama humano da descoberta e explica o significado e o impacto de cada trabalho.

Roth Libertado — O escritor e seus livros, de Claudia Roth Pierpont (Tradução de Carlos Afonso Malferrari)
Philip Roth dispensa apresentações. Desde o início da carreira, Roth produziu parte da melhor literatura do século XX e começo do século XXI. Mesmo assim, não há até o momento produção crítica substantiva sobre seu trabalho. Não havia. Claudia Roth Pierpont traz um relato envolvente, capaz de mergulhar na complexidade do trabalho de Roth e na controvérsia que ele suscitou. O livro não é uma biografia — embora contenha muitos detalhes biográficos —, mas algo mais desafiador: uma tentativa de entender um grande escritor por meio de sua arte. Pierpont, que conhece Roth há muitos anos, recupera histórias e anedotas conhecidas de poucos: fala da vida familiar do escritor, de suas inspirações, dos críticos, percorre o leque completo de sua ficção e ainda se aprofunda em suas amizades com Saul Bellow e John Updike. 

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie (Tradução de Christina Baum)
Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDxEuston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações.

Companhia de Bolso

Complô contra a América, de Philip Roth (Tradução de Paulo Henriques Britto)
Philip é um menino como tantos outros, apaixonado por sua coleção de selos. O pai é corretor de seguros, a mãe é dona de casa e o irmão mais velho tem dotes precoces de desenhista. Como toda a população do bairro em que vive, a família Roth é judia, e em 1940 parece não haver melhor lugar no mundo para ser judeu do que os Estados Unidos. Porém, Franklin D. Roosevelt, ao tentar reeleger-se para um terceiro mandato, é derrotado pelo candidato republicano Charles Lindbergh. O famoso aviador, que se tornou herói nacional ao empreender o primeiro voo solitário da América à Europa, é um ardoroso defensor da Alemanha nazista, um homem para quem os Estados Unidos deveriam se defender da “diluição nas raças estrangeiras”. A vida da família Roth — e, potencialmente, o mundo — nunca mais será como antes.

Companhia das Letrinhas

O caixão rastejante e outras assombrações de família, de Angela Lago
Fantasmas que pegam táxi, almas que vão à missa aos domingos, namoradas defuntas… Essas são algumas das personagens que aparecem nos causos de família reunidos neste novo livro de Angela Lago. Narradas com aquele sotaque particular da autora mineira e ilustradas de maneira surpreendente, as histórias de assombração e terror vão, além de assustar os leitores, causar boas risadas — afinal, as almas penadas se metem em cada uma!

Penguin-Companhia

A mulher de trinta anos, de Honoré de Balzac (Tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Antes de Emma Bovary, antes de Anna Kariênina, existiu Julie. Contrariando os conselhos do pai, ela julga-se apaixonada e decide se casar ainda muito jovem com um coronel do exército napoleônico. Em pouquíssimo tempo, descobre-se infeliz no casamento e na maternidade, presa a obrigações que não pretende abandonar. A isso se seguem as paixões por outros homens, e anuncia-se o destino trágico da protagonista. Mas A mulher de trinta anos não é a história particular de Julie, e sim a de alguém em quem convergem as contradições do que representava ser mulher no século XIX e, por extensão, as contradições da própria sociedade moderna.

Paralela

Aprendiz por acaso, de Vikas Swarup (Tradução de Flávia de Yacubian)
Ao sair da loja em seu horário de almoço, Sapna é abordada por Vinay Mohan Acharya, CEO do Grupo ABC, um verdadeiro império de negócios que vale 10 bilhões de dólares. Mal imagina ela que sua vida está a prestes a mudar para sempre. Acharya está procurando um herdeiro para a sua empresa gigantesca, e decidiu que Sapna — essa jovem com olhar determinado — é uma forte candidata para assumir esta posição. Há apenas uma exigência: ela deve passar por sete testes, pensados para medir sua valentia e seu caráter. Mas será que os sete testes são reais ou estaria Acharya apenas jogando um jogo perverso com Sapna?

Semana duzentos e trinta e oito

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O pai Goriot, de Honoré de Balzac (Tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Um comerciante decadente ama as filhas de modo incondicional e assiste apático a sua fortuna sendo consumida pelos caprichos de sua prole e um estudante de direito deseja de todo modo inserir-se na alta sociedade parisiense e para isso abandona, aos poucos, os padrões morais para atingir seu objetivo. Balzac apresenta ao leitor as várias facetas de uma sociedade cruel, de moral elástica e dividida entre as regras de um passado regido pela nobreza e a nova ordem social em que o dinheiro é o protagonista.

