joca terron

A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves

No dia 26 de abril chega às livrarias o novo romance de Joca Reiners Terron, A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves. Pedimos a Rafael Sica que fizesse uma tirinha sobre o livro, e você confere o resultado abaixo:

Sinopse: O misterioso crime do Nocturama ocupa os noticiários. Em torno dele, giram as vidas de um entregador coreano, uma enfermeira especializada em pacientes terminais, um taxista com pendor para música clássica, um escrivão insone às voltas com a doença do pai e uma bióloga com pretensões televisivas. E, ao centro dessa trama cada vez mais macabra, está a criatura. Vestindo galochas e uma capa de chuva vermelha, ela passa os dias num casarão do Bom Retiro, sem jamais sair à rua. Embora pareça uma criança, sua idade é indeterminada, bem como suas intenções.
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Em A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves, Joca Reiners Terron traz ao nosso tempo uma história que poderia pertencer à Inglaterra vitoriana. No lugar da neblina e dos lampiões a gás, um efervescente bairro de imigrantes no coração de São Paulo, onde convivem sucessivas gerações de judeus, coreanos e bolivianos. Um ambiente ideal para o embate entre seitas secretas, assassinos em série e antigos mistérios de família.

Semana setenta e um

Não há nada lá, de Joca Reiners Terron
Publicado originalmente em 2000, Não há nada lá ganhou status de cult na última década. E para além do divertido quebra-cabeça literário, há também um livro ambicioso, que costura tempos e realidades distintas com rigor narrativo digno dos grandes prosadores.
Os devaneios de Guilherme Burgos, o encontro de Jaime Hendrix com Torquato Neto e a relação do ocultista Alistério Crowley com o “astrólogo” Fernando Pessoa levam a trama por um labirinto de acontecimentos insólitos, que podem (ou não) conduzir o mundo ao Apocalipse.

Diálogos fabulosíssimos, de Gilles Eduar
O francês Jean de la Fontaine (1621-95) dedicou-se a diversos gêneros da literatura, mas foi com a publicação de suas fábulas que ele adquiriu grande fama. Eduar retomou algumas das mais conhecidas e as recontou em forma de diálogo. São conversas divertidas e muitas vezes surpreendentes, pois o autor subverte a moral contida na fábula clássica e a reinterpreta de forma criativa e original, apresentando outro desfecho ou outro ponto de vista sobre a moralidade que ela inspira. Assim, na nova versão da história da Cigarra e da Formiga, por exemplo, a Cigarra convida a Formiga a ir a uma festa onde vai tocar e cantar, e a pequena trabalhadora, que nunca pensara que podia se divertir, topa pagar o ingresso para assistir ao show da amiga artista.

Pequenos contos para sentir medo, de Christine Palluy (Tradução de Heloisa Jahn)
Quem é que não gosta de ouvir histórias de monstros e outras criaturas assustadoras, daquelas que fazem a gente ter vontade de se esconder debaixo da cama? As que foram reunidas neste volume nem são tão terríveis assim, pois apesar dos personagens pavorosos – um dragão japonês de oito cabeças, uma feiticeira russa, alguns trolls noruegueses, entre outras criaturas assustadoras – todas terminam com uma lição valiosa: a esperteza e a sabedoria sempre vencem o medo e a força bruta.
Ilustrados por vários artistas, os dez contos são provenientes de diversos locais: Noruega, Espanha, Alemanha, França, Japão, Senegal, Cabília (na Argélia), Rússia, Irlanda e China.
Da mesma série, foram publicados também os volumes Pequenos contos para crescerPequenos contos para rir.

Má Companhia em vídeo

Em março nós lançamos o selo Má Companhia, dedicado a obras polêmicas. Por enquanto já estão disponíveis Tanto faz & Abacaxi, de Reinaldo Moraes, e O invasor, de Marçal Aquino. Em breve Não há nada lá, de Joca Reiners Terron, também fará parte da coleção.

