j.p. cuenca

Fotos da 8ª Flip

Hoje chegou ao fim a 8ª Festa Literária Internacional de Paraty. Nós da Companhia das Letras gostaríamos de agradecer a todos que nos visitaram na Casa dos Clássicos, um canto montado pela editora lá em Paraty para comemorar o lançamento do selo Penguin-Companhia das Letras.

Casa dos Clássicos, a sede da Penguin-Companhia na Flip 2010

Entre as mesas, as pessoas podiam passar lá para descansar nas espreguiçadeiras e ler os clássicos da Penguin-Companhia, ou a história em quadrinhos de Gabriel Bá que a Companhia estava distribuindo.

E todo mundo queria tirar uma foto com o pinguim!

Lilia Moritz Schwarcz e Robert Darnton

Rafael Coutinho e Eucanaã Ferraz

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Clássicos em Paraty

Para celebrar a chegada dos primeiros títulos do selo Penguin-Companhia das Letras às livrarias, a Companhia das Letras criou um espaço de leitura e atividades culturais na 8ª Festa Literária Internacional de Paraty.

Na Casa dos Clássicos Penguin-Companhia das Letras, localizada na Rua do Comércio, nº 8 (próximo à Tenda dos autógrafos), os quatro livros de estreia da Penguin-Companhia estarão disponíveis para consulta, e a leitura deles poderá ser feita em charmosas e confortáveis espreguiçadeiras.

Em diálogo com a programação oficial da FLIP — que nesta edição realizará uma homenagem ao escritor José Saramago com a exibição de trechos e cenas inéditas não incluídas no documentário José & Pilar —, haverá na Casa dos Clássicos um espaço dedicado ao autor, com fotos e um livro de recados que será enviado a Pilar, esposa de Saramago.

Na sexta-feira, dia 6, a partir das 21h, um dos convidados da Festa, o escritor João Paulo Cuenca, irá autografar o seu novo livro: O único final feliz para uma história de amor é um acidente, da coleção Amores Expressos.

A editora também preparou um guia com endereços clássicos de Paraty — bares, restaurantes, ruas e hotéis que fizeram história na cidade. Todos estão sinalizados com placa e numeração indicadas no “Guia Clássicos de Paraty 2010”, que você pode retirar lá na Casa dos Clássicos.

Se você vai para Paraty, nos faça uma visita. O horário de funcionamento é:

4 de agosto — das 12h às 20h
5 de agosto — das 10h às 12h
6 de agosto — das 12h à meia-noite
7 e 8 de agosto — das 10h às 20h

Semana dez

Os lançamentos desta semana foram:

Atravessar o fogo, de Lou Reed (Tradução de Christian Schwartz e Caetano W. Galindo)
Por meio das mais de trezentas letras disponíveis nessa edição bilíngue, é possível contemplar o gênio de Lou Reed em suas múltiplas facetas: o cronista do submundo nova-iorquino, o narrador de inegável talento para capturar as vozes das ruas, o fetichista depressivo com tendências suicidas e masoquistas, o amante da literatura e das artes de vanguarda. Um retrato completo da obra de uma das figuras mais polêmicas e influentes da música contemporânea.

Fogo amigo, de A.B. Yehoshua (Tradução de Davy Bogomoletz)
Fogo amigo acompanha sete dias decisivos na vida de um casal israelense de meia-idade. Durante a semana do Hanukah, Daniela parte para uma viagem de cinco dias à Tanzânia, para onde o cunhado, decidido a cortar todos os vínculos com Israel, se mudou após o único filho ter sido morto por fogo amigo. Enquanto isso, o engenheiro Yaári permanece em sua casa, em Tel-Aviv, onde tenta descobrir a origem dos uivos lancinantes emitidos pelo poço de elevadores de um edifício ultramoderno projetado por ele.

O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca
Destaque da nova geração de escritores brasileiros, J.P. Cuenca narra a tórrida e acidentada relação de um jovem executivo de Tóquio com uma garçonete do Leste Europeu. O casal é ameaçado pelo perverso pai do rapaz, um velho poeta que vive com uma boneca erótica e mantém uma rede de voyeurismo. Leia aqui o começo do livro, que faz parte da coleção Amores Expressos.

A casa do Rio Vermelho, de Zélia Gattai
Zélia Gattai e Jorge Amado viveram longos anos num belo casarão no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Casa festiva e cheia de amigos, distante da clausura dos gabinetes e das academias literárias, é ela o centro deste livro. Em A casa do Rio Vermelho, Zélia continua a narrar a saga de sua vida — que se mistura não só com a do marido Jorge Amado, mas com a aventura de toda uma geração de artistas. Sua grande proeza é fazer da literatura não só registro de emoções e de acontecimentos, mas uma maneira de se apropriar do mundo.

A teoria das janelas quebradas, de Drauzio Varella
Seleção de crônicas publicadas na Folha de S.Paulo ao longo de dez anos, A teoria das janelas quebradas traz a voz ponderada, a graça narrativa e a sabedoria sem artifícios de Drauzio Varella. O cardápio é variado, incluindo desde histórias engraçadas de adultério, reflexões sobre o crime, temas atuais de ciência e medicina, até questões sociais, sempre abordadas pelo autor com seu olhar atento para os dramas humanos. Clique aqui para ler uma das crônicas.

Haroun e o mar de histórias, de Salman Rushdie (Tradução de Isa Mara Lando)
Rashid, um contador de histórias profissional, é o próprio “mar de ideias”. Um dia, porém, ele perde o dom da palavra, e com isso perde também seu ganha-pão e toda a alegria de viver. É então que seu filho Haroun descobre que toda história vem de um grande mar de histórias, o que o faz entregar-se à fantástica aventura de ir em busca das palavras. Escapando de muitos perigos, Haroun conseguirá vencer as tenebrosas forças da escuridão e do silêncio.

O beijo de Lamourette, de Robert Darnton (Tradução de Denise Bottmann)
Em quinze ensaios que tratam da história em geral e da história dos meios de comunicação, o historiador norte-americano Robert Darnton mostra como o passado atua no presente e propõe a criação de uma disciplina particular: a história do livro.

O único final feliz para uma história de amor é um acidente

Foto de J.P. Cuenca por Jorge Bispo.

A Companhia lança esta semana O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca. O livro faz parte da coleção Amores Expressos, e dessa vez a ação se passa em Tóquio.

Com uma estrutura caleidoscópica e narradores tão surpreendentes quanto uma melindrosa boneca erótica, o romance se apropria da cultura japonesa de ontem e de hoje — dos quadrinhos, dos seriados —, para narrar uma história de amor perturbadora, em que a vida fragmentada das metrópoles, o voyeurismo e a perversão figuram como vilões onipresentes.

Haverá eventos de lançamento na Livraria da Travessa da Ipanema, no dia 13 de agosto, e durante a Flip. Abaixo você lê o começo do livro, e no YouTube você pode ver o trailer dele.

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1.

Antes do sr. Atsuo Okuda abrir a caixa, tudo estava escuro.

Mais que isso: não havia nada para ser iluminado antes do sr. Okuda abrir a caixa. Se o sr. Okuda nunca houvesse aberto a caixa, nada existiria. O mundo só começou a partir do momento em que o sr. Okuda abriu a caixa e disse a palavra. Ele disse: Yoshiko.

E Yoshiko ficou sendo o meu nome.

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