Companhia das Letrinhas

Dudu e a Caixa, de Stela Greco Loducca (Ilustrações de Jean-Claude R. Alphen)
Quando a campainha tocava, Dudu adorava ficar imaginando quem estava do outro lado da porta. Até que um dia, chegou para sua mãe uma encomenda dentro de uma embalagem bem grande. Ou melhor, aquilo até podia ser uma simples embalagem de papelão, mas para Dudu ela se tornou um carro potente, uma prisão para bandidos perigosos, um barco cheio de navegantes e tudo mais que a criatividade dele permitiu. Mas pena que a brincadeira não durou para sempre. De repente, a caixa não estava mais lá. Onde será que tinha ido parar?

O estranho caso da massinha fedorenta, de Heloisa Prieto (Ilustrações de Adriana Fernandes)
Na classe de Caio, Estela, Flora, Victoria e João Afonso, a mania de brincar de massinha pegou pra valer. Eram cachorros barrigudos e serpentes peçonhentas de um lado, bolas espaciais e seres extraterrestres de outro — e farinha por todos os cantos. Mas no meio de tantas cores, formatos e ideias, um pote cheio de uma massa pra lá de esquisita e fedida chamou a atenção das crianças. Como aquela coisa tinha ido parar ali? É assim que toda a turma — e também os leitores — vão perceber que os mistérios podem surgir a qualquer hora e em qualquer lugar, e será preciso coragem para encarar o desafio de desvendar esse estranho e fedido caso.

O livro da vida, de Pernilla Stalfelt (Tradução de Fernanda Sarmatz Åkesson)
Este livro não pretende dar uma definição exata sobre o que é a vida — até porque isso seria impossível! —, mas sim, com palavras simples e ilustrações divertidas, trazer ao pequeno leitor temas que dizem respeito a todos que estão ou um dia já estiveram vivos. Pensando sobre essas questões, que costumam passar batidas no dia a dia, será possível perceber como a vida é importante e que cada um pode viver à sua maneira, mas também que todos nós passamos por algumas experiências em comum, como nascer, comer, respirar e envelhecer, e que então não estamos sozinhos no mundo.

Semana oitenta e um

Os lançamentos da semana são:

O espetáculo mais triste da Terra, de Mauro Ventura
Com base num minucioso trabalho de campo e de pesquisa, Mauro Ventura traz à tona um drama sem precedentes na história do Brasil: o incêndio no Gran Circo Norte-Americano, que tem entre seus heróis médicos, escoteiros, religiosos e até uma elefanta, que salvou dezenas de espectadores ao abrir um rasgo na lona.

Reparação, de Ian McEwan (Nova edição econômica; Tradução de Paulo Henriques Britto)
Na tarde mais quente do verão de 1935, na Inglaterra, a adolescente Briony Tallis vê uma cena que vai atormentar a sua imaginação: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, tira a roupa e mergulha, apenas de calcinha e sutiã, na fonte do quintal da casa de campo. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a menina, que nutre a ambição de ser escritora, constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia. Comete um crime com efeitos devastadores na vida de toda a família e passa o resto de sua existência tentando desfazer o mal que causou.

14 contos, de Kenzaburo Oe (Tradução de Leiko Gotoda)
Estes contos brilhantes e provocadores revelam a trajetória literária de um dos maiores escritores japoneses vivos, ganhador do prêmio Nobel de 1994. Escritos entre 1957 e 1990, eles refletem não apenas a evolução da escrita do autor, mas também os seus temas recorrentes. Kenzaburo Oe foi construindo aos poucos um universo tipicamente japonês, habitado por personagens que jamais poderiam ser ocidentais. Inéditos em português e traduzidos direto do japonês.

Bom dia para nascer, de Otto Lara Resende
Em textos leves e cheios de estilo, o escritor comenta, discute e ilumina grandes momentos da história, mas
também aqueles eventos que quase passam desapercebidos em nosso cotidiano. Publicadas originalmente no início dos anos 1990, as crônicas de Otto converteram-se em um clássico instantâneo do gênero. Lirismo, comentário político, literatura e humor — nada escapa ao olhar agudo daquele que foi chamado por Paulo Francis de “o mais carioca dos mineiros e o mais mineiro dos cariocas”.