Para vocês conhecerem um pouco mais sobre os livros, pedimos para várias pessoas lerem um trecho deles, e o resultado foi o seguinte:

Sem nocaute

Nem Bolaño nem Roth. O primeiro embate da série Encontros Impossíveis, na noite de terça, promovido pela Companhia das Letras e pela Livraria da Vila, terminou empatado por pontos. As torcidas de cada um receberam as camisetas “Eu sou Bolaño” ou “Eu sou Phillip Roth” e, aparentemente — depois de muitas risadas, aplausos e discordâncias —, o resultado não frustrou nenhuma das duas. A turma de Roth foi defendida pela escritora, poeta e professora Noemi Jaffe, e a turma de Bolaño, pelo escritor, editor e designer gráfico Joca Reiners Terron.

O debate começou com jabs bem aplicados de Roth (Noemi) contra o que ela chamou de “estilo estiloso” do chileno Roberto Bolaño e sobre o risco de ele virar um escritor “da moda”. Bolaño (Joca) revidou com punchs contra o que caracterizou de “realismo psicológico” de Phillip Roth, criticando também a descrição de algumas cenas de sexo nos livros do escritor americano. Neste ponto do debate, o juiz (o escritor e jornalista Ronaldo Bressane) interferiu alegando que não seriam permitidos “golpes baixos”.

Noemi defendeu-se alegando que o que interessa mesmo em Roth são suas obsessões que se repetem em todos os livros (a mãe, a morte e o sexo) e que ele não glamouriza o fracasso: seus fracassados são fracassados verdadeiros, inclusive quando fazem sexo.

Joca não baixou a guarda e esquivou-se dizendo que os eventuais excessos estilísticos de Bolaño vêm da sua relação com a poesia (Bolaño considerava-se antes de tudo um poeta). Disse também que o escritor chileno é importante porque projeta para o mundo um novo momento da literatura latino-americana, até então internacionalmente marcada pelo realismo mágico de Gabriel García Márquez. Bolaño seria o grande representante da geração que foi obrigada a viver no exílio por causa das ditaduras latino-americanas dos anos 1970 e 1980, uma “geração sem lugar e sem rosto”.

Noemi Jaffe contou como conseguiu uma das raras entrevistas com Roth (escreveu a seu agente dizendo que “era filha de mãe judia e viveu no Bom Retiro”, um aspecto comum aos temas rothianos) e de como ele foi extremamente duro com ela durante a entrevista. Joca Terron contou que descobriu Bolaño nas páginas do jornal espanhol El País, e que ele mesmo, Joca, foi a “primeira pessoa que falou para mim sobre a existência de Roberto Bolaño”.

Clique aqui para ver as fotos do evento.

Do fundo do poço se vê a lua

Hoje, às 19h, acontece em São Paulo o lançamento de Do fundo do poço se vê a lua, na loja Companhia das Letras por Livraria Cultura do Conjunto Nacional. O autor, Joca Reiners Terron, estará lá para uma sessão de autógrafos e, para marcar o lançamento, pedimos que ele sugerisse uma playlist para aqueles que quiserem acompanhar a leitura do livro com música:

1) The Smiths – Some girls are bigger than others
2) The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
3) Mutantes – Le premier bonheur du jour
4) Abdel Halim Hafez – Kariat El Fingan
5) Eddie Fisher – Dungaree Doll
6) Dean Martin and Jerry Lewis – The money song
7) Umm Kolthum – qualquer música dela
8) Lou Reed – Walk on the wild side
9) Khaled – El arbi

O Conjunto Nacional fica na Avenida Paulista, 2073. Após as 21h30, o lançamento continua na Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 34 – Vila Madalena).

Você também pode ver o trailer do livro e ler entrevistas com o autor por Ronaldo Bressane para o Brasil Econômico e por Ubiratan Brasil para o Estado de São Paulo.

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