O Rio é tão longe: cartas a Fernando Sabino, de Otto Lara Resende
Um dos maiores missivistas das nossas letras em cartas francas, doloridas, engraçadas e altamente literárias. Honesto e até impiedoso consigo mesmo, Otto Lara Resende enfileira cartas em que relata ao amigo Fernando Sabino seu cotidiano em lugares como Bruxelas e Lisboa. A insônia, a literatura, os amigos (como Vinicius de Moraes, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos) e as mudanças culturais no Brasil e na Europa aparecem na prosa encantatória e sempre inteligente desse carteador incurável.

O romancista ingênuo e o sentimental, de Orhan Pamuk (Tradução de Hildegard Feist)
Em ciclo de seis conferências ministradas em Harvard, Orhan Pamuk fala sobre seu gênero literário de predileção, o romance, e sobre a experiência de ser escritor em um país periférico.

O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, adaptado por Stanislas Gros (Tradução de Carol Bensimon)
Em sua versão para os quadrinhos do clássico de Oscar Wilde, Stanislas Gros reconta com maestria a história do jovem narcisista que se dedica aos prazeres da vida, morais ou imorais, enquanto um retrato escondido em sua casa mostra sua decadência ao passar do tempo.

Mercado sombrio, de Misha Glenny (Tradução de Augusto Pacheco Calil, George Schlesinger e Luiz A. de Araújo)
A internet mudou a face do crime. Os novos ladrões e falsários têm conhecimentos avançados em engenharia eletrônica e programação, e podem lucrar milhões morando confortavelmente na casa dos pais. Misha Glenny narra aqui a história do crime organizado na internet e das primeiras comunidades eletrônicas do crime, grandes feiras digitais em que era possível adquirir e vender números de cartões de crédito e dados pessoais de usuários, além de uma série de outros serviços e programas escusos.

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (Tradução de Mário Laranjeira)
Madame Bovary, publicado pela primeira vez em 1856, ainda é uma história atual sobre desilusão, infidelidade e a busca da felicidade. Revolucionário em sua época, foi o primeiro romance a exprimir a extenuante busca de Gustave Flaubert pela perfeição. Além do prefácio de Lydia Davis, um dossiê recupera a importância de Flaubert em seu tempo, com destaque para um artigo de Charles Baudelaire, escrito em defesa do escritor, reconhecendo a beleza deste livro.

Ilusões perdidas, de Honoré de Balzac (Tradução de Rosa Freire d’Aguiar)
Por volta de 1830, aos trinta e poucos anos de idade, Honoré de Balzac elegeu seu projeto de vida: escrever uma série de romances, novelas e contos que retratasse a sociedade de sua época em todos os seus aspectos. Publicado em três partes entre 1837 e 1843, Ilusões perdidas explora com maestria três aspectos fundamentais para compreender a sociedade francesa do século XIX: os jogos de poder e intriga das classes aristocráticas, o contraste entre a vida na capital e na província e o lado sujo — cínico e politiqueiro — da atividade jornalística.

Apontamentos de viagem, de Joaquim de Almeida Leite Moraes
Diário de viagem escrito no final do século XIX pelo político e jurista J. A. Leite Moraes, avô de Mário de Andrade, é considerado um marco do gênero no Brasil. Introdução de Antonio Candido.

Saúde em questão, de Francisco I. Bastos (Ilustrações de Mariana Newlands)
Dos átomos e moléculas mais elementares até as grandes estruturas econômicas e sociais, Saúde em questão explica em linguagem acessível as bases do funcionamento da vida humana e de sua incessante luta contra as doenças. Da mesma série de Biodiversidade em questão, desenvolvida em parceria com a Fiocruz.

Biodiversidade e renovação da vida, de Henrique Lins de Barros (Ilustrações de Mariana Newlands)
Volume de lançamento da série Em Questão, desenvolvida em parceria com a Fiocruz, Biodiversidade apresenta a história da vida na Terra e sua atual degradação ambiental, propondo uma nova abordagem para a preservação dos ecossistemas ainda não destruídos — entendendo-a num sentido global, indissociável da cultura e da cidadania.

De olho em Zumbi dos Palmares, de Flávio dos Santos Gomes
Neste novo volume da coleção De Olho Em, Flávio Gomes elabora uma biografia de Zumbi dos Palmares a partir de ricas fontes documentais, discutindo a transformação do personagem em herói da resistência contra a escravidão e em símbolo da luta contra o preconceito racial.